3. Zaman Kullanm İstatistiklerinin Toplumsal Cinsiyet Eşitliği Bakş Açsyla İncelenmesi
3.3. ZKA Verilerinin Değerlendirilmesi
3.3.1. Yaş Grubu, Cinsiyet, Eğitim ve Medeni Duruma Göre Zaman Kullanm
A expressão possui a característica de autodefinição de Jesus mais contestada e discutida. Depois de Bultmann 404 é frequente apresentar três correntes sobre o título na teologia:
• Jesus nunca usou esse título que é usado apenas para descrever uma figura apocalíptica distinta Dele;
• O título é criação da comunidade primitiva para identificar o servo sofredor com o personagem glorioso;
• Jesus criou esta expressão para exprimir a sua própria identidade messiânica 405.
Em nível redacional, partimos do uso que os Evangelhos fazem do termo para verificarmos o significado dessa expressão e para constatarmos a originalidade que possui na linguagem de Jesus. A primeira observação é que Jesus, falando de Si mesmo, usou essa expressão, todos os Evangelhos são de acordo nisso. Encontramos a expressão oitenta e duas vezes nos Evangelhos e apenas uma vez fora (em At 7, 56); pelos menos em catorze casos os Evangelhos resistem a todas as críticas sobre o uso original do próprio Jesus. Subdividem-se em três categorias:
• Ministério terreno de Jesus e o poder que possui;
• Da paixão, morte e ressurreição;
• Da glória escatológica e do retorno definitivo.
Observamos que os sinóticos e João preferem usar a expressão mais no contexto da paixão e morte. Em João, não há textos que falam do Filho do Homem na sua atividade terrena sobre a glória do Filho do Homem e o seu retorno no fim dos tempos. Nos sinóticos, os textos da paixão e glorificação são todos após a profissão de fé de Pedro; os textos indicam que a glorificação do Filho do Homem ocorrerá depois da paixão e morte, Lucas reúne os
404 Rudolf Bultmann, biblista alemão de confissão luterana, no pós-guerra retomou o debate sobre Cristo.
Sustenta de um lado a reduzida possibilidade de atingir o Jesus histórico, sem, todavia, doutro lado, conceder que isso tenha graves consequências para a fé cristã. Defende que os escritos neotestamentários são testemunhos de fé em Cristo produzidos pela Igreja primitiva. Não é possível conseguir nenhum elemento sobre o Jesus histórico a não ser pela mediação do anuncio kerigmático da Igreja primitiva, que por isso é condicionante e se coloca entre nós e o Cristo como um elemento de proteção. O Cristianismo surge depois da vinda de Cristo, os primeiros cristãos operaram um processo de mitização do Cristo histórico.
textos da glorificação na seção dedicada à subida para Jerusalém. A fusão desses textos aparece mais homogênea em João, onde os anúncios da paixão são os mesmos da glorificação 406. Um confronto com a visão de Daniel (7, 13) mostra continuidades e descontinuidades. São três notas comuns a Daniel e aos Evangelhos à respeito ao Filho do Homem:
• As características do poder (de perdoar pecados, de estabelecer a soberania da Palavra de Deus sobre a lei mosaica);
• Da glória (vem sobre as nuvens, senta-se à direita do Pai e porque os anjos o servem);
• Do juízo (é o juiz que traz consigo, e em, si o próprio juízo do mundo e dos homens).
Enquanto em Daniel, o Filho do Homem obterá a glória no futuro, nos Evangelhos essa glória já é presente na pessoa de Jesus; o mesmo verifica-se para o poder e o juízo. O tempo da atuação diverge, pois em Jesus a atuação do plano salvífico de Deus é real no presente histórico. Os aspectos comuns com Daniel permitem verificar uma real superação nos Evangelhos em relação à imagem do Antigo Testamento. Em Daniel não conhecemos a identidade do “Filho do Homem”; nos Evangelhos é uma pessoa concreta, histórica, não identificável com o rei ou com o povo, possui um nome concreto: Jesus de Nazaré 407.
A linguagem evangélica tem uma originalidade e uma novidade representada pelos sinais de humildade e de sofrimento que pertencem à descrição dos Evangelhos. Em nenhum texto precedente encontramos essa novidade, por isso podemos concluir que seja uma criação pessoal de Jesus. O binômio paixão-glorificação e morte-ressurreição se funde no anúncio de Jesus de modo único e irrepetível, a ponto de formar uma irredutível descontinuidade com as descrições anteriores e também com a cultura do tempo. À síntese de glória e sofrimento unem duas imagens do Antigo Testamento: o sofrimento do servo de Iahweh, e a glória do Filho do Homem, de Daniel. Entre as duas figuras há uma relação comparada também em nível redacional nos Evangelhos (em Mc 9, 12 mesma terminologia de Is 53,3; Mc 9, 13 e 10, 45 e a mesma de 53, 5 e 53, 10). O Filho do Homem, de Daniel, e o servo de Iahweh, de Isaías, constituem os pontos de referimento para decifrar o Filho do Homem do Novo Testamento. Os Evangelhos marcam, assim, o ponto de contato profundo com o livro de Daniel, no que se refere à glória do Filho do Homem, mas constituem também o elemento de
406 Cf. JEREMIAS, Joachim. Teologia del Nuovo Testamento. Brescia: Queriniana, 1976. p. 197.
407 Cf. SEGUNDO, Juan Luis. A História Perdida e Recuperada de Jesus de Nazaré: dos sinóticos a Paulo. 2.
ruptura e de descontinuidade quando descrevem a glória filtrada pelo sofrimento e pela paixão.
Com base nos estudos exegéticos, em nível redacional e histórico formal, é possível enunciar alguns dados resolutivos. A crítica textual permite estabelecer que nem sempre onde o texto grego lê o título “Filho do Homem” como um título, deva ser considerado tal uma formulação aramaica original. Mas exemplos mostram que sempre o evangelista abandona o sentido genérico da expressão (homem) optando pela solenidade do título ou vice-versa. A análise crítico-formal estabelece que em trinta e sete casos sobre os cinquenta e um são reportados em dúplice forma: na primeira se encontra o Filho do Homem, no segundo apenas o pronome pessoal eu. Notamos que a maior parte dos casos acima citados, no qual se fala do Filho do Homem, é uma interpretação ou uma ampliação da logia mais arcaica que possui apenas o pronome pessoal 408. Uma primeira conclusão permite afirmar que todas as vezes que a expressão é usada por Jesus, não pode ser considerado um título messiânico e nem sempre remonta a Jesus histórico.
A comunidade primitiva interpretou em chave messiânica alguns textos que originalmente não o eram. Afirmar que a comunidade utilizou o título, não significa concluir que essa seja a matriz do mesmo. Permanecem catorze casos que resistem a todas as críticas de estudos textuais. Essas são consideradas expressões arcaicas primitivas que, na maioria, se referem à condição futura do Filho do Homem, portanto, à dimensão gloriosa; mas se referem também à condição de humildade e sofrimento dele. Isso comporta uma síntese dos dois elementos no único personagem e é anterior à composição escrita dos Evangelhos 409. Isso não demonstra que Jesus tenha usado o título nos seus confrontos para exprimir a consciência do seu messianismo. Dois elementos são agregados: o duplo artigo presente na tradição grega que se diz ser um aramaísmo; além do fato que a expressão não aparece na comunidade grego - helenística e nem nos escritos neotestamentários. Paulo não usa essa expressão nos seus escritos, porque a considera equivocada para a comunidade grega. Permite-se concluir que tal expressão é anterior a Paulo e o seu abandono coincide com a passagem da comunidade judaica à grega 410.
O título pode ser considerado pré-pascal, não uma criação da comunidade primitiva. A Igreja primitiva acolheu o título e o aplicou a Jesus, porque Ele mesmo havia falado de Si
408 Cf. KASPER, Walter. Gesù il Cristo. Brescia: Queriniana, 1996. pp. 271-288.
409 Cf. O’COLLINS, Gerald. Cristologia: uno studio biblico, storico e sistematico su Gesù Cristo. Brescia:
Queriniana, 1997. pp. 67-70.
desse modo; se encontrou diante a uma das expressões mais preciosas para definir o Mestre, e que o próprio Jesus a usou para definir sua missão e para exprimir sua identidade. “Filho do
Homem” era uma expressão sagrada e digna de maior respeito por ter sido usada pelo próprio Jesus inseparáveis do seu ensinamento e do seu modo de interpretar a vida e a missão, ou seja, a consciência de que tinha do Si mesmo e da missão no mundo 411.
Concluímos que seguramente Jesus conhecia a figura do filho do homem de Daniel. A partir de um determinado momento da sua vida, utiliza-se desta imagem para interpretar a sua missão redentora. Aprofunda a visão de Daniel, apresentando-a numa perspectiva mais universal. O Reino de Deus revelado pelo filho do homem não é apenas para os contornos de Israel, mas uma realidade universal. Além do aspecto do sofrimento que não aparece em Daniel, presente em Jesus.