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11. Fonksiyon verileri

4.1.1.1 Graduação

A ProGrad, após receber o ofício do PPGEEs, encaminhou a solicitação feita para a Divisão de Controle Acadêmica – DiCA, que nos forneceu um cadastro de alunos especiais com informações sobre o curso e o tipo de deficiência específica. Os alunos estavam agrupados por tipo de deficiência: visual, auditiva, física, múltipla, altas habilidades ou outras necessidades, totalizando com um total de 25 alunos (Tabela 8). Esse banco de dados é baseado na identificação pela auto-declaração dos alunos no ato da matrícula.

Tabela 8 - Relação de alunos especiais fornecidos pela DiCA

NECESSIDADES ESPECIAIS QUANTIDADE

Deficiência visual 6 Deficiência auditiva 4 Deficiência física 3 Deficiências múltiplas 1 Altas habilidades 1 Outras necessidades 10 Total 25 Fonte: DiCA/UFSCar, 2010.

Entretanto, quando buscamos encontrar os alunos listados, a realidade era outra. Muitos alunos haviam assinalado que tinham uma deficiência visual porque usavam óculos, outros eram alunos de intercâmbios (alunos especiais), outros eram alunos virtuais (ensino à distância) ou de outro campus da UFSCar, outros disseram que não tinham conhecimento de que estavam na listagem de alunos especiais ou, no caso de não encontrar o aluno, a secretaria dos cursos afirmava que o aluno identificado não tinha nenhuma deficiência (Tabela 9).

Tabela 9 - Resultado do levantamento dos dados fornecidos pela DiCA

Auto-

declaração Quantidade Aluno Motivo da exclusão resultante Amostra virtual Uso de óculos Outro campus Outras

Visual 6 - 2 - 3 1 Auditiva 4 3 - - - 1 Física 3 2 - - - 1 Múltiplas 1 1 - - - 0 Altas habilidades 1 1 - - - 0 Outras necessidades 10 2 - 1 7 0 Total 25 9 2 1 10 3 Fonte: A autora.

Após essa checagem dos dados oficiais, apenas três alunos com deficiência foram encontrados. Essa constatação mostra a fragilidade do sistema de coleta das auto-declaração sobre o aluno com necessidades educacionais especiais. Por isso, resolvemos enviar um e- mail para a coordenação de todos os cursos da UFSCar, no qual eram apresentados os objetivos da pesquisa, sua aprovação no Comitê de Ética e os nossos meios de contato. Enquanto aguardávamos a resposta das coordenações, buscamos contato com os três alunos identificados com deficiência pela listagem da DiCA. Os três alunos aceitaram fazer parte da pesquisa, e para cada um foi perguntado se conheciam outros alunos com deficiência. Desta forma foram-se ampliando os possíveis contatos.

Dos e-mails enviados para as 33 coordenações, 13 retornaram com uma resposta, sendo que sete informaram que não tinham em seu quadro alunos com deficiência, dois informaram nosso pedido para todos os alunos e quatro disseram que tinham alunos com o perfil solicitado, porém, iriam primeiro entrar em contato com os alunos e que se esses desejassem participar da pesquisa, iriam entrar em contato com a pesquisadora. Todos esses alunos aceitaram participar, porém um já fazia parte da amostra, então a mesma passou a ser constituída por seis alunos.

Para as coordenações que não retornaram o e-mail enviado, foi feito contato por telefone ou uma visita às coordenações. Numa dessas visitas foi possível identificar mais um aluno com deficiência. Também foi identificado outro aluno com deficiência através de nossa abordagem direta, ao cruzar no campus com uma pessoa que apresentava o perfil procurado.

Paralelamente a essas buscas, foi feito contato com o INCLUIR – Núcleo de Acessibilidade da UFSCar que forneceu mais informações sobre os alunos com deficiência visual que utilizavam os recursos desse programa. Por fim, encaminhamos uma solicitação à Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da UFSCar para que divulgasse a todos os alunos a proposta da pesquisa e o nosso meio de contato. Nesta comunicação, estabelecemos um prazo de término da busca, limitada então ao fim do período letivo do 2° semestre de 2010. Não obtivemos respostas de alunos, mas um professor da engenharia nos enviou e-mail dando informações sobre barreiras urbanísticas no campus e uma funcionária da Biblioteca Comunitária (BCo) se dispôs a colaborar com a pesquisa, visto que a BCo já realiza trabalhos com a finalidade de atender às pessoas com deficiências.

Desta forma finalizamos a busca, com a identificação de 12 alunos, dos quais nove aceitaram participar da pesquisa. Desses três alunos que não participaram, um recusou por

estar muito ocupado, outro não compareceu ao lugar combinado para a aplicação do questionário e outro não quis se identificar.

Os dados obtidos por Almeida et al. (2010) em “Universidade Federal de São Carlos: retratos de uma trajetória de 1970 à 2010”, nos informam que em 2010 esta instituição possuía 6.809 alunos matriculados em cursos de graduação presencial no campus de São Carlos. Uma vez que não temos uma população definida de alunos com deficiência na UFSCar, utilizaremos esses dados como parâmetro, para assim compará-los aos nossos. Desta forma, considerando a população total de alunos matriculados em 2010 nos cursos presenciais no campus sede de São Carlos, nossa amostra de nove alunos representa apenas 0,132% da população.

4.1.1.2 Pós-graduação

Para o levantamento de alunos da pós-graduação foi feito o primeiro contato por meio de e-mails, dando informações sobre a natureza da pesquisa, seu objetivo, sua aprovação pelo Comitê de Ética e os nossos meios de contatos. A UFSCar possui 29 programas de pós- graduação em nível de mestrado, mestrado profissional e/ou doutorado, aos quais foram enviados os e-mails.

Destes, 23 retornaram informando, em sua maioria, não existir em seu quadro alunos com deficiência. Três programas informaram ter em seu quadro alunos com o perfil solicitado. Os programas que não retornaram os e-mails receberam contato por telefone. No final, obtivemos um número de sete alunos com algum tipo de deficiência matriculados nos programas de pós-graduação da UFSCar. Os cursos de especialização não foram consultados devido à brevidade de tempo do curso.

A Reitoria de Pós-Graduação (ProPG) da UFSCar nos enviou um quadro que ilustra todos os programas dessa instituição, com o número de alunos, em todo os campi no ano de 2010. Como nossa pesquisa se limita ao campus de São Carlos, só serão apresentados os dados referentes a esse local. Em 2010 a UFSCar possuía um total de 2.451 alunos matriculados em seus programas de pós-graduação, sendo 1.345 no mestrado e 1.106 no doutorado (Anexo C). Considerando que obtivemos a identificação de sete alunos com algum tipo de deficiência, tendo todos aceitado fazer parte da pesquisa, nossa amostra desse alunado representa 0,286% dos 2.451 alunos matriculados em 2010 nos programas de pós-graduação, maior, em percentual, do que a encontrada nos cursos de graduação.

4.1.1.3 Cursinho pré-vestibular

O contato com a coordenação do cursinho pré-vestibular foi realizado por meio de ofícios e por contato pessoal. Neste cursinho foram identificados dois alunos com o perfil procurado, que após contato pessoal aceitaram fazer parte da pesquisa. Apesar destes alunos não fazerem parte do ensino superior, eles foram considerados para fazer parte da amostra por frequentarem as instalações do campus de forma regular.

4.1.1.4 Núcleo de Acessibilidade da UFSCar

Desde 1997 funciona nas dependências da Biblioteca Comunitária (BCo) - o Programa de Atendimento a Grupos Especiais de Usuários (PROVER,) , que disponibiliza um conjunto de equipamentos de informática para registro e acesso à informação para pessoas com deficiência visual.

No dia 2 de setembro de 2008 foi inaugurado o Núcleo de Acessibilidade da UFSCar – INCLUIR. De acordo com informação de sua coordenadora, esse setor tem por objetivo articular as diferentes ações dos setores da UFSCar e está, até o presente, subordinado ao Núcleo de Extensão UFSCar-Cidadania (NUCid). Ele funciona articulando ações do Núcleo de Formação de Professores, Biblioteca Comunitária (BCo), Escritório de Desenvolvimento Físico (EDF), Prefeitura Universitária (PU), Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), Pró- Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE), Pró-Reitoria de Extensão (ProEx), Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGPe) e Programas de Pós-graduação (ProPG).

Desde a sua implantação tem havido oficinas, cursos de curta duração para a comunidade interna e externa da UFSCar, eventos culturais, Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (CIEPE) (oferecidas em 2010 e em oferta neste ano de 2011) e participação em reunião do Conselho Municipal de São Carlos. Existe uma série de atividades programadas, mas que dependem de recursos materiais e humanos disponíveis.

Benzer Belgeler