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3. GÖRÜNTÜ İŞLEME TEKNİKLERİ

4.2. Sınıflandırma

4.2.2. Genetik algoritma

Após sua aprovação, Sebastião teve que morar em Guaratinguetá/SP. Lá passou dois anos estudando na Escola de Especialistas da Aeronáutica. Pelo que conta não foi uma tarefa fácil porque não havia nenhuma ajuda financeira extra para outras necessidades. Tudo era mantido pela escola para os seus estudos. Relatando a prática do dia-a-dia lá na academia militar, Sebastião diz:

Eu saía de madrugada. Aprendi inglês em dois meses. Na mesma sala de inglês, de madrugada eu escrevia umas cinquenta vezes I goto Rio, I take num sei que lá... Só sei que eu aprendi inglês em dois meses, na marra, mesmo, tá certo! Também lá, você tinha que preencher as frases colocando

uma conjunção, uma preposição, o aumentativo ou diminutivo. Você tem que preencher ali, tá certo! Aí pronto, fui classificado como mecânico de avião. Isso me deu um incentivo muito bom porque não queria a Infantaria porque achava que mecânico de avião era uma coisa mais que Presidente da República, assim... muito importante! Eu fiquei muito alegre. Eu estudei pá pá ....e fui ser mecânico de avião. (SEBASTIÃO, 2010).

Nove anos, Sebastião ficou trabalhando como mecânico de avião. Quando terminou o curso de Sargento da Aeronáutica veio para Natal/RN e relata:

Terminei o curso de sargento em 1969 e ai eu vim para Natal/RN trabalhar no CFPM – CENTRO DE FORMAÇÃO DE PILOTOS MILITARES. Nessa época voavam em torno de 115 aviões, voando mesmo. Trabalhei com o XAVANTES, o T-25, T-33 só avião de caça, treinamento certo! Quando cheguei no Natal disse - Vou parar! Vou tomar cachaça um ano. Mas eu nunca fui homem de tomar cachaça. Tinha decidido parar um ano. Eu nunca tinha tido um Natal, um Ano Novo eu nem sabia o que era isso, certo! Eu nunca tinha ganhado um presente de ninguém, nada! Fiquei morando com uns tomadores de cachaça e quando completou um ano peguei, arrumei a minha mala e fui embora. Fui morar com outra turma de pessoas de São Paulo, de Santa Catarina, certo! Pessoal que estudava! Ai como eu não tinha escolaridade nenhuma fiz o Madureza em um ano. Naquele tempo o exame Madureza não era como hoje. Naquela época fazia prova de português 400 pessoas e passavam 20, 25, lembra? Faziam a prova de Inglês 400 pessoas, passavam apenas 10, 15, tá certo! Fiz o curso Madureza todinho, durante um ano e passei no vestibular. Depois que passei no vestibular descobri que realmente não tinha terminado o ensino médio, pois faltou no madureza, passar em geografia (Professor Sebastião, 2010).

Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394/96 o exame madureza corresponde hoje a Educação de Jovens e Adultos, ofertada através de cursos, exames e banca permanente. Dessa forma Sebastião encontrou mais outra chance de poder completar sua escolaridade em nível de 2º Grau para ingressar na universidade. Mas nesse percurso ainda encontrou dificuldades com a disciplina de Geografia, como relata:

Morando com esses meus amigos de São Paulo e Santa Catarina e no meio deles estudando eu perguntava para um, perguntava para outro... eu nunca tinha aberto um livro de História, Geografia. Eu sabia bastante Matemática, Física, Português e Inglês e sabia as coisas técnicas de mecânica. E no primeiro ano terminei o Madureza em 1972 e ficou faltando a prova de Geografia. Ai eu passei no vestibular parece que eram 300 vagas para área tecnológica e eu fui 130º colocado. Tava no meio, né! Ai eu disse que eu não queria. Que não ia madrugar na universidade. Que eu ia fazer outra vez e me preparar mais para que eu entrasse sabendo mesmo! Mas ai eu namorava uma menina que a família dela fazia muita pressão e naquela época era muito difícil passar no vestibular. Rasparam a minha cabeça semque eu quisesse porque ainda era da Força Aérea e quando chegasse lá teria que explicar ao comandante por que tinham raspado a minha cabeça. Mas, faltava geografia. Articularam e levaram-me com o Secretário

de Educação João Faustino (vivo até hoje). Colocaram-me na frente dele e ele começou a rir e disse – homem, você passou e não tem aviso no jornal... Para encurtar João Faustino baixou uma norma de um dia para outro liberando os exames Madureza no outro dia. Ai foi que eu fiz Geografia e mais cinco alunos que serviram. Depois de dez anos reencontrei um engenheiro que fez junto comigo. Entrei na universidade e naquela época – na área tecnológica. A área tecnológica eram os cursos: Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Matemática, Física e Química. Naquela época tinha Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Matemática, Física e Química. Engenharia Mecânica aqui em Natal não existia não! Então entrei no curso básico que era dois anos e eu estava assim... Naquela época todo mundo queria o curso de Engenharia Elétrica e eu não estava num nível de Engenharia Elétrica até porque eu trabalhava... e muito! Eu estava num nível que ia ser Engenheiro Civil (SEBASTIÃO, 2010).

Nos anos de 1960 a opção para o exercício do magistério nas disciplinas das Ciências Exatas e Matemática tornava-se necessário por não haver oferta de cursos na área da engenharia civil, elétrica, mecânica em todas cidades brasileiras, pois esses cursos se concentravam nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. Neste contexto, Sebastião se viu obrigado a optar pelas Ciências Exatas e Matemática. Seu sonho de ser um engenheiro civil se distanciou na prática formativa, porém pela pessoa que se mostra, apresenta conhecimentos e habilidades entre um mundo e outro (engenharia - matemática) entrelaçando prática social (cultura) e ciência.

Benzer Belgeler