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Geometri ve Ölçme 1. Doğrular ve Açılar

Belgede MATEMATİK DERSİ (sayfa 49-54)

7. SINIF KAZANIMLARI 1. Sayılar ve İşlemler

7.3. Geometri ve Ölçme 1. Doğrular ve Açılar

As perspectivas dos chamados Estudos Culturais são abordadas em nosso trabalho a partir da Comunicação. Ressaltamos que seria um erro reduzir essa linha de pensamento a um “modelo” para a área, considerando que essa tradição ultrapassa o campo comunicacional e transita por outros. Por isto, elaboramos um breve recorte histórico com conceitos e autores que corroboram na construção de um quadro, o qual, posteriormente, fará diálogos com tópicos de nossa investigação.

Em 1964, Richard Hoggart funda o Centre for Contemporary Cultural Studies (CCCS) e origina de forma organizada os Estudos Culturais britânicos, inspirado em sua pesquisa The Uses of Literacy de 1957. O centro surge em parceria com o English Departament da Universidade de Birmingham e se firma como seu centro de pós-graduação. Neste local, aspectos da cultura contemporânea e o relacionamento com as práticas e instituições serão os focos de análise.

Na leitura de Ana Carolina Escosteguy (2001:158), “os estudos culturais britânicos devem ser vistos tanto do ponto de vista político, na tentativa de constituição de um projeto político, como do ponto de vista teórico, na tentativa de construir um novo campo de estudo”.

Para Escosteguy (2001:152), três textos do final da década de 50 são identificados como as fontes desta corrente: o já citado The Uses of Literacy de Richard Hoggart (1957), em parte autobiográfico e em parte história cultural da metade do século XX; Culture and Society (1958), de Raymond Williams, no qual o autor apresenta um histórico do conceito de

cultura “em comum e ordinária”, que pode ser entendida com um modo de vida em condições de igualdade - o que se observa é uma crítica de Williams à dicotomia entre cultura e sociedade, e The making of the english working class (1963), de Edward Palmer Thompson, uma obra que reconstrói uma parte da trajetória da sociedade inglesa de um ponto de vista da “história dos de baixo”.

Williams é um autor fundamental na construção dos percursos deste grupo. O teórico acredita que a questão cultural é a categoria-chave entre análise literária e investigação social. Em outra obra, The Long Revolution (1961), discorre sobre a relação contemporânea e o impacto dos meios de comunicação, aproveitando para demonstrar seu pessimismo, tanto com relação aos meios, quanto no que se refere à própria cultura popular.

Atualmente, o conceito de cultura é tratado na convergência de aspectos das duas principais correntes: a materialista e a idealista. Segundo Williams (1992:12), o tratamento materialista mantém seu enfoque em “uma ordem social global no seio da qual uma cultura específica, quanto aos estilos de arte, tipos de trabalho intelectual, é considerada produto direto ou indireto de uma ordem primordialmente constituída por outras atividades sociais” (cultura como produto). No pertinente à análise idealista, Maria Luiza Mendonça (2006) ressalta que a ênfase é dada à cultura enquanto “espírito formador”, àqueles grandes relatos nacionais que englobam tendências artísticas e intelectuais, os quais permeiam todo o conjunto das atividades especificamente - a linguagem, as artes e o pensamento (cultura como produtora).

A convergência a que Raymond Williams se refere permite um entendimento da existência de relações dialógicas entre itens culturais e organização mundial; sendo assim, as experiências da sociedade possuem papel determinante quanto à diversidade de práticas em seu contexto, as quais também são influenciadas pelos padrões da época. Sob esse viés, requisitam a inclusão de orientações em um sistema simbólico e de esquemas de significados que atribuem sentido às relações e ações dos indivíduos.

O teórico critica o determinismo tecnológico ao tratar sobre as mídias e em cada uma de suas análises estuda o caráter histórico que os meios comunicacionais: televisão, imprensa e publicidade, acabam assumindo perante uma dada realidade.

Os quatro textos citados de Hoggart, Thompson e Williams tornaram-se importantes para a configuração dos Estudos Culturais. Entretanto:

[...] eles não foram, de forma alguma, livros didáticos para a fundação de uma nova subdisciplina acadêmica: nada poderia estar mais distante de seu

impulso intrínseco. Quer fossem históricos ou contemporâneos em seu foco, tais textos eram eles próprios, focalizados pelas impressões imediatas do tempo e da sociedade na qual foram escritos, organizados através delas, além de serem elementos constituintes de respostas a essas pressões. (HALL, 1996:32)

Embora não seja citado entre os membros fundadores dos Estudos Culturais britânicos, o jamaicano Stuart Hall, cuja contribuição será exposta posteriormente, tem sua participação unanimamente reconhecida.

A partir da década de 70, a importância dos meios de comunicação de massa, vistos não apenas como opção de lazer, mas também como aparelhos ideológicos do Estado, começa a ser verificada. O foco passa a ser a análise da estrutura ideológica da cobertura jornalística. Hall nominou essa fase de “redescoberta da ideologia”, sendo um dos pressupostos a ideia de que os efeitos dos meios poderiam ser deduzidos das análises das mensagens que veiculam.

Os pesquisadores de Birminghan (CCCS), a partir da divulgação do texto Ecoding and decoding in the television discourse, de Stuart Hall, publicado pela primeira vez em 1973, passam a observar a temática da recepção e do consumo. Após um período de análises textuais, os estudos sobre os processos receptivos tiveram início. Nesta obra, Hall examina o processo de comunicação da televisão em quatro momentos: produção; circulação; distribuição/consumo; reprodução, que, apesar de apresentarem suas formas e caminhos existenciais, articulam-se entre si devido às relações de poder institucional.

A partir dos anos 80, os Estudos Culturais são descentralizados da Grã-Bretanha e se direcionam com ênfase para a investigação das audiências, área de pesquisa que se torna própria desta corrente. Nesse momento, ocorre a incorporação do modelo de codificação e decodificação também proposto pelo jamaicano.

A partir do final da década de 90, a reflexão sobre a função dos veículos comunicacionais na constituição identitária é o campo de atuação desta perspectiva de estudo que se espalhou sobre diversas partes do mundo, inclusive para a América Latina. É fato que o entendimento do conceito de identidade no sentido mais tradicional tem relação direta com o momento histórico e valores de uma dada sociedade. Considerando que, a partir da segunda metade do século XX, esses padrões ou lugares sociais modificaram-se rapidamente.

Hall denomina este novo cenário como sendo o da centralidade da cultura: “a expansão de tudo o que está associado a ela e ao seu papel constitutivo, hoje, em todos os aspectos da vida social” (1997:17-18). Neste sentido, a cultura penetra em cada recanto da

vida, mediando tudo: está presente nas vozes, imagens e símbolos que nos interpelam nas telas, revistas, jornais, outdoor etc. Segundo o autor, a importância das revoluções culturais está situada na abrangência de seu impacto e em seu teor democrático e popular.

Para ele (1997), é na contemporaneidade que ocorre o rompimento com as noções de uma fixação identitária. Isto significa que na atualidade a centralização está justamente na flexibilidade deste aspecto, ou seja, em seus fragmentados e deslocados papéis em relação ao tempo e tradições.

Acrescenta ainda que essas transformações mudaram “nossas identidades pessoais, abalando a ideia que temos de nós próprios como sujeitos integrados. Essa perda de um sentido de si estável é chamada de descentração do sujeito” (HALL, 1997:9). Esta é a descrição dada pelo autor ao chamado indivíduo pós-moderno, um indivíduo que é definido historicamente e não biologicamente e, por isto, assume funções diferentes de acordo com o momento em que vive.

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Benzer Belgeler