Cont inuação:
“...ESTETEXTOMOSTRAUMALEI TURAPARTI CULARDO
QUEEUEN TEN DI DESSECOTI DI AN OESCOLAR...ÉA
M I N H AVI SÃO...VOCÊSPODEMN ÃOESTARDE
ACORDO...OQUEI M PORTAÉDI SCUTI RMOSQUAI S
CON CORDAN CI ASEDI SCORDÂN CI ASOTEXTO
DESPERTA”.
P8
Aí é que está, A. Você não participou e o P1 falou m uit o bem que você não part icipou. Nós
fizem os um a feira cult ural onde a P7 passou algum as partes para m im , eu passei um a
parte para P4 e ela m e trouxe m úsica. Ent endeu? Nós trocam os. Não é sim plesm ent e
você est ar aqui para ganhar um salário. Ele é im portant e, m as é um grupo que t em vontade de se aj udar, de crescer j unto ( ...) Você está ent endendo o que eu acho que faltou aí? Eu acho que a violência é um pano de fundo at é para a gente discutir, pensar, refletir. Mas não
pode ser um t rabalho, violência por violência. Tem que m ostrar que apesar da violência, as
pessoas t êm um a part e de se plant ar... í
P7
Essa avaliação foi da 6a à 8a séries. ( ...) Eu
fiquei m uit o feliz ( ....) a linguagem que eles escolheram foi surpreendent e ( ...) porque eu
ouvi eles falarem de rit uais que eu havia falado. Pegaram o t rabalho do P3, da P4 e da
P8. ( ...) Da união, um a coisa que o grupo agrega e j unt ou- se ( sic) t odas as séries.
I ndependent e do... ( inaudível) . P1
Não depende só da gent e. Se você for pergunt ar a alguns alunos que t iveram o t rabalho de pesquisar, por exem plo, um a m aquet e ou um m apa, que foi o t rabalho da P8, duvido que eles não saibam hoj e que a África é com posta por 400 países, quando a m aioria das pessoas, at é m esm o
adultos, acham que a África é um pais único. Então a gent e conseguiu passar m uito m ais inform ação num proj et o do
que nos 160 dias let ivos.
P7
I st o pode suscit ar um a reflexão. P4
É a sua visão, né? A sua visão dos problem as que a gent e t em .
A
A- a m inha m et odologia é essa…Um a pesquisa co-
const ruída… P1
- Eu não acho que você m ent iu desde o dia que chegou at é agora…Porque você disse: "eu quero ouvir o que é violência para vocês". Você não quer que a gente explique o que é violência na visão do aluno. Eu acho que o est á pegando para
P8, e não só para ela, m as talvez assim pra gent e...acho que só falt a realm ente
isso...O grupo tom ou um a at itude contra essa sit uação....A gente se uniu
para isso. A
Eu não sei se essa única reunião esgot ou o que poderia t er sido dit o
P3
Eu dest aco aqui um a coisa m ais am pla, principalm ent e se você enfocar a últ im a coisa que
a CP falou. A m aior violência é ela não at ingir
o seu obj etivo que é educar. E a gente não está
conseguindo isso. A gent e est á fugindo disso, por
Cont inuação:
A
Eu vou reescrever. Mas para que eu possa colocar no texto essa conversa, eu preciso da aut orização. Por ist o est ou
gravando A
Est e grupo foi im port ant e para m im ( ....) j am ais deixei de lado a part e const rutiva de vocês. ( ...) Acho que até por causa do t ext o,
na form a que eu coloquei, ( ...) com o se eu só estivesse vendo isso. A P8 disse que não ia assinar, eu refaço o t exto e depois vocês
podem m e deixar a aut orização. P8
Ah! Mas eu m orava em Diadem a e fui m orar em São Bernardo. Oh! Que m aravilha! Fui para o out ro lado e m e
roubaram . Ent ão não é bem assim .
P3
A gent e não se preocupou em m ost rar para você com o est am os
lidando com isso. P1
As pergunt as que você fez foram assim : o que é violência e quais são
as violências. P3
Mesm o a gent e tendo essas idéias opostas em m eio a essa violência ( ..) a gent e coloca isso só que a gent e tam bém está
bem avançado dessas pessoas.
A
Eu pergunt ei ( ...) Com o vocês lidam com isso... Onde apareceram várias situações relat adas, da dinâm ica de
vocês em sala de aula
P7
Aquela sit uação que eu te cont e...
CP
Mas você falou que iria reescrever. P1
Dá a idéia assim : “ A favela é perigosa” . Ela é perigosa para quem não vive lá.
P8
Depois você vai trazer o texto.
P1
O P3 colocou um a coisa que é assim ...Muit o papel! ( ...) A CP conseguiu dar um a peneirada nas coisas, que para nós foi m elhor, pois a gent e pôde discut ir m ais a escola e m enos a ilusão utópica de alguém que tem m ais educação. E todos que
você vai ler, a m aioria falava assim : O professor deve! O
professor deve! Mas não m ost ra nada concret o que saiu de um a
est aca zero e chegou num pont o lá na frent e. Aí na hora que você vê o Fant ást ico, m ost ra lá ( palavra inaudível) um a professora que faz. Ela est á só com dez alunos na sala de aula,
um a sala de aula lim pa, linda, não t em nenhum a carteira deform ada, um a lousa com t arraxada, ent endeu? Não t em giz de cera passado na lousa com o nós estam os com a outra sala lá ( ...) Nós tem os um a . Viu D! A sala núm ero dois, m etade da sala não dá para escrever. Com o é que se t ira giz de cera da sala? Só pintando de novo. Do j eit o que está o t ext o, realm ent e a gent e está apontando várias sit uações, m as se puder m ost rar com o o
grupo lida, ent ão o professor que lê isso aqui, ou o futuro professor, ele vai lá e fala: pô. Se esse grupo conseguiu, eu
tam bém tenho que achar um j eito. Já t em quase quinze anos
que eu estou na Educação, e é a prim eira vez que realm ent e eu m e sinto fazendo part e do grupo.
Continuação:
T
ÉRMI N O DA REUN I ÃOP3
Ela era concursada. Não perde o em prego.
P1
Tam bém tem conteúdo. ( ...) E tem outra coisa tam bém . Foi assim , no ano passado, a gent e estava discut indo um a out ra relação e não m e lem bro se foi a festa j unina ou o que era, e a gent e querendo em polgar
os alunos...que isso...que aquilo, aí um a outra professora do outro período virou para m im e falou assim : “ Ah, com o eu gost aria de ser novinho que nem você para t er esse gás t odo para est ar t ão preocupado com o aluno ainda. É por isso que você precisa fazer
m uita m ...realm ente para ser m andado em bora. Ent endeu?
A
Mas eu não acho que o educador t enha que passar só cont eúdo.
P1
( ...) O que os alunos respeitam essa m ulher aqui ( refere- se a P8) ! Cara! É de m ort e! O aluno abraçar e beij ar. Não
é coisa com um que você vê por aí. E não é só m enina não. É m enino, m enina, m arm anj o, pirralhinho: “ Ah
professora, vem professora” . Ou aluno cham ando professor para vir para a sala. Você vê a própria declaração do M ( aluno da 8a série) , que se afinou com o
P3, “ o que o P3 disser am ém , eu estou seguindo” . Então você olha e fala assim : são pessoas que est ão com prom et idas com a educação, porque elas não vão
conseguir cativar 200 alunos sem ser em cim a da Educação, não vai conseguir cat ivar o M se não houver
um discurso que ofereça um benefício para o M.. Mas tam bém tem que ser assim : você enfoca o cont eúdo m as
não é só isso P7 É verdade!
Próxim o ao encerram ento da reunião com o grupo e diante da dinâm ica produzida sent i a necessidade de ret om ar a propost a contida no início do t ext o. Talvez fosse m inha últim a tentativa para que eles entendessem o propósit o de negociação para além da m era critica.
De certa form a, com o podem os observar no fluxogram a, a tendência discursiva do grupo perm aneceu m ais no eixo cent ral, assum indo um t om m ais reflexivo, com exceção de P8 que, ainda num tom confrontativo, volt ou a se queixar da parcialidade. P1 focalizou sua crít ica de form a m ais genérica, contra as pessoas que produziam discursos parciais. Para tanto, ele deu com o exem plos o program a “ Fantástico” da Rede Globo de Televisão e pessoas que escrevem sobre Educação:
P1: ...a gente pôde discu ir mais a escola e menos a ilusão u ópica de alguém que tem mais educação. E t t todos que você vai ler, a maioria falava assim: O professor deve! O professor deve! Mas não mostra nada concreto que saiu de uma estaca zero e chegou num ponto lá na frente. Aí na hora que você vê o Fantástico, mostra lá (palavra inaudível) uma professora que faz. Ela está só com dez alunos na sala de aula, uma sala de aula limpa, linda, não tem nenhuma carteira deformada, uma lousa com tarraxada, entendeu? Não tem giz de cera passado na lousa como nós estamos com a outra sala lá (...)
Porém , o que considero im portante nessa parte final da reunião, foi a atenção dada à própria im agem enquanto grupo e enquanto educadores, ao passo que, em outros m om entos, a preocupação se assentava sobre o que o outro pensaria deles. P1: O grupo tomou uma atitude contra essa situação....A gente se uniu para isso.
P1: Se você for perguntar a alguns alunos que tiveram o trabalho de pesquisar , por exemplo uma maquete ou um mapa, que foi o traba ho da P8, duvido que eles não saibam hoje que a África é composta por 400 l países, quando a maioria das pessoas, até mesmo adultos, acham que a África é um pais único. Então a gente conseguiu passar muito mais informação num projeto do que nos 160 dias letivos.
P8: Nós fizemos uma feira cul ural onde a P7 passou algumas partes para mim, eu passei uma parte para P4 t e ela me trouxe música. Entendeu? Nós t ocamos. Não é simplesmente você estar aqui para ganhar um r salário. Ele é importante, mas é um grupo que tem vontade de se ajudar, de crescer junto ( ). ... P3: Mesmo a gente tendo essas idéias opostas em meio a essa violência (..) a gente coloca isso só que a
gente também está bem avançado dessas pessoas.(sic)
Enfatizaram - se, portanto, a união e coesão do grupo contra situações de violência na escola. Nesta estrat égia de argum entação, relações carinhosas entre alunos e professor são relatados com o form a de evidenciar que um vínculo saudável está ligado a um a boa Educação.
P1: O que os alunos respeitam essa mulher aqui (refere-se a P8)! (...) O aluno abraçar e beijar. Não é coisa comum que você vê por aí. E não é só menina não. É menino menina, marmanjo, pirralhinho: “Ah , professora, vem professora”. Ou aluno chamando professor para vir para a sala. Você vê a própria declaração do M (aluno da 8a série), que se afinou com o P3, “o que o P3 disser amem, eu estou seguindo”. Então você
olha e fala assim: são pessoas que estão comprometidas com a educação, porque elas não vão conseguir cativar 200 alunos sem ser em cima da Educação, não vai conseguir cativar o M se não houver um discurso que ofereça um benefício para o M..
Para contrastar o posicionam ento do grupo com o bom educadores, P1 retornou com a sua opinião sobre o descom prom etim ento do educador, por m eio de um exem plo:
P1: Uma outra professora do outro período virou para mim e falou assim: “Ah, como eu gostaria de ser novinho que nem você para ter esse gás todo para estar tão preocupado com o aluno ainda”. É por isso que
você precisa fazer muita m...realmente para ser mandado embora. Entendeu?
No que diz respeito à noção de violência, P3 finalizou, dizendo:
P3: A maior violência é ela não atingir o seu objetivo que é educar. E a gente não está conseguindo isso. A gente está fugindo disso, por vários fatores...