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Felek ve Feleğin Varlıklar Üzerindeki Etkisi:

XV. Yüzyılda Divan Edebiyatı Temsilcileri:

1.1. FELEK KAVRAM

1.1.2. Felek ve Feleğin Varlıklar Üzerindeki Etkisi:

O ensino médio na EA foi implantado em 1985, oferecendo duas classes de trinta alunos para cada série do E.M. O ensino de arte no ensino médio no Plano de Atividades do mesmo ano recebeu a nomenclatura de Educação Artística, compondo as seguintes disciplinas: Artes Plásticas e Industriais (nomenclaturas remanescentes do ensino tecnicista).

Figura 1 - Trabalho com bastão: Sara, Marianne, Eduarda, Lucia, Marina, Geovanna, Eduardo.

A variação de nomenclaturas na área de Artes na EA só foi resolvida com a implantação dos Ateliês de Arte, em 1992. Atualmente o ensino de arte integra-se a área de Linguagens e suas Tecnologias (OCNEM). Apresentamos, abaixo, excertos dos objetivos inscritos no Plano Escolar da disciplina Arte (Plano de Atividades - 2008):

Promover a produção de pensamentos pela arte, cujo valor ético e estético possam atuar como saberes no espaço e tempo em que vivemos;

Interagir com técnicas e materiais diversos nas diferentes linguagens, proporcionando a aprendizagem do uso destes recursos como auxílio no estudo específico dos conteúdos a serem trabalhados de modo que a técnica seja um recurso e não um fim em si mesmo; Desenvolver a capacidade de apreciação e leitura de obras de arte pela contextualização histórico-cultural das mesmas, de acordo com os projetos pedagógicos em que estejam situadas.

Aprofundar os saberes artísticos nas diferentes linguagens.

Figura 2 - Improvisação a partir de textos da obra Comédias da vida privada, de Luís Fernando Veríssimo: Alessandro e Mauricio.

Os ateliês de arte foram criados em 1992 em um esforço empreendedor dos professores da área de arte que, à época, elaboraram e implantaram o projeto, incluindo as artes cênicas (teatro e dança), artes visuais e música. No documento elaborado pela área (Proposta Curricular para a área de Arte/1992), a concepção de teatro é fundamentada a partir do sistema de Viola Spolin.

Abaixo, excerto do documento29:

Na verdade o teatro improvisacional tem a ver com essa imagem que é passada, e nesse sentido, o trabalho desenvolvido por Viola Spolin [grifo nosso] vem clarear essa proposta.

Partindo dessa outra visão onde a improvisação requer propostas, uma organização básica para alcançar alguns pontos claros é que o trabalho de Teatro é aqui desenvolvido. Dessa forma estabelecemos através do jogo, o Quem (personagem), o Onde (espaço) e o Quê (a ação teatral), pontos básicos para qualquer encenação. Também através do jogo, trabalharemos com a percepção e uso do corpo e dos sentidos, e a dicção, de forma a buscar a expressão cênica.

29 Proposta curricular da área de arte para 1992. Documento cedido pela área de arte da Escola de Aplicação

O enfoque principal é para que o aluno aprenda a jogar, tenha coragem de experimentar e saiba avaliar e transformar os seus resultados. Dentro disso trabalharemos também com cenários, figurinos, iluminação e sonoplastia para que o aluno tenha contato maior com todos os aspectos do teatro, não ficando restrito à representação.

As propostas variarão de acordo com a faixa etária e estão sempre de acordo com a proposta geral da área de arte. A partir dos programas das séries é possível ver os desdobramentos dessa proposta.

A concepção do ensino de arte perspectivava, portanto, um currículo pioneiro, pois já integrava linguagens artísticas com professores especialistas nas respectivas linguagens, rompendo, portanto, com a polivalência. Nos princípios referentes ao ensino de teatro, constatamos as relações diretas com fundamentos improvisacionais e, principalmente, o sistema de jogos teatrais de Viola Spolin.

Figura 3 - Foto de ensaio: Rafaela.

Deste modo, quando iniciamos o trabalho na EA, os ateliês de arte já instalados ofereciam três linguagens artísticas, quais sejam: artes visuais, música e teatro. No que diz respeito à carga horária, o currículo previa o ensino de arte desde a 1ª. série do Ensino

Fundamental I, percorrendo as demais séries até o 2º. ano do Ensino Médio, com duas aulas semanais – que podiam ser divididas entre dias da semana ou dadas em sequência (dobradinhas).

Os ateliês, com salas específicas para as diferentes linguagens artísticas (música, teatro e artes visuais), constituem-se como um dos maiores diferenciais do ensino de arte na EA. Considerando os sessenta alunos dos dois grupos-sala do ensino médio, os três ateliês atendiam em média vinte alunos. Tal fator circunscrevia o ensino de arte em condições propícias para as aprendizagens. As aulas sempre aconteciam sequencialmente, objetivando um melhor aproveitamento do curso. Certamente, espaço físico e número adequado de alunos são fatores facilitadores no ensino e na aprendizagem em arte.

As metodologias empregadas nos ateliês de teatro do Ensino Médio na EA, no período em que ministramos as aulas de teatro, 1997 a 2010, pautaram-se em jogos e improvisações em uma diversidade de modalidades estéticas, acrescidos à nossa experiência em práticas teatrais.

Abaixo, os objetivos do ensino de teatro, inserido no Plano de Curso (2002).30

- Trabalhar a partir da percepção dos limites de cada um, num moto contínuo de desafios geradores de descobertas e possibilidades de revelação.

- Evitar na improvisação o caminho da intelectualização pura, que restringe dados da visão global das coisas.

- Estimular o aluno no envolvimento com jogos e improvisações.

- Criar uma estrutura de trabalho que possa transcender os limites de cada um através de exercícios específicos.

-Trabalhar ponto neutro (estado energético de prontidão total permeado pelo relaxamento muscular integral)

- Desmecanizar o corpo recuperando a sua expressividade, o espaço das sensações esquecidas, adormecidas, entorpecidas.

- Trabalhar a ação retardada (câmera lenta) ao máximo no seu movimento de realização, visando a retomada de seu significado profundo ao nível do mecanismo psicofísico (é o exercício da quase imobilização corporal).

- Propiciar o processo de socialização consciente e crítico; um exercício de convivência democrática, uma atividade artística com preocupações de organização estética; sabendo ver, apreciar, comentar e fazer juízo crítico de manipulação contrária à autonomia e ética humanas, veiculada por manifestações artísticas.

30

O arcabouço referencial para a elaboração do plano de ensino de teatro na EA pautou-se na obra Aprendizagens teatrais, de Antônio Januzelli (1986), na obra de Viola Spolin Improvisação para o teatro (1982) e nos PCNs Arte.

Figura 4 - Improvisação com bastão. Sara, Marianne, Lucia, Marina, Geovanna, Rafaela.