2. GENEL BİLGİLER
2.8. SERBEST RADİKALLER VE ANTİOKSİDANLARIN APOPTOZİS
2.8.2. Serbest Radikal Oluşumundaki Başlıca Mekanizmalar
2.8.2.5. Halojenlenmiş Hidrokarbonlar
Rogério de Abreu Menescal 1
Vicente de Paulo Pereira Barbosa Vieira 2
Sandra Keila Freitas de Oliveira 3
RESUMO
No estudo e prática do gerenciamento de risco, uma dificuldade comum é encontrada no nível de definições básicas. Neste contexto, este trabalho apresenta uma coletânea de termos e expressões relacionadas à segurança de barragens e ao estudo do risco associado, visando uniformizar a comunicação entre os profissionais interessados e atenuar a disparidade de termos através da definição de uma terminologia clara e com interpretações bem definidas que tenta reduzir ao máximo os desvios naturais de interpretação.
1 – INTRODUÇÃO
Segundo Oboni (1999), há realmente uma forte e crescente demanda do público em saber seu nível de exposição ao risco e os esforços que são empreendidos para mitigar esses riscos. Ao mesmo tempo, indústria e entidades públicas se empenham para reduzir recursos humanos e financeiros, enquanto tentam manter um nível das atividades condizente com as expectativas internas e externas (o público). Percepções públicas são freqüentemente o resultado de reações irracionais e emocionais a informações da mídia, uma situação que freqüentemente fica mais aparente no resultado de eventos de crise. Quando crises acontecem, organizações ficam sujeitas ao escrutínio do público e da mídia, que freqüentemente resultam em
1 COGERH - Diretor de Operações e Monitoramento 2 UFC – Professor Titular
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acusações, responsabilidades e perdas de oportunidades. Este processo pode ser claramente exemplificado com a situação de crise de energia por que passamos atualmente, quando os investimentos necessários foram reduzidos ao ponto de atingirmos níveis inaceitáveis de risco.
Risco deve ser reconhecido como sendo onipresente e considerado como um parâmetro do cotidiano em qualquer atividade humana. Avaliação de Risco, tomada de decisões baseadas em risco, avaliação de viabilidade de projetos baseada em risco, estudos do erro humano e o desenvolvimento de planos mitigadores de risco e planos de administração de crise, para riscos que podem ou não ser mitigados, estão se tornando armas essenciais no arsenal de gerentes modernos, geralmente agrupados na expressão de Gerenciamento de Risco.
Segundo Salmon (1995), uma avaliação de risco recorre a três perguntas fundamentais:
1. Que pode dar errado? (Ameaça)
2. Quanto isso é provável ? (Probabilidade de ruína) 3. Que danos isso causará ? (Conseqüência de ruína)
Os principais elementos da avaliação de risco de segurança de barragens são: 1. Listar todos os modos e seqüências de ruptura concebíveis (identificação de
ameaças).
2. Elencar estes modos e selecionar aqueles que são possíveis de acontecer. 3. Exibir estes modos em uma árvore de eventos com a lógica que melhor
representa a realidade física dos modos de ruptura potenciais.
4. Estimar as probabilidades em cada ramo da árvore de eventos; alguns ramos levam à ruptura, outros não.
5. Executar os processos de cálculo para conseguir a probabilidade (ou probabilidades) de vários tipos de ruptura.
6. Revisar os ramos críticos da árvore de eventos para ver qual das probabilidades atribuídas precisam de refinamento adicional.
7. Documentar o processo inteiro de uma maneira transparente, especialmente as razões para a indicação de probabilidades, de forma que todos os passos sejam fáceis para revisar.
8. Determinar as conseqüências dos vários modos de ruptura.
Uma dificuldade óbvia com esta abordagem é a atribuição de probabilidades. As probabilidades que a resposta da barragem às cargas aplicadas ou condições levarão à ruptura também devem ser estimadas. Estas probabilidades devem ser estimadas por engenheiros experientes, peritos na área em questão e familiarizados com a barragem e com todas as investigações e estudos prévios à sua disposição. Menescal e Vieira (1999) apresentam um exemplo de procedimento a ser adotado para o estudo do risco em sangradouro de barragens.
Os principais benefícios de uma avaliação de risco são:
- Um processo estruturado para o uso consistente e efetivo de juízo de engenharia (cenários de ruína, árvores de eventos, probabilidades estimadas etc.)
- A oportunidade para descrição e quantificação explícita do juízo de engenharia.
- Uma avaliação da importância relativa de perigos, para subsidiar decisões no requisito para estudos adicionais e melhoria da segurança.
- Uma consideração equilibrada de todos os fatores, proporcional com sua contribuição para a probabilidade de ruína, inclusive aquelas não agradáveis para análise, porque a avaliação segue a partir das condições, peculiaridades, vulnerabilidades e modos de ruína associados, únicos para cada barragem individualmente.
- Um método consistente por comparar a segurança (risco) relativa de barragens.
- Uma base mais formal para priorizar melhorias da segurança de barragens. - A melhor resposta disponível para a pergunta, “quão segura é nossa
barragem?”.
Menescal et allii (2001a) apresenta uma metodologia para avaliação do potencial de risco em barragens do Semi-árido que permite a identificação e priorização de ações de forma mais eficiente com os recursos disponíveis. Através de informações estruturais, sociais, econômicas e ambientais uma matriz permite que seja estabelecido o nível mais apropriados de monitoramento hidrológico, inspeção, manutenção, operação, controle ambiental, sistema de alerta, organização dos usuários, instrumentação etc.
Segundo Silveira (1999), os métodos de análise de risco são de grande utilidade para os proprietários de um grande número de barragens, onde a necessidade de
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execução de várias medidas corretivas e a limitação dos recursos disponíveis, exigem a otimização dos recursos sem prejudicar as condições de segurança das estruturas em jogo. Métodos de tomada de decisão e de análise de risco são muito úteis para se decidir sobre as medidas a serem tomadas, de modo mais racional possível. Uma barragem é considerada segura se satisfaz os critérios atuais de projeto, se estiver apresentando um desempenho satisfatório e se nenhuma deficiência for registrada nas inspeções “in situ”, dispensando dessa forma a necessidade de uma análise de risco. De outro lado, se os padrões atuais não foram atendidos, se houver modificações nos critérios de projeto ou se deficiências em potencial foram detectadas deve-se proceder, então, a uma análise de risco. Um “workshop” é estabelecido para a identificação das deficiências em potencial, para a construção da árvore de eventos e a estimativa das probabilidades envolvidas nos vários eventos. Segundo Henning et allii (1998), práticas de avaliação de risco também estão sendo integradas no Programa de Segurança de Barragens para ajudar a entender as muitas incertezas associadas ao desempenho seguro de barragens existentes e os seus impactos no risco. Pretende-se que a avaliação de risco seja uma ferramenta adicional que conduza a decisões melhores ajudando a alcançar os seguintes objetivos:
- Reconhecer que todas as barragens têm algum risco de ruptura; - Considerar todos os fatores que contribuem para o risco;
- Identificar os fatores mais significantes que influenciam no risco e incerteza, que facilitam a identificação eficiente de dados adicionais e análises; - Identificar uma gama ampla de alternativas para administrar o risco, incluindo
monitoramento e outros métodos não estruturais;
- Direcionar fundos e recursos para ações de redução do risco que alcançam risco equilibrado entre barragens e entre modos de ruptura em barragens individuais;
- Estabelecer de credibilidade aos tomadores de decisão e devida diligência para ações de redução do risco.
Usar aproximações de avaliação de risco para avaliar segurança de barragens não é uma idéia nova. As Diretrizes Federais para Segurança de Barragens nos Estados Unidos encorajaram o desenvolvimento de aproximações baseadas em risco para segurança de barragens. Estas diretrizes foram implementadas para barragens reguladas pelo governo federal por um memorando presidencial datado de 4 de outubro de 1979. Práticas de avaliação de risco foram inicialmente focadas para avaliar economicamente as ações corretivas propostas. Porém, seu uso diminuiu a medida que a experiência mostrou que a maioria das decisões sobre segurança
de barragens eram dirigidas por preocupações pela segurança do público. Durante os últimos 10 a 15 anos a maioria das deficiências de segurança de barragens eram relativamente óbvias. Assuntos como “piping” ativo não requerem investigações extensas para avaliar a confiabilidade do desempenho seguro da barragem e a necessidade de modificações. Hoje, questões de segurança de barragens estão ficando tipicamente mais complexas. Práticas de avaliação de risco facilitam a consideração de fatores de risco complicados e as influências introduzidas por incertezas associadas.
As Figuras 1 e 2 tentam mostrar esquematicamente como o gerenciamento do risco deve ser conduzido pelas partes interessadas (Instituições Reguladoras, Público e Responsáveis pela Barragem) a fim de garantir um nível de risco aceitável pela sociedade como um todo.
Menescal et alli (2001b) apresenta um estudo de incertezas e ameaças envolvidas nas diversas fases da vida de uma barragem. Algumas dessas ameaças podem ser quantificadas e tratadas pela metodologia de análise de risco permitindo um controle de risco dentro da faixa aceitável.
2 – TERMINOLOGIA
A Tabela 1 apresenta uma coletânea de termos e expressões relacionadas com a segurança de barragens e o estudo do risco associado. Os termos foram mantidos, na medida do possível, na sua língua original para evitar os desvios naturais da interpretação permitindo um acesso às definições originais dos autores.
Na revisão bibliográfica também foram consideradas algumas das definições sobre risco e segurança contidos em Castro (1999) que apresenta a Política Nacional de Defesa Civil.
Kreuzer (2000) cita que encontra-se em fase de elaboração pelo Comitê Internacional de Grandes Barragens um Boletim denominado “Risk assessment as an aid to dam safety management” que conterá um glossário com a definição de termos de gerenciamento de risco.
A regulamentação canadense é uma das mais avançadas sobre análise de risco e um dos documentos de referência é o “Risk Analysis Requirement and Guidelines” produzido pela Canadian Standards Association, em 1991 (CSA, 1991).
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