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Geometri ve Ölçme 1. Üçgenler

Belgede MATEMATİK DERSİ (sayfa 58-62)

7. SINIF KAZANIMLARI 1. Sayılar ve İşlemler

8.3. Geometri ve Ölçme 1. Üçgenler

Na visão de Guillermo Orozco Gómez, a “mediação tecnológica” impacta tudo aquilo que toca: “não se trata de negar nem de diminuir ou simplesmente relativizar esse impacto. Trata-se de vê-lo como um impacto importante, mas que necessariamente compete com outros” (2006:86). Neste sentido, Orozco ressalta o abandono da noção de que as mediações vêm só dos meios ou são de certa maneira sua extensão. O autor as compreende como processos estruturantes advindos de inúmeras fontes e incidindo nos processos de comunicação.

Orozco enfatiza duas tendências crescentes na condição comunicativa contemporânea, que são interdependentes e paralelas: a “mediatização” e “audienciação”.

A primeira é resultado da expansão dos meios de comunicação e tecnologias de informação, chamada por ele de dependência mediática múltipla, envolvendo tipos cognitivos, emocionais e práticos como fator distintivo das sociedades atuais em relação às anteriores. A mediatização se apresenta como um desafio da vida cotidiana, em todos os aspectos, do público ao privado, tornando uma ação irreversível para as relações.

O autor cita como exemplo o estudo sobre a televisão, que é caracterizada de maneira particular em cada país; para tanto, propõe reflexões sobre como usar o que temos, enfim, o que nos é ofertado pelos meios, de maneira inteligente, produtiva, crítica e independente que contribua para o desenvolvimento das audiências, as quais constituem o segundo aspecto: a “audienciação”

Para o estudioso, esse fenômeno é fruto da crescente centralização dos meios como referências dos indivíduos e a mediação é um processo estruturante que orienta a interação das audiências (na origem do termo, está ligada ao universo jurídico e indica receber e emitir informações) as quais passam a dar sentido aos referentes midiáticos.

As novas telas (termo usado pelo autor para designar novos aparatos tecnológicos, como o computador e celular) permite que o receptor se torne também produtor, ou melhor, usuário. O transitar do receptor ao receptor-emissor, fruto da convergência, multiplica formatos, linguagens e estética nestes meios comunicacionais.

Como “uma nova produção cultural”: é assim que Orozco chama o produto do intercâmbio entre novas telas, audiências e usuários. “Dicho de outra manera, cada vez más los referentes claves del intercambio social contemporâneo son productos audiovisuales, mediados y tecnificados a los cuales se accede desde alguna pantalla y suporte tecnológico” (2009:6).

Essa produção não parte do ponto zero; ela vem de contextos anteriores formados por meios tradicionais, porém não é manifesta por estas fontes clássicas. O autor justifica, assim, com base no surgimento de novos aparatos e tecnologias, a necessidade de novas alfabetizações.

[...] las nuevas alfabetizaciones, que de hecho tienen lugar aunque de manera fortuita o no cosnciente, demandan com urgência de “nuevas educaciones”, entendidas como otras estratégias para ubicar de manera más adecuada a todos em este intercambio múltiple, cresciente y a veces caótico em el que nos encontramos. (OROZCO, 2009:7)

O termo “usuário”, utilizado por Orozco, é criticado por Hugo Assmann (2000) já que, para este estudioso, a palavra não expressa adequadamente a relação entre humanos e máquinas, por isto prefere utilizar em seu lugar o conceito de sociedade aprendente21. Assmann enfatiza que a espécie humana alcançou hoje uma fase evolutiva inédita na qual os aspectos “cognitivo e relacional” da convivência se “metamorfoseiam” com rapidez nunca antes experimentada.

O autor explana sobre a metamorfose do processo de aprendizado e afirma que a instrumentalização e a reflexão não são alternativas contrapostas, mas racionalidades conjugáveis e complementares. Pressupõe que a resistência de muitos professores a usar livremente as novas tecnologias na pesquisa pessoal e na sala de aula “tem muito a ver com a insegurança derivada do falso receio de estar sendo superado, no plano cognitivo, pelos recursos informáticos” (2000:8).

Quanto à crítica à razão instrumental, o autor ressalta ser um desafio permanente, porém, para evitar mal-entendidos, esclarece (2000:10):

Nada de redução do Lógos à Techné. Mas, doravante, já não haverá instituição do Lógos sem a cooperação da Techné. As duas coisas se tornaram inseparáveis em muitas das instâncias – não em todas, é claro – do que chamamos aprender e conhecer. Estamos desafiados a assumir um novo enfoque do fenômeno técnico. Na medida em que se tornou co-estruturador de nossos modos de organizar e configurar linguagens, penetrou também nas formas do nosso conhecimento.

21 Cf. ASSMANN, Hugo. Reencantar a Educação – Rumo à Sociedade Aprendente. Petrópolis: Vozes, 1998. 4ª ed. 2000.

Em resumo, o autor defende que as novas tecnologias têm um papel ativo e estruturante nas formas de aprendizagem e conhecimento, daí a importância de aproveitá-las ao máximo, mas sem desconsiderar as implicações antropológicas e epistemológicas da relação entre seres humanos e maquinário.

Retomando Jesús Martín-Barbero, “a tecnologia remete, hoje, não a alguns aparelhos, mas sim a novos modos de percepção e de linguagem, a novas sensibilidades e escritas” (2006:54).

Orozco (1994:20), apoiado em filósofos da educação, aponta que as influências da mediação dos meios comunicacionais seguem ao menos em três direções:

Habilidades, conhecimentos e crenças. As habilidades implicam um saber prático, o saber fazer. O conhecimento implica um saber mais conceitual, um saber o quê. E as crenças fundamentalmente significam crer em algo que possa ser independentemente do saber acerca desse algo ou de saber fazê-lo.

Em nossa perspectiva de discussão, ao trazermos as reflexões de Martín-Barbero, Orozco Gómez e Hugo Assmann desejamos elucidar a visão dialógica dos processos comunicacionais, considerando as mediações tecnológicas, em um movimento que interfere e re-configura, a cada instante, as mensagens e resulta em novos modelos de interpelação do sujeito.

Enfim, como ressalta Mauro Wilton de Sousa (1999), talvez a influência da postura funcionalista em comunicação na atividade educacional, além da resistência provocada diante do significado do uso dos meios, esteja na própria definição de como diferentes formas de saber podem ou não concorrer com a comunicação midiática na relação ensino/aprendizagem.

Entretanto, se estamos tratando de novos sujeitos inseridos em um novo modelo social, a distância das gerações na relação docente/discente também precisa ser considerada.

Belgede MATEMATİK DERSİ (sayfa 58-62)

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