1. KONTROL VE İÇ KONTROL SİSTEMİ
1.8. Etkin Bir İç Kontrol İçin Temel İlkeler
1.8.4. Fiziki Koruma
A famosa relação de “U” invertido entre crescimento econômico e distribuição da renda pessoal observada inicialmente por Kuznets (1955) para os EUA, Grã-Bretanha e Alemanha, teve sua explicação calcada essencialmente no diferencial de rendimentos entre uma economia agrícola e uma economia industrial. A idéia básica era que a distribuição de renda tem que ser pensada como uma combinação da distribuição de renda da população rural e urbana, com a renda da população rural sendo tanto mais baixa na média quanto mais igualmente distribuída do que nas áreas urbanas. Assim, com o aumento da industrialização e conseqüentemente da urbanização, a parcela da renda apropriada pelos 20% mais pobres da população, declina. Além
do mais, quando a renda cresce o diferencial de renda per capita entre as áreas rural e urbana persistiria ou mesmo se alargaria, uma vez que o crescimento da produtividade na área urbana seria maior que na área rural.
Às explicações inicialmente apontadas por Kuznets, centrada na migração de recursos e fatores do setor rural (agrícola) para o setor urbano (industrial), foi acrescentada uma série de outros elementos como, por exemplo, as diferenças tecnológicas inter-setoriais e seu gap temporal de ajuste em termos das diferenças de produtividade (Galor; Tsiddon 1997 e Helpman 1997).
Ademais, recentes estudos empíricos têm apontado para um substancial aumento na desigualdade (dos ganhos do trabalho) em países que observaram historicamente um crescimento sustentado. Isso ocorreu em países da OCDE durante os últimos 20 anos, especialmente no UK e USA. Entre os fatores que são atribuídos para esse aumento da desigualdade em países que experimentam processos de crescimento duradouros estão (Aghion; Caroli; Garcia-Peñalosa, 1999): a) aumentos nos diferenciais educacionais de salários, isto é, a desigualdade salarial devido a diferentes cohorts educacionais, especialmente entre os universitários graduados e os trabalhadores sem nenhuma qualificação; b) um aumento no diferencial de salários devido à idade, com um expressivo aumento do salário do mais velho em relação ao mais novo; c) um aumento da desigualdade entre os grupos salariais não caracterizadas pelos grupos acima.
Também, Rubinstein e Tsiddon (1998) apresentaram evidências de um crescimento na desigualdade salarial dentro dos grupos educacionais dos EUA, observado, inclusive, que a dispersão é tanto maior quanto mais educados são os trabalhadores. Analisando a oferta e demanda por diferentes tipos de trabalho, os autores apontam que houve uma aceleração da taxa de crescimento da demanda relativa por habilidade, o que, por sua vez, tem aumentado o prêmio por habilidade. Concorrem para esse fato, segundo os autores dois eventos: o impacto do comércio e uma mudança tecnológica viesada por habilidade. No primeiro caso, houve um deslocamento em favor de políticas orientadas para as exportações em muitos países em desenvolvimento. No segundo caso, concorreram para isso à rápida difusão de computadores nos locais de trabalho. Uma terceira explicação mais recente foi acrescentada: o papel da mudança organizacional dentro das firmas. Essa mudança teve impacto sobre o modo pelo qual os trabalhadores interagem e aprendem no local de trabalho, com influência direta sobre sua produtividade e, conseqüentemente sobre os salários.
Por fim, vale acrescentar, para uma análise mais detalhada da relação entre crescimento e desigualdade na conformação da forma de “U-invertido” os dois fatores apontados por Ros (2000): mudança na composição da dotação de fatores e estrutura de retornos e evolução das disparidades urbano-regionais.
1.5.2.1 Mudanças na Composição da Dotação de Fatores e Estrutura dos Retornos
A literatura sobre crescimento também enfatiza que mudanças na estrutura de retorno dos fatores e a assimetria da distribuição da dotação desses fatores têm um papel importante na persistência da desigualdade dos países em desenvolvimento. De fato, tem-se enfatizado que os países em desenvolvimento têm uma abundância relativa de mão-de-obra não-qualificada e uma escassez relativa de capital físico e mão-de-obra qualificada. Todavia, na presença de baixos níveis de educação, mesmo aumentando o retorno da educação e capital físico como resultado de retornos crescente de escala desses fatores esse aumento é limitado devido à presença de uma elevada oferta elástica de mão-de-obra não-qualificada. Assim, quando a renda cresce decorrente do processo de crescimento econômico, a composição da dotação de fatores muda e a presença de retornos crescentes para os fatores desigualmente distribuídos tende a aumentar a desigualdade, especialmente ao longo dos níveis de renda baixa e média.
1.5.2.2 Evolução das Disparidades Regionais
A hipótese principal aqui é entender o processo de influência do crescimento sobre a desigualdade de renda a partir da evolução das disparidades urbano-rurais na transição de uma economia essencialmente agrária para uma economia industrial. Assim, assume papel decisivo a migração urbano-rural sob condições de retornos crescentes e mobilidade imperfeita de trabalho.
Observa-se que a urbanização é entendida como um aumento da força de trabalho urbana relativa à rural, o que tem um efeito equalizador sobre as disparidades urbano-rurais.
Ao longo do tempo a migração ocorre a uma taxa que aumenta com o prêmio o salário urbano e a taxa de migração é uma função crescente do diferencial entre os salários urbanos e rurais.
Uma maior taxa de migração reduz o nível de emprego daqueles engajados na produção agrícola e aumenta o produto médio do trabalho neste setor, dada a presença de retornos decrescentes do trabalho.
Um aumento do estoque de capital aumenta a demanda por trabalho no setor urbano, o que leva a um incremento do prêmio do salário urbano tanto quanto da taxa de migração. Com isso a acumulação de capital incrementa as disparidades urbano-rurais.
Em resumo, a evolução das disparidades urbano-rurais irá depender da extensão de cada um dos efeitos citados. O efeito não-equalizador da acumulação de capital e o efeito equalizador da urbanização, o que depende, por seu turno, da composição urbano-rural da força de trabalho.
2 CARACTERÍSTICAS DA DESIGUALDADE BRASILEIRA E SUAS