2. LİTERATÜR BİLGİLERİ
2.19 Güç Kalitesi Problemlerinin Genel Olarak Sınıflandırılması
Quanto ao surgimento e desenvolvimento da GC, Barradas; Campos Filho (2010), baseados nas reflexões de Snowden (2003), apontam três fases. A primeira refere-se ao período anterior a 1995, cujo foco estava na informação em tempo hábil para a tomada de decisão e nas iniciativas da reengenharia, automação da gestão, e do binômio tecnologia/eficiência. Até então, para Snowden (2002), o termo ‘conhecimento’ era usado sem muito rigor, entendido como fluxo de informações para suporte às tomadas de decisões.
A segunda, denominada segunda geração ou segunda era, esteve situada entre os anos de 1995 e 2002 baseada nas ideias de Firestone e McElroy (2003), Buckman, Edvinsson, Lank, Saint-Onge, Ward, Prost e seus colaboradores legitimando o nascimento da segunda geração da GC. Nesta fase, a GC “tinha a função de converter os recursos escondidos em recursos públicos, através da extração desse conhecimento de forma codificada” (FARIAS, 2011). Para Snowden (2002), essa abordagem focaliza o possuidor do conhecimento ao invés do conhecimento em si. Focaliza também a abordagem da Nova Gestão do Conhecimento (NGC), na popularização do modelo de Nonaka e Takeuchi (1997), e na crítica ao dualismo na concepção de conhecimento tácito e explícito, em detrimento de uma visão dialética referida por Campos (2007). Sobre a NGC, Barradas e Campos Filho (2010, p. 134) afirmam que os autores defensores da ideia acreditavam nesta perspectiva “para responder às questões atuais, até então não atendidas, e nas perspectivas futuras da GC que estavam paralisadas na visão anterior”.
A terceira que, segundo Barradas e Campos Filho (2010), ainda está por vir, e que para Goldman (2010) é uma abordagem que está em foco com a chegada do terceiro milênio, caracteriza-se pela visão paradoxal do conhecimento como ‘coisa’ que possa ser identificada e catalogada e fluxo, requerendo diversas abordagens gerenciais. O foco está na gestão de um ambiente propício aos processos de conhecimento, ou como afirma Snowden (2002), na ‘Ecologia do Conhecimento’. A ecologia do conhecimento passa a considerar a realidade complexa contemporânea e enfatiza a mudança na ênfase da organização como máquina onde o gerente ocupa o papel de engenheiro, para a organização como uma ecologia complexa em
que o gerente é capaz de dirigir e influenciar, mas não controlar inteiramente a evolução de seu ambiente.
Ainda sobre essa terceira era da GC, Barradas e Campos Filho (2010, p. 134), em consonância com Araújo (2006), Campos (2007) e Snowden (2003), afirmam que
[...] preconiza como ferramentas, técnicas antropológicas para desvelar o conhecimento; histórias como forma avançada de repositório de conhecimento e modelo just-in-time de GC, que gerencia tanto o conhecimento quanto os canais por onde ele flui entre comunidades formais e informais. Caracteriza-se, ainda, pela centralidade dos conceitos de gestão de contexto, de narrativa e de conteúdo, pelo entendimento da organização como um sistema adaptativo complexo e pelo questionamento da ortodoxia da administração científica.
Outra visão sobre a origem e nascimento da GC é a de Davenport e Cronin (2000), reforçadas por Barbosa (2008), que propõem três domínios: o da Biblioteconomia e CI em que a GC é vista como GI, ou seja, a GC é vista como a GI com um nome diferente; o da engenharia de processos, em que a GC é vista como gestão de Kow-how com ênfase em processos e atividades e frequentemente igualada à tecnologia da informação. Neste domínio os conceitos priorizam processos e atividades organizacionais, com ênfase nas representações (ontologias) das atividades e capacidades. Essa perspectiva, fortemente orientada para sistemas, enfatiza a extração e o descobrimento do valor contido em repositórios de dados e de informação por meio de técnicas sofisticadas, tais como data mining e data warehouse, cujos conceitos como representação, engenharia e bases do conhecimento são bem estabelecidos. No campo da inteligência artificial os sistemas especialistas são também conhecidos como sistemas baseados em conhecimento (knowledge based systems). E, finalmente, o domínio da teoria organizacional que destaca a GC como um recurso responsável pela criação de contextos e espaços onde os conhecimentos tácitos e explícitos interagem na organização. Seus fundamentos baseiam-se na teoria organizacional e consideram o conhecimento como fator capaz de proporcionar a adaptação da empresa ao seu ambiente externo. As cogitações que refletem essa visão trazem como conceitos centrais o relacionamento entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito e o conceito de “ba”2
2 O conceito de “ba” refere-se ao contexto adequado para criação de conhecimento. Segundo seus pensadores Nonaka e Konno (1998) “ba” pode ser traduzido como “lugar”, como espaço compartilhado, físico ou mental, para favorecimento de conhecimento individual e coletivo. Segundo Ritzmann e Silva (2011), o conceito foi proposto originalmente por Kitaro Nishida, filósofo japonês, e posteriormente adaptado por Nonaka com o propósito de elaborar o modelo de criação do conhecimento através de compartilhamento e inter-relacionamento. A gestão do “ba” é um dos pontos mais importantes para o processo de criação do conhecimento (NONAKA, KONNO, 1998). Sendo assim, o que é possível ser gerenciado é o contexto que adequado garante a criação e o compartilhamento do conhecimento do âmbito individual para o coletivo. O papel de gestão do ‘ba’ fica a cargo da liderança, responsável por promover condições capacitadoras da criação do conhecimento como intenção, autonomia, caos criativo e redundância.
ou o contexto onde o conhecimento acontece, onde ele se manifesta.
Duarte, Lira e Lira (2014) afirmam que diversos fatores contribuíram para a popularização da GC. Na década de 80, a propagação da GC: na Ásia, voltava-se para a conexão entre governo, indústria e educação para transferência de tecnologia; na Europa, a GC integrou-se às disciplinas ligadas à economia, política, antropologia, ciência da computação e ciência cognitiva; nos Estados Unidos (EUA), a interdisciplinaridade foi utilizada como forma de contribuir para integração de pessoas e estratégias de negócios. Nesta década, o que também ajudou na popularização do termo foi o trabalho de Sveiby (1987) intitulado Know How Company. Para as autoras, a GC, muitas vezes ligada à GI, ganhou abrangência na literatura acadêmica a partir da década de 90 com os trabalhos de Nonaka e Takeuchi (1997), e Davenport e Prusak (1998), em nível internacional, e com Angeloni (2002), em nível nacional, crescendo exponencialmente e ganhando espaço no contexto organizacional.
Este feito se faz bem visível no estudo de Bessen, Vieira, Bonilla e Santos (2012) que abordou a GC e a importância dos fatores críticos de sucesso (FCS) na implementação de estratégias de GC. Os autores calharam na literatura a evolução nas publicações sobre CG a partir de análise bibliométrica como ferramenta para mapear e gerar indicadores na base de dados eletrônica internacional SCOPUS. A busca se deu pelo descritor ‘Knowledge
management’. Deste estudo, gerou-se o gráfico a seguir:
Gráfico 1: Publicações sobre Knowledge management
Os autores identificaram que o primeiro artigo que aborda a temática “Knowledge
Management” foi publicado no ano de 1977, no periódico MarinePolicy, sob o título Ocean
and environmenta linformation. The theory, policy, and practice of knowledge management,
cujo autor é Robert R. Freeman. Portanto, podemos concluir que este autor contribuiu para as origens da GC.
No entanto, para Barbosa (2008), a expressão “gestão do conhecimento” é muito mais antiga do que normalmente se acredita. Dois trabalhos foram de grande importância para seu nascimento: o de Nicholas Henry que, preocupado com as “disfunções informacionais” e baseado em Taylor (1960) e seu conceito de GRI, publicou em 1974 uma definição de GC como sendo as “políticas públicas para produção, disseminação, acessibilidade e uso da informação na formulação de políticas públicas” (HENRY, 1974, p.189); e o de Berry e Cook (1976), cujo título, Managing knowledge as a corporate resource, reflete a relevância do conhecimento como recurso fundamental para as empresas. Além das áreas citadas, Barbosa (2008) enfatiza que a importância da informação e do conhecimento e sua gestão também tem sido registrada por autores do campo da economia, das finanças e da contabilidade. Por exemplo, Harris (2001) identifica o conceito de “economia baseada no conhecimento” como referencial analítico capaz de incorporar as características centrais das novas TIC, e o conceito de “economia da informação” representando a noção de que o conhecimento pode ser gerenciado e aplicado inúmeras vezes sem perder valor com o uso repetido, sendo infinitamente durável no tempo e no espaço, além de poder ser armazenado com custo mínimo nos meios digitais contemporâneos.
Além disso, Bessen, Vieira, Bonilla e Santos (2012) observaram que o maior número de artigos publicados é do autor Petter Gottschalk, da Norwegian Schoolof Management, Oslo, Noruega. Seu artigo de maior destaque foi publicado em coautoria com Terje Karlsen, também da Norwegian Schoolof Management, no ano de 2005, no periódico Industrial
Management and Data Systems, sob o título “A comparison of leadership roles in internal IT
projects versus outsourcing projects” o qual foi citado por 19 outros autores após sua
publicação (BESSEN; VIEIRA; BONILLA; SANTOS, 2012). Essa informação é demonstrada no gráfico a seguir:
Gráfico 2: Artigos publicados por autor
Fonte: Bessen, Vieira, Bonilla; Santos (2012, p. 4)
Segundo Duarte, Lira e Lira (2014) foi Davenport quem previu, em 1996, que nos 10 anos seguintes, o desafio da gestão do conhecimento estaria no aperfeiçoamento da capacidade de focar o humano e o gerencial. Este fato a popularizaria. As autoras afirmam também que em princípio
[...] a abordagem da GC estava alicerçada na TI, com a criação de bancos de dados, GED, e-mails. Em seguida, a WEB acresceu o processo de busca rápida de informação e conhecimento com intensificação da internet, do groupware e da intranet para gerar novo conhecimento e chegou aos dias atuais, quando a GC enfoca o processo pelo qual as pessoas podem contribuir com o intercâmbio do conhecimento, por meio de ambiente favorável ao compartilhamento (DUARTE; LIRA; LIRA, 2014, p. 176). Para Barbosa (2008), um dos autores contemporâneos que popularizaram a GC é, sem dúvida, Thomas Davenport, em parceria e colaboração com Larry Prusak (através dos livros Ecologia da Informação e Conhecimento Empresarial) que trouxeram contribuições importantes como a de que os administradores precisam desenvolver uma perspectiva holística e integrada da informação e o desenvolvimento de um “modelo ecológico” para o gerenciamento da informação.
Com a discussão sobre suas origens percebe-se que, a princípio, a GC surgira para obtenção de estratégias competitivas, inovação contínua dos processos informacionais, produtos e serviços.
Esse entendimento tem incitado as organizações a estudar e rever seus modelos tradicionais de gestão, fundamentadas no conhecimento como fator
imprescindível à inovação e competitividade. Os novos modelos gerenciais estão desafiando, ao mesmo tempo, organizações e pesquisadores, que se debruçam sobre conceitos, teorias, metodologias e práticas de gestão da informação e do conhecimento (SOUZA; DIAS; NASSIF, 2011, p. 56).
Para os autores, a primeira noção necessária a qualquer discussão, neste domínio, refere-se, além do reconhecimento de sua complexidade e da necessidade de adotar abordagens teórico-metodológicas integradoras com questões que vão desde as primeiras tentativas de definição de suas bases conceituais, ao conjunto de práticas organizacionais que envolvem esse modelo de gestão, à necessidade de reflexões sobre a integração disciplinar das áreas e subáreas que compõem o campo epistemológico da CI, orientadas à construção de sua autonomia.
Mais tarde, com sua evolução e amadurecimento teórico-metodológico, a GC foi sendo aplicada a outros contextos (não competitivos) para adaptação dos novos processos evolutivos à sociedade contemporânea, a exemplo das organizações públicas e não- governamentais. Também este fato contribuiu para que o termo “gestão do conhecimento” fosse utilizado com grande frequência nos processos organizacionais. Para o Pérez-Montoro Gutiérrez (2008), uma infinidade de empresas, economistas, criadores de conteúdos, consultores, analistas de informática, documentalistas e cientistas da informação, investigadores, entre muitos, declaram que se dedicam atualmente a esta disciplina cada qual com seu modo particular de enfoque. Porém, muitas vezes, não têm claro em que consiste o alcance deste novo campo de atuação por duas causas possíveis: a primeira muito prosaica é que a GC vende, ou seja, vincular qualquer produto ou solução à expressão pode converter-se em garantia para o funcionamento econômico; a segunda é sua natureza poliédrica, que tenta integrar em um mesmo sistema campos tão disjuntos, convidando as pessoas formadas em distintas áreas a se ver atraídas por este novo cenário. Portanto, para falar de GC sem que seu termo caia num comodismo léxico, utilizando-o como jargão para quaisquer atividades organizacionais (públicas, privadas ou sem fins lucrativos) ou como descrição teórica sobre mais uma maneira de gestão, ou ainda que não pareça uma empolgação de certo modismo terminológico da contemporaneidade é, para o autor, necessário afirmar que não existe uma claridade em seu uso, assim como em seu termo.