A seguir são apresentadas as principais considerações de algumas pessoas com deficiência, sobre o local visitado, registradas utilizando-se a técnica
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de grupo focal, conforme metodologia anteriormente apresentada.
2.10.1. Pessoa usuária de cadeira de rodas (PCR)
Ao chegar à frente da Casa das Rosas viu a enorme escada, como descreveu, e questionou como faria para entrar. Foi orientado a aguardar trazerem a rampa. Pegaram duas rampas, uma para cada roda passar, esticaram apoiando nos degraus, e empurraram a cadeira para cima. Ele e sua esposa consideraram o recurso oferecido muito perigoso. Disse ter aceito o uso, pois queria ver qual era o procedimento e que por ser jovem, fica mais fácil encarar situações como essas; para um idoso seria impossível.
Entrou e achou a casa maravilhosa, gostou muito do ambiente, conforme suas palavras. Quis saber a história da casa e contaram que utilizaram um fosso original para instalar o elevador. Diz ter compreendido o fato de o elevador ser pequeno, como o é, por ser um patrimônio tombado que não permite muita alteração. Percebeu que, além do elevador, o prédio não tinha qualquer adaptação, e questionou um funcionário. Foi informado que havia três anos que uma licitação tinha sido feita e aguardavam a rampa.
Sobre o banheiro disse que é o mesmo para todo mundo; que embora seja muito grande, não foi feita qualquer adaptação.
Não recomendaria aos seus amigos a visita à Casa das Rosas, pois sabe que alguns não teriam condição de utilizar a rampa disponível. Finalizou com a seguinte declaração: “Eu fiquei decepcionado com a Casa das Rosas porque a gente sempre acha que tem uma luz no fim do túnel, mas lá não tinha”.
Acessibilidade nos bens culturais imóveis 2.10.2. Pessoa idosa (PI)
A pessoa idosa deu a volta em toda a Casa e verificou que havia degrau em todos os acessos. Criticou, por ser um espaço cultural sem acesso. Os degraus da escada a desencorajaram, e a pessoa que ofereceu ajuda, a deixou constrangida, ao pegar em seu braço para subir, sem pedir permissão.
A falta de acesso adequado fez com que ela não entrasse no local e, portanto não conhecesse o interior da Casa das Rosas. Já havia caído em situação semelhante e preferia não correr o risco.
Questionou sobre a ausência de rampa na saída para a Al. Santos, pois não viu motivo, já que ali, um jardim moderno como caracterizou, não parecia ser tombado como a área da Casa das Rosas.
Disse que, os funcionários devem ser capacitados para saber atender as pessoas, dentro de suas dificuldades. E que quando houver rampa, voltará para conhecer a Casa das Rosas.
2.10.3. Pessoa com deficiência visual (PDV)
Vindo da estação Brigadeiro do Metrô, teve ajuda de um funcionário- aprendiz, que não conhecia a Casa das Rosas, mas sabia que uma das saídas tinha a indicação. Só podia acompanhá-lo até a travessia. A orientação dada é que seria uma casa amarela no próximo quarteirão. Teve grande facilidade para percorrer a Avenida Paulista sem qualquer acompanhamento, pois tem piso tátil direcional.
Ao atravessar avistou uma construção amarela, e achando que o percurso tinha sido menor do que esperava, parou em uma banca de jornal em frente para confirmar. Foi informado que ainda teria que fazer mais uma travessia e
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na próxima banca, em frente, encontraria a Casa das Rosas. Seguindo as instruções não avistou nenhuma construção amarela, como tinha sido informado no início, contudo o jornaleiro da segunda banca confirmou estar no lugar correto. Neste momento do relato, a PDV explicou que a orientação feita de forma correta e detalhada é essencial para o sucesso do deslocamento. Complementou dizendo que, seria bem-vinda uma ramificação do piso tátil direcional para a entrada da Casa das Rosas.
Sua impressão foi que a Casa das Rosas não possui qualquer recurso de acessibilidade, com exceção do elevador. Ao apresentar seu desejo de visitar o local foi dito que ficasse à vontade. Neste momento questionou os recursos de acessibilidade para sua visita, então a recepcionista chamou alguém para conduzi- lo. Como já havia passado das 19 horas não havia mais educadores que pudessem acompanhá-lo. A própria recepcionista iniciou a visitação, até a chegada da outra pessoa, mostrando os detalhes da parede e descrevendo o teto de gesso. Um segurança do local deu continuidade à visita. Pela roupa, o visitante notou que se tratava de um segurança. E julgou que foi muito bem na condução, considerando que esse funcionário não recebeu qualquer treinamento para tal atividade. O segurança disse ter observado o pessoal que faz esse atendimento especializado e assim, aprendido pelo o convívio. Recebeu a informação de que as visitas acessíveis, geralmente para grupos pré-agendados, acontecem duas vezes ao dia.
2.10.4. Pessoa com deficiência auditiva (PS)
Nunca tinha ido à Casa das Rosas, mas tinha conhecimento que se tratava de um patrimônio histórico e que suas atividades eram relacionadas à
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literatura. Encontrar o local e entrar não foram dificuldades para esta pessoa.
Dos locais visitados, foi o pior em sua avaliação, pois sentiu que os funcionários não fizeram esforço nenhum em tentar se comunicar com ela. Tudo que fizeram foi entregar-lhe um papelzinho, largando-a sem qualquer atendimento mais adequado.
Foi ao banheiro rosa e gostou do espaço, mas não havia ninguém para passar qualquer informação.
De forma geral, considerou o espaço sem qualquer atrativo para ela.