2. K øMYASAL AÇIDAN TUHAF YILDIZLAR
2.1 Genel Özellikler
Como o interesse maior se centra nas experiências vivenciadas por futuros professores que participaram, com professores iniciantes, do curso de extensão online e compreendendo que ambos estão próximos da inserção profissional, buscarei ampliar os dados trazidos por Militz (2012) e Ferreira (2014), a partir dos descritores: constituição da identidade de licenciando em Pedagogia e professores no primeiro ano da carreira e variadas combinações com essas palavras serão assumidas para elaboração desse mapeamento (2011-2014).
Nas buscas, usarei como filtro o país da publicação: Brasil; o idioma: português; a periodicidade da publicação: 2011 a 2014, acessando o banco de dados da CAPES e da UFSCar. Os critérios de análise para inclusão de novos trabalhos serão: Pedagogia, licenciando em fase final de formação, docente no primeiro ano de magistério; narrativas; aprendizagem colaborativa e ensino online.
No percurso do rastreio de dissertações e teses, enfrentei algumas dificuldades. Infelizmente, minha intenção quanto à periodicidade, ao acessar o Banco de Teses e Dissertações da CAPES, não foi exitosa. Constatei, por meio de nota, que, naquele banco de dados, estão disponíveis somente os trabalhos defendidos em 2011 e 2012:
[...] como forma de garantir a consistência das informações, a equipe responsável está realizando uma análise dos dados informados e identificando registros que por algum motivo não foram informados de forma completa à época de coleta dos dados. Assim, em um primeiro momento, apenas os trabalhos defendidos em 2012 e 2011
estão disponíveis. Os trabalhos defendidos em anos anteriores serão incluídos aos poucos (CAPES, 2014).
Quanto ao banco de dados da UFSCar, o levantamento transcorreu sem maiores incidentes, sendo mantida a periodicidade 2011-2014.
Pela dificuldade em acessar os trabalhos disponíveis na CAPES, a partir de 2012, considerei prudente buscar registros nos anais de dois grandes eventos que ocorreram em 2014. São eles: IV Congresso Internacional sobre Professorado Principiante e Inserção Profissional à Docência (CONGREPRINCI) – informes de investigação e VI Congresso Internacional sobre Pesquisa (Auto)biográfica (CIPA). Vale informar que a escolha se deu por serem espaços de discussões acerca da temática pesquisada. Na análise dos informes de pesquisas desses anais, utilizei os mesmos descritores, dos quais mapeei as dissertações e teses, ou seja, constituição da identidade docente, professores iniciantes e início da carreira.
A busca sobre a temática foi encerrada com a segurança de não ter esgotado ou finalizado a pesquisa, já que a cada dia temos a possibilidade de efetuar novas buscas e desvendar outros horizontes, afinal, as informações e as atualizações no campo das pesquisas são disponibilizadas, constantemente, nos bancos de dados. Mas tenho a certeza e a convicção de que este levantamento de dados realizado me possibilitou conhecer o cenário brasileiro em torno da constituição da identidade docente, assim como dos professores iniciantes, sob a óptica de suas narrativas.
Ao acessar bancos de dados da CAPES e da UFSCar, utilizando os descritores selecionados para esta investigação, deparei-me com 86 produções. Porém, ao ler os resumos ou as introduções dos registros, usando os filtros e os critérios para seleção, o material foi restringido, permanecendo oito produções, sete dissertações e uma tese. Os trabalhos estão distribuídos nas seguintes regiões: quatro na região Sudeste, sendo duas da UFSCar; uma em Mato Grosso, região Centro-Oeste, uma na região Sul e duas na região Nordeste.
A partir desses trabalhos, fiz uma nova busca, agora no Banco de Dados de cada uma das Instituições de Ensino Superior onde estavam depositadas as produções supracitadas (UFMG, UFPI, UNIVILLE, UFBA, PUCSP, UFMT/CUR e UFSCar). Alguns desses bancos me remeteram à Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), que integra os sistemas de informação de teses e dissertações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras. Oportunamente, fiz uma varredura nas dissertações e teses ali armazenadas no
período 2013-2014, usando os descritores definidos para este mapeamento. Foram encontrados sete trabalhos que abordam a temática investigada, mas, pelos filtros utilizados para seleção das pesquisas, quatro foram descartados (duas dissertações e duas teses). As três produções selecionadas são da região Sudeste, duas da PUC-SP e uma da UNICAMP. A investigação que realizei aponta, como foi observado nos trabalhos de Militz e Rocha (2010) e Ferreira (2014), que os estudos brasileiros sobre as temáticas levantadas não acontecem de forma homogênea, prevalecendo a produção na região Sudeste.
Na tabela 03, apresento a busca acerca da constituição da identidade docente, professores iniciantes e início da carreira, no banco de dados da CAPES, da UFSCar e BDTD (2011-2014).
Tabela 3 - Distribuição das publicações, analisadas por ano, sobre a constituição da identidade de licenciando em Pedagogia e professores no primeiro ano da carreira – CAPES, UFSCar e BDTD (2011-2014).
ANO DISSERTAÇÕES TESES TOTAL POR ANO
2011 2 0 2
2012 3 1 4
2013 3 0 0
2014 2 0 2
TOTAL POR QUANT. 10 1 11
% 90% 10% 100%
Fonte: Dados da pesquisa (2015).
Na próxima tabela, exponho os enfoques temáticos desses achados, a fim de buscar elementos que possam colaborar com a tessitura desta tese, sem perder de vista o mapeamento feito por Militz (2012) e Ferreira (2014).
Tabela 4 - Enfoque dos estudos sobre constituição da identidade docente e professores no primeiro ano da carreira, nas dissertações e teses (1983-2014).
Fonte: Dados da pesquisa (2015).
Enfoques temáticos Autores Qt.
Constituição da Identidade
docente Reis (2011) (2012), Maciel – UFV/MG, Palach – PUC/SP (2011), Militz – UFMT/MT – UFPI/PI (2012) 4
Professores no primeiro ano da carreira
Gabardo- UNIVILLE/SC (2012), Bacelar – UFBA/BA (2012), Reis – UNICAMP/SP (2013), Massetto – UFSCar/SP (2014), Lotumolo – UFSCar/SP (2014), Santos – PUC/SP (2014), Gomes – PUC/SP (2014)
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Na análise por enfoques temáticos, pude constatar que o trabalho de Reis (2011) procurou conhecer as representações sociais de professores iniciantes, egressos do curso de Pedagogia, sobre o que é ser professor.
Já a pesquisa de Palachi (2011) retratou a formação inicial e continuada, num contexto que reuniu futuros professores e professores, analisando os apoios e contribuições que fossem decorrentes do trabalho colaborativo dos participantes de um projeto entre Universidade-Escola.
Miltz (2012) investigou os memoriais de formação adotados com licenciandos e suas possíveis contribuições para estimular, potencializar e mobilizar reflexões sobre a trajetória formativa e processos de constituição da identidade profissional docente, a partir das narrativas dos sujeitos - os que passam pelo processo de formar-se.
O trabalho de Maciel (2012) retratou licenciandos no 9º bloco do curso de Pedagogia, identificando as contribuições do Estágio Supervisionado na construção do saber ensinar.
Gabardo (2012) delineou o início da carreira docente de professores do Ensino Fundamental em escolas públicas. A autora crê que a inserção dos professores iniciantes tem se constituído em um importante momento na carreira do professor, não apenas por ser um período de adaptação à profissão docente, mas, sobretudo, pelas implicações dele decorrentes.
A única tese encontrada, no banco de dados da CAPES, foi a de Bacelar (2012), que revelou, por meio de autobiografia e memorial, como a dimensão lúdica se fez presente (ou não) na história de vida e de formação (incluindo as histórias de formação inicial no curso de Pedagogia) e história profissional de professores iniciantes e seus efeitos sobre o percurso de sua profissionalidade.
A pesquisa de Reis (2013) é tecida e permeada por diversas reflexões e experiências narradas em relação ao início da docência, cuja dissertação é um diálogo entre a professora iniciante e seus diversos interlocutores – os sujeitos da escola - e se propõe a olhar, escutar e sensibilizar-se por sua condição de iniciante na carreira docente, na busca do compartilhamento de aprendizados, questionamentos, inseguranças, inquietações e descobertas no início da docência.
A dissertação de Santos (2014) centrou-se na busca de entender quem é o professor iniciante nos dias atuais, como tem adentrado no espaço escolar, buscando saber quais emoções e sentimentos envolvem o início da carreira desse
profissional, tecendo considerações sobre como o coordenador pedagógico ou os pares (professores experientes) podem contribuir nesse princípio da docência.
Massetto (2014) analisou se e de que maneira o Programa de Mentoria online, oferecido pela UFSCar (2004-2007), contribuiu para a formação de professores iniciantes, participantes de tal iniciativa.
O trabalho de Lotumolo (2014), por meio de entrevistas e narrativas, verificou as percepções e os sentidos atribuídos por docentes em início de carreira no campo das organizações escolares em que desenvolviam sua atividade profissional.
Há, ainda, o trabalho de Gomes (2014) que analisou a relação entre iniciação à carreira e dificuldades didáticas encontradas, identificando as reações e superações desses professores diante de tais dificuldades.
Na análise, quanto às técnicas de pesquisa para coleta de dados, os memoriais (auto)biográficos e as narrativas compõem a maior parte das publicações analisadas, seguidas de questionário e entrevistas, observação e entrevista coletiva e, por último, questionário e entrevista online. Dos 11 trabalhos analisados (2011- 2014), três utilizam os memoriais (auto)biográficos e três, as narrativas como fonte de coleta e formação.
Diante das dificuldades encontradas no banco de dados da CAPES, realizei um mapeamento nos anais do CONGREPRINC e CIPA, a fim de buscar novos elementos que pudessem colaborar com o levantamento de trabalhos que focalizam futuros professores e egressos do curso de Pedagogia em início de carreira, especificamente, os trabalhos com narrativas, aprendizagem colaborativa e ensino online, conforme apresento a seguir (tabela 5).
Tabela 5 – Enfoque dos estudos no CONGREPRINC e CIPA (2014).
Fonte: Dados da pesquisa (2015).
TEMAS CONGREPRINC CIPA TOTAL
Constituição da
Identidade docente E. Martins (2014); Alves (2014) 2
Professores
iniciantes Melim e Nogueira (2014a); Massetto e Reali (2014)
Melim e Nogueira (2014b), Monteiro (2014); Moreira, Avanzi
(2014) 5
Início da carreira Enderle, Avinio e Rocha (2014) Sousa e Rocha (2014); Machado (2014) 4
Ensino
online/virtual
R.Martins et. al (2014); Cardoso
e Reali (2014)2 R. Martins 3
Grupo colaborativo Vasconcellos e Guimarães (2014) 1
O CONGREPRINC é um evento que ocorre de dois em dois anos, cujo primeiro encontro foi em Sevilha (2008), seguido de Buenos Aires (2010), de Santigo do Chile (2012) e o último em Curitiba (2014). A iniciativa vem do grupo de investigação Idea, coordenado pelo professor Carlos Marcelo, da Universidade de Sevilha, na Espanha.
A partir do levantamento nos sete eixos centrais que compõem o evento, selecionei 125 informes de investigação que elucidavam constituição da identidade docente, professores iniciantes, início da carreira, colaboração e/ou educação online/virtual. Destes, foram compilados somente seis artigos. A seguir, apresento os enfoques de cada informe escolhido.
Melim e Nogueira (2014a) apresentam o percurso e resultados de uma pesquisa desenvolvida com professores iniciantes da Educação Infantil e os acadêmicos do curso de Pedagogia que, no projeto Diálogos e acompanhamento: itinerários para a formação de professores iniciantes são denominados acadêmicos residentes. As autoras objetivaram construir diálogos que articulassem teoria e prática na formação inicial e no exercício profissional docente, por meio de escritas narrativas.
Massetto e Reali (2014) expõem de que maneira o Programa de Mentoria online oferecido pela Carlos (2004-2007) contribuiu para a formação de professores iniciantes, participantes da iniciativa, a partir da análise desses docentes. A dissertação daquela autora é uma das selecionadas no banco de dados da UFSCar.
Martins et. al (2014) analisam as experiências vividas pelos licenciandos e professores na formação inicial e no começo da carreira docente e sua posterior discussão em fórum online e chat. Vale ressaltar que esse artigo é do grupo de pesquisa de que faço parte na UFSCar, o qual se refere à pesquisa maior.
Cardoso e Reali (2014) apresentam dados iniciais de uma pesquisa de doutorado ainda em desenvolvimento e que procura, em linhas gerais, analisar os limites e as contribuições de um espaço virtual, denominado 3° Espaço, para a formação de futuros professores, a partir da interlocução de estudantes de um curso de Licenciatura em Pedagogia, na modalidade a distância, com professoras da Educação Básica da rede pública de ensino, denominadas “mentoras” e formadores da universidade.
Vasconcellos e Guimarães (2014) identificam e analisam contribuições de um grupo colaborativo para a formação e a prática de futuros professores e de professores iniciantes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais.
Enderle, Avinio e Rocha (2014) apontam o percurso de uma egressa, enquanto professora iniciante, em diversos contextos: vivências na graduação em Pedagogia, experiências nos primeiros anos de carreira docente e a participação no Grupo de Pesquisa em Educação Digital e Redes de Formação (GPKOSMOS), e discute aspectos relativos aos processos formativos do professor.
O CIPA também é um evento bienal e congrega pesquisadores nacionais e internacionais que trabalham com pesquisas (auto)biográficas. O CIPA já está na sua VI edição. Em Porto Alegre (2004), houve o primeiro encontro, depois vieram Salvador (2006), Natal (2008), São Paulo (2010), Porto Alegre (2012) e Rio de Janeiro (2014).
Ao verificar os anais do VI CIPA (2014), dos 636 informes de pesquisa que estão distribuídos nos sete eixos temáticos, foram selecionados 23 trabalhos que têm aproximação com o objeto de estudo desta tese. Após leitura dos resumos dos trabalhos, somente oito produções permaneceram. A seguir, apresento a abordagem desses informes.
Melim e Nogueira (2014b), utilizando-se de escritas narrativas, revelam resultados de uma pesquisa com professores iniciantes da Educação Infantil e acadêmicos do curso de Pedagogia, que participaram do projeto Diálogos e acompanhamento: itinerários para a formação desses professores iniciantes da Educação Infantil e os acadêmicos do curso de Pedagogia, no qual foi promovido um espaço em que as subjetividades não fossem silenciadas, tendo em vista os sentidos e significados que os participantes atribuem às experiências vivenciadas em suas trajetórias de vida e desenvolvimento profissional. As autoras apresentaram parte desse trabalho no CONGREPRINCI.
E. Martins (2014) investigou, por meio de narrativas, o processo de construção identitária dos graduandos do curso de Pedagogia do CESC-UEMA com a docência dos anos iniciais do Ensino Fundamental, levantando as expectativas esperadas pelo graduando, em relação à sua atuação profissional como pedagogo.
Monteiro (2014) traz reflexões da atual pesquisa desenvolvida pelo grupo de Estudos e Pesquisas em Política e Formação docente que coordena na UFMT, com o propósito de compreender o desenvolvimento profissional de professores
iniciantes em exercício que atuam no primeiro ciclo, em três escolas municipais. O recorte apresentado emergiu das análises iniciais da pesquisa, na tentativa de explicitar indagações em torno de como as experiências vividas na docência, por um grupo de professores que atuam no 1º ciclo, são percebidas, narradas e como explicam a relação destas na constituição de suas identidades.
Alves (2014) buscou compreender a relação do Estágio Supervisionado no curso de licenciatura com o programa (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) PIBID15 e suas contribuições no processo de aprendizagem. As narrativas com abordagem (auto)biográficas na investigação-formação sobre o processo identitário assumiram a função de dispositivo formativo e autoformativo, por entender que essa abordagem na formação inicial ajuda a compreender como o Estágio Supervisionado e o programa PIBID colaboram para o processo de aprendizagem experiencial da docência. O ateliê biográfico, como grupo reflexivo, configurou-se como o lugar de reflexibilidade das experiências espaciais e temporais da aprendizagem docente.
Sousa e Rocha (2014) partem de uma pesquisa de Mestrado em Educação, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da UFMT e em andamento, sendo um produto de projeto aprovado no Observatório da Educação/2013 sobre egressos da Pedagogia e os dilemas nos anos iniciais na carreira docente. O método assumido foi o (auto)biográfico e, por meio dos memoriais de formação, produzidos por duas professoras iniciantes, egressas do curso de Pedagogia, objetivam analisar um dos maiores desafios para as Políticas Públicas Educacionais de Formação Docente: a inserção do iniciante na escola como um dos fatores de permanência na carreira docente.
Moreira e Avanzi (2014) buscam investigar expectativas e percepções da realidade identificadas em depoimentos de professores sobre os anos iniciais de docência, tendo como principal referencial teórico as histórias de vida e os saberes docentes. Os sujeitos da pesquisa foram sete professores de escolas públicas ou
15 O PIBID é um programa criado pelo Decreto nº 7.219/2010, a fim de fomentar a iniciação à
docência, visando à melhoria do desempenho docente da Educação Básica, tendo como uma de suas metas: inserir os licenciandos no cotidiano das escolas das redes públicas de ensino, propiciando “[...] oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem” (Brasil, 2010, artigo 3º, inciso IV).
privadas do Distrito Federal. A abordagem metodológica foi a narrativa (auto)biográfica, escrita sobre os dois anos iniciais de sua prática docente.
Machado (2014) apresentou um estudo elaborado a partir de depoimentos de professoras alfabetizadoras em início de carreira, num fórum de discussão, num curso de formação online, sobre a narrativa de uma professora, também iniciante e alfabetizadora, que passava por dificuldades no processo de ensino e aprendizagem de seus alunos. No artigo, a autora buscou compreender e interpretar as contribuições da escrita de narrativas sobre si para professores alfabetizadores em início de carreira, em um fórum de discussão.
R. Martins (2014) analisa as experiências vividas na escolarização e a formação inicial e as narrativas autobiográficas produzidas e socializadas no ambiente Moodle. A proposta desse curso centrou-se numa metodologia formativa que privilegia a pesquisa, o questionamento, a reflexão e o planejamento pedagógico, visando ao processo de desenvolvimento profissional de futuros docentes e professores iniciantes, na relação estabelecida com a Matemática e a Língua Portuguesa.
Nos dois últimos trabalhos16, Machado (2014) e R. Martins (2014) revelam dados parciais de estudos e reflexões do curso de extensão online – 2013, ofertado pela UFSCar, cujos dados compõem o projeto maior do grupo de pesquisa de que faço parte nessa instituição.
As várias pesquisas aqui descritas trazem evidências de que os cursos de formação não têm preparado os egressos para sua inserção profissional. De acordo com Simon (2013), múltiplos são os dilemas que perpassam as reflexões em torno de uma formação que atenda às demandas contemporâneas, dentre as quais destacam os conteúdos principais a serem veiculados na formação de nossos futuros professores e como deveria ser a relação entre teoria e prática nos cursos de formação docente.
Mizukami et al. (2003) corroboram meu entendimento de que a formação inicial, realmente, não é suficiente, mas que a mesma é capaz de proporcionar uma boa base, preparando o futuro professor para seu exercício profissional. As autoras entendem a formação do docente como um continuum, vinculada a um processo que não se finda nos cursos de formação inicial. Os conhecimentos ali adquiridos,
16 Machado explorou em sua dissertação, defendida em fevereiro de 2015, nos dados provenientes
como a própria expressão pressupõe, são apenas o início da formação, que deve prolongar-se por toda a carreira docente.
Porém, é importante apontar que a formação inicial e a continuada não são as únicas fontes de aprendizagem da docência. As autoras enfatizam que a formação deve contemplar, por meio das experiências, processos reflexivos sobre a docência e a realidade educacional e social.
Contreras e Pérez de Lara (2010) se dizem convencidos de que a compreensão do processo educativo, a partir da perspectiva da experiência, coloca- nos em contato com as dimensões da prática e das relações educativas e, ainda, com dimensões do fazer pedagógico de educadores e educadoras que incorporam um saber com suas qualidades especiais, um saber nem sempre formulado, nem exatamente teórico nem facilmente teorizado, mas um saber imprescindível como saber pedagógico e, segundo eles, “provavelmente o próprio saber pedagógico” (CONTRERAS; PÉREZ DE LARA, 2010, p.22).
Os dados levantados permitem-me dizer que há pouca produção científica acerca da temática que exploro, especialmente, trabalhos que abordem a construção da identidade docente, a partir de experiências vivenciadas e narradas por futuros professores de Pedagogia e que examinem, a posteriori, sua inserção na docência, em contextos colaborativos que envolvam comunidades de aprendizagem online.
Deste modo, sinto-me convidada ao mergulho neste campo de estudo, evidenciando o movimento do processo formativo sobre a identidade docente e sua inserção profissional, dando continuidade às pesquisas que buscam valorizar a transição de futuro professor a professor, prioritariamente, em seu início de carreira.