2. KAYNAK ARAġTIRMASI
2.3. Bitki Çayları ile Ġlgili Yapılan ÇalıĢmalar
2.3.7. Funda yaprağı (Erica arborea)
os seus seguimentos. Com a transição do Império para a República e vivendo o momento da Belle époque não seria diferente, embora toda mudança leve um determinado tempo para chegar a todos e também para ser aceita. Analisando, então, a sociedade urbana carioca da virada do século XIX para o século XX e conhecendo as idéias daqueles que detinham o poder econômico e cultural é que se pode justificar o que essas mentes desejavam para a educação dos jovens, primeiro dos filhos da elite, depois para os demais brasileiros.
Para Needell (1993), sob o ponto de vista das tradições, o Rio de Janeiro foii o local para onde convergiam as novas tendências políticas e sociais. A elite carioca era composta por republicanos, abolicionistas, profissionais liberais e empresários. Por intermédio desses representantes da sociedade, os novos costumes se
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propagavam, determinando o comportamento do grupo. Deve-se levar em consideração que tais costumes não atingiam a todos e muitos permaneciam com hábitos colonialistas.
Quanto à urbanização da cidade do Rio de Janeiro, houve muitos projetos para transformá-la numa outra Paris, pois a capital da França era o parâmetro de beleza da época. No governo de Rodrigues Alves, o engenheiro Pereira Passos foi nomeado para essa tarefa, pois já havia desenvolvido diversos projetos de urbanização para a cidade o que significava civilização.
Do ponto de vista educacional, de acordo com Romanelli (1984), a primeira Constituição da República (1891) consagrou a dualidade de sistemas, pois reservou à União o direito de criar instituições de ensino superior e secundário nos Estados e de prover a instrução secundária no Distrito Federal, restando aos Estados prover e legislar sobre o ensino primário e o ensino profissional que, segundo a autora, correspondia ao ensino médio (normal) para moças e as escolas técnicas para os rapazes, ou seja, um sistema semelhante ao do Império.
Neste momento da história brasileira, segundo a autora, uma nova sociedade surgia:
Existia já uma pequena burguesia, em si mesma heterogênea, uma camada média de intelectuais letrados ou padres, os militares em franco prestígio, uma burguesia industrial, ensaiando seus primeiros passos, e todo um contingente de imigrantes que, na zona urbana, se ocupavam de profissões que definiam classes médias e, na zona rural, se ocupavam da lavoura. (p.41)
Nesse contexto, observa-se, inicialmente, um entusiasmo pela educação, pois o desejo era expandir a rede escolar e alfabetizar a população; outro ponto relevante foi o otimismo pedagógico que visava à melhoria das condições didáticas e pedagógicas da rede escolar, embora o real estivesse distante do ideal, pois, mesmo com uma série de reformas, houve um retrocesso, como indica a mesma autora (idem) comentando as reformas de Benjamin Constant, a Lei Orgânica Rivadávia Corrêa, a reforma Carlos Maximiliano e a reforma Rocha Vaz:
Todas essas reformas, porém, não passaram de tentativas frustradas e, mesmo quando aplicadas, representaram o pensamento isolado e desordenado dos comandos políticos, o que estava muito longe de poder comparar-se a uma política nacional de educação. (p.43)
Ao analisar o panorama geral da educação, constata-se que, do ponto de vista ideológico, se manteve a mesma pretensão de todo o período colonial, isto é, atender às necessidades de uma sociedade dividida entre colonizador e colonizado. O colonizado que se beneficiou da escola, certamente, era destinado a favorecer e servir ao colonizador.
Diante dessas reflexões, pode-se concluir que, passada a fase do Brasil colônia, a realidade político-educacional permaneceu inalterada, pelo fato de a educação continuar voltada para os abastados e não para os pobres. Ainda que desde o período pós-independência a instrução estivesse garantida, pela Constituição de 1824, aos cidadãos, e a proposta da República tenha sido a de ampliar a escola para todos, esse fato não foi concretizado.
Capítulo III - O Imperial Colégio Pedro II: um Novo Rumo ao Ensino Secundário
Um estudo baseado na análise dos programas de Língua Portuguesa do ensino secundário, do final do século XIX e início do XX exige, por um lado, reflexão sobre o Colégio Pedro II, por este ser importante elemento desse contexto, por outro lado, exige a verificação do modo como o ensino do vernáculo foi implantado e desenvolvido nas escolas brasileiras.
Nesse sentido, para abordar esses dois tópicos, o capítulo foi dividido em duas partes, a saber, a apresentação da história do Imperial Colégio Pedro II, desde a construção do prédio, no século XVIII, quando era seminário, passando pelo século XIX e início do século XX e; na segunda parte, a apresentação de pontos relativos ao ensino da língua portuguesa, no Brasil, como disciplina presente na grade escolar.
A história da educação nacional, no século XIX, dedica um espaço especial ao Colégio Pedro II devido à sua estruturação pedagógica e aos objetivos traçados em seu regimento, fatos ocorridos em um relevante contexto político brasileiro, momento de sedimentação do novo regime, o Império, bem como às suas reformas e adaptação às necessidades vigentes, até chegar à República.
De acordo com as citações, a seguir, pode-se entender o que significou a instituição educacional para a sociedade da época:
a) A identidade do colégio-padrão transitou, do plano real - espaço de projeção da ação educacional de base legal - para o campo simbólico - um lugar de referência nacional do saber institucionalizado. (Andrade, 1999, p.97)
b) O Colégio de Pedro Segundo, primeira escola de ensino secundário do Brasil, foi criado para ser colégio-padrão da educação oficial do Município da Corte e servir de modelo para funcionamento
das aulas avulsas, dos liceus e dos estabelecimentos particulares de ensino em todas as províncias. Os critérios do saber erudito que configuram o perfil do Imperial Colégio refletiram o sistema de valores da sociedade da época e o ‘lugar’ da educação no projeto da construção do Estado/Nação, ou seja, a escola oficial do império constituíra-se no espaço de formação do cidadão, na possibilidade de o indivíduo ascender socialmente pela aquisição da instrução, sendo a instrução a alavanca da sociedade e do país em direção ao progresso. (Andrade: Catálogo de teses e dissertações - NUDOM. RJ, 2002, p.24)