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3.3 Araştırmanın Yöntemi

3.3.1 Göstergebilim

3.3.1.4 Göstergebilimde Kullanılan Temel Kavramlar

Na visão de Bresser-Pereira (1996), pode-se dizer que, em 1938, surgiu o embrião de uma

proposta gerencial, com a criação da primeira autarquia no serviço público brasileiro.

Contudo, entre os anos de 1936 a 1967 não existiram movimentos, no Brasil, que lograram

êxito na tentativa de disseminar ideias reformistas, mantendo-se, assim, a proposta

burocrática.

Quando, no século XX, o Estado se tornou grande interventor social e econômico, o modelo

weberiano se mostrou adequado em um primeiro momento, contudo, com o passar do tempo

acabou por deixar o Estado muito oneroso e rígido, devido aos desvios ocorridos. A crise

econômica mundial e a globalização, então, incentivaram a mudança e difundiram as ideias da

nova administração pública (BRESSER-PEREIRA, 1996). Assim, na década de 60, é

possível, segundo SILVA (2006), encontrar algum indício de uma vertente gerencialista,

principalmente em dois documentos publicados neste período: o decreto-lei nº200/67 e a lei

4.320/64, que, no contexto da reforma desenvolvimentista brasileira, buscava a superação da

rigidez burocrática e uma administração voltada para o cidadão.

Em relação ao Decreto-Lei nº 200/67, cita-se:

A interpretação do Decreto-Lei nº200/67 leva à conclusão de que a reforma norteou- se pelo fortalecimento da ação central de planejamento, coordenação e controle; pela descentralização da ação do Estado, por meio das autarquias, fundações e empresas estatais; pelo fortalecimento e expansão do sistema de mérito e pelas diretrizes gerais para o novo plano de classificação de cargos (SILVA, 2006, p.2).

[...] realizou-se a transferência de diversas atividades para autarquias e fundações – que estão na base da denominada administração indireta, bem como para empresas públicas e sociedades de economia mista, a fim de se obter maior dinamismo operacional. Como um dos princípios de racionalidade administrativa, instituiu-se a racionalização dos processos de planejamento e o orçamento, a descentralização e a desconcentração de funções, junto com a estruturação ou reforço das atividades de coordenação e a adoção de novos mecanismos de controle (BRESSER-PEREIRA, 1996, p.244).

Quanto à Lei nº 4.320/64, é possível caracterizá-la como um marco para a contabilidade

pública brasileira, a qual, ainda hoje, é referenciada como inovadora, sendo o manual contábil

e orçamentário para os órgãos e entidades do governo federal brasileiro e dos governos

estadual, municipal e do distrito federal, consagrando princípios de planejamento, orçamento

e controle (GRECO, 2008; SILVA, 2002).

Contudo, este esforço para remodelar o Estado e introduzir princípios gerenciais não alcançou

seus objetivos, uma vez que, segundo Bresser-Pereira (1998, p.240), “[...] se manteve a

situação de enrijecimento e a ineficiência burocrática, que se estenderam durante o período

militar e atingiram seu ápice após a promulgação da Constituição Federal de 1988[...]”. No

período militar, houve o desmantelamento das carreiras e, quanto à Constituição de 88,

Holanda (1993) a descreve como um retrocesso, no que diz respeito à gestão estatal, pois, nos

dois primeiros anos do regime democrático, a crise fiscal e a necessidade de alterar a forma do

Estado intervir na economia foram ignoradas.

Segundo Bresser-Pereira (1998), após o fracasso dos planos econômicos implantados, da

abertura econômica e do reconhecimento de que a burocracia não era responsável por todos os

males do país, pelo contrário, em muito havia ajudado em seu desenvolvimento, tornou-se

mais evidente a necessidade de se agilizar e flexibilizar a máquina pública, ou seja, uma

reforma gerencial que permitisse a recuperação da capacidade de o Estado formular e

implementar políticas públicas.

Assim, uma nova tendência dominou as discussões sobre gestão pública no Brasil, e, em

1995, passou a ser implementada no governo de Fernando Henrique Cardoso a reforma

gerencial, baseada nos pressupostos da Nova Administração Pública, no Estado brasileiro.

Para tanto, foi instituído o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado

(MARE), órgão criado para pensar e executar a reforma, que esteve sob o comando do

professor e ex-ministro Bresser-Pereira. Em janeiro de 1995, foi apresentado o Plano Diretor

de Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE). Tal documento defendeu a modernização da

administração pública e o fortalecimento da capacidade de gestão do Estado, como uma

solução à crise do Estado brasileiro. Baseada no PDRAE, em 1998, foi promulgada a emenda

constitucional que viabilizou o iniciou das modificações na gestão pública estatal (PAULA,

2005).

O PDRAE propôs que as atividades estatais fossem divididas em dois tipos: a) as atividades

exclusivas de Estado, que congregavam legislação, regulação, fiscalização, fomento e

formulação de políticas públicas, as quais devem ser exercidas pelo núcleo estratégico do

Estado (Poder Executivo); b) as atividades não exclusivas do Estado: as quais poderiam ser

prestadas por terceiros, sendo esses serviços de caráter competitivo (serviços sociais e

científicos), e as atividades auxiliares e de apoio (limpeza, vigilância, transportes, serviços

técnicos e manutenção) (PAULA, 2005).

A proposta era de que essa reforma fosse abrangente, transversal e que contaminasse todos os

níveis de governo e suas entidades, transformando o modelo de administração pública

vigente, sendo que, para isso, seguiria os preceitos da Nova Administração Pública (PAULA,

2005).

Abrucio (2007) esclarece que a reforma Bresser permitiu uma grande reorganização

administrativa no governo federal, melhorando a qualidade e fluxo de informações da

administração pública, além do fortalecimento das carreiras de Estado. Outro ponto positivo

foi em relação a ajustes no texto legal, com o estabelecimento de tetos para o gasto com

funcionalismo, alterações no caráter rígido e equivocado do Regime Jurídico Único e a

introdução do princípio da eficiência entre os pilares do direito administrativo.

Perdendo espaço para ações de ajuste fiscal, o movimento reformista brasileiro não se

consolidou como um plano abrangente, de longo prazo e contínuo de governo, capaz de

mobilizar toda a administração pública para sua implementação. Abrúcio (2007) elenca

alguns pontos que levaram ao fracasso da proposta de reformas do governo federal: (a)

desmantelamento do Estado e o desprestígio do serviço público pela administração central no

governo Collor; (b) o histórico recente de reformas administrativas não democráticas; (c) a

prevalência da equipe econômica e de seu pensamento na lógica do governo Fernando

Henrique, o que acabou por subordinar o plano de reformas ao ajuste fiscal; e (d) receio do

Legislativo em promover uma reforma em prol da transparência e voltado ao desempenho,

pois isso diminuiria a capacidade de a classe política influenciar a gestão dos órgãos públicos.

Todos esses pontos, somados a alguns erros de diagnóstico, como, por exemplo, um conceito

muito restrito de carreiras estratégicas de Estado, que acabou deixando de fora do núcleo

estratégico do governo setores essenciais da União, fundamentais para que ela atue como

reguladora, avaliadora e indutora, impediram que fosse desenvolvida uma agenda de forma da

gestão pública de caráter transversal, capaz de estabelecer um novo paradigma administrativo

no país (ABRÚCIO, 2007).

A fragmentação do movimento em nível nacional não impediu, contudo, que outros entes

federados desenvolvessem suas reformas em busca de maior eficiência, eficácia e efetividade

das políticas públicas. O Estado de Minas Gerais é destaque devido a tal iniciativa, a qual será

descrita mais adiante.