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3. GEREÇ VE YÖNTEMLER

3.7. Gerçek-Zamanlı Polimeraz Zincir Reaksiyonu (Real-Time PZR)

A expansão maxilar, tão propalada na literatura e comprovada cientificamente no auxílio da correção ortodôntica de vários problemas, não parece mais mistério e ganha cada vez mais adeptos e defensores. Nosso trabalho teve como objetivo principal avaliar, em longo prazo, as alterações ocorridas em pacientes que utilizaram, numa primeira fase de seu tratamento ortodôntico, os aparelhos expansores fixos dentossuportados, colados à superfície oclusal dos dentes superiores, seguidos dos aparelhos fixos. Para uma maior confiabilidade na avaliação dessas alterações e até para poder distingüí-las do crescimento natural que os pacientes tiveram, já que o grupo apresentava idade média de 12 anos e sete meses ao início do tratamento e 15 anos e oito meses ao final e durante esse período estavam em pleno crescimento, esses pacientes foram comparados a um grupo controle, pareado pela idade, que não recebeu qualquer tipo de aparelho.

Talvez a informação mais importante que deve ser salientada e relatada novamente neste item é que quando se avalia o efeito da expansão maxilar deve-se tomar cuidado com os dois tipos de estudos: aquele em curto prazo, em que se avaliam as modificações ocorridas em geral após a remoção do expansor, em torno de três a quatro meses após sua instalação e em longo prazo, aquele que acontece em torno de um a três anos após a remoção do expansor e, muitas vezes, do aparelho fixo que deu seqüência ao tratamento.

A grande maioria dos trabalhos que avaliam os efeitos da expansão maxilar relata efeitos indesejáveis dos aparelhos expansores, sejam os convencionais bandados, com ou sem a presença do acrílico no palato, ou os mais em voga, os colados, com cobertura oclusal. No entanto esses trabalhos têm que ser observados e avaliados com ressalvas, uma vez que, por serem analisados em curto prazo, as alterações dentoesqueléticas podem ser transitórias.

O aparelho com cobertura oclusal, analisado neste trabalho, foi empregado com o objetivo de não alterar desfavoravelmente as medidas verticais, principalmente nos pacientes portadores da síndrome da face longa e nos portadores de mordida aberta anterior. O aparelho colado, contudo, atingiu seu objetivo, levando à separação da sutura palatina mediana e conseqüente correção da mordida cruzada posterior.

Com relação às alterações dentoesqueléticas observadas, ficou claro que, após três anos, o grupo que utilizou aparelhos não apresentou avanços maxilares, diferente do grupo controle, com exceção da medida Sperp-A, que demonstrou um suave avanço para anterior da maxila no grupo controle. As outras medidas como a Ar-A, mostraram um crescimento eqüitativo nos dois grupos e o que, provavelmente fez parte do crescimento craniofacial esperado para esse período. Não se pode afirmar que a maxila representada pelo plano palatino deslocou-se inferiormente, que as alturas faciais ântero-inferior e superior foram alteradas em seu crescimento normal e que a mandíbula sofreu qualquer alteração em sua posição espacial, ao final do trabalho.

Ao contrário do esperado, o aparelho com cobertura oclusal não trouxe benefícios em relação ao grupo controle, nas alterações dentoesqueléticas, deixando claro que mesmo aqueles pacientes dolicofaciais que necessitem de expansão ortopédica da maxila poderão fazê-lo sem restrição.

O aparelho colado, empregado neste estudo, permaneceu em posição por três meses, em média, e alguns autores acreditam que para que o efeito bite block almejado seja realmente efetivo, esse aparelho deve permanecer por mais tempo na cavidade oral. Todavia, salientam que o aparelho é bastante retentivo na região inferior do acrílico e nas proximais dos dentes, o que torna a higienização debilitada e dificultosa, correndo o risco de descalcificação de esmalte, se este permanecer mais tempo em posição.

O aparelho colado pode ser, em alguns casos, uma alternativa viável na substituição aos do tipo Haas e Hyrax, quando existirem dentes mal posicionados, onde a inserção das bandas torna-se difícil, ou ainda naqueles pacientes na fase de dentadura mista, em que os dentes de ancoragem não estão totalmente irrompidos ou que tenham coroas baixas ou, ainda, dentes mal formados.

Entre as vantagens da utilização do aparelho colado, especificamos a eliminação da fase das bandagens, que nos poupa tempo e torna o processo menos dolorido ao paciente.

Como desvantagem, o aparelho colado deve ser cimentado com um material resistente para que não se solte durante as ativações, o que prejudicaria todo o procedimento. Também devemos citar a possibilidade de avulsão de algum dente decíduo, na remoção do aparelho, muito desconfortável ao paciente e, por fim, o tempo bastante grande dispendido para a remoção do aparelho, em alguns casos necessitando do seccionamento com brocas de alta rotação e da limpeza do cimento aderido aos dentes.

No nosso grupo de pacientes que fizeram uso do expansor colado, na remoção do aparelho, notou-se uma gengivite generalizada nas papilas interproximais, recobertas pelo

aparelho e nas regiões de tecido mole, próximas do acrílico. Por isso, a higienização deve ser bastante rigorosa e checada pelo profissional a cada visita do paciente.

Como já foi relatado, a literatura com o aparelho colado, em longo prazo, mostra-se bastante escassa, principalmente quando se compara a um grupo controle. Para elucidar melhor e responder mais questionamentos, futuros trabalhos devem ser realizados.

CONCLUSÃO

7

7- CONCLUSÃO

Avaliando os resultados obtidos, segundo as condições do estudo e a metodologia empregada, com relação aos efeitos em longo prazo e após o uso do aparelho expansor com cobertura oclusal, seguido do aparelho fixo convencional, concluímos que:

7.1 - Para o grupo tratado, entre as alterações mais significantes, foram verificados: 7.1.2 - Aumento na altura facial ântero-superior, deslocamento da espinha nasal anterior para baixo, crescimento maxilar e mandibular para anterior, aumento na altura facial ântero- inferior e posterior, além do deslocamento nos molares de ancoragem para baixo e para mesial.

7.2 - Para o grupo controle, ao final da avaliação, foram constatados:

7.2.1 - Avanço do ponto A pela medida Sperp-A, melhora na relação maxilomandibular, aumento na altura facial ântero-superior, deslocamento da espinha nasal anterior e posterior para baixo, diminuição do ângulo mandibular, crescimento maxilar e mandibular para anterior, aumento na altura facial ântero-inferior e na altura facial posterior e deslocamento dos molares para baixo e para mesial.

7.3 - Na comparação direta intergrupos, ao final da avaliação, constatamos que a única medida significante foi:

7.3.1 - Sperp-A: demonstrou um crescimento maxilar no grupo controle de 1,7 mm para anterior.

7.3.2 - Na avaliação geral, o grupo que utilizou aparelho expansor e posteriormente aparelho fixo, apresentou alterações dentoesqueléticas e tegumentares semelhantes às do grupo controle, sugerindo que o aparelho com cobertura oclusal, ao início da terapia, não trouxe benefícios e nem foi prejudicial ao crescimento e desenvolvimento da face dos pacientes.

Benzer Belgeler