1. BİLGİSAYARDA GEOMETRİK ÇİZİM YAPMAK
1.3. AutoCAD Komutları
1.3.7. Grid Ve Snap Modları
Para efeito de comparação do modelo burocrático e de gover- nança, foram considerados quatro critérios quanto à forma, à au- tonomia (centraliza e descentraliza), e quanto à natureza pre- sente nos dois modelos da gestão pública da universidade atual. Para o critério forma, os processos decisórios da gestão da uni- versidade passam pelo reitor e pela lei. A autoridade é mantida como centro da hierarquia pública, conforme Lei nº 5.540/68 e Lei nº 9.192/95, como descrito no Quadro 1. Quanto à autonomia as universidades obedecem à rigidez da legislação. Segundo Sales et al. (2015, p. 1) “[...] há contrapontos que não permitem a plena efetivação dessa autonomia, como a rigidez da legislação que envolve a definição da estrutura organizacional e o controle da aplicação dos recursos”.
No critério de centralização e descentralização, a gestão é exercida como controle e fiscalização. Segundo Casado e Siluk (2011, p. 2) “A maior parte dos modelos de gestão das Universidades Federais tem ocorrido de maneira voltada para o controle dos recursos e atendimento a sistemas de governança do TCU, MEC, CAPES, CGU, entre outros. Esta abordagem estabelece limites na descentrali- zação dos processos decisórios da universidade. Quanto à natu- reza, presente nos dois modelos, é estabelecida pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, 9394/96, Art. 52 “As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano [...]”. Porém, exercendo na natureza de sua gestão a res- ponsabilidade social para eficiência dos resultados.
196
Coleção POLEDUC
Modelos Forma Autonomia Centralização / Descentralização Natureza
Burocrática Lei 5.540/68 Define a hierarquia a partir do Reitor. Autonomia parcial controlada pelo Estado.
Rigidez dos processos de decisões estabelecidos em lei do Estado.
Ensino, pesquisa e extensão.
Governança
Lei n.º 9.192/95. É mantida a hierarquia do Reitor, porém com o fim do gerenciamento da instituição para fins sociais
Nos processos didá- ticos-científico e financeiro, regulados sob o modelo planeja- mento de economia de mercado.
Controle de gastos públicos. Através dos órgãos, Ministério da Educação e Cultura - MEC, Tribunal de Contas da União-TCU, Conselho Nacional de Desenvolvi- mento Científico e Tecnológico CNPq, CAPES, Controladoria Geral da União - CGU.
É mantido o ensino a pesquisa e extensão; acrescendo o modelo de gerenciamento para a eficiência dos serviços prestados a sociedade.
Assim, a gestão burocrática e a gestão caracterizada pelo modelo de governança são exercidas concomitantemente nas universi- dades brasileiras, o que implica limitação de autonomia demo- crática. Assim o processo de gestão das universidades, conforme afirma Peter (2007, p. 370), “[...] ainda se encontra fortemente impregnado das determinações impostas pela reforma de 1968, em que a estrutura departamental trouxe uma exacerbação da burocracia e um comprometimento da democracia”. Isto confi- gura a formalização operacional de burocracia num sistema de controle no modelo de Governança.
Considerações finais
É possível considerar que, na gestão das universidades federais brasileiras, há uma complexidade de processos burocráticos que se entrelaçam com o novo modelo de sistema de governança. Pesquisa revelou que, se antes as universidades no modelo buro- crático tinham parcial autonomia no campo da pesquisa e da ex- tensão sem se preocupar com a prestação de conta orçamen- tária, no momento presente as universidades precisam atender, além de sua finalidade quanto à pesquisa à extensão, precisam atender à qualidade dos serviços prestados à sociedade na ativi- dade do ensino. Nesse processo, a gestão sofre um forte controle do sistema político na implantação do modelo constituído de governança pública para fins da eficiência dos resultados econô- mico e social. O ponto crucial da gestão está no entrelaçamento dos processos da gestão que é burocrática, mas que também precisa adaptar-se ao sistema de governança.
Na formalização dos processos, as universidades atendem em sua administração à força das leis estabelecidas pelo Estado bu- rocrático brasileiro. Este é controlado pelo novo sistema de go- vernança, através dos órgãos internos e externos de controle e fiscalização, bem como pelas regras estabelecidas através dos
órgãos de fomento internacionais os quais impõem à adminis- tração das universidades públicas resultados para a eficiência dos serviços e dos gastos públicos.
Desse modo, as universidades ficam subjugadas a um conjunto de normas de racionalização burocráticas e necessitam adap- tar-se ao modelo de gestão participativa do sistema de gover- nança. Nesse sentido, é possível conjeturar que a adesão ao mo- delo de governança nas universidades ainda é complexa, em face do excesso de normas e regras burocráticas da administração pública. Sabendo que o sistema de governo brasileiro é burocrá- tico em seus organismos internos, as universidades são regidas pela obediência burocrática e pela nova ordem econômica de mercado internacional que determinam as políticas internas e ex- ternas dos órgãos de controle e fiscalização das políticas de ge- renciamento de recursos públicos com base no sistema de mer- cado neoliberal.
Referências
ABRUCIO, F. L. Trajetória recente da gestão pública brasileira: um balanço crítico e a renovação da agenda de reformas. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, p. 67-86, 1967-2007. Edição Especial Comemorativa. Disponível em: <http://www. s c i e l o . b r / s c i e l o . p h p ? p i d = S 0 0 3 4 - 7 6 1 2 2 0 0 7 0 0 0 7 0 0 0 0 5 &script=sci_abstract&tlng=pt>005escript=sci_abstractetlng =pt>. Acesso em: 7 jun. 2017.
BATISTA, E. M. Governança no setor público: uma análise das práticas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2016. (Dissertação de Mestrado) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016. Disponível em: <https://repositorio.ufrn. br/jspui/bitstream/123456789/22297/1/EdimilsonMonteiro Batista_DISSERT.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2017.
BOTTONI, A.; SARDANO, E. de J.; COSTA FILHO, G. B. da. Uma breve história da Universidade no Brasil: de Dom João a Lula e os desafios atuais. Gestão universitária. 2013. Disponível em: <http:// s r vd . g r u p oa . c o m . b r / u p l oa d s / i m a g e n s E x t r a / l e g a d o / C / CO LO M B O _ S o n i a _ S i m o e s / G e s t a o _ U n i v e r s _ C a m i n h o s _ Excelencia/Lib/Cap_01.pdf; Acesso em: 3 jun. 2017.
BRASIL. Lei Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasilia, DF, 20 dez. 1996. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 10 jun. 2016.
______. Lei, N° 5.540 de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasilia, DF, 28 dez. 1968. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5540.htm>. Acesso em: 10 jun. 2017.
______. Lei, Nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Fixa as diretrizes e bases da educação Nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasilia, DF, 20 dez. 1961. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm>. Acesso em: 3 jun. 2017.
CASADO, R. L.; SILUK, J. C. M. Avaliação da eficiência técnica de instituições públicas através da utilização de indicadores de governança. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO, 21., Belo Horizonte, 2011.. Anais. Belo Horizonte, MG: Enegep, 2011.
CASTRO, A. M. D. A.; PEREIRA, R. L. de A. Contratualização no ensino superior: um estudo à luz da nova gestão pública. Acta Scientiarum. Education, Maringá, v. 36, n. 2, p. 287-296, Jul./dez., 2014. Disponível em: <http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ ActaSciEduc/article/view/22120>. Acesso em: 7 jun 2017.