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4.4 Gövde ve kökün mikro besin element kapsamları

4.4.3 Gövde ve kökün bakır konsantrasyonu, bakır alımı ve Ca/Cu oranı

O cultivo da Camellia sinensis, ou chá-da-índia, planta de origem asiática, entrou no Brasil junto com a vinda de Dom João VI, sendo difundida pela cultura européia, inicialmente no Rio de Janeiro, local onde ainda se encontram bosques com plantas bem antigas. Em São Paulo começa a ser cultivada na capital em uma fazenda onde hoje é o bairro do Morumbi. O nome do famoso Viaduto do Chá na capital paulista também é devido a esta produção na época.

Na região do Vale do Ribeira, a entrada do cultivo ganha corpo enquanto alternativa produtiva, principalmente para os japoneses, a partir da década de 1930 e rapidamente se torna o cultivo principal de boa parte da colônia, principalmente no município de Registro. Inicialmente, a instalação dos campos da cultura é, conforme relatos dos entrevistados, feita com recursos próprios, utilizando mão de obra das próprias famílias (desde os tratos culturais até a colheita), que foi feita manualmente até meados da década de 1970. Época das transformações das bases produtivas e aprofundamento da industrialização da agricultura regional.

Para Petrone (1966), “inicialmente os japoneses se dedicaram aos trabalhos de

colheita; em seguida, em virtude da expansão das plantações, e da disponibilidade de mão–de-

dos trabalhadores assalariados, surgirá a figura do meeiro31 e também do arrendatário.

A industrialização artesanal já se inicia na década de 193032. Alessandro Aoki, em seu

estudo sobre os japoneses e a teicultura no município do Registro dirá que em 1944, havia aproximadamente 45 fábricas, sendo 34 de pequeno porte que apenas secavam e moíam a folha do chá, ficando o beneficiamento (do chá preto) às fábricas maiores (AOKI, 2010, p. 68).

Durante a Segunda Guerra Mundial foram anos de estagnação na região, onde a relação comercial do chá também é interrompida. As famílias relatam que foram momentos difíceis para quem dependia do mercado interno, que praticamente cessou, além de uma onda repressiva sobre os japoneses no Brasil33. Posteriormente à guerra, estas relações serão

retomadas, com novas políticas para a região.

Foto3 - Primeiras mudas de chá da variedade Assam plantadas em Registro34

Fonte: Portal NIPPOBRASIL Online.

Essa retomada também trará mudanças substanciais na estrutura organizativa e na forma de ser do trabalho no território. Algumas famílias japonesas que conseguiram adquirir mais terras de outros imigrantes (na maioria pequenos proprietários que se retiram da atividade agrícola) ou de posseiros locais passaram a gerenciar as atividades agrícolas (AOKI, 2011, p. 64), ou seja, adotam a postura mercantil na agricultura, utilizando da mão de obra e da terra (como meio de produção e mercadoria) para a produção de mercadoria. Outra

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Famílias que utilizavam a terra da fazenda, onde metade da produção ficava para o fazendeiro. 32

Por exemplo, a família Amaya, entrevistada no trabalho, inicia sua industrialização do chá preto em 1936. 33

O Japão fazia parte da aliança com a Alemanha. No Brasil o governo Getúlio Vargas instaura mecanismos de repressão às colônias alemãs, italianas e japonesas, proibindo por exemplo, o ensino do idioma, além de outras iniciativas repressivas.

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Plantadas em 1935 por Torazo Okamoto, imgrante japonês estabelecido na colônia de Registro. Hoje estas plantas são tombadas como Patrimônio Paisagístico Histórico pelo IPHAN.

característica será que os sítios e fazendas se especializarão na monocultura do chá, diminuindo cada vez mais o espaço para cultivos anuais e de subsistência.

No fim da década de 1960 a Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC)35, se instala na

região e tem no chá um dos seus braços mais fortes e irá apostar nos seguintes pontos: - financiamento aos produtores (sem juros),

- difusão das tecnologias da Revolução Verde (comprados com o financiamento), principalmente a adubação química no chá e adubo e outros insumos (como o óleo mineral) na banana. As indústrias de chá não gostavam que aplicasse agrotóxicos no chá pelo sabor no produto final;

- acesso ao mercado externo.

[...] Esse foi o momento em que o chá passou a fazer parte dos interesses dos estrangeiros, principalmente dos norte americanos, que investiram seu capital em fábricas de chá localizadas em Registro [...] os processos produtivos desencadearam mudanças nas relações de trabalho: os grandes teicultores acumularam riqueza; o mesmo não ocorreu com o pequeno teicultor. (AOKI, 2011, p. 70-71).

Também é o momento que o cultivo se expande para outros municípios e para além da cultura nipônica, como no caso da família Wosniak entrevistada no município de Pariquera- Açu (que iniciam o plantio na década de 1960) por ser uma família de imigrantes poloneses que teve destaque na tericultura do município, onde a cultura do chá ocupou boa parte do território.

Uma questão importante nessa crescente da expansão do cultivo do chá está na mecanização da produção. Primeiramente, o chá era colhido de forma manual, onde os trabalhadores retiravam os brotos com as mãos e colocavam em um cesto amarrado ao corpo. Na década de 1970 inicia-se um processo de mecanização, onde relatam uma viagem de um grupo de produtores/fabricantes para a Argentina para ver maquinários relacionados a isso e desde então boa parte da colheita passa a ser mecanizada.

Outro ponto levantado pelos entrevistados é que com a vinda das cooperativas e indústrias maiores, o investimento nas plantações passa a ser financiado por estas entidades, onde este já era descontado no pagamento da produção sem juros. E o ciclo de dependência do capital comercial/industrial se aprofunda, onde já vimos que o crédito é uma das bases da constituição e consolidação da Revolução Verde (eles financiavam a compra de insumos, onde parte também era comprado nas cooperativas/indústrias), tanto nacional, como regionalmente, conforme afirmação nas entrevistas.

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A Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC) foi criada por japoneses do bairro de Cotia na capital paulista, na décadA de 1930 e se expandiram por todo o interior, inclusive chegando no Paraná.

Estas condições trarão mudanças profundas e crônicas à organização produtiva regional, destacando:

- a forma como produzir: implantação de monoculturas e diminuição de cultivos anuais e de subsistência nessas áreas; novas técnicas agrícolas de espaçamento e introdução de variedades desenvolvidas por órgãos de pesquisa; uso de adubos sintéticos e agrotóxicos

(como o controle do ácaro); Não há mais pousio de áreas e a ‘renovação’ da fertilidade será

feita com adubos sintéticos.

- a difusão dessas tecnologias pelo Estado e pelas empresas colonizadoras com assistência técnica dirigida para essas políticas;

- A produtividade do trabalho ao qual o camponês local estava habituado e sua relação direta com a natureza é quebrada pelo ímpeto da possibilidade da agricultura de mercado. Estes viram mão de obra para as fazendas ou tentam um processo de meeiro ou arrendamento das fazendas, porém são os primeiros a não aguentarem e serem incorporados pelas fazendas. Outros irão mudar de ramo e atividade, às vezes fora da região.

Nas duas décadas seguintes o chá conhecerá seu auge até o começo dos anos 1990, onde a teicultura gerou, tanto na produção quanto no processamento, investimento produtivo (capital industrial e internacional) na região, muito acúmulo, ou seja, a circulação de dinheiro, de trabalho e mercadorias na região se altera para atender toda essa condição.