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Gayrimenkullerin Değerlemesinde Kullanılan Yöntemler ve Seçilme Sebepleri

6 GAYRİMENKULLERİN DEĞERİNE ETKİ EDEN FAKTÖRLER VE GAYRİMENKULÜN DEĞER TESPİTİ

6.4 Gayrimenkullerin Değerlemesinde Kullanılan Yöntemler ve Seçilme Sebepleri

A dimensão histórico-legal considera a influência de toda a história e legislação que envolve os cursos de mestrado profissional e os regulamentam. Na pós-graduação brasileira, estes cursos são um fenômeno relativamente recente, datando de meados da década de 1990.

No entanto, o Parecer n. 977/1965 do Conselho Federal de Educação, conhecido como Parecer Sucupira em função do relator Newton Sucupira, foi o primeiro a abordar a educação profissional como uma necessidade (BRASIL, 1965).

Apesar das recomendações contidas no Parecer Sucupira, a pós-graduação brasileira institucionalizou durante vários anos o CMA como único formato de pós-graduação em nível de mestrado. Apenas em 1995 a Capes instituiu uma comissão com o intuito de analisar as demandas do mercado de trabalho e averiguar a possibilidade de aproximação dos cursos stricto

sensu com o contexto empresarial. O resultado foi um documento intitulado “Mestrado no

Brasil: a situação e uma nova perspectiva”. A partir do documento, a diretoria colegiada da Capes elaborou uma proposta e a submeteu ao conselho superior da agência, a qual foi denominada “Programa de Flexibilização do modelo de pós-graduação senso estrito em nível de mestrado”. Este documento foi posteriormente transformado na Resolução n. 1/953 que, por sua vez, deu origem à Portaria n. 47/1995 (BRASIL, 1995) que distingue os CMA, até então única modalidade em vigor no Brasil, dos mestrados profissionalizantes, como eram em princípio denominados os mestrados profissionais (BARROS; VALENTIM; MELO, 2005; FISCHER, 2010).

A Portaria n. 47/1995 foi revogada pela Portaria n. 80/1998 que dispõe sobre o reconhecimento dos CMP. Nela, a Capes ressalta o acompanhamento e a avaliação dos CMP, dispõe sobre os requisitos para a avaliação destes e ainda aponta o tipo de instituição que pode ofertar este tipo de curso (BRASIL, 1998).

Apesar dos esforços de discussão sobre a modalidade profissional do mestrado, em 1999, o então presidente da Capes, professor Abílio Baeta Neves, solicitou aos representantes de área que “formulassem uma proposta para diferenciar, julgar e avaliar os mestrados profissionalizantes” (BARROS; VALENTIM; MELO, 2005, p.126), tendo em vista que a década estava no fim e pouco havia se avançado em relação aos CMP.

Ainda em 1999, os primeiros alunos de CMP foram formados. De acordo com Steiner (2005), o crescimento nos primeiros anos de implantação do mestrado profissional foi muito significativo. No entanto, apesar de ser uma iniciativa incipiente, “já está claro que as universidades maiores e mais tradicionais não incorporaram esta nova modalidade de forma significativa” (STEINER, 2005, p. 344).

O debate sobre a modalidade do mestrado profissional é mantido nos anos seguintes e, em 2001, o Conselho Superior lança e homologa as ideias do documento “A necessidade de

desenvolvimento da pós-graduação profissional e o ajustamento do sistema de avaliação às características desse segmento” (BARROS; VALENTIM; MELO, 2005). Em 2003, 2005 e 2006 foram realizados seminários pela Capes a fim de manter o mestrado profissional na pauta de discussão, corroborando assim a preocupação da comunidade acadêmica.

A avaliação trienal dos CMP do período de 2004 a 2006 foi realizada em 2007 e pela primeira vez ocorreu em separado do CMA. No entanto, apenas em 2008 o CTC (Comitê Técnico Científico) aprova uma ficha de avaliação de programas de mestrado profissional, a qual é utilizada no triênio seguinte (2007 a 2009).

Em 2009, a legislação específica para os CMP avança com a publicação da Portaria normativa n. 7, a qual o situa dentro do contexto da pós-graduação. Neste mesmo ano, é publicada a Portaria n. 17/2009 que mantém os mesmos pontos da anterior, mas adiciona alguns parâmetros para o acompanhamento e a avaliação trienal dos cursos (BRASIL, 2009a, 2009b).

A Capes permanece avançando em termos de legislação e em 4 de outubro de 2011 lança quatro portarias relacionadas à pós-graduação e que tem efeitos, também, sobre os CMP. As Portarias n. 191/2011 (BRASIL, 2011a) e n. 192/2011 (BRASIL, 2011b) relacionam-se ao corpo docente. A primeira define, para efeitos de enquadramento nos programas e cursos de pós-graduação, as categorias de docentes dos programas desse nível de ensino, e a segunda delimita, para efeitos de avaliação, realizada pela Capes, a atuação nos programas e cursos de pós-graduação das diferentes categorias de docentes.

Já as Portarias n. 193/2011 (BRASIL, 2011c) e n. 194/2011 (BRASIL, 2011d) têm aspecto mais abrangente em relação aos cursos de mestrado e doutorado. A primeira destaca, para efeitos de avaliação pela Capes, a atuação nos programas e cursos de pós-graduação das diferentes categorias de docentes, e a segunda fixa procedimentos para divulgação, envio dos resultados da avaliação ao Conselho Nacional de Educação e início de funcionamento dos cursos novos de mestrado e doutorado.

Em janeiro de 2012, a Capes publica a Portaria n. 01/2012 (BRASIL, 2012), que define, para efeitos da avaliação, realizada pela própria agência, a atuação nos programas e cursos de pós-graduação das diferentes categorias de docentes, ficando revogada a Portaria n. 192/2011. Nesta portaria, a atuação como docentes permanentes em até três programas só era admitida, excepcional e temporariamente, em três situações.

a) nos casos em que o terceiro programa for um curso da região norte e dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato do Grosso do Sul e que estejam nas áreas prioritárias: áreas tecnológicas e áreas de formação de professores para a educação básica; b) nos casos em que o terceiro programa for um curso de mestrado profissional;

c) nos casos em que o terceiro programa for um curso de pós-graduação em temas de inovação científica e/ou tecnológica e de relevância estratégica para o país, e que possam ser somente apresentados à CAPES como decorrência de ações indutivas determinadas pela Agência (BRASIL, 2012).

Esta, de certa forma, foi a maneira com que a Capes, enquanto agência reguladora da pós-graduação brasileira, buscou incentivar a propagação de CMP. No entanto, em dezembro de 2014, foi publicada a Portaria n. 174/2014 e nela houve uma modificação que ampliou o direito de professores permanentes atuarem em até três programas de pós-graduação sem restrição de tipo (CMP ou de Inovação científica e tecnológica), lugar (região Norte e estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), conforme preconizava a Portaria n. 01/2012.

De acordo com Fischer (2010b), os CMP não são uma mera opção curricular da pós- graduação brasileira, mas podem ser vistos como um recurso estratégico para se discutir a pós- graduação no século XXI. Tal afirmação está alinhada com a necessidade do governo brasileiro de melhorar os índices de qualificação profissional, sem, no entanto, dispensar recursos financeiros para tanto, conforme será apresentado na Dimensão Econômica.

Apesar de não terem saído novas resoluções ou portarias específicas para o CMP desde 2009, o debate sobre esta modalidade de curso ainda está presente na comunidade acadêmica, sendo inclusive realizado todos os anos um fórum nacional para discuti-la. Especificamente na área de Administração, no ano de 2014, foi realizado o primeiro Colóquio de Educação e Pesquisa Sobre Cursos de Mestrado Profissional em Administração, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), organizado pelo Núcleo de Estudos em Aprendizagem e Conhecimento (NAC), com o objetivo de fortalecer a discussão sobre o processo de formação profissional no contexto dos CMP em Administração. A iniciativa do NAC e a relevância do tema levou à consolidação do evento, o qual em sua segunda versão foi promovido pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (UDESC).