2. TEKSTİL YÜZEYLERİNDE TERBİYE İŞLEMLERİ
2.4. Haslık Deneyleri ve Özellikleri
A Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004)37 é resultado de amplo debate nacional integrado nas deliberações da IV Conferência Nacional de Assistência Social38,
37 Artigo 1º da NOB-SUAS/12: A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas. Artigo 2o da NOB-SUAS/12: A assistência social tem por objetivos: I - a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos, especialmente: a) a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; b) o amparo às crianças e aos adolescentes carentes; c) a promoção da integração ao mercado de trabalho; d) a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; e e) a garantia de 1 (um) salário-mínimo de benefício mensal à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família; II - a vigilância socioassistencial, que visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos; III - a defesa de direitos, que visa a garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das provisões socioassistenciais. Parágrafo único. Para o enfrentamento da pobreza, a assistência social realiza-se de forma integrada às políticas setoriais, garantindo mínimos sociais e provimento de condições para atender contingências sociais e promovendo a universalização dos direitos sociais. (Redação dada pela Lei nº 12.435, de 2011)
38 As conferências representam importante trabalho realizado sob a responsabilidade dos Conselhos de Assistência Social. A partir do CNAS são convocadas as conferências descentralizadas, ordinariamente de quatro em quatro anos, ou extraordinariamente na ocasião considerada oportuna. Essas Conferências têm por objetivo avaliar a situação da assistência social no Brasil e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do sistema. Existe um desencadear organizado por níveis territoriais: as deliberações iniciadas no nível municipal ascendem os níveis regionais, estaduais até alcançar o nível nacional, onde importantes deliberações têm resultado no aperfeiçoamento, não apenas nos seus próprios níveis, mas principalmente, na política nacional de assistência social. Os Conselhos de Assistência Social têm caráter permanente e composição paritária, o que significa igual número de representantes do poder público e de representantes da sociedade civil. Os
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realizada em Brasília, em dezembro de 2003 e aprovada em outubro de 2004 pelo Conselho Nacional de Assistência Social39 – CNAS. Essa aprovação expressou uma posição nacional face
representantes do poder público são indicados pelo poder executivo e os representantes da sociedade civil são eleitos em foro próprio e sua composição deve preservar as representações dos usuários, dos trabalhadores e das entidades e organizações de assistência social.
39 LOAS, Artigo 17: Fica instituído o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), órgão superior de deliberação colegiada, vinculado à estrutura do órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social, cujos membros, nomeados pelo Presidente da República, têm mandato de 2 (dois) anos, permitida uma única recondução por igual período. § 1º O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) é composto por 18 (dezoito) membros e respectivos suplentes, cujos nomes são indicados ao órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social, de acordo com os critérios seguintes: I - 9 (nove) representantes governamentais, incluindo 1 (um) representante dos Estados e 1 (um) dos Municípios; II - 9 (nove) representantes da sociedade civil, dentre representantes dos usuários ou de organizações de usuários, das entidades e organizações de assistência social e dos trabalhadores do setor, escolhidos em foro próprio sob fiscalização do Ministério Público Federal. § 2º O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) é presidido por um de seus integrantes, eleito dentre seus membros, para mandato de 1 (um) ano, permitida uma única recondução por igual período. § 3º O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) contará com uma Secretaria Executiva, a qual terá sua estrutura disciplinada em ato do Poder Executivo.§ 4o Os Conselhos de que tratam os incisos II, III e IV do art. 16, com competência para acompanhar a execução da política de assistência social, apreciar e aprovar a proposta orçamentária, em consonância com as diretrizes das conferências nacionais, estaduais, distrital e municipais, de acordo com seu âmbito de atuação, deverão ser instituídos, respectivamente, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, mediante lei específica (Redação dada pela Lei nº 12.435, de 2011). LOAS, Artigo 18. Compete ao Conselho Nacional de Assistência Social: I - aprovar a Política Nacional de Assistência Social; II - normatizar as ações e regular a prestação de serviços de natureza pública e privada no campo da assistência social; III – observado o disposto em regulamento, estabelecer procedimentos para concessão de registro e certificado de entidade beneficente de assistência social às instituições privadas prestadoras de serviços e assessoramento de assistência social que prestem serviços relacionados com seus objetivos institucionais; IV – conceder registro e certificado de entidade beneficente de assistência social; V - zelar pela efetivação do sistema descentralizado e participativo de assistência social; VI - a partir da realização da II Conferência Nacional de Assistência Social em 1997, convocar ordinariamente a cada quatro anos a Conferência Nacional de Assistência Social, que terá a atribuição de avaliar a situação da assistência social e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do sistema; VII - (Vetado.); VIII - apreciar e aprovar a proposta orçamentária da Assistência Social a ser encaminhada pelo órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social; IX - aprovar critérios de transferência de recursos para os Estados, Municípios e Distrito Federal, considerando, para tanto, indicadores que informem sua regionalização mais equitativa, tais como: população, renda per capita, mortalidade infantil e concentração de renda, além de disciplinar os procedimentos de repasse de recursos para as entidades e organizações de assistência social, sem prejuízo das disposições da Lei de Diretrizes Orçamentárias; X - acompanhar e avaliar a gestão dos recursos, bem como os ganhos sociais e o desempenho dos programas e projetos aprovados; XI - estabelecer diretrizes, apreciar e aprovar os programas anuais e plurianuais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS); XII - indicar o representante do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) junto ao Conselho Nacional da Seguridade Social; XIII - elaborar e aprovar seu regimento interno; XIV - divulgar, no Diário Oficial da União, todas as suas decisões, bem como as contas do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e os respectivos pareceres emitidos. Parágrafo único. Das decisões finais do Conselho Nacional de Assistência Social, vinculado ao Ministério da Assistência e Promoção Social, relativas à concessão ou renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, caberá recurso ao Ministro de Estado da Previdência Social, no prazo de trinta dias, contados da data da publicação do ato no Diário Oficial da União, por parte da entidade interessada, do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS ou da Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda.
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ao novo modelo de política, de gestão e de estabelecimento de diretrizes para a efetivação da assistência social como direito de cidadania e como responsabilidade do Estado. Deliberou pela implantação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), cujo modelo de gestão para todo o território nacional integra os três entes federativos e objetiva consolidar um sistema descentralizado e participativo, instituído pela Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS.
Conforme descreve o artigo 1º da NOB-SUAS/12:
A política de assistência social, que tem por funções a proteção social, a vigilância socioassistencial e a defesa de direitos, organiza-se sob a forma de sistema público não contributivo, descentralizado e participativo, denominado Sistema Único de Assistência Social – SUAS.
Parágrafo único. A assistência social ocupa-se de prover proteção à vida, reduzir danos, prevenir a incidência de riscos sociais, independente de contribuição prévia, e deve ser financiada com recursos previstos no orçamento da Seguridade Social.
O SUAS40, portanto, estabelece-se como um sistema público não contributivo, que tem caráter participativo e descentralizado. Ele disciplina a gestão pública da PNAS/2004 no território brasileiro, que é exercida de modo sistêmico pelos entes federativos, em consonância com a CF/88, com a LOAS e com as legislações complementares a ela aplicáveis. Tendo, portanto, como função a gestão e a organização da oferta de serviços, programas, projetos e benefícios da política de assistência social em todo o território nacional, estabelece a corresponsabilidade entre os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) para sua implementação, regulação e cofinanciamento. Para isso, em suas ações está implícito considerar o território, suas diversidades regionais e municipais, no que diz respeito às características culturais, socioeconômicas e políticas, bem como as realidades urbana e rural.
40 LOAS Artigo 16: As instâncias deliberativas do Suas, de caráter permanente e composição paritária entre governo e sociedade civil, são: (Redação dada pela Lei nº 12.435, de 2011) I - o Conselho Nacional de Assistência Social; II - os Conselhos Estaduais de Assistência Social; III - o Conselho de Assistência Social do Distrito Federal; IV - os Conselhos Municipais de Assistência Social.Parágrafo único. Os Conselhos de Assistência Social estão vinculados ao órgão gestor de assistência social, que deve prover a infraestrutura necessária ao seu funcionamento, garantindo recursos materiais, humanos e financeiros, inclusive com despesas referentes a passagens e diárias de conselheiros representantes do governo ou da sociedade civil, quando estiverem no exercício de suas atribuições. (Incluído pela Lei nº 12.435, de 2011).
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A Norma Operacional Básica (NOB-SUAS/12)41 expressa o aprimoramento da PNAS- SUAS no território nacional. Esse aprimoramento tem sido possível graças ao cuidado atento e continuado dos gestores e profissionais nos três níveis (município, distrito federal com os estados e a União). Ela representa o aprimoramento da operacionalização expressa nos sete anos do desenvolvimento da NOB-SUAS/2005.
Esse aprimoramento permitiu perceber que a NOB-SUAS/2005 não mais expressava o arcabouço legal, pois novos procedimentos e legislações foram sendo instauradas, necessitando- se a incorporação dos mesmos em um cuidadoso processo, que sempre envolve ações e responsabilidade compartilhadas. Com o compromisso de buscar atender cada vez mais às realidades expressas nos diagnósticos locais, a NOB-SUAS/12 apresenta o aprimoramento dos novos instrumentos de gestão, de serviços, de programas, de projetos e de benefícios do SUAS, com pactuação de responsabilidades e metas.
Enquanto a NOB-SUAS/05 estabelecia as responsabilidades, os incentivos e os requisitos para habilitação nos níveis de gestão Inicial, Básica e Plena, a NOB-SUAS/12 passa a ampliar o processo, estabelecendo que os níveis de gestão sejam definidos com base no Índice de
41 Em Julho de 2005, ainda dentro do processo de estruturação da PNAS, foi aprovado pelo CNAS, a Norma Operacional Básica nº 130 de 15 de julho de 2005 – (NOB/SUAS 2005), que foi revogada pela Resolução CNAS nº33/2012 que aprova a NOB/SUAS 2012. A primeira NOB no âmbito da assistência social foi aprovada em 1997 pela Resolução CNAS n.º 204, de 04/12/1997, e reunia em um único documento a "Norma Operacional Básica que disciplina o Processo de Descentralização Político-Administrativo nas Três Esferas de Governo no campo da Política de Assistência Social" e a "Sistemática Operacional para financiamento das Ações de Assistência Social". O documento abordava a competência dos entes, níveis de gestão, operacionalização e a sistemática de financiamento, critérios de partilha e prestação de contas dos serviços, benefícios, programas e projetos da Assistência Social. Instituía a CIT com caráter consultivo. A segunda NOB, aprovada em 1998 pela Resolução CNAS n.º 207, 16/12/1998, denominada "Norma Operacional Básica da Assistência Social: Avançando para a construção do Sistema Descentralizado e Participativo de Assistência Social" trazia mais detalhes sobre o financiamento e critérios de partilha dos recursos da Política, responsabilidades dos entes e modelos de gestão, procedimentos para habilitação, competências dos Conselhos de Assistência Social e das Comissões Intergestores Bi e Tripartites como instâncias de negociação e pactuação. A NOB de 2005, aprovada pela Resolução CNAS nº 130, de 15/07/2005, tem o diferencial de ser a primeira NOB sobre o Sistema Único de Assistência Social, que foi instituído pela Política Nacional de Assistência Social de 2004, em observância à Deliberação da IV Conferência Nacional de Assistência Social. A NOB SUAS 2005 incorpora e aprimora as conquistas que foram gradativamente alcançadas com as NOBs anteriores. Dispõe sobre os níveis de gestão, responsabilidades dos entes, instrumentos de gestão, as competências das instâncias de pactuação e deliberação, atualiza e aprimora o capítulo sobre o cofinanciamento e critérios de partilha do SUAS. Cita-se como norma complementar à NOB SUAS 2005, a NOB de Recursos Humanos do SUAS, publicada em 2006 pela Resolução CNAS n.º 269 de 13/12/2006, que dispõe sobre a gestão do trabalho no SUAS, diretrizes para a Política Nacional de Capacitação e as responsabilidades dos entes nesses campos. (www.mds.org.br)
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Desenvolvimento do SUAS - ID SUAS, composto por um conjunto de indicadores mensurados a partir da apuração do Censo SUAS, sistemas da Rede SUAS e outros sistemas do MDS, refletindo o estágio de organização do SUAS em cada âmbito.
A NOB-SUAS/12 tem, portanto, a responsabilidade de organizar o modelo da proteção social, normatizando e operacionalizando os princípios e diretrizes de descentralização da gestão e execução dos serviços, programas, projetos e benefícios. Seu conteúdo visa à definição de estratégias que orientem a sua operacionalidade, orientações de gestão, responsabilidades, e formas de adesão dos entes, cofinanciamento e o papel das instâncias de pactuação e de deliberação, a partir da avaliação do estágio de implantação e desempenho do Sistema.
Tendo a assistência social por função a defesa dos direitos socioassistenciais, a vigilância socioassistencial e a proteção social (hierarquizada entre proteção social básica e proteção social especial, sendo esta última entendida como ações de média e alta complexidade), estão inclusos também a oferta de benefícios assistenciais, prestados a públicos específicos de forma articulada aos serviços, com a finalidade de contribuir para a superação de situações de vulnerabilidade social.
Cumprindo o percurso instigado pelo caráter dirigente da CF/88, a PNAS/2004, ao dispor os seus objetivos, traduz a forma de se alcançar a materialização da LOAS/83, em um momento histórico,42 propondo significativos avanços, com um planejamento de ações de curto, de médio e de longo prazo.
A NOB/SUAS/2005 passa a propor, em todo o território nacional, pactos de aperfeiçoamento do SUAS, com a responsabilidade e o cuidado necessários. Esses pactos foram aperfeiçoados no artigo 23 da NOB-SUAS/2012, que estabelece que deve ser firmado entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios o instrumento pelo qual se materializam as metas e as prioridades nacionais no âmbito do SUAS. Esses pactos constituem-se em
42 A referência a um determinado momento histórico se deve ao fato de há mais de uma década vir sendo mantido no território brasileiro, um mesmo projeto político, que possibilitou a consolidação da Política Nacional de Assistência Social-PNAS, aprovada em 2004. Esses 10 anos de lutas foram marcados por avanços, retrocessos e conquistas, expressos a partir dos trabalhos de YAZBEK, 2004; SPOSATI 2001; PEREIRA, 1996; BOSCHETTI, 2006 e 2009.
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mecanismos de indução do aprimoramento da gestão, dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais. A periodicidade de elaboração do pacto foi estipulada em quadrienal, com o acompanhamento e a revisão anual das prioridades e metas estabelecidas. O acompanhamento dos pactos deverá orientar o apoio técnico e financeiro no sentido do alcance das metas e prioridades.
A operacionalização do sistema de informação da PNAS/2004 esta tratado no artigo 95:
A gestão da informação, por meio da integração entre ferramentas tecnológicas, torna-se um componente estratégico para:
I – a definição do conteúdo da política e seu planejamento;
II – o monitoramento e a avaliação da oferta e da demanda de serviços socioassistenciais. Suas diretrizes estão estabelecidas no artigo 96 (NOB-SUAS/12):
Constituem-se diretrizes para a concepção dos sistemas de informação no SUAS:
I - compartilhamento da informação na esfera federal, estadual, do Distrito Federal e municipal e entre todos os atores do SUAS - trabalhadores, conselheiros, usuários e entidades;
II - compreensão de que a informação no SUAS não se resume à informatização ou instalação de aplicativos e ferramentas, mas afirma-se também como uma cultura a ser disseminada na gestão e no controle social;
III - disponibilização da informação de maneira compreensível à população; IV - transparência e acessibilidade;
V - construção de aplicativos e subsistemas flexíveis que respeitem as diversidades e particularidades regionais;
VI - interconectividade entre os sistemas.
O artigo 97 (NOB-SUAS/12) descreve a sua operacionalização:
A Rede SUAS operacionaliza a gestão da informação do SUAS por meio de um conjunto de aplicativos de suporte à gestão, ao monitoramento, à avaliação e ao controle social de serviços, programas, projetos e benefícios da assistência social e ao seu respectivo funcionamento.
Parágrafo único. São consideradas ferramentas de gestão, que orientam o processo de organização do SUAS, além dos aplicativos da Rede SUAS:
I - o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal;
II - os sistemas e base de dados relacionados à operacionalização do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada, observadas as normas sobre sigilo de dados dos respectivos Cadastros;
III - os sistemas de monitoramento; IV - o Censo SUAS;
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As políticas públicas que compõem a seguridade social, o que inclui as da assistência social, são financiadas com a participação de toda a sociedade, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, do Distrito Federal, dos estados e dos municípios e de diversas contribuições sociais. Os recursos para a execução da PNAS são alocados em fundo próprio, denominado Fundo Nacional da Assistência Social (FNAS)43 para que seja concretizado o cofinanciamento federal das ações da política.
O inciso III do artigo 28 da lei nº 12.435 que altera a LOAS prevê que:
O financiamento da assistência social no Suas deve ser efetuado mediante cofinanciamento dos 3 (três) entes federados, devendo os recursos alocados nos fundos de assistência social ser voltados à operacionalização, prestação, aprimoramento e viabilização dos serviços, programas, projetos e benefícios desta política.
Todo esse processo de articulação é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Ele se desdobra em sistemas locais, estaduais e regionais de assistência social, cumprindo as diretrizes de descentralização da política, respeitando cada território e as suas características.
O processo da Certificação de Entidades Beneficentes (CEBAS) foi instituído pela Lei nº 12.101/09 e regulamentado pelo Decreto nº 7.237/2010, que determina que os certificados passem a ser concedidos às entidades de três áreas de atuação: assistência social, saúde e educação. Os órgãos federais responsáveis por essa certificação são, respectivamente, os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da
43 Artigo 48 da NOB-SUAS/12: Os fundos de assistência social são instrumentos de gestão orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos quais devem ser alocadas as receitas e executadas as despesas relativas ao conjunto de ações, serviços, programas, projetos e benefícios de assistência social. §1º Cabe ao órgão da administração pública responsável pela coordenação da Política de Assistência Social na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios gerir o Fundo de Assistência Social, sob orientação e controle dos respectivos Conselhos de Assistência Social. §2º Caracterizam-se como fundos especiais e se constituem em unidades orçamentárias e gestoras, na forma da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, cabendo o seu gerenciamento aos órgãos responsáveis pela coordenação da política de assistência social. § 3º Devem ser inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, na condição de Matriz, na forma das Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil em vigor, com o intuito de assegurar maior transparência na identificação e no controle das contas a eles vinculadas, sem, com isso, caracterizar autonomia administrativa e de gestão. § 4º Os recursos previstos no orçamento para a política de assistência social devem ser alocados e executados nos respectivos fundos. § 5º Todo o recurso repassado aos Fundos seja pela União ou pelos Estados e os recursos provenientes dos tesouros estaduais, municipais ou do Distrito Federal deverão ter a sua execução orçamentária e financeira realizada pelos respectivos fundos.
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Educação (MEC). As entidades e organizações de assistência social e as entidades beneficentes de Assistência Social são aquelas que prestam, sem fins lucrativos, atendimento e assessoramento aos beneficiários, bem como as que atuam na defesa e garantia de seus direitos. A certificação como entidade beneficente diz respeito ao acesso a algumas isenções fiscais previstas em lei. Não é condição para receber recursos públicos, nem para desenvolver ações de Assistência Social. A condição para desenvolver ações de assistência social é a inscrição da entidade no Conselho de Assistência Social (município e distrito federal).