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3.2. Geleneksel Türk Evi

3.2.1. Geleneksel Türk Evinin Oluşumunu Etkileyen Faktörler

4.1.1 Estudo de caso do tipo etnográfico

De acordo com as suas raízes teórico-metodológicas, a pesquisa se define como um estudo de caso do tipo etnográfico.

O objetivo maior do estudo de caso é o entendimento de um objeto que pode ser considerado único, singular nas suas particularidades, representativo de uma

realidade essencialmente rica; a ponto de despertar o interesse e curiosidade por parte do pesquisador e de possibilitar um estudo apurado e criterioso do ponto de vista científico.

O estudo de caso é definido como um método de pesquisa empírica que conduz a uma análise compreensiva de uma unidade social significativa. Análise compreensiva, pois o significado que os sujeitos pesquisados atribuem a suas vidas, aos fenômenos e às relações sociais são um dos centros de atenção do pesquisador. Que a pesquisa incide sobre uma unidade social significativa, significa concentrar a pesquisa em um objeto circunscrito (MEKSENAS, 2002, p. 118 e 119).

Um importante critério para que se decida quando é pertinente usar o estudo de caso é a singularidade do fenômeno; quando a situação a ser analisada é considerada por si só um caso digno de ser estudado, por que é capaz de representar muitos outros ou por que é completamente distinta dos outros (ANDRÉ, 1995). Destacamos ainda que, a natureza do fenômeno quanto às escolhas teóricas e metodológicas para a sua compreensão, delineiam a complexidade do objeto a ser estudado.

É uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa aprofundadamente. Essa definição determina suas características que são dadas por duas circunstâncias principalmente. Por um lado, a natureza e abrangência da unidade. [...] Em segundo lugar, também a complexidade do Estudo de Caso está determinada pelos suportes teóricos que servem de orientação em seu trabalho de investigador (TRIVIÑOS, 2007, p. 133 e 134).

A nossa pesquisa é um estudo de caso único20

que se utilizou da combinação de diversos instrumentos, visando a aproximação fidedigna do contexto educativo. Realizamos esse tipo de investigação devido à sua natureza reveladora e pela necessidade de estudos na área, uma vez que a temática não tem sido suficientemente discutida no meio educacional brasileiro.

Os requisitos pertencentes ao estudo de caso, de acordo com Ludke e André (1989), são: procura pela descoberta (construção de novas perguntas e respostas em torno do objeto); ênfase na interpretação do contexto; descrição aprofundada da

20 Yin (2005) define dois tipos de estudo de caso: o estudo de caso único, quando uma só realidade é analisada e o estudo de casos múltiplos, quando o mesmo objeto é investigado em diferentes contextos (por exemplo, em duas ou mais salas de aula ou em contextos escolares diversos).

realidade; utilização de uma diversidade de fontes de informação; relato da realidade, permitindo reflexões ao leitor (abertura para novas leituras e interpretações), representação de diferentes pontos de vista dos informantes; linguagem clara e acessível.

[…] os estudos de caso representam a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real (YIN, 2005, p. 19).

Essa modalidade investigativa não parte de uma visão predeterminada da realidade, uma vez que pretende dar conta dos aspectos que a constitui. Essa busca envolve os processos de observação, descrição, interpretação e análise.

André (1995) relata que em Educação são realizados estudos do tipo etnográfico, uma vez que requisitos exigidos na pesquisa etnográfica, como: longa permanência em campo e o contato com diversas culturas, não são geralmente desenvolvidos no campo educativo. O estudo de caso do tipo etnográfico ocorre, portanto, quando há “a aplicação da abordagem etnográfica no estudo de caso” (ANDRÉ, 1995, p. 30).

Para que seja reconhecido como um estudo de caso etnográfico é preciso, antes de tudo, que preencha os requisitos da etnografia e, adicionalmente, que seja um sistema bem delimitado, isto é, uma unidade com limites bem definidos, tal como uma pessoa, um programa, uma instituição ou um grupo (ANDRÉ, 1995, p. 31).

Podemos considerar como empréstimos da etnografia ao nosso estudo de caso os seguintes procedimentos (ANDRÉ, 1995): a imersão do pesquisador em campo e sua interação direta com o objeto da pesquisa; a descrição detalhada da realidade observada (situações, ambientes, diálogos e pessoas); a utilização de técnicas específicas na coleta de dados (observação participante, entrevista e análise documental); preocupação com o significado atribuído pelas pessoas à realidade. Enfim, refere-se à nossa atitude de querer interpretar o visível e enxergar o invisível na prática do EPLE (ANDRÉ, 1995).

Outra característica destacada pela etnografia, que fez parte desse trabalho dissertativo, se reporta ao fato de que o próprio pesquisador já deve ter tido uma

experiência direta com a situação investigada; o que é o nosso caso.

Realizamos uma pesquisa flexível e aberta, que nos oportunizou rever as técnicas, repensar os questionamentos e reformular os fundamentos teóricos. Os questionamentos foram sendo modificados na medida em que novos dados se tornaram relevantes.

Assim como na pesquisa etnográfica, as reais questões do nosso estudo apareceram quando estávamos em campo, no contato direto e efetivo com o problema. Não houve uma construção teórica definitiva acerca do tema estudado, antes de podermos vivenciar a própria experiência.

[...] um estudo de caso não é um método em que o pesquisador tem de antemão (a priori) todos os elementos da pesquisa que irá conduzir. Uma importante característica desse método em pesquisa empírica é a sua flexibilidade, isto é, a possibilidade de, em seu transcurso, alterar os procedimentos da investigação (MEKSENAS, 2002, p. 121).

O estudo de caso do tipo etnográfico possibilitou uma visão mais ampla e integrada de uma unidade complexa. A pesquisa de campo requereu certo tempo, preparo e disponibilidade de nós, pesquisadores.

Quando afirmamos que o nosso trabalho está centrado na análise de uma determinada unidade para a compreensão de uma situação mais ampla, ressaltamos que não estamos generalizando o caso para toda a realidade educacional; e sim, no sentido de que a nossa experiência e reflexão possam ser úteis a estudos futuros, que porventura, se acerquem do ensino do Português como idioma segundo nas escolas regulares e fundamentais.

4.1.2 Pesquisa qualitativa

Além de se definir como um estudo de caso do tipo etnográfico, a investigação foi organizada segundo um paradigma qualitativo, apoiado na abordagem sócio-histórica.

Para Triviños (2007), a pesquisa qualitativa privilegia a consciência do sujeito e compreende a realidade social como uma construção humana.

Logo, cabe ao pesquisador conhecer a fundo a problemática de seu objeto, por meio da reflexão sobre os materiais teóricos disponíveis. Assim, poderá

distinguir os níveis de intensidade presentes nos dados da investigação e chegar a um entendimento sobre a sua natureza. Bogdan e Biklen (1994, p. 49) compartilham dessa mesma opinião ao afirmar que:

A abordagem de investigação qualitativa exige que o mundo seja examinado com a idéia de que nada é trivial, que tudo tem potencial para construir uma pista que nos permita estabelecer uma compreensão mais esclarecedora do nosso objeto de estudo.

Através de tal perspectiva, o pesquisador é levado à necessidade de descrever um determinado fenômeno, analisando as interações entre as suas variáveis e interpretando os dados, fatos e teorias envolvidas (RODRIGUES, 2006).

Nesse sentido, a configuração qualitativa revelou-se como ponto crucial do nosso estudo, uma vez que estabelecemos contato direto e constante com o ambiente analisado; a coleta de dados priorizou a descrição de pessoas, acontecimentos e situações, estando centrada no processo que constituía a realidade escolar.

Conforme Rampazzo (2002), a imersão do pesquisador na vida e no contexto, no passado e nos dados presentes, é fundamental para a solução do problema.

A análise do material empírico deve ocorrer a partir do raciocínio indutivo21

, visto que não existe a preocupação de se comprovar hipóteses previamente elaboradas.

Os dados da pesquisa qualitativa não são coisas isoladas, acontecimentos fixos, captados em um instante de observação. Eles se dão em um contexto fluente de relações: são “fenômenos” que não se restringem às percepções sensíveis e aparentes, mas se manifestam em uma complexidade de oposições, de revelações e de ocultamentos. Na pesquisa qualitativa, todos os fenômenos são igualmente importantes e preciosos: a constância das manifestações e sua ocasionalidade, a frequência e a interrupção, a fala e o silêncio (RAMPAZZO, 2002, p. 60).

Através da investigação de cunho qualitativo, analisamos os dados e fatos implícitos à realidade em foco por meio de possibilidades metodológicas e do

21 “Descoberta de novas relações, conceitos, compreensão, mais do que verificação ou hipótese pré- definida [...]” (MERRIEM apud ANDRÉ, 2005).

referencial teórico relacionado, composto principalmente por livros, dissertações de mestrado, teses de doutorado e artigos científicos.

Selecionamos materiais impressos já publicados e que se aproximavam da temática, observamos, refletimos e interpretamos os diversos componentes constituintes do fenômeno, para só então, poder compreendê-lo.

Benzer Belgeler