2. BÖLÜM
2.4. Sağlık Hizmeti Talep Modelleri
2.4.1. Grossman’ın Sağlık Talebi Modeli
Código
da US Linguagem da entre-vista Primeiras interpretações Fala Articulada
P1.01
P: [...] quando eu menciono o nome disciplina de Análise, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? P1: Cara, se eu falar
pra você, você vai dar risada, mas vem o
professor.
Quando questionado acerca da primeira coisa que se lembrava ao ouvir o nome disciplina de Análise, o entrevistado se recorda da figura do professor da disciplina. O professor que ministrou a disciplina de Análise é uma figura que se manteve na
recordação do entrevistado.
P1.02
P: Um professor. Por que vem esse professor?
P1: Porque o nível... o
nível que ele estava no nosso momento da disciplina era muito
elevado. Então, quer
dizer, ele dava aula... ele teve aula com o Elon... ele teve aula com os principais e ele certo, no trabalho dele, queria dar aula naquele nível; pô, mas ele não podia esquecer que nós estávamos sendo formados para dar aula em ensino médio. Então as aulas de Análise foram
torturantes, né? Eu
tive que fazer recuperação I, recuperação II e exame em Análise.
Nível: 1. altura relativa de um ser numa escala hierárquica de valores; grau; 2. lugar numa tabela que classifica (pessoas ou coisas); 3. categoria, classe, competência.
Elevado: que transcende; superior, sublime.
Principal: que é o primeiro, o mais considerado, o mais importante de um grupo; fundamental, essencial. Torturante: 1. que tortura, que atormenta; torturador; 2. que causa aflição; angustiante.
Tortura: 1. grande tormento do espírito; sofrimento, angústia; 2. situação que
encerra dificuldade; embaraço.
P1.02a: Afirma que o
nível muito elevado assumido pelo professor da disciplina de Análise não era pertinente ao objetivo do curso de
licenciatura em matemática, qual seja,
formar professores para atuarem no ensino médio.
P1.02b: Afirma que, por
conta do nível muito elevado assumido pelo professor de Análise, as aulas desta disciplina foram torturantes.
P1.03
Até no começo nós fomos bem, por quê?
Sequências a gente
também trabalhou um pouco em Cálculo, então deu pra ir bem, mas na hora que
entrou as
demonstrações dos
teoremas, aí meu
amigo... vou te falar a
verdade... foi perna pra quem tem. A
gente ficava só mais ou menos no cinquinho e nos trabalhinhos, porque conseguir...
Sequências: Uma sequência de números reais é uma função
x:
oo
, definida no conjunto^^
1, 2,3,...1, 2,3`
dos números naturais e tomado valores no conjunto dos números reais82.
Demonstração: ato ou efeito de demonstrar; 1. qualquer recurso capaz de atestar a veracidade ou a autenticidade de alguma coisa; prova; 1.1. raciocínio que torna evidente o caráter verídico de uma proposição, ideia ou teoria.
Teorema: proposição que pode ser demonstrada por meio de um processo lógico. Verdade: coisa, fato ou evento real, verdadeiro, certo.
Perna pra quem tem: Ato de fugir frente a um perigo83.
Afirma que teve melhor desempenho no início da disciplina de Análise, momento em que foram trabalhados conceitos já abordados na disciplina de Cálculo, e que o mesmo não ocorreu no trabalho com demonstrações de teoremas, o qual se mostrou muito mais difícil de ser encarado.
P1.04
[...] era muita
demonstração, e aí a galera pirava. Eu fui um dos que pirei, eu falei: “Olha, eu não
quero isso aqui pra
mim nunca na vida, nunca, nunca, nunca”.
Para o entrevistado as demonstrações foram trabalhadas de forma abundante durante a disciplina de Análise. Pirar: 1. retirar-se discretamente, cair fora, dar o pira; 2. tornar(-se) louco ou meio louco; amalucar(-se). Louco: fora de si, transtornado, em razão de algo que é excessivo, custoso, que ultrapassa o limite do suportável e que leva ao estado de loucura. Querer: 1. ter o desejo ou a intenção (de); tencionar, projetar; 2. desejar com
Afirma que, devido à grande quantidade de demonstrações que eram trabalhadas na disciplina de Análise, alguns alunos da disciplina, inclusive ele, ficaram um tanto transtornados, e isto fez com que não quisesse trabalhar com estes conteúdos em nenhum tempo de sua vida.
82 LIMA (2002. p. 78).
especial interesse; aspirar, pretender. Nunca: 1. em nenhum tempo; jamais; 2. em nenhuma circunstância. P1.05
[O professor] que deu
muito trabalho pra nós. E a disciplina não favorece; Análise realmente... Vou voltar naquela outra questão: quais aplicabilidades, na sala de aula, de Análise? Eu não consigo ver direta, porque no curso de Análise eu não fui bem... então, como não fui bem, eu não consigo aplicar isso hoje.
Aplicabilidades: qualidade, atributo do que é aplicável. Aplicar: pôr em prática; empregar (doutrina, teoria, princípio etc.).
Direto: sem rodeios; claro, franco.
Afirma que, por não ter tido um bom desempenho em Análise, não consegue aplicar à sua prática pedagógica aquilo que foi abordado na disciplina. P1.06 P: Se você fosse elencar as disciplinas mais significativas para um professor da educação básica, a Análise faria parte desse rol?
P1: Da maneira como
eu vivenciei, não. Da maneira com eu vivenciei, não. Aquela pergunta que você fez: “Se algum momento o professor mostrou ou associou a Análise a alguma aplicação prática ou até mesmo à sala de aula?”. Não, eu não me recordo. Ele pode até ter feito isso, mas se ele fez foi de uma maneira tão
sucinta que não me...
não... não me alertei com aquilo...
Vivenciar: viver (uma dada situação) deixando-se afetar profundamente por ela. Sucinto: 1. dito ou escrito com poucas palavras; breve, resumido, lacônico; 2. limitado ao essencial; curto, breve.
Alertar: Pôr(se) alerta.
Alerta: com vigilância; atentamente, de vigia ou de atalaia.
Afirma que, pela maneira como vivenciou a disciplina de Análise, com o professor não mostrando (ou mostrando de forma sucinta) as aplicações da disciplina, esta não se encontra dentre aquelas mais significativas para o professor da educação básica. P1.07
P: Certo. Como você define a matemática [conteúdo] que é trabalhada na
Complexo: 1. passível de ser encarado ou apreciado sob diversos ângulos; 2. falta de clareza, obscuro.
Afirma que, principalmente em
função das demonstrações, o
disciplina de Análise? Se fosse para definir, pra chamá-la de alguma coisa, como você chamaria a matemática [conteúdo] da Análise?
P1: Complexa. Difícil, abstrata, um pouco
for/ [forte]... eu digo principalmente isso em função das demonstrações.
Difícil: 1. que não é fácil; que exige esforço para ser feito; trabalhoso, laborioso, árduo; 2. que demanda esforço intelectual para ser compreendido ou entendido; intricado, complicado, obscuro.
Abstrato: 1. que não é concreto; que resulta da abstração, que opera unicamente com ideias, com associações de ideias, não diretamente com a realidade sensível; 2. que possui alto grau de generalização; 3. realidade existente somente no âmbito da subjetividade humana (ideias, imaginação, lembranças etc.), sem existência material ou concreta.
Forte: que se baseia em extensas evidências ou em raciocínio muito lógico.
conteúdo que é trabalhado na disciplina de Análise é complexo, difícil, abstrato e um pouco forte. P1.08
Eu, que estou na sala de aula vai fazer aí cinco anos, a gente não tem que demonstrar nada, nem fórmula de Bhaskara a gente é obrigado a demonstrar mais; nem teorema de Pitágoras – e olha que o teorema de Pitágoras tem um
milhão de demonstrações aí, das
mais simples às mais complexas. Nós não temos mais essa
obrigação, e uma das
coisas cuja a Análise
cobrou bastante foi
demonstrações, e aí não vejo aplicação dessas
demonstrações;
nenhuma, nenhuma mesmo...
Obrigação: 1. ação de obrigar; fato de estar obrigado a fazer uma ação; 2. aquilo de que se é incumbido; ofício, serviço, tarefa.
Cobrar: pedir, exigir o cumprimento de (promessa ou compromisso).
Demonstração: ato ou efeito de demonstrar; 1. qualquer recurso capaz de atestar a veracidade ou a autenticidade de alguma coisa; prova; 1.1. raciocínio que torna evidente o caráter verídico de uma proposição, ideia ou teoria. Afirma que demonstrações são muito exigidas na disciplina de Análise; no entanto, não vê aplicações destas em sua prática pedagógica – pelo motivo de não ser obrigado, no cotidiano da sala de aula, a utilizar-se delas para demonstrar, por exemplo, a fórmula de Bhaskara ou o teorema de Pitágoras.
P1.09
P: [...] O que você teve que fazer para compreender a Análise e pra ter um bom desempenho na disciplina?
P1: Eu percebi que eu
precisei recorrer aos estudos de funções, entender mais a fundo funções, revisar Cálculo – porque senão não tem condições, Análise e Cálculo são duas coisas muito próximas; então, se
não teve essa base de
função, depois entender um pouco de
limites, derivadas, séries e sequências... Análise, sem chance.
O entrevistado afirma que as disciplinas de Cálculo e Análise se encontram bastante próximas em um curso de licenciatura. Além disto, nos diz que a compreensão de conteúdos abordados no Cálculo é necessária para o bom desempenho na disciplina de Análise.
P1.09a: Afirma que as
disciplinas de Análise e de Cálculo se encontram muito próximas. P1.09b: Afirma que um estudo mais aprofundado de funções, bem como o
entendimento de conceitos como limites, derivadas, séries e sequências são fundamentais para que
um aluno possa compreender e ter um bom desempenho na disciplina de Análise. P1.10 Então em Álgebra a gente faz isso, são demonstrações
simples. O Cálculo
também demonstra algumas coisas, mas a Análise é o pior de todos.
Simples: 1. que é elementar, não apresentando qualquer embaraço para sua compreensão; 2. isento de significações secundárias; mero, puro.
Pior: mais ruim, numa relação de comparação.
Afirma que, quando comparadas com demonstrações feitas em disciplinas como Álgebra e Cálculo, as quais são vistas como simples, aquelas elaboradas na disciplina
de Análise são as piores de serem elaboradas.
P1.11
P: E esses teoremas que ele indicava que iam cair na prova, vocês estudavam eles que jeito? P1: Realizando as demonstrações. P: Repetindo, mesmo? P1: Repetindo as demonstrações, exatamente. Ler o enunciado né? Tentava entender cada vírgula, porque que ele fez aquilo, porque que ele não fez, porque que ali
Refazer: tornar a fazer. Repetitivo: 1. que repete ou se remete; 2. em que ocorrem muitas repetições. Habilidade: qualidade ou característica de quem é hábil.
Hábil: 1. que tem a mestria de uma ou várias artes ou um conhecimento profundo, teórico e prático de uma ou várias disciplinas; 2. dotado de habilidade e rapidez; destro, ligeiro, ágil.
Decorar: guardar na
Afirma que uma maneira de se estudar para avaliações da disciplina de Análise consistia em empregar um processo repetitivo de redemonstrar os teoremas trabalhados durante as aulas, e a habilidade, também baseada na repetição, de decorá-los.
entrou aquela constante, porque que
não entrou; e nós íamos refazendo, era
um processo
repetitivo mesmo. Ah,
era quase um processo de decorar o teorema; muitos conseguiam, muitos alunos tinha essa habilidade, de
decorar; é igual uma
letra de música, o cara decorava, lá, lá, lá, lá, lá, lá: “Opa, tá certo.”
memória; memorizar, gravar. Analisando a totalidade do descrito, vemos que grande parte dos teoremas que foram cobrados em avaliações já era indicada pelo professor anteriormente, sendo denominados como teoremas “caideiros”.
P1.12
Eu, como nunca tive essa habilidade de decorar né, tava
ferrado.
Ferrado: em situação difícil; atrapalhado, prejudicado.
Afirma que, por não possuir a habilidade de decorar os teoremas, prejudicava-se na disciplina de Análise. P1.13
P: Certo. Você já falou que a Análise não trouxe contribuição nenhuma então pra sua prática, de maneira direta.
P1: Eh, eu não enxergo
isso hoje né? Na sala de aula que eu estou, trabalhando com o ensino fundamental, principalmente que eu trabalho com sétima e oitava, eu não vejo isso. Mas todas elas me trouxeram a
contribuição: me
ensinaram a caminhar
com as próprias pernas; hoje, quando
eu me deparo com um exercício que vem para o aluno, eu não sinto dificuldades em resolver, eu tenho uma habilidade de resolver o exercício. Eu acredito que essas disciplinas que te elevam a um nível
maior de pensamento
favorecem hoje nesse
Todas elas: Analisando a totalidade do discurso, o termo “todas elas” refere-se a todas as disciplinas matemáticas presentes no curso de licenciatura que o entrevistado cursou.
Contribuição: colaboração de caráter moral, social, intelectual, científico etc..
Caminhar com as próprias pernas: Analisando a totalidade do discurso, o termo “caminhar com as
próprias pernas” remete à
autonomia em conseguir
resolver facilmente exercícios que são propostos
a seus alunos.
Nível: 1. altura relativa de um ser numa escala hierárquica de valores; grau; 2. lugar numa tabela que classifica (pessoas ou coisas); 3. categoria, classe, competência.
Maior: mais grande; que supera outro em número,
grandeza, extensão,
P1.13a: Afirma que a
disciplina de Análise, ao lado das outras disciplinas matemáticas de seu curso de licenciatura, o ensinou a ter autonomia para, por exemplo, resolver exercícios que são propostos para seus alunos.
P1.13b: Considera que
a disciplina de Análise integra o grupo de disciplinas que elevam o nível de pensamento do aluno de licenciatura / futuro professor de
matemática da educação básica.
aspecto. intensidade, duração, importância, superioridade, excelência; superior.