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I. BÖLÜM
2.4. Geç Edinilen Öznellik ve Kendilik: Kadın Sanatçılar
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Caderno Científico
REVISTA IMPLANTNEWS 2010;7(4):555-60
Revisão da Literatura
dade com as Normas internacionais que regem a utilização desse tipo de tecido. Para que seja autorizado a funcionar, além do cumprimento das Normas aprovadas nas Leis, o Banco deve comprovar que estará aberto e em funciona- mento para atendimento das demandas nas 24 horas do dia, todos os dias, e assegurar o controle e garantia de qualidade dos procedimentos, equipamentos, reagentes e correlatos25.
A garantia da qualidade dos tecidos musculoesque- léticos distribuídos é de responsabilidade do BTME e a responsabilidade médica e técnica final de sua utilização é do cirurgião transplantador ou profissional. O Banco de Tecidos pode fornecer tecidos por ele processados para realização de transplantes, “tanto em caráter privado como pelo SUS, somente a serviços que estejam devidamente au- torizados pelo Sistema Nacional de Transplantes a realizar seu implante”25. No caso dos cirurgiões-dentistas, estarão
autorizados a utilizar esse biomaterial os especialistas em Periodontia, Cirurgia Bucomaxilofacial ou Implantodontia que solicitarem seu cadastro junto a Central Nacional de Captação e Doação de Órgãos (CNCDO). O cadastro pode ser feito pelo envio on-line da documentação, que envolve a cópia da inscrição no Conselho da categoria (CRO) e có- pia do título de especialista devidamente registrado, sem qualquer custo adicional25.
Na legislação ficou estabelecido que é responsabilidade do banco de tecidos avaliar clínica e laboratorialmente todos os tecidos musculoesqueléticos, até mesmo radiografica- mente, “... a fim de identificar possíveis contraindicações a seu emprego e garantir, por meio de protocolos, a padro- nização relativa aos processos e ao controle da qualidade dos tecidos musculoesqueléticos humanos que estejam sob sua responsabilidade, mantendo registros dos processos de controle e garantia de qualidade dos procedimentos, equipa- mentos, reagentes e correlatos, além de disponibilizar para a equipe responsável pelo transplante, todas as informações necessárias a respeito do tecido a ser utilizado, bem como sobre seu doador, mantendo em sigilo a sua identidade”25.
De acordo com a legislação, o banco deverá ainda manter arquivo próprio com todos os dados de identificação e técnicos sobre os receptores e tecidos - captados, proces- sados, armazenados e distribuídos - por no mínimo 25 anos e enviar relatórios mensais a CNCDO sobre as atividades de captação e distribuição de tecidos do Banco, garantindo assim sua rastreabilidade. O BTME deve assegurar “... a formação e aperfeiçoamento de recursos humanos responsá- veis por todas as etapas envolvidas no processo – captação, triagens clínica, laboratorial e sorológica, coleta, identifi- cação, processamento, armazenamento e distribuição dos tecidos musculoesqueléticos –, estabelecendo programas de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico nas áreas de interesse de banco de tecidos e transplante de tecidos musculoesqueléticos”25.
Desta forma, até novembro de 2009, alguns bancos de tecido brasileiros forneciam cursos de capacitação para profissionais, alunos dos cursos de Especialização, interessa- dos na utilização deste material, mas que não poderiam ser cadastrados como autorizados a utilizá-lo, devido à falta do título de especialista. Feito este curso, o cirurgião-dentista ficava autorizado a solicitar tecidos apenas no banco que lhe ministrou o curso, vinculado ao que é chamado de “Projeto Piloto” pelos bancos que ministram tais cursos. Tão logo o cirurgião obtivesse o título de especialista, o mesmo poderia alterar seu cadastro junto à CNCDO e passaria a utilizar qualquer um dos bancos disponíveis. Essa situação foi modificada em 04/11/2009, quando a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes optou por suspender a existência desses “Projetos Piloto” e fez com que haja neces- sidade de cadastramento dos profissionais junto à CNCDO de seu estado para que o mesmo esteja habilitado a captar biomaterial homólogo, sem que isso interfira na realização de cursos que informem e capacitem os profissionais que desejam usar esse recurso em sua prática clínica.
Atualmente, no Brasil existem seis BTME’s com auto- rização de funcionamento, que podem ser procurados pelos cirurgiões-dentistas como fontes de material homólogo para enxertia. Quatro deles estão localizados na região sudeste do país, três no estado de São Paulo (Unioss Marília, Hospital das Clínicas das USP – São Paulo e Faculdade de Medici- na da Santa Casa de São Paulo) e um no estado do Rio de Janeiro (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – Into). Os outros dois bancos autorizados estão localizados na região Sul do país, um na cidade de Passo Fundo (RS), vinculado ao hospital São Vicente de Paulo e o outro na ci- dade de Curitiba (PR), vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná.
Conclusão
Nesta revisão da literatura foram abordados pontos sobre a utilização do osso homólogo em Odontologia e sobre a legislação envolvida na utilização deste material. Mais estudos sobre os resultados clínico-odontológicos da aplicação deste biomaterial são necessários e fundamentais para, aliados ao conhecimento jurídico que embasa sua utilização, ratificar a sua utilização clínica.
Recebido em: nov/2009 Aprovado em: dez/2009
Endereço para correspondência: Rubens Spin Neto
Rua Humaitá, 1.680 14801-903 – Araraquara – SP Tel.: (16) 3301-6378 [email protected]
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Leite RA • Gumieiro EH • Jahn RS • Lucatto SC • Dib LL • Guilherme A
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25. Portaria GM/MS no 1.686, de 20 de setembro de 2002.