4. ZN PROFİLLİ SONSUZ VİDA DİŞLİ SETİNİN MATEMATİK MODELİ ve
4.1 Giriş
O capítulo três dessa dissertação tenta entender o sionismo cristão, principalmente suas implicações para a repercussão do conflito entre Israel e Palestina no campo protestante.
A leitura do conflito feita pelos grupos protestantes conservadores está referenciada no fundamentalismo e na sua teoria dispensacionalista da história, segundo a qual a reconstrução do Estado de Israel é uma evidência do fim dos tempos.
CONCLUSÃO
Os capítulos dessa dissertação foram trabalhados de forma temática, isto quer dizer que sua sequência não é cronológica. Cada capítulo levantou um assunto pertinente ao conflito que fundamentamos a partir de teóricos pós-colonias. A discussão da religião privilegiou o cristianismo. Isto porque a religião cristã é hoje a maior no mundo e por isso mesmo tem grande peso e responsabilidade no conflito, principalmente através da influência de determinadas linhas de pensamento do cristianismo, como a dispensacionalista.
No primeiro capítulo refletiu-se no sentido de desmistificar a ideia de que judeus e muçulmanos sempre viveram em conflito. Variadas obras demonstram o convívio harmonioso entre judeus e muçulmanos no Império Otomano até os anos de 1896. Judeus, muçulmanos e cristãos palestinos conviviam em um mesmo território, havendo até mesmo trocas comerciais, convívios em festas religiosas ou até mesmo partilha de cargos de confiança em governos, como foi o caso de judeus no governo Otomano. Podemos perceber que o que prevalece hoje, como uma visão orientalista nada mais é que narrativas bíblicas que tomam a história caananita como exemplo de um povo mau e isso consequentemente foi ligado automaticamente ao povo palestino.
O imperialismo tem grande papel também nessa confrontação cultural, pois para que a conquista econômica viesse a ser implantada em determinadas regiões, sem que houvesse críticas, foi necessário levantar mitos contra o povo palestino e sua religião. Pois se dizem que determinado povo é ruim, e replicam isso incansavelmente, o mito acaba se tornando realidade. Este é o Orientalismo debatido no segundo capítulo, o “direito” de um povo que se acha superior (o Ocidental) a colonizar e “ensinar” o “correto” ao povo “descoberto”.
No terceiro capítulo debatemos as questões fundamentalistas religiosas e políticas. Como o casamento desses dois conceitos ajuda a expandir a religião do colonizador e o imperialismo e consequentemente levar problemas humanitários aonde se instala. O exemplo disso é o Oriente Médio.
O fundamentalismo mais conhecido por todos é o muçulmano, mas o que vem causando mais estragos por anos a fio é o judaico e o cristão. Pois há anos, principalmente este último, vem assassinando e subjugando povos em nome de
Deus, e no último século junto do fundamentalismo judaico, vem matando homens, crianças, mulheres; desapropriando suas casas, suas terras, para que supostamente haja o cumprimento de uma profecia. Para os judeus este imaginário está fora de contexto, porque o seu Messias ainda não veio à terra. Ao contrário, para os cristãos fundamentalistas, o sofrimento palestino acaba por ser um “sacrifício” para que o Apocalipse aconteça.
O preconceito com o árabe, com o muçulmano, com o palestino deve ser trabalhado nas escolas, nas igrejas, na sociedade. Pois ainda estamos impregnados pelo conceito de que o branco é o mocinho, e o negro é o vilão, conceitos pregados em nossa colonização. Precisamos parar pra pensar, procurar sabedoria, e para isso, deixar o enfado de lado e ir além do senso comum, para formar nossas próprias ideias com o Outro e não contra o Outro. Aprender com o outro, para que conflitos que prejudicam nosso próximo, por causa da religião ou de sua cultura, venham a diminuir.
Conforme Boff (2009), a paz mundial somente será possível com um diálogo entre as religiões, ou seja, com a superação de todos os fundamentalismos.
As três religiões monoteístas do mundo possuem os fiéis mais guerreiros e suas respectivas “fés” aguardam serem difundidas em todo mundo, as mesmas, principalmente a Cristã, foi e está sendo levada junto do colonialismo e o imperialismo a outros povos.
Só podemos chegar à universalização através da autenticidade da outra religião e de sua cultura, que desse ponto de vista apresenta um privilégio epistemológico a todos os envolvidos. É o diálogo com o outro que ajudará a trazer uma ética para todos. Porque todos somos corresponsáveis e estamos, em uma ou outra medida, implicados no drama da injustiça. Certamente as religiões podem ajudar a recuperar este ponto de vista, na medida em que têm sido especialmente sensíveis ao sofrimento humano, quando nos ajudam a colocarmo-nos no lugar do outro, do excluído. O respeito à diferença e a responsabilidade, garantirão a tolerância e a dignidade do outro e de sua própria cultura (RIESGO, 2003).
A sociedade de hoje goza de um equilíbrio frágil. Sempre há um bode expiatório para se explicitar a violência daqueles que se sentem injustiçados. A ocupação das mentes pelo terrorismo é a internalização do medo e do pré- julgamento do outro, o que fecha caminhos para a reconciliação e a paz.
Soluções para uma construção da paz devem ser encontradas, e só será adquirida através da justiça. Justiça para todas as nações que foram saqueadas, e às culturas que foram destruídas e às religiões que foram condenadas. Essa justiça se dá com a dignidade de todos os povos.
“Por tanto está claro, que la religión que resulta compatible con la democracia, y que puede ayudar a su consolidación y progreso, es la „religión humanizadora‟” (RIESGO, 2003, pp. 26-27).
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