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Franz Kafka ve Siegfried Lenz’in İncelenen Eserlerinde Baba Motifinin

BÖLÜM 3: UYGULAMALI KARŞILAŞTIRMA

3.3. Franz Kafka ve Siegfried Lenz’in İncelenen Eserlerinde Baba Motifinin

ALVES, Luiz Robert o. Polít icas de Cult ura e Com unicação na Urbanidade. I n

Revista do I nstituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. São Paulo, nº 30, pp.293 –307, 1997.

O autor se propõe “ chegar a valores e m étodos das polít icas culturais” . Para isso, realiza um a crítica à cult ura polít ica brasileira. Apont a os lugares e m ot ivos do cult ural em um país liberal e pat rim onialist a, onde o cult ural est á no cinem a, na lit erat ura e nos m ovim ent os sindicais, passando longe dos planos oficiais. Most ra o cont ext o social do Brasil enfat izando os anos 70, quando vários m ovim ent os sociais em ergem e com eçam a reivindicar seus direit os, e com o os program as sensacionalistas de TV se apropriaram das prosopopéias populares. Descreve exem plos de adm inist rações de Jaguariúna, Diadem a, as gest ões cult urais de cidades com o Curit iba, Sant o André, Belo Horizont e, São Bernardo do Cam po e São Paulo ent re 1989 e 1992, e reconhece que o I nstituto Polis realiza o registro m ostrando o m odo progressist a de governar em suas pesquisas e publicações.

Quanto aos discursos progressistas e seus avessos, afirm a que são ou um a proj eção do superest rut ural “ idealist a” , ou da infra- est rut ura “ m at erializando o lim it e” . São discursos sobre a cult ura folclorizada ou produt os que não alt eram nada. Para ele, a cult ura levada a sério, é da m ediação cultural com o foi vista nos m ovim ent os dos t rabalhadores paulist a, anos 70 e 80. A cult ura é o valor de m ediação ent re a infra- est rut ura e a superest rut ura. Para isso, apresenta seis proposições para a elaboração de polít ica cult ural que pode ser produzida por part idos, adm inistrações públicas ou instit uições da sociedade civil.

Após descrever brevem ent e sua vivência com o Secret ário de Cult ura e President e da Associação dos Dirigent es Municipais de Cult ura do Est ado de São Paulo, conclui falando das alternativas de recriação polít ica e reconhecendo os enganos quanto à sim bolização cultural das cult uras populares, concepções de cult ura e a dificuldade no acum ular da experiência.

AUGÉ, Marc. L’aut re proche. I n SEGALEN, Mart ine ( ed.) . L’Aut re et le sem blable: Tegarssur l’et hnologie des sociétes cont em poraines. Paris: Presses du

CNRS, 1988, pp.19- 34.

Nesse art igo, Augé fala da necessidade de nos at ualizarm os t ant o int elect ualm ent e, com o polit icam ent e, para ent enderm os o significado da palavra cult ura. Essa at ualização deve ser const ant e, pois a velocidade com que os processos da globalização alteram os m odos de vida nas sociedades cont em porâneas, m odifica t am bém o conceit o de cult ura de m aneira perm anent e.

BARRETO, Paulo Sérgio. Casas de Cult ura e o Proj et o de Cidadania Cult ural.

Revista Polis. São Paulo, nº 28, pp.61- 69, 1997.

O autor descreve o processo de im plantação das quatorze Casas de Cultura na periferia da cidade, faz um pequeno hist órico das proposições do proj et o baseado na idéia de cidadania cult ural e apresenta um a pesquisa realizada em quatro delas.

CH AUÍ , Marilena de S. Cult ura, Socialism o e Dem ocracia. Cult uar ou Cult ivar.

Revist a Teoria e Debat e. São Paulo, out / nov/ dez, nº 8, pp.1–11, 1998. Disponível em ht pp: / / www.fpabram o.org.b/ t d/ t d8/ t d8_cult ura.ht m l. Acesso em 21.j an.2006.

Nest e t ext o, a aut ora reforça a necessidade de firm ar um a nova cult ura política que retire do socialism o o que é dem ocrát ico, pois a dem ocracia é concretam ente socialista. Caso isso não se realize, essa nova cult ura polít ica não será dem ocracia. Realiza um hist órico do t erm o cult ura e da dem ocracia, exem plifica com sua prát ica diant e da Secretaria Municipal de Cult ura da cidade de São Paulo. Conclui afirm ando que a invenção da nova cult ura polít ica im plica na reavaliação do conceit o de poder.

CH AUÍ , Marilena de S. Cultura Política e Polít ica Cult ural. Revist a Est udos

Avançados. São Paulo, Janeiro/ Abril, v.9, nº 23, pp.71- 84, 1995.

Chauí com ent a sua gest ão com o Secret ária de Cult ura da cidade de São Paulo no governo da Prefeit a Luísa Erundina, no período de 1989- 1992. Apresent a as bases utilizadas na elaboração do proj et o Cidadania Cult ural, os desafios e as dificuldades burocráticas que im pediram sua im plant ação. Reconhece que realizou “ ... um esforço polít ico para desenraizar as fundas raízes do m it o fundador” .

CH AUÍ , Marilena de S. Um a Opção radical e m oderna: Dem ocracia Cult ural.

Revista Polis. São Paulo, nº 12, pp.11- 38, 1993.

Nest e t ext o Chauí afirm a a necessidade de se pensar um a política cultural dist int a daquela definida no século XVI I I , que ident ificava a cult ura som ente com as belas art es. Segundo a aut ora, foi essa a idéia levada para a Secretaria Municipal de Cult ura de São Paulo, em 1989. Com o final de sua gest ão, ent ende que as linhas m est ras foram m ont adas e que é necessário consolidá- las.

Descreve novam ent e o proj et o Cidadania Cult ural enfat izando quais foram os ent endim ent os sobre o direit o à cult ura. Det alha os ent raves havidos com a Câm ara Municipal e m ost ra com o e quais foram os em pecilhos para sua adm inistração, descritos com o expectativas e frustrações em oito t ópicos. Relat a t am bém as condições em que encontrou os espaços físicos, Cent ro Cult ural São Paulo, Solar da Marquesa, Bibliot eca Mário de Andrade e Escola de Bailado, por exem plo, os quais t eve que reform ar ou concluir obras do governo ant erior, com o foi o caso do Teat ro Municipal, onde

gast ou 7 m ilhões de dólares. Nas conclusões, a aut ora inform a que seu proj et o foi adot ado por out ros m unicípios e pelo Secretário Nacional de Cult ura por t er garant ido o direit o à inform ação, à fruição, à produção cult ural e à part icipação. Em anexo, est ão esboçados os organogram as de órgãos e program as criados ou am pliados em sua gest ão.

CH AUÍ , Marilena de S.; MORAES, Fernando. A Teoria na Prát ica e Out ras.

Revist a Teoria e Debat e. São Paulo, j an/ fev/ m ar, nº 13, pp.1–19, 1991. Disponível em : ht pp: / / www.fpabram o.org.br/ t d/ t d13/ t d13_cult ura.ht m l. Acesso em 11.j an.2006.

O t ext o é um a ent revist a de Marilena Chauí, Secret ária Municipal de Cult ura da cidade de São Paulo, e Fernando Moraes, Secret ário Est adual de Cult ura do Est ado de São Paulo, realizada por Renat o Ort iz, Eugênio Bucci e Paulo de Tarso Venceslau. Nela, os dois relat am suas experiências prát icas diant e das Secret arias, apont am os ent raves burocrát icos, as dificuldades para realizarem os proj et os propost os, e algum as soluções encont radas para solucionarem a m orosidade da m áquina adm inist rat iva.

FARI A, Ham ilt on. Um a Polít ica Cult ural para a Cidade de São Paulo. Revist a

Polis. São Paulo, nº 28, pp.11- 21, 1997.

O autor m ostra sua visão sobre a gestão cultural no período de 1989- 1992. Descreve a situação cultural e política vivida pelo Brasil ant es da abert ura polít ica. De acordo com sua análise, durant e o Est ado Novo e a Dit adura Milit ar foi criado o im aginário de nação que se confunde com o Est ado, resgata sím bolos de ident idade nacional, sendo que t udo é legit im ado pela cultura. Na tradição populista dos anos 50 e 60, o Estado se apropriou da cult ura popular, reelaborando- a e desenvolvendo- a com out ro significado, ideologizado. Nos anos 80, com o neoliberalism o, o Est ado realiza o m ínim o no cam po da cultura. A cultura passou a ser det erm inada pelas regras da indúst ria cult ural e do m ercado. Quant o ao Proj et o Cidadania Cult ural afirm a que era “ ... um a polít ica cult ural que am pliou a noção de cult ura, prom oveu reflexões e envolveu os suj eit os cult urais ...” . Apont a que os t écnicos convidados possuíam apenas vivência acadêm ica e não a experiência da prát ica cult ural, e que isso t rouxe dificuldades na im plant ação, pois afast ou da Secret aria os grupos cult urais organizados. Most ra com o a burocracia em perrou o processo, colocando ent raves adm inistrativos que paralisavam os proj et os propost os. Acredit a que a experiência foi posit iva e serviu com o um laborat ório e a concret ização da idéia de Cidadania Cultural e alert a que houve falt a de discussão quant o aos m eios de com unicação de m assa e à indústria cultural, com o form adores de opinião.