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A GC está reconhecida como uma prática por muitas organizações e empresas. Prova disso é que está presente, de algum modo ou de outro, na diversa normativa da principal agência internacional de normalização, a International Organization for Standardization (ISO), assim como em outras normativas. Destacam-se as seguintes:

NORMA ISO 9001:2015 – Sistemas de Qualidade Total. A partir da próxima revisão da ISO 9001 que deverá ser emitida no final de 2015, a GC passa a ser um elemento obrigatório dentro do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). Este fato proporcionará às grandes empresas fazer uma gestão adequada do conhecimento da organização. A partir daí, os profissionais da Qualidade esperam que as certificadoras passem a cobrar de forma contundente a GC.

NORMA ISO 27001 – Sistemas de Gestão de Segurança da Informação. É uma norma que propõe a implementação de estratégia de processo para estabelecer, operar, monitorar, revisar, manter e melhorar o Sistema de Gestão de Segurança da Informação

(SGSI) de uma organização. Preocupa-se com a Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade (CID) das informações e com os ativos de informação. As grandes empresas utilizam-se da ISO 2001 como fator básico para efetividade da GC no que concerne ao SI.

NORMA ISO 14001: 2004 – Sistemas de Gestão Ambiental. Tem por objetivo prover as organizações de elementos de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), através de princípios, política, planejamento, implementação, mediação, avaliação, análise crítica e melhoria, como auxílio à gestão de uma organização. A norma permite ao gestor ambiental administrar situações de conflito, experiências com sistemas de gestão S.O.S, ou seja, de emergência, senso de organização e proatividade, e condução do processo de implementação e manutenção de um SGA. Também auxilia a GC em sua efetividade dos SI e SC.

NORMA ISO/IEC 20000-1 – Sistemas de Gestão em Tecnologia da Informação. Modelo internacionalmente reconhecido de gerenciamento de serviços de TI, representando o motor e o padrão de certificação referente a sistemas de gestão de serviços de TI. Oferece os seguintes benefícios: alinhamento dos serviços de TI às necessidades do negócio, proporcionar uma adequada gestão da qualidade, maximizar a qualidade e eficiência do serviço, reduzir os riscos associados aos serviços de TI, reduzir custos e gerar negócio, aumentar a satisfação do cliente, visão clara da capacidade do departamento de TI, minimizar o tempo de ciclo de alterações e melhorar os resultados em base métricas, tomada de decisões com base em indicadores de negócio e de TI, aportar um valor agregado de confiança, melhorando sua imagem em relação à concorrência.

OSAS 18001 – Sistemas de Gestão de Segurança da Saúde no Trabalho. Norma voluntária de modelo de gestão que estabelece os requisitos para avaliar e certificar o Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST). Proporciona às organizações um modelo de sistema que permite identificar e avaliar os riscos no trabalho e os requisitos que a lei exige em cada caso. Também define a política, estrutura organizacional, as responsabilidades, as funções, o planejamento das atividades, os processos, procedimentos, recursos etc., necessários para desenvolver, pôr em prática, revisar, manter e melhorar um SGSST. Baseia-se no ciclo de melhora contínua: Planejar, Desenvolver, Verificar e Agir (PDCA).

SA 8000 – Sistemas de Gestão da Responsabilidade Social. Norma que atende aos Sistemas de Gestão da Responsabilidade Social (SGRS) como sinal do compromisso das

empresas para o desenvolvimento de políticas e procedimentos que visam a ética nos negócios, nos processos, nos produtos e nos serviços. Este compromisso voluntário está associado ao desenvolvimento sustentável e responsável das organizações e evidencia a consideração dos interesses dos acionistas, funcionários, consumidores e sociedade. Caracteriza-se por um investimento no futuro e no reforço à competitividade, através do cumprimento dos requisitos de um sistema de gestão associado a: inexistência de trabalho infantil ou forçado, garantia de boas práticas de saúde e segurança, adoção de práticas de remuneração, disciplina e trabalho, liberdade de associação e o direito de negociação, ausência de qualquer tipo de discriminação. A certificação do sistema de gestão de responsabilidade social é realizada pela AENOR através da avaliação do cumprimento dos requisitos das normas internacionais (por exemplo, SA 8000) com base nas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Declaração dos Direitos Humanos e a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente das Nações Unidas, bem como boas práticas empresariais. Os benefícios advindos com a implementação e posterior certificação pela AENOR são: melhoria das condições de trabalho e motivação do pessoal, diminuição das disputas trabalhistas e da taxa de absenteísmo, melhoria da imagem corporativa, diferenciação positiva em relação aos concorrentes, cumprimento de condições de acesso a mercados internacionais, concretização efetiva de estratégias corporativas.

SO/IEC 20000-1 – Sistemas de Gestão em Tecnologias da Informação I e II. Os sistemas de Gestão em TI visam certificar a otimização da utilização da infraestrutura de TI para a excelência na prestação de serviços aos clientes, assegurando que os ambientes de TI são gerenciados de forma adequada e recebe serviços de tecnologia de alta qualidade. A Governança de TI (IT Governance), agora internacionalizada e padronizada globalmente pela ISO/IEC 20000-1, é uma nova abordagem de práticas a seguir e esquemas de certificação com base na melhoria contínua e na utilização e desenvolvimento de TI, com vistas a atingir metas de negócios (alinhamento com os objetivos de negócio).

UNE (Una norma Española) 412001:2008 – AENOR (2008) – Guía Prática de Gestión del Conocimiento. Informa sobre a história da GC, objetivos, campo de aplicação e termos e definições específicos para entendimento da área. Pretende orientar as organizações que estejam interessadas em melhorar sua produtividade ou competitividade por meio da GC.

CWA 14924-2 – Guía Europea de Buenas Prácticas de Gestión del Conocimiento, de março de 2004. Incorpora elementos de gestão por processos a partir da determinação do marco de referência que se recomenda elaborar quando as organizações decidem acometer um projeto de GC.

Benzer Belgeler