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BÖLÜM V: SONUÇ VE TARTIŞMA

Ek 1. Güdülenme ve Öğrenme Stratejileri Ölçeği

A capacidade de uma empresa de reconhecer o valor de informações externas novas, assimilá-las e aplicá-las com fins comerciais é fundamental para suas aptidões inovadoras. (COHEN & LEVINTHAL, citado por LEONARD BARTON,1998, p. 168)

O fato da competitividade das empresas no mundo globalizado depender da inovação de produtos e processos e de um esforço de P&D tem representado um grande desafio para os dirigentes das empresas. Segundo LEONARD BARTON (1998) estes gerentes precisam expor suas empresas a um bombardeio de novas idéias vindas de fora a fim de combater as limitações estratégicas e incentivar os empregados a coletarem e disseminarem informações internamente. Alem disto, a empresa precisa desenvolver uma rede de conhecimento, formando um ambiente tecnológico propício à inovação. A autora ressalta: é preciso criar fronteiras permeáveis ao conhecimento!

A este respeito cabe citar a pesquisa desenvolvida por BARBOSA (1997) sobre a intensidade que os profissionais obtêm acesso a informações provenientes dos ambientes externo e interno às organizações. A pesquisa demonstrou grande receptividade dos profissionais em terem acesso a mais

informações sobre novos produtos e processos o que pode favorecer a criação de ambientes propícios à inovação:

“Um aspecto marcante do comportamento informacional dos profissionais em relação ao ambiente externo é o seu grau de interesse por informações sobre novos produtos/processos e sobre os concorrentes de suas organizações. Esses elementos, combinados a igual nível de interesse por informações sobre planejamento estratégico, demonstram um alto grau de sensibilidade a essas questões. [...] os dados sugerem a existência de oportunidades para a implementação de sistemas de informação que se responsabilizem pela coleta, organização e disseminação de informações referentes ao ambiente externo.”(p. 31).

O resultado da pesquisa de BARBOSA (1997) mostra uma oportunidade de se criar mecanismos para apresentar o conhecimento numa forma que o torne acessível àqueles que precisem dele, acelerando o processo de inovação e mudança tecnológica.

O processo de geração de conhecimentos e de inovação implica o desenvolvimento de capacitações científicas, tecnológicas e organizacionais e esforços substanciais de aprendizagem, que incluem a interação com fontes externas, como fornecedores em geral, clientes, consultores, universidades, centros de pesquisas, entre outros. Este processo é conhecido como learning

by interacting (LEMOS, 1999, p. 134). Entre as principais atividades geradoras

de conhecimentos citadas por LEONARD BARTON, (1998) cabe ressaltar a “importação do saber de fora da empresa” e “as outras organizações” que representam importantes fontes de conhecimento (FIG. 8). Ressalta-se o papel das instituições de pesquisa e universidades, que fornecem a base do desenvolvimento científico e tecnológico, para a geração de conhecimentos e capacitação de pessoas.

Centros de Pesquisa Vendedores Universidade Outras Companhias Consultores Clientes Saber Tecnológico Outras Companhias - não Concorrentes Centros de Pesquisa Vendedores Outras Companhias Consultores Clientes Saber Tecnológico

FIGURA 8 – FONTES DE SABER TECNOLÓGICO

FONTE – LEONARD BARTON, 1998

GIBBONS & JOHNSTON, citados por FAULKNER, SENKER & VELHO (1995) desenvolveram uma pesquisa detalhada sobre as principais fontes de informações científicas e tecnológicas, usadas pelas indústrias na solução de problemas e no processo de inovação. As conclusões encontradas pelos autores foram:

Cerca de 1/3 destes inputs é obtido de fontes externas às empresas. Outro 1/3 derivam de P&D interna e o terço restante é proveniente dos conhecimentos dos próprios funcionários, como resultado de sua educação e experiência acumulada anterior. Os estudos dos autores confirmaram que:

as empresas fazem uso rotineiro das instituições públicas de pesquisa, no processo de inovação;

o que as empresas ganham das instituições públicas de pesquisa são acesso ao conhecimento, alem de conselhos técnicos e assistência.

estes inputs são obtidos por uma combinação de leitura da literatura e contactos pessoais.

Uma conclusão importante do estudo foi constatar que a conversão de novos conhecimentos em novos produtos é um processo extremamente complexo, que a interação entre a pesquisa acadêmica e a pesquisa industrial não é óbvia nem direta e que o processo de inovação exige conhecimentos de

várias fontes, tanto internas como externas às empresas. O autor também chama atenção para a importância do fluxo de conhecimentos entre empresas pertencentes à cadeia de fornecedores e entre competidores, para o processo de inovação. Outra conclusão importante dos autores foi que o sucesso da inovação industrial depende de uma organização efetiva que inclui “o casamento” de oportunidades técnicas e mercadológicas com perspicácia. Logo é requerida capacidade de gestão envolvendo várias áreas, não simplesmente capacidade em pesquisa. O desafio colocado pela inovação tende a ser visto como sendo de natureza organizacional mais do que intelectual, e esta tem sido a maior preocupação encontrada na literatura.

Estudos mostraram que toda inovação significativa é feita através de um longo caminho de contribuições técnicas e científicas provenientes de usuários, empresas, universidades e instituições de pesquisa, sendo quase impossível considerar que a inovação possa depender de apenas um indivíduo ou organização. Segundo FREEMAN (1992), inovações incrementais usam fortemente a experiência do usuário, inovações radicais usam prioritariamente instituições de P&D e a capacidade de se comunicar e interagir com a variedade de agentes é um dos ingredientes mais importantes do sucesso.

LEMOS (1999) cita a definição de FREEMAN para a inovação radical e a inovação incremental:

“A inovação radical é o desenvolvimento e introdução de um novo produto, processo ou forma de organização da produção inteiramente nova. Este tipo de inovação pode representar uma ruptura estrutural com o padrão tecnológico anterior, originando novas indústrias, setores e mercados [...] como por exemplo, a introdução da máquina a vapor, no final do século XVIII, ou o desenvolvimento da microeletrônica, a partir da década de 1950 [...]. A inovação incremental refere-se à introdução de qualquer tipo de melhoria em um produto, processo ou organização da produção dentro de uma empresa, sem a alteração da estrutura industrial.”(p. 124).

Nos países desenvolvidos, a interação entre o setor de pesquisa e o setor empresarial faz parte da estratégia das empresas na gestão do seu conhecimento tecnológico, onde as fontes externas de conhecimento

representam parte importante desta estratégia. LEONARD BARTON (1998) cita o exemplo das universidades americanas que, como produtoras de conhecimento, estão se tornando mais agressivas na obtenção de valor financeiro para seu saber científico através de alianças e patentes. O número de patentes concedidas às universidades norte americanas aumentou de 434 em 1981 para 1306 em 1991. Só o MIT (Massachusetts Institute of Technology) registra anualmente entre 80 a 100 licenças de tecnologia. (BUDERI, citado por LEONARD BARTON, 1998).

No próximo capítulo será analisado o processo de aprendizagem das empresas como resultado de cooperações com universidades e centros de pesquisa.

3.4. Aprendendo através das cooperações com universidades e

Benzer Belgeler