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Han Kervansaray İlişkisi ve Mimarlık Tarihindeki Yeri 25

4. ARAŞTIRMA VE BULGULAR

4.1. Barutçu Hanı’nın Tarihi ve Şimdiki Durumunun Tespiti

4.1.2. Han Kervansaray İlişkisi ve Mimarlık Tarihindeki Yeri 25

A coleta de dados foi realizada no período do dia 15/10/2007 a 30/11/2007, em horários alternados, num período de 3 a 5 dias em cada biblioteca, num total máximo de 15 horas em cada unidade. Foram priorizados os períodos de pico (por elas indicado) dos turnos manhã, tarde e noite. Em cada biblioteca, também foi entrevistado o profissional de referência, a fim de contextualizar a unidade e o perfil do usuário daquela unidade.

Apesar de todas as motivações já expressas ao longo deste trabalho, destacam-se algumas dificuldades no decorrer da coleta de dados, apesar de as bibliotecas escolhidas terem sido acolhedoras. As responsáveis pelas unidades colaborarem com o trabalho, dando liberdade para a entrevistadora selecionar os entrevistados, cedendo um espaço para a entrevista, e um funcionário ou em algumas, mais de um para colaborar com a coleta de dados.

Ressalta-se que o usuário de catálogo, na maioria das vezes, tem limitação de tempo por motivos variados tais como: vão à biblioteca no momento em que estão em aula; precisam aproveitar o tempo disponível para estudar; passam na biblioteca no momento em que estão indo embora da instituição.

Esse limitador foi sentido em todas as bibliotecas investigadas. Muitos dos usuários convidados a participar da entrevista, perguntavam: “é rapidinho?”, “quanto tempo dura?”. Alguns, após a explicação da entrevistadora, desistiam de participar; outros aceitavam e, aos poucos, se envolviam com as perguntas e com as suas experiências e se esqueciam do fator “tempo”.

Um outro limitador sentido neste trabalho foi o fato de a pesquisa ser submetida à avaliação do COEP24, Comitê de Ética em Pesquisas, órgão institucional da UFMG, vinculado ao Sistema CONEP – Comitê Nacional de Ética em Pesquisa, que objetiva proteger o bem-estar dos indivíduos participantes em pesquisas realizadas no âmbito da universidade. O projeto foi aprovado, uma vez que a fonte primária de informação do estudo é o ser humano.

O problema observado é que o COEP exige a entrega aos entrevistados de um TCLE – Termo de Consentimento Livre Esclarecido, no qual são dadas informações sobre pesquisa, o pesquisador, sobre os procedimentos utilizados, os riscos e benefícios, o custo se aplicado e o caráter confidencial dos registros, bem como, informações de que a participação é voluntária. O termo foi adaptado do modelo proposto e possui duas páginas (conforme apêndice B) seguidas de uma declaração de consentimento que o participante tem que assinar.

Observou-se que muitos usuários, ao serem informados do termo que teriam que ler antes de participar da entrevista, desistiam pelos motivos acima relacionados, característica dos usuários de catálogo, que sempre estão com pressa. Percebeu-se, também, que alguns se sentiam constrangidos por ter que assinar um termo consentindo a participação na entrevista, mesmo sendo informados de que este termo era para o COEP e que, para a entrevista, seria preservado o seu anonimato.

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Maiores informações podem ser obtidas no site. Disponível em: < http://www.ufmg.br/bioetica/coep/>. Acesso em 15 dez. 2007.

Os colegas pós-graduandos, sejam de mestrado, doutorado ou mesmo especialização, foram os que mais dispuseram de seu tempo, aceitando de prontidão participar da entrevista, assim como aqueles alunos de graduação que tiveram experiência com pesquisa através de iniciação científica, ou mesmo através dos trabalhos de pesquisa com o IBGE. Destaca-se, aqui, o fator solidariedade como determinante para o desfecho do trabalho.

Devido a essas questões, somente em duas unidades não foi possível atingir a quota de usuários estabelecida para entrevista no tempo máximo de 15 horas em cada biblioteca. Tal fato não foi prejudicial para a análise comparativa proposta, uma vez que a afirmação de Nielsen (2000) se comprovou na coleta de dados, conforme se verá na análise dos dados no capítulo seguinte.

5.4 Instrumentos de coleta de dados

De acordo com a revisão de literatura, os instrumentos mais recomendados para avaliação de uso de catálogos são as técnicas de entrevista e a observação.

Apesar de o capítulo 2 apresentar vários testes que estão sendo aplicados em estudos de avaliação de usabilidade, neste trabalho utilizou-se a entrevista individual, por não ser este o foco principal. O objetivo central é uma avaliação da interação do usuário com o catálogo, numa perspectiva do usuário final.

Para entender a interação do usuário com o catálogo online do Sistema Pergamum na UFMG, bem como a usabilidade, um dos quesitos propostos, optou-se por utilizar a entrevista semi-estruturada, juntamente com a técnica do incidente crítico, aplicada em uma questão do roteiro de entrevista. A opção por essas técnicas se deveu ao pouco tempo para o desenvolvimento da parte prática da pesquisa, uma vez que as bibliotecas da UFMG estiveram em greve de maio até setembro/2007.

... Indagar-se do indivíduo, sendo questionada uma lembrança de alguma experiência ou acontecimento recente relevante. (Ex. a última busca realizada na literatura) e fazê-lo relatá-la em detalhes. Esta técnica tem se mostrado de grande importância, pois que, apesar de ser notoriamente sabido que as pessoas não merecem confiança quando falam sobre o que elas fazem, geralmente podem se lembrar de um acontecimento recente específico, de maneira acurada. (FIGUEIREDO, 1979, p. 87).

Com relação à entrevista semi-estruturada, Gil (1994) aponta que ela é guiada por uma relação de questões de interesse, tal como um roteiro, que o investigador vai explorando ao longo de seu desenvolvimento.

Triviños (1992) contribui com o tema quando afirma que a entrevista semi- estruturada parte de alguns questionamentos básicos, apoiados por teorias que interessam à pesquisa, e que, logo após, surgem outras interrogativas à medida que se recebem as respostas dos informantes. Nessa modalidade, os informantes podem ser submetidos a várias entrevistas, para que se obtenha o máximo de informações e para se avaliar as mudanças das respostas em momentos diferentes.

Dias (2003) apresenta a entrevista semi-estruturada sendo usada para avaliação de usabilidade. Também caracteriza a entrevista individual, comparando-a com o grupo focal (quadro 4). Optou-se pela entrevista individual por possibilitar: ao entrevistador um contato direto com o entrevistado, além de proporcionar ao entrevistado tempo e tranqüilidade para expor suas idéias, liberdade de responder ou não uma questão, sem constrangimentos pela presença de outros participantes, salvo o entrevistador.

Quadro 4: Características da entrevista individual de do grupo focal

FATORES ENTREVISTA INDIVIDUAL GRUPO FOCAL

Interação no grupo Não existe. É presente e estimula novas

idéias

Pressão de grupo Não existe. Pode desafiar e gerar o

pensamento dos participantes.

Competição Não existe. O entrevistado

tem todo o tempo disponível para expressar suas idéias.

Os participantes competem pelo tempo. Cada participante tem menos tempo para expor suas idéias.

FATORES ENTREVISTA INDIVIDUAL GRUPO FOCAL

Influência Não existe influência de

outras pessoas.

As respostas podem ser influenciadas pela opinião de outros.

Assunto Controverso Sentindo-se à vontade o

entrevistado não terá problema em falar sobre estes assuntos com o entrevistador.

Alguns participantes podem sentir-se constrangidos na presença de várias pessoas.

Cansaço do entrevistador

Muitas entrevistas individuais podem causar fadigas e aborrecimentos

Possibilita a condução de mais de uma entrevista sobre um único assunto, devido seu papel passivo.

Quantidade de Informações

Podem alcançar uma grande quantidade de informações, demandando muito tempo e custo.

Uma quantidade grande de informação pode ser obtida em um curto espaço de tempo e a um custo reduzido. Fonte: Adaptado de Dias (2003)

Na análise e interpretação dos dados, será aplicada a técnica de análise de conteúdo que, segundo Bauer; Gaskell (2002), é uma categoria de procedimentos explícitos de análise textual para pesquisa social que, apesar de alguns exemplos apresentarem descrições numéricas de algumas características do texto, possui uma atenção especial para os tipos, qualidades e distinções de conteúdo. O capítulo 6 apresenta essa análise.

6 COMO OS USUÁRIOS DA UFMG USAM E INTERAGEM COM O CATÁLOGO DO PERGAMUM

Este capítulo pretende apresentar o contexto das bibliotecas estudadas e os resultados encontrados durante a pesquisa. Como explicado no capítulo anterior, a pesquisa foi realizada em 8 bibliotecas separadas por área do conhecimento, pertencentes ao Sistema de Biblioteca da UFMG e teve como objeto de avaliação a catálogo online do Sistema Pergamum.

Antes da implantação desse Sistema, a UFMG usava, desde 1997, o VTLS – Virginia Tech Library System, desenvolvido em arquitetura cliente/servidor. A única exceção era uma biblioteca que será apresentada no decorrer da contextualização. No fim de 2003, foi realizada a conversão dos dados existentes na Rede Bibliodata/Calco, porque o VTLS estava obsoleto e tinha um alto custo de manutenção (OLIVEIRA, 2003).

O suporte do VTLS25 era no Rio de Janeiro e não era acessível, avaliou-se o Pergamum, software brasileiro, com linguagem em português, com custo melhor, entre outros sistemas também avaliados na época, como o Virtua (versão brasileira do VTLS). No início de 2004, o sistema VTLS foi substituído pelo Sistema Pergamum, alvo deste estudo.

Como já explicado, o Pergamum contempla as principais funções de uma biblioteca, embora, neste estudo, se detenha apenas no módulo denominado catálogo online. A interface dessa consulta foi apresentada no capítulo quarto. A disposição das opções de consulta é definida pela instituição-cliente (ver anexo A). Um exemplo: a UFMG decidiu tirar do ar no início de 2007 a pesquisa booleana, visando otimizar o sistema, conforme se vê a seguir.

25

Informação repassada pelas bibliotecárias da UFMG, durante a entrevista de referência exposta neste capítulo.

Conforme já mencionado, o item a seguir objetiva ser uma breve contextualização das unidades estudadas.

6.1 Contexto das unidades estudadas e um breve perfil dos

Benzer Belgeler