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Sigorta ve finansal riskin yönetimi (devamı) 4.2 Finansal riskin yönetimi (devamı)

4.2 Finansal riskin yönetimi (devamı) Piyasa riski (devamı)

De forma a complementar os dados obtidos através do inquérito por questionário, foi utilizado o método de pesquisa qualitativo, no caso específico, as entrevistas semiestruturadas.

Para Queiroz (1988) citado por Duarte (2002), a entrevista semiestruturada é uma técnica de recolha de dados que supõe uma conversa continuada entre entrevistador e entrevistado, devendo ser dirigida por este de acordo com seus objetivos, interessando-lhe apenas o que se insere diretamente no domínio da pesquisa.

Este tipo de entrevistas combina perguntas abertas com perguntas fechadas, onde o entrevistado tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto, sendo que o entrevistador deve estar atento para dirigir, no momento oportuno, a discussão para o assunto que interessa (Boni et al, 2005).

De acordo com Boni et al. (2005), as vantagens desta técnica é que quase sempre produzem uma melhor amostra da população de interesse; outra vantagem diz respeito à dificuldade que muitas pessoas têm de responder por escrito, sendo que no caso das entrevistas até pessoas que não sabem ler nem escrever podem ser entrevistadas; outra vantagem é a elasticidade quanto à duração, permitindo uma cobertura mais profunda sobre determinados assuntos e o favorecimento de uma troca mais afetiva entre as duas partes.

No que diz respeito às desvantagens, estas estão direcionadas muito mais para as limitações do próprio entrevistador, nomeadamente, escassez de recursos financeiros e o dispêndio de tempo. Relativamente ao entrevistado poderá existir insegurança em relação ao seu anonimato, retendo muitas vezes informações importantes (Boni et al., 2005).

No que concerne aos critérios de escolha, as entrevistas foram direcionadas a chefias dos SMAS de Almada com uma dupla função: por um lado tendo em conta que segundo alguns autores o suporte do supervisor é a variável que mais influência a aplicação no trabalho das competências aprendidas na formação (Tannenbaum e Yukl, 1992 e Xiao, 1996, citados por Velada, 2007), por outro lado, eventualmente complementar as informações obtidas através dos questionários.

A elaboração do guião de entrevista teve por base Ghiglione e Matalon (1993) sendo composto por três partes: a primeira parte é constituída por três questões direcionadas para a organização; a segunda parte constituída por sete questões específicas sobre formação profissional e a terceira parte, por três questões sobre transferência da formação para o posto de trabalho (Anexo 1).

De acordo com Ghiglione e Matalon (1993), estamos perante uma entrevista “de estudo” que visa o controlo de uma questão específica, ou seja, o objetivo das entrevistas é recolher informação que complemente as obtidas por via dos questionários, não se apresentando como o método principal.

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2.1.2.1 Análise de Conteúdo

O tratamento dos dados recolhidos nas entrevistas foi desenvolvido de acordo com a análise de conteúdo de Bardin (1977), sendo que para esta autora a análise de conteúdo é entendida como “um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/ receção (variáveis inferidas) destas mensagens” (Bardin, 1977:44).

Segundo Guerra (2006), a análise de conteúdo tem uma dimensão descritiva que relata o que foi narrado e uma dimensão interpretativa que decorre das interrogações do analista face ao objeto de estudo, recorrendo a um sistema de conceitos teóricos cuja articulação permite formular regras de inferência.

De acordo com Bardin (1977) no âmbito da análise de conteúdo, podemos distinguir quatro principais técnicas da análise de conteúdo, designadamente, análise categorial, análise de avaliação, análise de enunciação e análise da expressão.

No caso específico, tendo em conta o objeto em estudo, a análise de conteúdo será feita de acordo com a análise categorial que recorde-se constitui a primeira fase da análise de conteúdo (Guerra, 2006). Esta análise considerada a mais antiga e a mais utilizada, é uma técnica essencialmente descritiva que consiste em dividir o texto em unidades, categorias, ou seja, repartir os vários elementos impondo uma certa organização às mensagens. Esta pretende tomar em consideração a totalidade de um texto, passando-o pelo crivo da classificação e do recenseamento, segundo a frequência de itens de sentido, Bardin (1977).

Bardin (1977) organiza em três as fases da análise de conteúdo: pré-análise, exploração do material ou codificação e tratamento dos resultados:

 Primeira Etapa: pré-análise

Nesta etapa são desenvolvidas as operações preparatórias para a análise propriamente dita, organiza-se o material a ser analisado com o objetivo de torná-lo operacional e sistematizam- se as ideias iniciais.

Em termos práticos, realizadas as entrevistas o passo seguinte foi a sua transcrição. Nesta transcrição foram eliminadas todas as partes das entrevistas que poderiam comprometer o anonimato dos entrevistados ou que fugiam à questão em si (Anexo 2).

Seguidamente procedeu-se a anotações e sublinhou-se parte das entrevistas consideradas nucleares.

 Segunda Etapa: exploração do material ou codificação É a efetivação das decisões tomadas na pré-análise.

Esta é a etapa mais longa, é a etapa da codificação na qual são feitos recortes em unidades de registo (UR- é o menor recorte de ordem semântica que se liberta do texto, podendo ser uma palavra-chave, um tema, objetos) e de contexto (UC – deve fazer compreender as unidades de

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registo, tal qual a frase para a palavra, representando um segmento da mensagem, mais lato do que a unidade de registo); é também a fase da categorização, ou seja, a passagem dos dados brutos para os dados organizados.

Nesta etapa, em termos práticos, foi desenvolvida uma tabela de categorização da análise de conteúdo das entrevistas às chefias (Anexo 3). Esta tabela é constituída pelas categorias e as respetivas subcategorias, unidades de registo e unidades de contexto, sendo que as unidades de registo se encontram sublinhadas nas unidades de contexto. As unidades de contexto são sinopses das entrevistas, ou seja, são sínteses dos discursos que contêm a mensagem essencial da entrevista e são fiéis ao que disseram os entrevistados (Guerra, 2006). No âmbito da categorização referida adotou-se a mesma lógica de Hilion (2011).

 Terceira Etapa: tratamento dos resultados - inferência e interpretação

É em primeiro lugar a procura de respostas para as questões de investigação que tiverem sido colocadas, consistindo no tratamento estatístico simples dos resultados, permitindo a elaboração de tabelas que condensam e destacam as informações fornecidas para análise.

Procura-se, nesta etapa, desenvolver uma análise descritiva através da análise categorial, colocando em destaque as informações fornecidas pela análise, através de quantificação simples (frequência).

Posteriormente à tabela de categorização foi elaborada uma outra tabela designada por “Matriz de Apresentação de Resultados” (Anexo 4). Esta matriz pretende facilitar a interpretação dos dados de acordo com uma correta organização dos mesmos, sendo constituída pelas categorias e subcategorias, pelas perguntas do guião de entrevista e pelas respostas de cada um dos entrevistados.

A análise de conteúdo foi feita, como mencionada anteriormente, de acordo com a análise categorial, analisando e interpretando a mensagem, agrupando e comparando o significado dos dados mais relevantes.

No passo seguinte foi definida uma escala de enumeração de forma a classificar os dados categorizados na tabela da análise de conteúdo das entrevistas às chefias (Anexo 3).

Nesta fase o contacto com os textos das entrevistas é elevado, permitindo uma análise das mensagens transcritas tendo em conta o seu conteúdo e o seu contexto, dando enfoque às mensagens como um todo.

Concluída a fase de tratamento e análise dos dados foi necessário determinar a incidência de resposta. Assim foi necessário determinar as ocorrências para cada uma das dez questões que constituíam o guião de entrevista.

Esta última fase conclui-se com a apresentação dos dados recolhidos, sistematização dos resultados e discussão.

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Benzer Belgeler