GEREÇ VE YÖNTEM
6) Hamilton Anksiyete Derecelendirme Ölçeği:
A opinião - explicitada pela produção de argumentos registrados na composição do texto dissertativo-argumentativo de duas teses, conforme resultado de análises apresentadas – articula-se por dois modelos de organização. Tal organização, pressuposta pelos fundamentos teóricos da bibliografia básica, por um lado, deve assegurar a veracidade dos argumentos que devem ser comprovados por duas perspectivas. Uma refere-se ao uso adequado de palavras significativas – aquelas que no contexto de seus significados linguísticos, modalizados pela situação de uso em práticas discursivas possibilitam construir proposições – bem como agrupamentos de palavras e/ou de frases que asseguram a expansão dos sentidos textuais-discursivos. Essa expansão linguística deve assegurar a produção de informações necessárias para justificar a opinião do autor e deve ser interpretada pelo leitor como proposições. Por conseguinte, trata-se, segundo Silveira (2006), de uma aprendizagem centrada no funcionamento da língua que, na sua relação com o pensamento crítico-reflexivo do produtor leitor, precisa possibilitar inferências autorizadas, de sorte a explicitar a construçãode sentidos específicos. Tais sentidos
são aqueles implicados na microestrutura do texto-produto que, se por um lado asseguram a produção de proposições explícitas, nas suas relações necessárias com as implícitas, com a finalidade persuadir o leitor quanto ao ponto de vista do produtor-autor. Esse ponto de vista é aquele pelo qual o tema está sendo focalizado como assunto da conversa entre esses dois interlocutores e, assim sendo, trata-se da perspectiva orientada pelos seus respectivos conhecimentos prévios que, tanto podem levar o leitor a aderir, ou a refutar a posição do produtor-escritor
Essa organização dos argumentos é considerada em relação aos seguintes tópicos:
a) referente textual vida, tematizada, ou recortada na sua modalidade virtual e
apresentada ao leitor como resultado de avaliação quantitativa de pesquisas científicas;
b) tese 1, sustentada por hipótese pressuposta pelas práticas discursivas dos
cientistas;
c) contra argumento, opinião do autor a respeito da tese1 em contraposição
ao ponto de vista assumido pelos homens das ciências;
d) tese 2, ou hipótese defendida pelo enunciador-autor, em relação ao mesmo tema, focalizado por uma outra perspectiva;
e) argumentos, fundados na causalidade entre as duas teses;
f) premissas que fundamentam a hipótese da tese 2;
g) conclusão da tese 2, conforme análises apresentadas no item anterior a
este.
Um segundo modelo de organização dos argumentos pressuposto pela mesma autora é o uso das categorias do esquema cognitivo de texto argumentativo, designado superestrutura textual. Diferente do primeiro modelo de organização, este esquema categorial possibilita organizar os sentidos globais atribuídos ao texto pelo seu leitor, neste caso, os argumentos foram assim considerados, quanto às
categorias desse modelo de organização:
Marco das Cognições Sociais da Idade Moderna: ressignificar a cultura medieval pela cultura humanística, bem como o modelo de formação social pelos princípios da racionalidade humana.
a) No campo da educação: formação do jovem, voltada para o mundo da vida: desenvolvendo todas as suas potencialidades fisíco-psíquicas, sócio- cognitivo-interativas, em todos os campos do saber, tendo por parâmetro a reconstrução de velhos conhecimentos em todas as áreas do saber.
b) No campo sócio-político-econômico-financeiro: formar o jovem para o
mercado do trabalho.
c) Na contemporaneidade dessa modernidade: formar o jovem para o
mundo tecnológico da comunicação virtual, compreendendo que esta modalidade de comunicação não abarca aquela referente à totalidade do mundo da vida.
Circunstâncias da contemporaneidade: aquelas decorrentes das mudanças concebidas como necessárias para o desenvolvimento de potencialidades do ser humano para atender às necessidades de um modelo de formação sócio-cultural que exige reestruturação em função do desenvolvimento técnico-científico, desencadeado pela força da produção da microengenharia elétrico-eletrônica.
a) No campo da Educação: formar jovens críticos-reflexivos para contribuir
com as mudanças necessárias do novo modelo de formação sócio- cultural, em todos os campos do saber = formação generalista sem deixar de atribuir relevo ao aprendizado quanto ao uso das novas tecnologias no campo da comunicação: educação para a vida, nela inclusa aquela do mundo do trabalho, dentre outras.
Ponto de Partida: Os jovens brasileiros, dentre outros, estão sendo formados para se integrarem totalmente e o mais rapidamente possível à vida virtual: suporte do mundo político-econômico e financeiro do Mercado Global, mas não para o universo da vida; por isso, estão se tornando, a cada dia, pessoas menos saudáveis.
Fatos:
1) Os cientistas comprovam, por meio de estatísticas, a integração dos jovens
em ávidos consumidores dos recursos oferecidos por esses meios de transmissão de sinais que geram informações;
2) Os dados científicos são quantitativos, por isso, observando a formação do
adulto quando jovem, e aquela da contemporaneidade, pode-se afirmar que eles estão se tornando cada dia menos saudáveis;
Legitimidade: a concepção de vida não se reduz ao mundo da comunicação virtual, ou a qualquer outro, visto que a existência humana é construída na interação com todos aqueles com quem se possa estar em relação efetiva e afetiva - sem o que o desenvolvimento de todas as suas potencialidades fica comprometido: ensinam os homens de cultura humanística.
Reforço: adulto idoso, ou idoso-adulto são mais sociabilizados e socializados, mais saudáveis, mais críticos e reflexivos (cérebro na vida real = maior interação com pessoas reais); crianças jovens ou jovens crianças internautas são poucos sociabilizados e socializados, menos críticos-reflexivos e menos saudáveis tanto fisicamente, quanto psiquicamente.
Conclusão: O autor conclui o texto admitindo que passar algumas horas exercendo atividades como praticar esportes, dormir, ler livros, sair com amigos, ir ao cinema ou ao teatro, estudar, namorar, ir à praia ou ao futebol, visitar a avó, conversar fiado ao telefone trás mais vantagens que utilizar esse tempo na
internet, mas não há nada melhor que passar algumas horas passeando,
ociosamente, pelas ruas.
Admito que muitas dessas atividades possam ser substituídas com vantagem pelas horas que o brasileiro passa na internet. Mas flanar chutando latinhas, não.