TEKNOLOJĠ VE HIZIN GÜNCEL SANATA ETKĠLERĠ
3.3. Günümüz Sanatçıları ve Sanat Üretim
Tendo como pressuposto a necessária análise intrínseca da relação escola/sociedade, Durkheim (1978) dialoga também no que se refere à palavra educação e seu emprego em
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Célestin Bouglé (1870 – 1940) foi um filósofo francês reconhecido como um dos colaboradores de Émile Durkheim e membro da L'Année Sociologique.
sentido demasiadamente amplo para designar o conjunto de influências que, sobre a nossa inteligência ou sobre a nossa vontade, exercem os outros homens, ou, em seu conjunto, realiza a natureza. Para o autor, a definição de educação engloba fatos diversos que não devem estar reunidos em um mesmo vocábulo.
Durkheim (1978) afirma que a educação varia com o tempo e com o meio. Cada sociedade, em determinado momento de seu desenvolvimento, possui um sistema de educação
que se coloca aos indivíduos de forma “irresistível”. A este respeito, ilustra:
É uma ilusão acreditar que podemos educar nossos filhos como queremos. Há costumes com relação aos quais somos obrigados a nos conformar; se os desrespeitamos, muito gravemente, eles se vingarão em nossos filhos. Estes, uma vez adultos, não estarão em estado de viver no meio de seus contemporâneos, com os quais não encontrarão harmonia. Que eles tenham sido educados, segundo ideias passadistas ou futuristas, não importa; num caso, como noutro, não serão de seu tempo e, por consequência, não estarão em condições de vida normal. Há, pois, a cada momento, um tipo regulador de educação, do qual não podemos separar sem vivas resistências, e que restringem as veleidades dos dissidentes (DURKHEIM, 1978, p. 36-37). Neste sentido, Durkheim (1978) atenta para a importância da observação histórica no que se refere aos sistemas de educação, afirmando que estes dependem da religião, da organização política, do grau de desenvolvimento das ciências, do estado das indústrias, dentre outros, já que, separados de todas estas causas históricas, tornam-se incompreensíveis. Assim, a observação histórica apresenta-se indispensável para constituir a noção preliminar de educação.
Ainda sobre a definição durkheimiana de educação, ressalta-se que será preciso considerar os sistemas educativos que ora existem, ou tenham existido, compará-los e apreender deles os caracteres comuns. Todo corpo social possui um sistema de educação com duplo aspecto: o de, simultaneamente, apresentar-se como uno e múltiplo. Assim, a sociedade não poderia existir sem que houvesse em seus membros certa homogeneidade, já que a educação a perpetua e reforça, fixando de antemão na alma da criança certas semelhanças essenciais, priorizadas pelo coletivo. Por outro lado, desprovido de uma ou outra diversificação, toda cooperação seria impossível, à medida que a educação também assegura a persistência desta diversidade essencial, diversificando-se a si próprio e permitindo especializações.
Em síntese, para Durkheim (1978), a educação significa para a sociedade o meio pelo qual se prepara, no íntimo das crianças, as condições essenciais da própria existência. Partindo deste pressuposto, de acordo com o autor, a educação satisfaz, primordialmente, as
necessidades sociais. Durkheim (1978) discorre a respeito de pontos relacionados à educação no que se refere à sua função e à forma como atua ou recebe influência com relação ao meio social. A princípio, levanta uma breve discussão sobre o papel do Estado na esfera educacional. Ressalta que a educação é concebida como algo primordialmente privado e doméstico, o que ocasiona, sob este ponto de vista, a visão natural de redução da intervenção do Estado. No entanto, de acordo com o autor, a intervenção estatal não pode ser restrita ou de feição negativa.
Isto não significa, entretanto, que o Estado deva, necessariamente, monopolizar o ensino. A questão é não se portar de maneira alheia, já que a sociedade tem de ser o ponto de referência pelo qual a educação dirigirá seus esforços. Durkheim (1978, p. 48) ilustra:
Se a sociedade não estiver presente e vigilante, para obrigar a ação pedagógica a exercer-se em sentido social, essa se porá ao serviço de interesses particulares e a grande alma da pátria se dividira, esfacelando-se numa multidão incoerente de pequenas almas fragmentárias, em conflito umas com as outras. Nada pode ser mais contrário ao objetivo fundamental de toda educação.
Dando seguimento à discussão relacionada às características educacionais no corpo social, o autor levanta a seguinte questão: como e em que medida a educação pode ter eficácia. Para Durkheim (1978), a função da educação é a de percorrer a distância entre as virtualidades indecisas que constituem o homem ao nascer e a personalidade definida que ele deve tornar-se, em função de seu desempenho na sociedade – “papel útil”.
Quanto à função do educador, destaca-se a questão da autoridade moral. Autoridade, para o autor, nada tem de violento nem de opressor. Traduz-se em ascendência moral. Ressalta, inclusive, que a autoridade do professor deve ter origem em si mesmo, à medida que este deve crer na missão que lhe cabe e na grandeza desta missão. Assim, a autoridade é constituída pelo respeito do mestre por suas funções – respeito transmitido através da linguagem, do gesto e da conduta, e de sua consciência para a consciência da criança. No que se refere à autoridade dos pais perante os filhos, Durkheim (1978) afirma que é uma ilusão pensarmos que os filhos podem ser educados ao gosto dos pais. Isto porque somos forçados a seguir as regras estabelecidas no meio social em que vivemos. A opinião nos é imposta, traduzindo-se como uma força moral cujo poder coercitivo não é menor que o das forças físicas.
Vale ressaltar, entretanto, que de acordo com o autor, para que compreendamos o sistema de nosso tempo, não bastará considerá-lo tendo como base seu caráter atual. Isto porque todo sistema educativo é produto histórico, sendo somente a história capaz de explicar.
Trata-se de uma instituição social. Neste sentido, torna-se imprescindível considerar como se formou a organização escolar, a proveniência dos seus caracteres distintivos, o que determinou, no passado, o lugar que hoje ocupa a escola, e quais as causas de seu desenvolvimento.
Segundo Durkheim (1978), a educação consiste em uma socialização metódica de cada nova geração. O ideal pedagógico exprime as necessidades sociais. Assim, ele é realizado nos indivíduos e pelos indivíduos. A respeito da importância da ação educativa e sua relação com a vida social, o autor assinala:
Como a vida escolar não é senão o germe da vida social e como esta não é senão o desenvolvimento daquela – os principais processos pelos quais uma funciona devem ser encontrados na outra. Pode-se, pois, esperar que a sociologia, ciência das instituições sociais, nos auxilie a compreender melhor o que são as instituições pedagógicas e a conjeturar o que ser elas, para melhor resultado do próprio trabalho (DURKHEIM, 1978, p. 88).
Ainda sobre a educação, Durkheim (1978) ressalta que esta atende sempre às necessidades sociais - são ideias e sentimentos coletivos o que ela exprime. E a respeito do estudo social da educação, este é característico dos dias atuais, quando não há uma estabilidade e equilíbrio – a partir do momento em que um sistema de educação se tenha estabelecido por tempo igual, sem contestação alguma, as únicas questões importantes que aparecem são as de mera aplicação. Assim, a educação se dá como importante, à medida que se faz como uma ponte entre escola e sociedade.
Portanto, segundo Durkheim (1978):
As transformações profundas que as sociedades contemporâneas têm experimentado, e estão para experimentar, necessitam de transformações correspondentes nos planos de educação. Se sentimos que essas transformações são fatais, não sabemos, porém, de maneira precisa, quais serão elas, Quaisquer que possam ser as convicções particulares dos indivíduos ou dos partidos, a opinião pública continua indecisa e ansiosa. O problema pedagógico já não nos aparece como a mesma serenidade que se propunha aos homens do século XVII. Não se trata de realizar ideias formadas, mas de encontrar mesmo ideias que nos guiem. E como descobri- las se não remontarmos até à origem mesma da vida educativa, isto é, à evolução da vida social (DURKHEIM, 1978, p. 90)?