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TEKNOLOJĠ VE HIZIN GÜNCEL SANATA ETKĠLERĠ

3.1. Duchamp’tan Yola Çıkmak

A avaliação do ritmo de piscar em cães é uma tarefa difícil de ser realizada, pois sofre a influência direta do temperamento do animal e da colaboração de seus proprietários, bem como se faz necessária a adoção de parâmetros padronizados a todos os animais do estudo. No presente estudo, apesar de todos os animais utilizados serem extremamente dóceis, as filmagens não foram facilmente realizadas. Houve variação individual no tempo de adaptação ao ambiente de filmagem para cada animal, assim como alguns animais necessitaram de um tempo maior de filmagem tanto no repouso como na atenção, para que fossem conseguidos 3 minutos de manifestação real de cada estado.

Diversos métodos de avaliação do piscar são descritos na literatura, porém a tomada de imagens digitais e a análise de imagens quadro a quadro e em câmera lenta, tem se mostrado o método mais simples e eficiente para avaliação do ritmo de piscar em humanos e, portanto, o método de escolha da maioria dos pesquisadores (LAWRENSON et al., 2005; SCHELLINI et al., 2005; LAVEZZO et al., 2007; MANTELLI et al., 2007; SFORZA et al., 2008; TAKAHAGI et al., 2008; BACHER; ALLEN, 2009). Assim, para o estudo em cães, optou-se pela filmagem com câmera digital e análise das imagens quadro a quadro, por se tratar de um método simples e não invasivo, reduzindo a possibilidade de interferência externa.

A escolha do programa iMovie para a análise das imagens deu-se devido à facilidade de utilização do programa, aos recursos nele contidos, tais como a possibilidade de edição não linear e de análise quadro a quadro em frames de 1/30 segundos, bem como o sucesso obtido em estudos anteriores em humanos (SCHELLINI et al., 2005; LAVEZZO et al., 2007; TAKAHAGI et al., 2008).

A análise de todas as imagens deste trabalho em frames, apesar de ser um método simples de ser realizado com o programa iMovie, foi uma tarefa com grande gasto de tempo, pois cada segundo passou a apresentar 30 partes, ou seja, um único minuto de filmagem apresentava 1800 quadros para análise.

 

O ritmo de piscar espontâneo é influenciado por diversas variáveis relativas ao ambiente externo, tais como temperatura, luminosidade, umidade relativa do ar e correntes de vento (DUMERY; TOI, 1997). Dessa forma, assim como preconizado em estudos anteriores em humanos, todos os animais analisados nesse trabalho foram avaliados sempre pelo mesmo observador, no mesmo ambiente, sob as mesmas condições de temperatura, umidade e luminosidade.

O piscar pode ser influenciado ainda por variáveis inerentes ao animal tais como idade, sexo, doenças oculares, medicamentos ou até mesmo o estado de atenção em que se encontra o paciente (DOGHTY, 2001). As condições da superfície ocular alteraram o ritmo de piscar, sendo que pacientes com olho seco apresentam, no repouso, aumento do número de piscadas por minuto (NAKAMORI et al., 1997). Dessa maneira, adotou-se no estudo como critérios de inclusão cães saudáveis, sem doenças oculares ou palpebrais, para obtenção de padrão de normalidade.

Embora alguns autores relatem haver diferenças entre o ritmo de piscar entre homens e mulheres (CHEN et al., 2003; SFORZA et al., 2008), outros atestam não haver mudança desse valor quanto ao sexo (BENTIVOGLIO et al., 1997; DEUSCHL; GODDEMEIER, 1998; DOUGHTY, 2002; DECLERCK et al., 2006). No presente trabalho foi utilizado um número maior de fêmeas do que machos, porém ao se comparar esses animais por faixas de peso, não se levou em consideração o sexo, sinalizando a necessidade de estudos que comparem essa variável futuramente.

Estudos em humanos mostram um aumento crescente no valor do piscar espontâneo desde o nascimento até atingir um platô na idade adulta (BENTIVOGLIO et al., 1997; ZAMAN; DOUGHTY, 1997; TSUBOTA, 1998; DOUGHTY; NAASE, 2006; BACHER, 2010), havendo decréscimo desse valor após os 50 anos de idade (SFORZA et al., 2008). No presente estudo optou-se por avaliar cães apenas na idade adulta, objetivando primeiramente comparar se há diferenças quanto ao tamanho dos animais estudados, pois se considerou que o grande número de raças e tamanhos diferentes da espécie canina seriam variáveis importantes ao estudo do ritmo de piscar em Medicina Veterinária.

 

Humanos adultos em estado de repouso apresentam um ritmo de piscar entre 12 a 20 piscadas por minuto (ZAMAN; DOUGHTY, 1997; TSUBOTA, 1998). No presente estudo, o ritmo de piscar encontrado em cães adultos em estado de repouso foi de 8,9 piscadas em um minuto, mostrando-se um valor numericamente menor que o de humanos. Deve-se considerar aqui, as diferenças fisiológicas e anatômicas entre o homem e o cão, como a presença da terceira pálpebra.

Lavezzo et al (2007) relataram que crianças em estado de repouso apresentam o piscar completo mais frequente que o incompleto, enquanto que Takahagi et al. (2008) relataram que em adultos em estado de repouso o piscar incompleto é mais frequente que o completo. Em cães adultos o valor médio das piscadas incompletas no estado de repouso foi de 7,03 piscadas em um minuto, enquanto que o valor médio das piscadas completas foi de 1,82 piscadas por minuto, sendo o número de piscadas incompletas maior que o de completas, assim como em humanos adultos.

Ao se instituir três grupos distribuídos por peso, observou-se que apenas o primeiro grupo (até 10kg) apresentou ritmo de piscar, tanto no repouso, como no estado de atenção, mais elevado que os outros dois grupos, os quais não apresentaram diferenças significativas entre si. Quanto ao valor das piscadas incompletas, o grupo 1 também apresentou valores mais elevados que os outros dois grupos, porém apenas no repouso, não havendo diferença significativa entre os três grupos no estado de atenção. Já, quanto ao valor das piscadas completas, não houve diferença significativa entre os três grupos no estado de repouso ou atenção. Sendo o estudo inédito em cães, pode-se deduzir diante disso que animais com menos de 10kg de peso piscam mais que animais mais pesados e, no repouso, apresentam um número maior de piscadas incompletas. Considera- se a possibilidade de que animais menores apresentam um metabolismo mais elevado e, portanto um ritmo de piscar também maior. Visto que o piscar frequente é necessário para reorganizar o filme lacrimal pré-corneal (TIFFANY, 1984), sugere-se a possibilidade de esses animais possuírem ainda um filme lacrimal mais instável que cães maiores.

Outra possível justificativa para o ritmo de piscar mais frequente em cães com menos de 10 kg, estaria relacionada às raças avaliadas nesse

 

grupo. Entre esses cães encontram-se, por exemplo, cães da raça Shi-tzu que apresentam órbita rasa e globo ocular proeminente, possuindo assim uma superfície ocular mais exposta com possível evaporação mais precoce do filme lacrimal, gerando a necessidade de piscadas mais frequentes. Por isso, sugere-se a possibilidade de haver, além de diferenças com relação ao tamanho dos animais, também diferenças raciais, o que justificaria estudos futuros do ritmo de piscar em raças específicas e comparação entre raças.

É inegável que o comportamento do animal interfere diretamente na avaliação do ritmo de piscar. Em humanos, o ritmo de piscar é utilizado para avaliar a atividade dopaminérgica do sistema nervoso central, sendo diretamente influenciado pelo estado de atenção em que se encontra o paciente e a atividade cognitiva realizada, sendo que tarefas que requerem constante atenção visual tendem a reduzir o número de piscadas por minuto (TADA; 1978; FOGERTY; STERN, 1989; BACHER; SMOTHERMAN, 2004b; FUKUDA et al., 2005; COLZATO et al., 2009). Para comprovar que em cães há também a influência da atividade nervosa central no ritmo de piscar, optou-se por avaliar os animais estudados em duas condições distintas: o repouso e o estado de atenção. A atenção do animal era obtida por comandos de voz e visualmente com brinquedos e petiscos. Assim como em humanos, ficou claro após este experimento, que o estado de atenção diminui significativamente o ritmo de piscar.

Constatou-se ainda no presente estudo que no estado de atenção o número de piscadas incompletas, bem como os tempos de abertura e fechamento palpebrais, apresentaram redução de seus valores. Na literatura, até o presente momento, não foram encontrados relatos de variação dos tempos de abertura e fechamento palpebrais ou do número de piscadas incompletas durante atividades que requerem atenção do paciente.

Segundo Casse et al. (2007) e Evinger (2010) o piscar é caracterizado por um rápido fechamento das pálpebras, seguido da abertura palpebral, com aproximadamente metade da velocidade do fechamento, sendo o tempo de abertura significativamente maior que o tempo de fechamento. No presente estudo, em todos os momentos estudados, o tempo de abertura palpebral foi numericamente maior que o tempo de fechamento, sendo que houve ainda diminuição desses tempos do estado de repouso para o estado

 

de atenção. Uma possível justificativa para isso, ainda segundo Evinger (2010) seria que o tempo de abertura demora mais, pois na abertura o músculo levantador da pálpebra superior tem que agir ativamente contra as forças passivas que o levam para baixo durante o fechamento.

Os dados aqui apresentados são, até o momento, inéditos no que diz respeito à obtenção de valores de normalidade para o ritmo de piscar em cães adultos saudáveis, tendo sido estabelecidos vários parâmetros que complementam o estudo analítico das piscadas nesta espécie, como o número de piscadas completas e incompletas e os tempos de fechamento e abertura palpebrais. Desta forma, o presente estudo fornece parâmetros de normalidade para cães, o que disponibilizará uma base de dados para futuros estudos sobre o piscar que possibilitem comparar sua relação com a idade, raça, sexo e superfície ocular na espécie canina.

 

7. Conclusões

A avaliação do ritmo de piscar em cães, sob a metodologia aplicada, conclui que:

1. O ritmo de piscar espontâneo é menor no estado de atenção, assim como o número de piscadas completas e incompletas.

2. O número de piscadas incompletas é maior que o número de piscadas completas, tanto no estado de repouso como em atenção.

3. O tempo de abertura palpebral é numericamente maior que o de fechamento palpebral, e ambos diminuem quando no estado de atenção.

4. Cães de até 10kg de peso, tanto em estado de repouso como de atenção, têm ritmo de piscar mais elevado.

 

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