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BÖLÜM 2. MOLEKÜLER TøTREùøM SPEKTROSKOPøSø

2.4. Grup Frekansları

Conforme observamos anteriormente, as tipologias de loteamentos fechados encontradas no Brasil e verificadas em nossa pesquisa empírica, muito se assemelham às descritas por Blakely & Snyder (1997), no caso dos Estados Unidos. Em nosso entender a colagem do modelo americano explica as diferenças encontradas nos empreendimentos brasileiros.

As prestiges communities, nas quais distinção e poder são as motivações principais, são encontradas no Brasil e atendem tanto a elite quanto as classes médias. Os fechamentos são promovidos pelo empreendedor, que constrói muros e guaritas como signo de separação entre o bairro e a cidade. Guaritas suntuosas, extensos muros e muita propaganda são os atrativos destes loteamentos fechados. Possuem dimensões variadas e, em sua grande maioria, ocupam áreas com até um milhão de metros quadrados. Localizam-se tanto na franja urbana como no meio do tecido urbano consolidado. São estritamente residenciais, incluindo em alguns poucos casos áreas de lazer mais estruturadas, com clubes e parques internos. Possuem lotes de 150m2 até geralmente 600 m2. No caso dos loteamentos rurais fechados, atingem vinte mil metros quadrados. São fechados desde o lançamento dos empreendimentos, o que os valoriza, incorporando em seu valor não só o terreno, mas também segurança, prestígio, distinção associada à melhoria da qualidade de vida. Suas convenções internas são rígidas, pois precisam controlar o comportamento de seus futuros moradores: estilo da construção, a característica dos animais domésticos, as cores das casas, o comportamento quanto aos veículos, ruídos, etc.

As securities zones são as áreas fechadas motivadas pelo medo do crime. Os loteamentos existentes fechados posteriormente, embora busquem também valorizar-se equiparando seus preços aos novos lançamentos, são justificados no Brasil prioritariamente pelo medo do crime. Seus fechamentos podem ser tanto através da colocação de muros em ruas abertas, quanto floreiras e alambrados. Seus moradores acreditam no controle do acesso como forma de minimizar o risco da violência urbana. Por se localizarem dentro do tecido urbano, muitas vezes causam impacto e transtornos para seu entorno, pois reduzem as possibilidades de circulação em áreas tradicionalmente de uso público.

Esta área é de propriedade da Fundação das Entidades Assistenciais de Campinas que pretende implantar aí um grande complexo imobiliário com usos comercias e residenciais, (edifícios com até 14 andares, lotes unifamiliares fechados e condomínios horizontais). Trata-se do empreendimento Três Pontes do Atibaia, de propriedade da Brasilinvest, em trâmite na prefeitura de Campinas no ano de 2007. O empreendimento Vila Duomo, transformou-se em 2002 no grande Bairro Santa Paula, proposto por Aluízio Farias, do Banco Alfa.

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< Capítulo 04: A região Metropolitana de Campinas >

4.5.1.O perfil dos empreendimentos

Conforme observamos anteriormente, as tipologias de loteamentos fechados encontradas no Brasil e verificadas em nossa pesquisa empírica, muito se assemelham às descritas por Blakely & Snyder (1997), no caso dos Estados Unidos. Em nosso entender a colagem do modelo americano explica as diferenças encontradas nos empreendimentos brasileiros.

As prestiges communities, nas quais distinção e poder são as motivações principais, são encontradas no Brasil e atendem tanto a elite quanto as classes médias. Os fechamentos são promovidos pelo empreendedor, que constrói muros e guaritas como signo de separação entre o bairro e a cidade. Guaritas suntuosas, extensos muros e muita propaganda são os atrativos destes loteamentos fechados. Possuem dimensões variadas e, em sua grande maioria, ocupam áreas com até um milhão de metros quadrados. Localizam-se tanto na franja urbana como no meio do tecido urbano consolidado. São estritamente residenciais, incluindo em alguns poucos casos áreas de lazer mais estruturadas, com clubes e parques internos. Possuem lotes de 150m2 até geralmente 600 m2. No caso dos loteamentos rurais fechados, atingem vinte mil metros quadrados. São fechados desde o lançamento dos empreendimentos, o que os valoriza, incorporando em seu valor não só o terreno, mas também segurança, prestígio, distinção associada à melhoria da qualidade de vida. Suas convenções internas são rígidas, pois precisam controlar o comportamento de seus futuros moradores: estilo da construção, a característica dos animais domésticos, as cores das casas, o comportamento quanto aos veículos, ruídos, etc.

As securities zones são as áreas fechadas motivadas pelo medo do crime. Os loteamentos existentes fechados posteriormente, embora busquem também valorizar-se equiparando seus preços aos novos lançamentos, são justificados no Brasil prioritariamente pelo medo do crime. Seus fechamentos podem ser tanto através da colocação de muros em ruas abertas, quanto floreiras e alambrados. Seus moradores acreditam no controle do acesso como forma de minimizar o risco da violência urbana. Por se localizarem dentro do tecido urbano, muitas vezes causam impacto e transtornos para seu entorno, pois reduzem as possibilidades de circulação em áreas tradicionalmente de uso público.

Esta área é de propriedade da Fundação das Entidades Assistenciais de Campinas que pretende implantar aí um grande complexo imobiliário com usos comercias e residenciais, (edifícios com até 14 andares, lotes unifamiliares fechados e condomínios horizontais). Trata-se do empreendimento Três Pontes do Atibaia, de propriedade da Brasilinvest, em trâmite na prefeitura de Campinas no ano de 2007. O empreendimento Vila Duomo, transformou-se em 2002 no grande Bairro Santa Paula, proposto por Aluízio Farias, do Banco Alfa.

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< Capítulo 04: A região Metropolitana de Campinas >

Os empreendimentos lifestyle communities tem sido uma novidade dos últimos cinco anos, quando áreas muito maiores começaram a ser loteadas para abrigar clubes privativos de golfe, pólo, hipismo, dentre outros esportes mais elitizados. Esses empreendimentos são vendidos no exterior, e buscam conectar-se com as fortes redes globalizadas que “compram” lotes nestas áreas para passar temporadas de férias. Um dos objetivos dos empreendimentos é sediar campeonatos internacionais do esporte em questão como forma de atrair clientela internacional para o empreendimento. Na região de Campinas encontramos empreendimentos deste tipo em Itatiba, Indaiatuba, Monte-Mor e Campinas. Eles impressionam por sua dimensão e pelo luxo que pretendem oferecer, muito destoante do entorno.

MUNICÍPIO EMPREENDIMENTO NOME/TIPO DO ÁREA (m2)

Esporte

âncora Nº_UNID promotora Empresa Tamanho lotes 1

Itatiba Loteamento "Residencial Villa Trump" 5.243.700,19 Golfe 406

Trump Realty Brasil

(Ache e Garoto) 5 mil m2

2

Campinas- inf PCJ Três Pontes do Atibaia 3.155.000,00 Golfe 1.207 Brasilinvest 1000 m

2 a 5mil

m2

3

Monte Mor

Loteamento "Residencial Haras Santo Antônio"

(Haras Larissa) 913.438,57 Hipismo 213 Agropastorial GB/ Bordon (ramo gado nelore) 1500m2 a 4000m2

4 Indaiatuba Helvetia Pólo Club Aprox. 700 mil m2 Pólo -

Tabela 4.13

Lifestyle Comunities na RMC aprovadas entre 2000 e 2007

Tabela:4.14 Loteamentos Fechados na RMC, cuja empresa promotora não tem origem no

ramo imobiliário

Fonte: seleção da autora a partir de relação fornecida pela Emplasa, de dados do GRAPROHAB,2007

Fonte: seleção da autora a partir de relação fornecida pela Emplasa, de dados do GRAPROHAB,2007

* empreendimentos que estão em fase de análise pela Prefeitura Municipal de Campinas.

Benzer Belgeler