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BÖLÜM V SONUÇLAR VE ÖNERİLER

5.3 GELECEK ARAŞTIRMALAR İÇİN ÖNERİLER

As Agências de Desenvolvimento são “organismos criados para auxiliar a promoção do desenvolvimento de uma zona territorial determinada, contando para isso com instrumentos diversos e, principalmente, com um nível apreciável de autonomia de gestão” (DESENBAHIA, 1999, p. 8). Essas agências têm como função incentivar o potencial endógeno do território em uma perspectiva ampla do conceito de desenvolvimento, incorporando inclusive fatores sociais.

Macedo (1999) afirma que as agências são políticas públicas de caráter descentralizado, sendo atores intermediários entre setor público e privado, ou seja, surgiram para servir de apoio ao setor público, mas não são de total controle do mesmo. É importante ressaltar, então, que, mesmo sendo públicas, as agências não são estatais e possuem autonomia quanto à sua gestão. Elas também servem como um mecanismo de comprometimento dos governos locais que traçam, a partir dos seus problemas, estratégias de desenvolvimento com base na eficiência produtiva (MELLO, 2004).

As agências também possuem a característica de organizar e materializar, em uma organização, diversas autoridades, atores sociais e econômicos em torno de projetos, pesquisas, serviços ou informações para incentivar o desenvolvimento de uma região ou local, tornando esse território pró-ativo e competitivo diante das imposições nacionais e internacionais (IEL, 2002). Nesse contexto, as agências de desenvolvimento criam um ambiente apropriado e direcionado para incentivar ações socioeconômicas, por meio de atividades de apoio (prestação de serviço, capacitação, entre outros) e de busca de parceiros que intensificam o processo de indução e auxílio ao desenvolvimento.

Casarotto Filho e Pires (2001) afirmam que as agências de desenvolvimento são um tipo de plataforma interinstitucional que busca promover e articular projetos de desenvolvimento que valorizem o território e o ambiente econômico trabalhado.

Para o estímulo ao desenvolvimento, Macedo (1999) afirma que as agências contam com seus próprios incentivos operacionais (serviços de apoio, operacional, divulgação, entre outros), realizando a busca de formação de redes e busca de instituições que possam contribuir com projetos conjuntos de desenvolvimento (universidades, incubadoras, institutos de pesquisa, entre outros), no âmbito local, regional, nacional (por meio de linhas de financiamentos, bancos ou fundos de investimento e/ou desenvolvimento) e até mesmo internacional, como a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI) e a Associação Européia de Agências de Desenvolvimento (EURADA).

Goedert (2005, p. 161) menciona que “a agência de desenvolvimento é qualquer organização que leva a cabo uma missão de coletivo ou interesse global para determinada área. Assim, a ADR tem uma significante associação com uma autoridade local ou regional, focada na administração, finanças e tarefas”.

Segundo a OIT (20012 apud Goedert, 2005, 161), uma agência de desenvolvimento local pode ser definida como sendo:

[...] instrumentos criados para operacionalizar as estratégias de desenvolvimento local, isto é, promover a atividade produtiva, a inovação e o desenvolvimento tecnológico, para enfrentar os problemas de desemprego e de desequilíbrios sócio- econômicos, em suma, para gerir as mudanças estruturais requerida num dado território.

Ter a capacidade de conhecer melhor o ambiente econômico, social, ambiental e institucional permite às agências, por meio de sua maior flexibilidade, aproveitar melhor os recursos disponíveis (econômicos, financeiros e humanos) de forma mais eficiente nos processos e cadeias produtivas, assim como adequar melhor os projetos, investigações

2 OIT. Centro Internacional de Formação da Organização Internacional do Trabalho. Instrumentos para o desenvolvimento local. Mar. 2001. DelNet Working Papers.

científicas e políticas tecnológicas para atender as necessidades locais ou regionais (ALBUQUERQUE, 1998).

As agências são organizações que desenham estratégias para o desenvolvimento, identificam problemas, podendo ser setorial ou global, direcionam melhores ferramentas ou metodologias para cada caso e articulam-se com outros parceiros para garantir financeiramente a realização das estratégias centrais e de outros serviços, como de sustentação para empresários, negócios e empresas (EURADA, 2007). Todas essas estratégias devem ser desenhadas com foco nas demandas da sociedade que será beneficiada, além de visualizar constantemente as oportunidades em sua localidade. Nesse sentido, as agências necessitam conhecer e definir claramente quem são seus beneficiários.

São vários os beneficiários de uma agência de desenvolvimento, os quais, de formas variadas, usufruem das ações realizadas pelas agências. Segundo o GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, SCTDE, (1997), os principais beneficiários de uma agência são:

a) O governo municipal, por dispor de um instrumento para coordenar parcerias entre os agentes locais e as entidades de fomento, visando a adoção de medidas práticas que promovam o desenvolvimento econômico local;

b) As empresas já instaladas por contar com um canal para encaminhamento de idéias, demandas e projetos específicos junto ao poder público e órgãos de fomento;

c) Potenciais investidores, por terem acesso facilitado às informações e aos diversos agentes locais através de um interlocutor único (a ADL);

d) As instituições de ensino, por facilitar a integração de seus pesquisadores e alunos no processo de desenvolvimento da comunidade;

e) As organizações de fomento, por identificar com mais facilidade as demandas específicas de cada região e obter aí suporte para a realização de projetos bem fundamentados;

f) O governo do Estado, por contar com um instrumento de desenvolvimento econômico descentralizado, nos diversos municípios do estado; e

g) A comunidade local como um todo, por contar com um espaço para a reflexão de suas potencialidades, articulação de parcerias e por participar de ações concretas que visam melhorar a sua qualidade de vida.

Mesmo diante da diversidade de atividades, as agências "[...] são em geral, organismos que vêm sendo criados sob o amparo do Setor Público para a promoção do desenvolvimento de uma zona territorial determinada" e que "[...] atuam fortemente no âmbito da integração interna e externa da região onde concretiza suas atividades, via definição de estratégias de

desenvolvimento endógeno e de acesso a mercados e de atração de capitais extra-regionais" (MACEDO, 19983 apud BORBA, 2000, p. 75).

Benzer Belgeler