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2. BÖLÜM: GÖNÜLLÜLÜK

2.4. Türkiye’de Genç Gönüllülüğü

2.4.3. Gençlerin Gönüllü Olmamasına Neden Olan Faktörler

crianças a igualdade de oportunidades para ter acesso ao conhecimento, em um âmbito tão fundamental para sua vida quanto os abordados pelas matérias transversais (GAVI DI A, 2002, p. 27).

Uma escola preocupada em desenvolver um processo educacional cujo foco seja a formação moral de seus alunos, precisa elaborar uma proposta curricular específica para atender aos objetivos próprios de Educação Moral, uma vez que ela requer estratégias particulares para o desenvolvimento dos distintos componentes da personalidade. “Um plano curricular supõe, implícita ou explicitamente, uma visão de Educação e de como a escola, enquanto uma das instituições sociais responsáveis pela Educação realiza a sua parte” (COLL, 1998, p. 12).

Para Buxarrais (1997), é necessário que a construção do currículo de Educação Moral ou em Valores considere: um determinado conceito de Educação, a necessidade sócio- cultural e pedagógica da Educação em Valores, uma série de dimensões da personalidade moral que se acredita que devem ser desenvolvidas na pessoa, uma série de estratégias responsáveis por esse desenvolvimento e para finalizar alguns temas próprios de uma sociedade democrática e multicultural. A autora aponta ainda que um currículo de Educação Moral deverá contemplar três tipos de conteúdos: um de caráter informativo relacionado a fatos e situações que considerem conflitos de valores, outro de caráter procedimental referente à estratégias que possibilitarão a construção de uma determinada forma de pensar e atuar baseadas em um modelo teórico, e por fim, um de caráter atitudinal e de valor relacionado com os valores implícitos nas relações, tais como a tolerância, a cooperação, o respeito, a solidariedade, entre outros.

Com o intuito de determinar os conteúdos de caráter moral na Educação obrigatória, Buxarrais (1997) ressalta a possibilidade de se recorrer a dois âmbitos de conhecimento: o micro-ético: próximo à dimensão pessoal, isto é, do próprio eu e da interação social com pessoas do meio em que vive, como por exemplo, os colegas, a família e escola, e o macro-ético: problemáticas sociais onde não ocorre uma relação direta com a pessoa. A autora chama a atenção para a necessidade de se descobrir quais são os conflitos de valores que possuem os alunos em cada fase de seu desenvolvimento para em seguida estabelecer as temáticas a serem abordadas.

Martínez (1997 apud BUXARRAIS, 1997) destaca alguns elementos fundamentais para se sustentar um currículo de Educação Moral, são eles: atividades específicas e transversais sistemáticas de Educação Moral, atividades próprias de qualquer área do currículo escolar, necessidade de participação democrática na vida coletiva do grupo do qual faz parte tanto em sala de aula, quanto na própria instituição escolar, incluindo possibilidades de participação cívica e social na comunidade a qual pertence. “Consideramos las actividades de educación moral como transversales porque, tratando temas complejos y de enorme repercusión personal y social, no están contemplados como áreas o disciplinas en los diseños curriculares” (BUXARRAIS et al, 1990, p. 25).

As atitudes tomadas no contexto escolar demonstram quais são os valores próprios de cada pessoa, por isso uma Educação em Valores pode estar ocorrendo direta ou indiretamente o que implica na necessidade de haver uma coerência entre o discurso e a prática. “Aunque estemos diseñando un currículum de educación moral, implícitamente estamos potenciando unos valores que están en las estrategias que utilizamos, en la forma en que disponemos el aula, en el papel que juega el profesor, etc.” (BUXARRAIS, 1997, p. 100). Jareonsettasin (1997) ressalta a importância de se haver uma sintonia entre o pensamento, a palavra e a ação para que haja uma verdadeira Educação em Valores.

Os valores humanos não podem ser promovidos meramente pela repetição das palavras. O coração não pode ser transformado por lições típicas de uma sala de aula. Não se pode mudar o mundo mediante meras pregações. Apenas através das ações e de exemplos práticos, o impulso pela transformação pode ser intensificado (JAREONSETTASIN, 1997, p. 47).

É necessário que um currículo de Educação Moral preveja a utilização de diversos recursos pedagógicos, tais como: realização de experiências, literatura, vídeos, jornais, revistas, poesia, dentre outros e que estes sejam reelaborados de acordo com cada contexto social no qual o educador irá atuar. “No es posible una transferencia de los materiales curriculares sin una recreación de los mismos” (BUXARRAIS, 1997, p. 100).

Ao desenvolver as atividades de Educação Moral de forma sistemática, utilizando metodologias específicas, leva-se em consideração que educar não é limitar-se a instruir e a produzir conhecimento, mas sim contribuir para o desenvolvimento da sociedade e da pessoa de uma forma global, ou seja, a necessidade de uma sociedade em que as relações interpessoais estejam fundamentadas no respeito e na tolerância, na participação social crítica e construtiva, razões suficientes para se justificar a integração dos valores no currículo escolar.

Educação é muito mais do que transmitir conhecimentos e habilidades por meio dos quais se atingem objetivos limitados. É também abrir os olhos das crianças para as necessidades e direitos dos outros. Precisamos mostrar às crianças que suas ações têm uma dimensão universal. E precisamos encontrar uma forma de estimular seus sentimentos naturais de empatia para que venham a ter uma noção de responsabilidade afetiva em relação aos outros. Pois é isso que nos motiva a agir (DALAI-LAMA, 2000, p. 46).

Diante deste contexto, faz-se necessário haver uma preocupação com a formação dos educadores. Estes devem ter a oportunidade de adquirir conhecimentos específicos a respeito de uma educação voltada para o desenvolvimento de certos valores, tais como: a cooperação, solidariedade, respeito, responsabilidade, diálogo, entre outros, de modo que

tenham condições de refletir sobre a sua prática pedagógica e depurá-la, visando à formação moral dos educandos.

Benzer Belgeler