III. ED-DEMÂMÎNÎ‟NĠN YAġADIĞI DÖNEME GENEL BĠR BAKIġ
III.3. Dini ve Kültürel Hayat
III.3.2. Hindistan‟da Dini ve Kültürel Hayat
2.3. Kullandığı Deliller
2.3.2. Hadisler
Paradigma é um ponto de vista, um modelo, uma concepção de mundo. São os referenciais teóricos pedagógicos, os conhecimentos científicos e/ou relacionados à experiência (empírico), que originam, percebem ou fazem decorrer o entendimento de mundo do sujeito.
No Quadro 3, Frison (2006, p. 28) apresenta constatações que se originam das mudanças paradigmáticas e que abrem caminhos quanto à urgência, à necessidade de uma ruptura da visão de mundo, diante dos processos de ensino e de aprendizagem e diante da vida. Paradigma Tradicional (Era Industrial) Paradigma Emergente (Era da Informação e do conhecimento)
Conhecimento - Transmissão - Modelagem - Construção coletiva pelos sujeitos envolvidos - Questionamento das verdades científicas
- Conhecimento a partir da multidisciplinariedade
Aprendiz (alunos, trabalhadores)
- Passivos receptores, na espera do repasse da informação - Objeto, depositário de conhecimentos e tarefas
- Ativos, autônomos, construtores, investigadores, transformadores do conhecimento - autoestudo, autoavaliação, autoconstrução, autoeco-organização, autorregulação
Objetivo do educador - Promover e classificar as pessoas -
Detentor do conhecimento - Desenvolvimento dos talentos dos aprendizes - Questionamentos, discussão de valores e de propostas de ação - Auto-regular as
aprendizagens
Relações - Impessoal entre o educador e os aprendizes - Distante, permeada de superioridade
- Pessoal entre os envolvidos - Construção de parcerias, trabalho em equipe, visão compartilhada
Contexto - Aprendizagem competitiva, individualista, informação limitada - Aprendizagem centrada na memória, retenção de conteúdos previamente definidos
- Aprendizagem cooperativa, compartilhada, pluralidade de opiniões e de informações
Concepção de educador - Qualquer pessoa pode ensinar - Demanda um educador que busque formação permanente e o
entendimento de como os sujeitos aprendem - Perfil problematizador, questionador, que reflete e provoca reflexões na e sobre a aprendizagem Quadro 3 - Paradigma Tradicional versus Paradigma Emergente
Busca-se uma prática que possibilite ao estudante um olhar crítico diante da vida, para que sejam capazes de analisar e se posicionarem, por exemplo, sobre problemas que irão criar impactos significativos no perfil social e econômico mundial, como a destinação do lixo e do esgoto; o tratamento da água; a ocupação dos mananciais; a poluição dos rios; a utilização das células-tronco na medicina; o crescimento desordenado das cidades; os transgênicos; a importância da alimentação adequada; o respeito à vida; a cidadania; a qualidade de vida; o comportamento ético.
De acordo com Freire (1980, p. 22):
O homem não pode participar ativamente na história, na sociedade, na transformação da realidade, se não é auxiliado a tomar consciência da realidade e de sua própria capacidade para transformá-la. Ninguém luta contra as forças que não compreende, cuja importância não mede, cujas formas e contornos não discerne. [...] A realidade não pode ser modificada, senão quando o homem descobre que é modificável e que ele pode fazê-lo. É preciso, portanto, fazer desta conscientização o primeiro objetivo de toda educação: antes de tudo provocar uma atitude crítica, de reflexão, que comprometa a ação.
O professor infere que a falta de informação teórica de seus alunos vem da pouca leitura realizada e das horas passadas em frente à televisão, ao computador, aos videogames. Muitas vezes, há maior tempo de exposição à televisão do que às aulas e aos estudos. No entanto, aí está o princípio de um problema maior: o professor é monomídia e o aluno, polimídia. Esse diálogo disforme compreende um conjunto razões, cuja discussão pode resultar, sem dúvidas, em outra dissertação.
Cabe à escola, na pessoa do professor, reunir as informações que os estudantes trazem das mídias e ordená-las. Elas podem ser usadas, por exemplo, para discutir uma doença, um problema ambiental, um problema familiar. É importante, pois, canalizá-las para a educação formal, tornar a escola um lugar de síntese de informações, conferindo-lhes significados.
Colom (1994, p. 78 apud BARCELLOS, 2005) diz que:
[...] um espaço onde seja possível em uma sociedade culturalizada pela informação das mídias e pela intervenção educativa urbana, realizar a necessária síntese doadora de sentido de razão crítica de todas as mensagens - informações acumuladas de forma diversa e autônoma através dos meios tecnológicos. Síntese e significado enquanto re - ordenação e re - estruturação da cultura recebida no mosaico. Desta forma, conceber a escola como um espaço de síntese é acreditar nela como estrutura possibilitadora de significado mais do que como estrutura possibilitadora de informação.
estão à disposição. Nem tudo o que está escrito na web é verdadeiro, os alunos devem ser conscientizados sobre a procedência da informação. Nos trabalhos de pesquisa solicitados, eu ressalto a importância da sobreposição de informações ao menos em duas fontes bibliográficas. Demo (2005, p. 85) afirma que “a competência moderna profissional exige pesquisa e elaboração própria.”
Existe grande dinamismo nas relações diárias da escola e da sala de aula. Os grupos são importantes na constituição dos sujeitos: vidas, saberes, aprendizagens, contextos diferentes se entrecruzam. Enricone (2005, p. 93) afirma que:
A consideração das diferenças individuais e de ritmos de aprendizagem vêm sendo cada vez mais enfatizada, principalmente a partir do paradigma humanista cujo autor mais célebre é Rogers que defende dois princípios: valorização do desenvolvimento da pessoa e valorização das relações interpessoais.
Aprender é o resultado da ação recíproca entre estruturas mentais e o meio circundante. No núcleo da educação está a aprendizagem, o professor é quem faz, cria ou produz condições para que o processo de aprendizagem se efetive.
Segundo Ramos (2008, p. 62):
O que move o sujeito para a aprendizagem é a falta. A falta gera desejo e sem desejo não há possibilidade de aprender, pois aprender implica domínio, apropriação, ter poder sobre, tomar algo como seu [...] pode-se afirmar que o ato de aprender sempre pressupõe uma relação com outra pessoa, a que ensina.
A interação professor – instituição - aluno e vice-versa é relevante, pois o aluno é quem ganha. A responsabilidade pela aprendizagem escolar é igualmente dividida entre gestores, professores, estudantes e famílias. No VII Encontro sobre Investigação na Escola, realizado na PUC-RS/2007, foi unânime, na síntese final do encontro, a solicitação dos educadores para que os pais envolvam-se mais com a educação de seus filhos, pois é na família que inicia formação moral, a escola aprofunda e consolida tal formação.
Demo (2005, p. 31) compartilha dessa ideia:
O apoio familiar é também expediente significativo, evitando-se que o processo de aprendizagem se torne problema apenas escolar; a família precisa participar plenamente, não fazendo o que o aluno deve fazer por si, mas garantindo o apoio necessário, em todos os sentidos; os exercícios passados para fazer em casa precisam ser feitos em condições favoráveis, é importante impulsionar a iniciativa própria do aluno em termos de procurar material, ler sempre, armazenar informação etc.
A afetividade é muito importante no processo de ensino e de aprendizagem, pois se estabelece uma parceria, um contrato didático com o aluno. (MASSETO, 1992 apud ANASTASIOU, 2003, p. 16). É necessário que os estudantes se comprometam com o próprio processo de aprendizagem, tomando consciência do caminho a ser percorrido.
Através deste compromisso, haverá a colaboração necessária para o sucesso do projeto educacional. O professor somente vai saber que o aluno aprendeu, quando este aplicar seu conhecimento para promover uma mudança real e permanente em seu comportamento, em sua vida.
Com a cabeça cheia de ideias e sedenta por mudanças, tentei uma mudança concreta na prática docente na sala de aula em que atuo. Há necessidade de reelaborar o trabalho, já que a prática fragmentada não mais atende às exigências do público escolar e da sociedade da qual ele participa. Segundo Morin (2000, p. 37), “uma sociedade é mais que um contexto: é o todo organizador de que fazemos parte.”
3 METODOLOGIA
Neste capítulo, descrevo o contexto e os sujeitos da pesquisa, a proposta de trabalho desenvolvida, a abordagem metodológica do estudo, os instrumentos de coleta de dados, a metodologia de análise dos dados.