1. BÖLÜM
5.3. IPv6’daki Farklı Yönlendirme Protokollerinin Benzetimi
5.3.1. Paket Gecikmesi ve Veri Transfer Hızı (Throughput) Karşılaştırması
5.3.1.5. Genel Değerlendirme
O autocuidado para Orem consiste em ações deliberadas para suprir ou garantir a continuidade da vida, o crescimento e o desenvolvimento, bem como a manutenção da integridade humana (MCEWEN; WILLS, 2009). O desenvolvimento do autocuidado depende de fatores internos ou intrínsecos, como idade, estado de saúde e sexo; e de fatores externos ou extrínsecos, como fatores socioculturais, sistema familiar, padrão de vida e disponibilidade de recursos para atender às demandas (OREM, 2006).
As teorias de enfermagem normalmente são estruturadas com base no metaparadigma da enfermagem que é constituído por quatro conceitos centrais, a saber: o ser humano, a saúde, o meio ambiente e a enfermagem. Para Orem, o ser humano consiste no “objeto material” dos enfermeiros e de outros que prestam assistência direta; a saúde significa um estado que engloba a saúde do indivíduo e dos grupos e a saúde humana é evidenciada na capacidade de refletir sobre si mesmo; o meio ambiente inclui aspectos físicos, químicos e biológicos, bem como a
família, a cultura e a comunidade; e a enfermagem é uma arte, onde o enfermeiro presta assistência especializada a pessoas incapacitadas (MCEWEN; WILLS, 2009).
Três construtos, que consistem em combinações de um ou mais conceitos, estão inter-relacionados para formar a Teoria Geral de Enfermagem de Orem, são eles: a Teoria do Autocuidado, a Teoria do Déficit de Autocuidado e a Teoria dos Sistemas de Enfermagem. Desta forma, a utilização da teoria para prestação de cuidados de enfermagem deve pôr em prática estes construtos concomitantemente ou separadamente, relacionando-os com a necessidade de assistência de cada contexto (GEORGE, 2000).
As três teorias acima mencionadas determinaram os conceitos da Teoria Geral do Autocuidado de Orem, que é composta por alguns conceitos centrais: as capacidades de autocuidado, as ações de autocuidado, as demandas de autocuidado terapêutico, o déficit de autocuidado e a capacitação em enfermagem. Quatro destes estão direcionados a quem necessita do cuidado de enfermagem e apenas um voltado para o enfermeiro (BRAGA; SILVA, 2011), conforme apresentado no Quadro 1.
Quadro 1 – Conceitos centrais da Teoria Geral do Autocuidado de Dorothea Orem. João Pessoa, 2017.
Conceitos Definição
1. Capacidade de
autocuidado Desenvolvimento, operabilidade e adequação, relacionados aos tipos de ações que podem ser realizadas pelos indivíduos, aos tipos de ações que eles realizam consciente e efetivamente, e à relação entre as ações que podem realizar e quais são requeridas.
2. Ações de
autocuidado Condutas aprendidas e executadas. Exprimem, também, a decisão da execução de atividades.
3. Demanda de
autocuidado terapêutico
Conjunto de ações necessárias para corresponder aos requisitos de autocuidado.
4. Déficit de
autocuidado Resultado negativo da relação entre a demanda de ações e a capacidade do indivíduo para executar o autocuidado terapêutico.
5. Capacitação em
enfermagem Formação do enfermeiro para desenvolver habilidades especializadas em ajudar a superar deficiências e incapacidades na execução do autocuidado
A teoria geral do autocuidado de Orem possui cinco premissas subjacentes. A primeira se refere ao acesso a informações, para que o ser humano e seu ambiente se mantenham vivos e funcionantes; a segunda premissa trata do poder de ação deliberado do humano para cuidar de si e do outro, de acordo com todas as necessidades; a terceira trata da privação ou limitação do ser humano maduro em desenvolver o cuidado por si e pelo outro, de forma a executar apenas ações de suporte de vida e reguladoras de função; a quarta aborda a execução de atividades a partir da descoberta, desenvolvimento e transmissão de métodos para identificar necessidades e agir em prol de si e do outro; e por último são abordados os grupos de seres humanos como responsáveis pelos cuidados com os membros do grupo que experimentem privações (TOMEY; ALIGOOD, 2002).
A teoria do autocuidado se refere à prática de atividades de cuidado iniciadas e executadas pelo indivíduo em seu próprio favor para manter e/ou promover a saúde, a vida e o bem-estar, bem como para recuperar ou conviver com os efeitos e limitações das alterações de saúde (FAWCETT, 2005).
Um conceito secundário definido por Orem nessa teoria, foi o construto requisitos de autocuidado, que faz alusão às atividades dirigidas à provisão do cuidado e são divididas entre os requisitos de autocuidado universais, requisitos de autocuidado de desenvolvimento e requisitos de autocuidado de desvio de saúde, conforme mostra o Quadro 2.
Quadro 2 – Requisitos de autocuidado e suas definições. João Pessoa, 2017.
Requisitos de autocuidado Definições
Requisitos de autocuidado
universais Ações que se associam à manutenção e funcionalidade do indivíduo, envolvendo os requisitos de nutrição, respiração, eliminação, bem-estar, interação social, prevenção de perigos e promoção de saúde social e humana.
Requisitos de autocuidado
de desenvolvimento Ações que necessitam dos requisitos universais para alcançar o desenvolvimento ideal, ao enfrentar situações novas.
Requisitos de desvio de
saúde Referem-se às escolhas diante de um problema de saúde, para recuperar a saúde, reabilitar o indivíduo ou controlar o problema, sendo direcionadas às enfermidades, defeitos e incapacidades, envolvendo os requisitos de garantir ajuda médica, tomar ciência de efeitos e resultados, realizar prevenção, recuperação e controle, conhecer, observar e regular efeitos colaterais, enquadrar-se em formas
Requisitos de autocuidado Definições
específicas de atendimento demandadas, aceitar-se e adaptar-se, e superar adversidades para alcançar desenvolvimento.
FONTE: OREM, 1991.
A teoria do déficit de autocuidado aborda o momento em que as atividades a serem desenvolvidas pelo enfermeiro se manifestam, e este atua como provedor de autocuidado, face às incapacidades ou limitações do paciente para satisfazer as suas demandas, contínua e eficazmente (FAWCETT, 2005).
A teoria dos sistemas de enfermagem, por sua vez, constitui métodos de ajuda e apoio desenvolvidos por enfermeiros no intuito de corresponder às demandas de cuidado do indivíduo, e são classificados em três: o sistema totalmente compensatório, onde o paciente é incapaz de engajar-se nas ações do autocuidado, devendo ser desenvolvidas pelo enfermeiro; o sistema parcialmente compensatório, onde o enfermeiro e o paciente são responsáveis pela execução do autocuidado; e o sistema apoio-educação, que consiste na execução de atividades de autocuidado terapêutico pelo próprio indivíduo, após receber instruções educativas do enfermeiro para tal (GEORGE, 2000; BRAGA; SILVA, 2011).
4.3 Aplicabilidade da teoria geral do autocuidado de Orem na prática de