1.4. OTEL İŞLETMELERİNİN ORGANİZASYON YAPISI
1.4.1. Gelir Getiren Departmanlar
Tal como realizado na discussão do novo institucionalismo, apresenta-se a seguir a discussão do velho institucionalismo, especialmente a teoria de Selznick da formação de caráter organizacional pelo uso de quatro dimensões analíticas introduzidas anteriormente.
2.3.1.1 Concepção do ambiente
Embora o velho institucionalismo também reconhecesse a importância do ambiente generalizado como força que afeta as organizações, ele enfatiza o ambiente localizado da organização. Ele reconhece a possível influência do contexto local, as distintas demandas e as expectativas que as organizações freqüentemente encontram baseadas onde elas estão localizadas (SELZNICK, 1966). Para Selznick, os carateres distintos das organizações provavelmente são formados nas relações com o ambiente localizado.
2.3.1.2 Nível de análise
Já que o velho institucionalismo era primeiramente interessado no encaixe organizacional com o contexto local, a organização individual era o nível chave da análise. O velho institucionalismo “olhava as organizações individuais tanto como unidades que eram institucionalizadas, como o lugar chave do processo” (DIMAGGIO e POWELL, 1991, p. 13). Selznick (1966), conduziu uma análise aprofundada do Tenessee Valley Authority (TVA) para delinear como a organização respondeu às forças externas e que conseqüências surgiram. Ele examinou:
a) a contribuição da TVA para o plano democrático, por meio de um método que analisa as origens da execução de suas responsabilidades;
b) o comportamento defensivo da organização assim que encontrasse a necessidade de se ajustar às instituições de sua área de operação; c) as conseqüências para política e ação que deveriam seguir
independentemente de qualquer tentativa de ajuste de uma organização aos centros locais de interesse e poder.
Selznick (1966) argumenta que tal análise contribui para iluminar como as organizações individuais institucionalizam suas peculiaridades em resposta a imperativos externos. Ela também ajuda no estudo da diversidade organizacional, à medida que explora “quão amplamente as organizações diferem e geram amplas bases de classificação das mesmas” (PERROW, 1986, p.166).
2.3.1.3 Relação entre Organização e Ambiente
O velho institucionalismo considera as organizações como sendo profundamente imersas nas comunidades locais e buscou especificar as relações entre organizações e importantes forças locais. Por exemplo, Selznick argumentou: “A origem da política da TVA como doutrina e como ação deve ser entendida como relacionada à necessidade da organização de vir a termo com certos interesses locais e nacionais” (1957, p. 12). Esta visão de relacionamento, entre organizações e ambiente, pode ser expressa em termos de localização das organizações, o que reflete as expectativas e as demandas das constituições locais que as organizações devem enfrentar.
Neste estudo da TVA, Selznick demonstrou que a Agência era modelada pelas constituições locais. Do lado de fora, ela não era criada para refletir “os desejos expressos da área local” (1966, p. 12). Ainda, ela terminava ajustando o seu programa agrícola e certas políticas sociais pelo emprego de uma estratégia de cooptação. Deve ser notado que este era um esforço da TVA para se conectar a certas forças locais para trazer suas vozes à agencia sob a doutrina “próximo às pessoas” (SELZNICK, 1966). A característica chave do velho institucionalismo é a ênfase que ele dá à adaptação organizacional ao ambiente externo, o que coloca uma maior ênfase nas dinâmicas internas.
O foco analítico do velho institucionalismo está na dinâmica interna informal ao responder a expectativas e necessidades de constituintes externos. Um de seus pressupostos básicos é de que o comportamento organizacional não pode ser compreendido completamente pelas estruturas formais. Portanto, explicações do comportamento organizacional devem pelo menos ser suplementadas por elementos informais.
Selznick enfatizou a cooptação informal que era a “resposta à pressão de centros específicos de poder dentro da comunidade” (1966, p. 14). Ele argumenta que esta cooptação é carregada de uma maneira que “ia além de uma combinação adaptada de elementos uniformes” (1957, p. 138). Como resultado, a Agência mudou para refletir os elementos externos cooptados, que poderiam ter sido completamente inesperados. Selznick argumenta ainda que esta cooptação não foi somente, “uma resposta adaptativa, mas também que esta mudança era consecutiva
mudança organizacional era inevitável como um resultado do processo organizacional evolutivo de relacionamento adaptativo ao seu ambiente local, o que, então, transformava o caráter da organização (SELZNICK, 1957).
Finalmente, para capturar o “ambiente localizado”, a importância da TVA pode ser encontrada nos seus esforços cooperativos de modelo com constituições locais, o que incluía todos os tipos de organizações, tais como agências governamentais locais, organizações sem fins lucrativos e firmas privadas. Um dos traços chave desta cooperação era o de que a TVA afetava o ambiente externo ordenando as organizações locais, incluindo agências governamentais ao implementarem programas.
2.3.1.4 Concepção de instituição e institucionalização
Selznick observa: “Uma instituição é mais bem entendida como um
produto da adaptação social” (1966, p. 233). Em particular, a política da TVA pode
ser vista como uma estratégia (ou instituição) adaptativa criada através de relacionamentos com as forças locais. Esta política resultou na institucionalização de distintas características e competências da Agência.
Em adição, para Selznick (1966; 1992; 1996), uma instituição é uma arena na qual interesses e conflitos são compromissados e negociados. Ele acentua os aspectos informais da dinâmica interna que gera e mantém o significado das interações sociais dentro das organizações.
A versão Selznick de instituições pode ser mais bem entendida em termos de sua visão orgânica das organizações, que enfatiza os aspectos normativos da vida organizacional. O autor faz uma clara distinção entre organizações e instituições. Organizações são tecnicamente instrumentos de engenharia desenhados em cadeias meios-fins; elas são inflexíveis e ferramentas economicamente racionais que podem ser facilmente despendidas. Em contraste, instituições são basicamente uma “organização viva em um ambiente social concreto” (SELZNICK, 1957, p. 20), que são mais voltadas a serem responsivas, flexíveis e, portanto, adaptativas. Focando na organização como um todo, ele acentuou a transformação das organizações em instituições. Selznick escreve: “Organizações se tornam instituições quando elas são infundidas com valores”
(1957, p. 40; ênfase ao original). Através deste processo, organizações tendem a ter características e competências distintivas.
Tal distinção entre instituições e organizações pode ser vista como refletindo a orientação normativa de Selznick, que enfatizou os valores na institucionalização. Ele argumenta que os valores deveriam ser colocados no centro da teoria institucional e que a análise institucional deveria estar “atenta aos valores em jogo na experiência social, incluindo vida organizacional, econômica e política” (SELZNICK, 1996, p. 270).
Mais tarde, Selznick expandiu a sua perspectiva normativa nas instituições para incluir a comunidade. Ele discute que as instituições se tornam uma comunidade quando elas estão se movendo para dar ênfase à moralidade “julgada pelas contribuições que elas dão ao bem-estar social e pessoal” (SELZNICK, 1992, p. 243). No processo de transformação, uma instituição deveria ser avaliada pelo valor moral do seu caráter institucionalizado e pelo fim a que ele serve (SELZNICK, 1992, p. 234). Isto implica em que a teoria institucional deve enfatizar a moralidade e a responsabilidade organizacional em relação à sociedade além da máxima eficiência para o lucro.
Em resumo, uma organização se torna uma instituição quando ela é infundida com valores. Assim, é provável que produza uma organização com uma identidade distinta. A instituição, então, é transformada em uma comunidade quando cria e sustenta uma cultura que acomoda uma grande gama de interesses (SELZNICK, 1966).
Para Selznick, a institucionalização é um “processo de crescimento orgânico, onde a organização se adapta aos empenhos de grupos internos e aos valores da sociedade externa” (PERROW, 1986, p. 167). A concepção de Selznick de cooptação claramente envolve adaptação organizacional:
Cooptação é um processo de absorção de novos elementos à liderança ou à política determinante da estrutura de uma organização como um meio de evitar as ameaças à sua estabilidade ou à sua existência. (SELZNICK, 1966, p. 13).
Tal cooptação implica que a institucionalização inclui a formação do caráter organizacional, um processo de construção, manutenção e mudança de identidade organizacional (SELZNICK, 1957). Isto leva a uma organização que possui uma identidade distinta que pode levá-la a ter competências distintas. Como
resultado, uma organização se torna “peculiarmente competente (ou incompetente) para fazer um tipo particular de trabalho” (SELZNICK, 1957, p. 139).
Em resumo, não somente as instituições e a institucionalização exploram o processo em andamento de definição e redefinição do caráter organizacional, mas elas também se referem à propriedade ou ao estado de uma organização. Em particular, diferentes caminhos de institucionalização podem ajudar a explicar variação organizacional, até mesmo em um campo organizacional.