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2.1 ADALET VE KALKINMA PARTİSİNİN 2007 SEÇİM KAMPANYAS

2.4. GENEL SEÇİM SONRASI CUMHURİYET HALK PARTİSİ

A Previdência Social é uma instituição que garante um seguro social para quem contribui, reconhecendo e atribuindo benefícios às pessoas seguradas, por meio de um processo pelo qual é substituída a renda desses indivíduos por um benefício, quando eles necessitarem e ao serem acometidos por algum risco social. Estes riscos estão relacionados de acordo com o que diz o Artigo 201 da Constituição Federal de 1988, a: doença, invalidez, reclusão, idade avançada, desemprego involuntário, pensão por morte de segurado e maternidade.

Com a promulgação da Constituição de 1988, a Previdência Social consolidou-se como direito social a partir dos princípios de seguridade social, definidos em seu artigo 194, que relata:

[...] universalidade de cobertura e do atendimento; uniformidade e equivalência dos benefícios e dos serviços às populações urbanas e rurais; seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; irredutibilidade no valor dos benefícios, equidade na forma de participação e custeio; diversidade de base de financiamento; caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa com a participação da comunidade, em especial aos trabalhadores (BRASIL, 1988).

O trabalho caracteriza-se como elemento fundamental para o cidadão ter acesso aos benefícios da Previdência. No entanto, mesmo sendo um direito, não é assegurado a todos (RAMOS, 2004, p.32). Paradoxalmente, a universalidade significa proteção social para todos, porém, no sistema capitalista, na lógica da previdência, encontra-se uma universalidade contributiva, que transforma trabalhadores em cidadãos consumidores. Essa concepção atribui ao Estado a responsabilidade de implantação das políticas sociais capazes de fornecer condições dignas de sobrevivência, amenizando assim a pobreza extrema e as formas de exclusão social. Isto porque a exclusão dos direitos sociais dos trabalhadores e a privatização de alguns órgãos previdenciários contrariam a dimensão universalizante da Previdência e alguns princípios da Seguridade Social (RAMOS, 2004, p.33).

Os pacientes portadores de câncer têm uma proteção especial do Estado por meio da Previdência e Assistência Social, uma vez que são considerados portadores de doença crônico- degenerativa, mutilante e incapacitante. São atribuídos alguns direitos específicos aos mesmos, objetivando assim elevar a qualidade de vida desses pacientes, contribuindo para que o momento do diagnóstico, tratamento e cura constituído de um significativo apoio ao pleno exercício da cidadania. Logo, exercer esta cidadania não significa apenas ter deveres a serem cumpridos, e sim ter direitos a serem usufruídos.

4.3.2 Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)

A política da assistência foi regulamentada pela promulgação da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) nº 8.742, de 07 de dezembro de 1993, ocupando o lugar da última política de direito regulamentada no Brasil. Como avanços da LOAS, destaca-se:

• seu caráter de direito não contributivo24; • a pronta integração entre econômico e social; • o novo desenho institucional para assistência social;

• a participação da população e o exercício do controle da sociedade na gestão e execução das políticas de assistência social;

A LOAS extinguiu o antigo Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS) e criou os conselhos municipal, estadual e nacional de Assistência Social.

O paciente portador de câncer também tem direito à Assistência Social. E, com a Constituição de 1988, esta foi constituída como parte integrante da Seguridade Social brasileira, a qual é considerada um direito de cidadania e dever do Estado, sendo a mesma elevada ao título de direito social, representando um significativo avanço na área, como fala Yasbek que tem início a construção de uma nova concepção para assistência social brasileira, incluída no âmbito da Seguridade Social, regulamentada pela LOAS em dezembro de 1993, como política social pública. E a assistência social inicia seu trânsito para um campo novo: o campo dos direitos, da universalização dos acessos e da responsabilidade estatal. (YASBEK, 2004, p. 12-13).

24 Extingue a Renda Mensal Vitalícia (RMV), benefício do âmbito da Previdência Social de caráter assistencial, que concedia uma renda a pessoas idosas ou inválidas, incapacitadas para o trabalho, com critérios de renda menos excedentes que o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Uma política de proteção social compõe o conjunto de direitos de civilização de uma sociedade e/ou elenco das manifestações e decisões de solidariedade de uma sociedade para com todos os seus membros. É uma política estabelecida para a preservação, a segurança e a dignidade de todos os cidadãos, sendo atribuída à assistência social a ampliação da segurança das condições de vida da população, por meio da segurança conquistada no convívio social, de autonomia e da equidade. (SPOSATI, 2001, p.71).

A partir daí, a assistência social marca sua especificidade no campo das políticas sociais, pois configura responsabilidades do Estado, próprias de serem asseguradas aos cidadãos brasileiros, já que possui demanda especificada e avaliada pelo mérito ou valor da necessidade, pois “[...] não é qualquer um que se credencia aos serviços da assistência social, mas só aquele a quem a sociedade reconhece como necessitados e desamparados” (SPOSATI et al., 1995, p.72).

4.3.3 Renda Mensal Vitalícia – Amparo Assistencial ao Deficiente Benefício de Prestação Continuada - BPC

O doente ou qualquer pessoa maior de 65 anos de idade tem direito a uma renda mensal vitalícia, no caso de não ter condições de se sustentar financeiramente, ou seja, quando ele esteja impossibilitado de levar uma vida independente e que sua família também não tenha possibilidade de sustentá-lo.

A renda mensal vitalícia equivale a um salário mínimo mensal. Para ter este direito é preciso que:

• a família seja considerada incapaz de manter o doente ou o idoso, condição que será caracterizada quando a soma dos rendimentos da família dividida pelo número de pessoas que dela fazem parte, não for superior a um quarto do salário mínimo (25%);

• o deficiente ou idoso não esteja vinculado a nenhum regime de previdência social e não receba qualquer tipo de benefício de espécie alguma.

Como família, considera-se: pessoas que vivem na mesma casa: cônjuge, companheiro(a), os pais, os filhos e irmãos, menores de 21 anos ou inválidos, que vivam sob o mesmo teto. O doente portador de deficiência é aquele incapaz para a vida independente para o trabalho, mesmo estando internado, o portador de deficiência poderá receber o benefício.

O doente deve fazer exame médico pericial no INSS e conseguir o laudo médico que comprove sua deficiência.

A renda mensal vitalícia será paga pelo INSS da cidade em que more o beneficiário, e não existe 13% salário para a renda mensal vitalícia.

O amparo assistencial poderá ser pago a mais de um integrante da família, desde que respeitadas todas as exigências para cada um dos beneficiários.

O benefício será revisto a cada dois anos, para serem avaliadas se as condições do doente/idoso permanecem as mesmas.

O pagamento cessa com a recuperação da capacidade de trabalho ou em caso de morte do beneficiário.

Não há direito à pensão para dependentes no caso de renda mensal vitalícia, assim, após a morte do beneficiário, o benefício é cancelado.