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Feminizmi Ortaya Çıkaran Temel Etkenler

BÖLÜM 3: FEMİNİZM’E BAKIŞ

3.1. Feminizm

3.1.1. Feminizmi Ortaya Çıkaran Temel Etkenler

Em razão de discussões jurídicas existentes no âmbito do Ministério Público do Trabalho decorrentes do procedimento a ser adotado, pelos Membros, em virtude do exercício funcional, o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho editou alguns precedentes administrativos que devem ser observados pelos Membros por ocasião do exercício da atividade investigatória e celebração de termos de compromisso de ajustamento de conduta.

Dispõe o Precedente 07183 do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho:

“REMESSA DE AUTOS RELATIVOS À LEI DA ACP.

Desnecessária a remessa dos autos, para homologação do Conselho Superior, quando verificada a ilegitimidade ou incompetência funcional do Ministério Público do Trabalho para atuar, devendo os autos ser remetidos ao órgão competente, nos termos da Lei Complementar 75/93”.

A título ilustrativo, é possível mencionar a hipótese de remessa da peça de informação ao Ministério Público Estadual para investigar denúncia envolvendo contratação de servidores públicos estatutários sem observância do disposto pelo artigo 37 da CF/88, ou, ainda, crime praticado na esfera das relações de trabalho, como, por exemplo, assinatura de documentos em branco, dentre outros. Nestes casos, se a peça de informação for encaminhada ao Conselho Superior para homologação da promoção de arquivamento, a consequência será o não conhecimento da remessa, sob o fundamento de ilegitimidade do órgão para análise de processamento da denúncia.

183Aprovado na 93º Sessão Extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho realizada

O Precedente 08184 do Conselho Superior dispõe:

“MATÉRIA PACIFICADA NO CSMPT. NÃO CONHECIMENTO DA REMESSA OU HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO POR DECISÃO MONOCRÁTICA.

Tratando-se de matéria com orientação pacificada no Conselho Superior do Ministério Público, o Conselheiro Relator, por despacho e invocando o respectivo Precedente, não conhecerá da remessa, ou, se for o caso, homologará a promoção de arquivamento, devolvendo os autos à origem”.

Estipula o Precedente 09185 do mesmo Órgão:

“PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO – AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO

As promoções de arquivamento dos autos do inquérito civil público ou das peças informativas deverão ser fundamentadas na forma do artigo 9º da Lei 7.347/85, implicando sua não observância a devolução ao Procurador vinculado”.

Recentemente, foi editada a Resolução 69, de 12 de dezembro de 2007, posteriormente alterada pela de número 87, de 27 de agosto de 2.009, ambas do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho, prevendo que, esgotadas todas as possibilidades de diligências, o Membro do Ministério Público do Trabalho, caso se convença da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil pública, promoverá, em peça autônoma e fundamentada, o arquivamento do inquérito civil ou do procedimento preparatório.

A respeito da necessidade de motivação do ato administrativo, preleciona Hely Lopes Meirelles186:

“Pela motivação, o administrador público justifica sua ação administrativa, indicando os fatos (pressupostos de fato) que ensejam o ato e os preceitos jurídicos (pressupostos de direito) que autorizam sua prática. Claro está que, em certos atos administrativos oriundos do poder discricionário, a justificação será dispensável, bastando apenas evidenciar a competência para o exercício desse poder e a conformação do ato com o interesse público, que é o pressuposto de toda atividade administrativa. Em outros atos administrativos, porém, que afetam o interesse individual do administrado, a motivação é obrigatória, para o exame de sua legalidade, finalidade e moralidade administrativa.

A motivação, portanto, deve apontar a causa e os elementos

184Aprovado na 100ª Sessão Ordinária do CSMPT, de 28/03/2005. DJ 11.04.05, seção I, p. 713. 185Aprovado na 104ª Sessão Extraordinária do CSMPT, de 18.02.04. DJ 27.03.04, seção I, p. 822. 186MEIRELLES, Hely Lopes. op. cit., p. 181-182.

determinantes da prática do ato administrativo, bem como o dispositivo legal em que se funda. Esses motivos afetam de tal maneira a eficácia do ato que sobre eles se edificou a denominada teoria dos motivos determinantes, delineada pelas decisões do Conselho de Estado da França e sistematizada por Jèze”.

No mesmo sentido, Maria Sylvia Zanella Di Pietro ensina que 187:

“Discute-se se a motivação é ou não obrigatória. Para alguns ela é obrigatória quando se trata de ato vinculado, pois, nesse caso, a Administração deve demonstrar que o ato está em conformidade com os motivos indicados na lei; para outros, ela somente é obrigatória no caso dos atos discricionários, porque nestes é que se faz mais necessária a motivação, pois, sem ela, não se teria meios de conhecer e controlar a legitimidade dos motivos que levaram a Administração a praticar o ato. Entendemos que a motivação é, em regra, necessária, seja para os atos vinculados, seja para os atos discricionários, pois constitui garantia de legalidade, que tanto diz respeito ao interessado como à própria Administração Pública; a motivação é que permite a verificação, a qualquer momento, da legalidade do ato, até mesmo pelos demais Poderes do Estado (...)”.

O despacho que promove o arquivamento da investigação deverá, então, ser motivado, observando, portanto, o disposto pelos artigos 9º da Lei 7.347/85 c.c. 10 e 4º, respectivamente, das Resoluções 69/2007 e 87/2009, ambas do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho.

Em continuidade, o Precedente 13188 do mesmo Órgão dispõe:

“LESÃO DE DIREITO TRABALHISTA NÃO TUTELÁVEL POR AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DESNECESSIDADE DE REMESSA DOS

AUTOS AO CSMPT PARA HOMOLOGAÇÃO DO

ARQUIVAMENTO.

Somente estarão sujeitos ao controle revisional do Ministério Público do Trabalho os procedimentos investigatórios e peças de informação concernentes a direitos tuteláveis por ação civil pública, artigo 9º, § 1º da Lei 7.347/85. Verificando que o caso não se enquadra nessa hipótese, o conselheiro relator, por despacho, não conhecerá da remessa”.

O teor do presente Precedente deverá ser aplicado em conjunto com o de número 07 do mesmo Órgão, ocasião em que as peças de informação deverão ser remetidas ao órgão que detém legitimidade para atuação. Cite-se, como exemplo, a hipótese referente à

187DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. 14. ed. op. cit., p. 202-203.

denúncia envolvendo ausência de depósitos do FGTS não efetuado pela empresa em determinado lapso temporal durante o curso do contrato de trabalho. Tendo em vista o teor do parágrafo único do artigo 1º da Lei 7.347/85, que versa sobre o não cabimento de ação civil pública para veiculação de pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados, conclui-se, portanto, que tais direitos não são tuteláveis por ação civil pública. Nestes termos, em que pese respeitável entendimento em sentido diverso, o Membro do Ministério Público do Trabalho, se convicto sobre a ilegitimidade do “Parquet” para tutela de tal pretensão, deverá remeter as peças de informação à Procuradoria da Fazenda, bem como à Caixa Econômica Federal para ciência a respeito do teor da representação e providências pertinentes em suas esferas de atuação.

Outro Precedente que merece destaque é o de número 19189 do mesmo Órgão, a saber:

“Celebração de TAC. Não conhecimento da remessa. Não se conhece

da remessa de procedimento encerrado em virtude de celebração de termo de ajustamento de conduta entre o Ministério Público do Trabalho e o denunciado”.

No que concerne ao termo de compromisso de ajustamento de conduta firmado pelo Ministério Público do Trabalho nos autos do procedimento preparatório ou inquérito civil, não há necessidade de revisão ou de homologação pelo Órgão Superior, tendo em vista a ausência de previsão legal neste sentido na Lei 7.347/85. Por tal motivo, o compromisso encerra a investigação, presumindo-se, então, que a lesão a direito metaindividual dos trabalhadores, anteriormente constatada, foi corrigida, mantendo-se apenas em acompanhamento as obrigações ali pactuadas.

Se, todavia, o Procurador decidir enviar o procedimento encerrado por termo de compromisso de ajustamento de conduta ao Conselho Superior, a consequência imediata será o não conhecimento da remessa e imediata devolução ao órgão de origem.

O Conselho Nacional do Ministério Público, em 28 de abril de 2.009, editou o Enunciado 06190 a respeito do assunto afeto à revisão ou desconstituição de atividade-fim do “Parquet”, a saber:

189Aprovado na 108ª Sessão Ordinária, em 30.03.2006, DJ-I em 12.04.2006, p. 475. 190Publicado no DJ de 18.05.2009, p. 5.

“Os atos relativos à atividade fim do Ministério Público são insuscetíveis de revisão ou desconstituição pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Os atos praticados em sede de inquérito civil público, procedimento preparatório ou procedimento administrativo investigatório dizem respeito à atividade finalística, não podendo ser revistos ou desconstituídos pelo Conselho Nacional do Ministério Público, pois, embora possuam natureza administrativa, não se confundem com aqueles referidos no art. 130-A, § 2º, inciso II, da CF, os quais se referem à gestão administrativa e financeira da Instituição”.

Há, contudo, estudo em sentido contrário formulado pela Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho, assunto abordado em item específico.

Os demais Precedentes do Conselho Superior serão tratados, de forma específica, nos capítulos afetos à matéria abordada.

Benzer Belgeler