2. GENEL BĠLGĠLER
2.11. Fonksiyonel Hareket Taraması (FHT)
Na sociedade de hoje em dia, o número de casos de IU cresce de dia para dia, com elevadas incidências em Portugal, tanto no feminino como no masculino. É uma condição que acarreta elevados custos hospitalares e condiciona a qualidade de vida do indivíduo e dos que o envolvem.
A incontinência urinária é, por norma, tratável, seja por cirurgia, farmacologia ou outros métodos conservadores como a fisioterapia. Esta, por sua vez, é uma área da medicina que é aceite, ainda que muito cepticamente, pelos demais profissionais da saúde. Fora de Portugal, vários têm sido os estudos divulgados na área da Uroginecologia e que apontam para resultados altamente eficazes na adoção das várias práticas de intervenção. Em Portugal, a área da Uroginecologia, e mais especificamente a vertente da fisioterapia uriginecológica, é praticamente imaginária, quer em termos de prestação de cuidados de saúde, quer em termos de produção cientiífica.
Nos últimos anos, o crescente número de estudos sobre a área das disfunções uroginecológicas, tenta perceber a sua fisiologia e etiologia, proporcionando a descoberta de novas e melhoradas terapêuticas de combate a este problema. A melhoria dos métodos de diagnóstico, da eficácia dos tratamentos e a sensibilização para a prevenção desta condição, são fatores-chave que levaram ao aumento da credibilidade no meio da medicina e à aceitação por parte da população. Ainda assim, a eficácia da intervenção da fisioterapia em DU, está diretamente relacionada com a capacidade e competência de avaliação das utentes, de modo a estabelecer um bom diagnóstico e a selecionar as técnicas de intervenção mais oportunas.
A escolha da fisioterapia, como um tratamento conservador da IU, conduz muitas vezes à recusa de procedimentos cirúrgicos. No entanto, esta mentalidade apenas está presente, em parte,
pela adoção de políticas de saúde de “tratamento”, em detrimento da “prevenção”.
A Maternidade Dr. Alfredo da Costa representa uma instituição de excelência, constituída por profissionais de saúde qualificados e especializados, que, ao longo do tempo, se tem
mostrado irreverente e inconformada e com grande de capacidade de mudança, estando “sempre um passo mais à frente”. O Serviço de Fisioterapia não é exceção e tenta acompanhar estas
tendências, estendendo a sua prestação de cuidados de saúde a cada vez mais utentes, com as mais variadas condições clínicas do foro feminino. Face ao crescente número de casos de IU que de ano para ano se avulta, houve a necessidade de adotar novas estratégias de intervenção junto da população. Assim, cresceu um protocolo que visa garantir a passagem e a partilha de
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conhecimentos por meio de classes de ensino para prevenção/tratamento de disfunções uroginecológicas e que tenta limitar, a longo-prazo, a incidência desta condição cada vez mais presente no nosso quotidiano. Deste modo, a atuação da Fisioterapia na MAC tenta sempre estar atual e atenta às alterações das necessidades dos seus utentes, através da melhoria dos serviços, com maior qualidade e maior eficiência.
Ao longo do estágio na MAC tive a oportunidade de participar em todas as vertentes em que o Serviço de Fisioterapia atua, ainda que com maior dedicação e empenho na área da Uroginecologia. Com os casos clínicos que descrevi ao longo do relatório, pretendi estar o mais perto possível daquela que é a realidade da nossa atuação. Ainda assim, o estudo de caso apresentado foi escolhido por se tratar de uma intervenção que, naquele momento, se diferenciava das restantes por corresponder a uma caso de uma utente incontinente com mais idade. Isto porque o acompanhamento da consulta de Uroginecologia foi encerrado, com o corte e a redistribuição de serviços dos Centros Hospitalares de Lisboa. O resultado será a cessação de um serviço de qualidade que muito dificilmente será reproduzido noutro local.
A construção do estudo de caso acima referido pretende, assim, não só registar todo o processo de reabilitação da utente, como proporcionar um momento de produção científica.
A complementaridade entre as duas primeiras partes do relatório reside no facto de ser indispensável que a prática do fisioterapeuta esteja conforme a melhor evidência científica disponível.
A área da Uroginecologia constitui para mim uma área de eleição para a qual espero poder vir a contribuir, seja pela criação de oferta de mais serviços, como pela produção de evidência científica. A isto, devo acrescentar que se trata de uma área com um crescendo de procura, pelo aumento da incidência de disfunções uroginecológicas e com oportunidades de desenvolvimento ainda extensas.
O facto de ter desenvolvido a minha prática de forma tão aprofundada na área da Uroginecologia possibilitou-me a obtenção de um grande leque de skills, permitindo-me desenvolver competências ao nível da abordagem à utente, de um raciocínio clínico diferenciado, da adoção de modelos de intervenção e de estratégias de tratamento. Pude ainda desenvolver as minhas capacidades de pesquisa e aprofundar os meus conhecimentos, assistindo de perto ao modo como a Fisioterapia é vista pelos utentes e como é importante na sua reabilitação. No entanto, considero que a minha formação não parou por aqui e, que futuramente, pretendo prosseguir com mais formações a nível profissional e pessoal, tal como preconiza a Associação Portuguesa de Fisioterapeutas no documento que regula os Padrões de Prática – capítulo
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