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Daha Fazla Cezayı Gerektiren Haller

3.1.5. Suça Etki Eden Sebepler

3.1.5.2. Daha Fazla Cezayı Gerektiren Haller

MÉTODOS NÃO-INVASIVOS E NÃO FARMACOLÓGICOS DE ALÍVIO DA DOR, COMO MASSAGENS E TÉCNICAS DE RELAXAMENTO, DURANTE O TRABALHO DE PARTO

CATEGORIA C

MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS DE ALÍVIO DA DOR DURANTE O TRABALHO DE PARTO, ERVAS, IMERSÃO EM ÁGUA E ESTIMULAÇÃO DE NERVOS

No contexto geral, a dor associada ao trabalho de parto, apesar de ser um processo de natureza fisiológica, não se distancia da sensação desagradável e é, na maioria das vezes, descrita como uma das experiências dolorosas mais intensas. Embora os mecanismos desse fenômeno sejam semelhantes aos da dor aguda, fatores específicos do trabalho de parto de natureza neurofisiológica, obstétrica, psicológica e sociológica podem interferir no seu limiar (LOWE, 2002).

Considerando esses aspectos, uma das mais importantes tarefas do profissional na assistência obstétrica durante o trabalho de parto, é proporcionar à mulher condições de tolerância à dor e ao desconforto. Para tal, uma variedade de técnicas não-farmacológicas de alívio da dor durante o trabalho de parto vêm sendo difundidas e exploradas e, de acordo com a OMS (1996), devem ser privilegiadas por serem mais seguras e acarretarem menos intervenções do que os métodos farmacológicos. Trata-se de tecnologias não-invasivas de cuidado que envolvem conhecimentos estruturados, mas que não necessitam de equipamentos sofisticados para serem aplicadas (NASCIMENTO et al., 2010). Dentre eles, destacam-se: o banho de chuveiro ou imersão, massagem, técnicas de respiração e relaxamento.

A utilização da água no trabalho de parto e parto tem conseguido atrair mulheres em muitos países, como um método natural, seguro e eficaz para o alívio das sensações dolorosas na parturição. Odent (2002) acredita que, com a água, a mulher pode se sentir relaxada, diminuindo a sensação de dor e, consequentemente, sua ansiedade, o que provavelmente interferirá nos níveis de adrenalina. A redução dos níveis desse hormônio do estresse pode desencadear um aumento na produção endógena de ocitocina, oferecendo condições para que o trabalho de parto possa se desenvolver de forma particularmente rápida, embora não tenha sido feita análise estatística para comprovar essa observação.

O uso do banho de chuveiro como método não farmacológico de alívio de dor foi avaliado por Davim et al. (2008), através de um ensaio clínico quantitativo, tipo intervenção terapêutica, incluindo 100 parturientes, com dilatação cervical máxima de seis centímetros. Esta estratégia mostrou-se efetiva no alívio da intensidade da dor das parturientes do estudo na fase ativa do trabalho de parto.

Outra alternativa para a utilização da água como forma de oferecer conforto à parturiente é o banho de imersão. Sua aplicabilidade no cenário de cuidado obstétrico brasileiro, no entanto, não é uma realidade, uma vez que não há banheiras instaladas na maioria das instituições hospitalares. Apesar disso, os resultados positivos de pesquisas que avaliam a sua efetividade, poderá ser um encorajador para a mudança nas estruturas físicas dos centros obstétricos do Brasil (GAYESKI; BRUGGEMANN, 2010).

Uma revisão sistemática realizada por Cleutt et al. (2008), que incluiu oito estudos publicados até o ano de 2003, totalizando 2939 mulheres, teve o objetivo de avaliar os efeitos da imersão em água durante o trabalho de parto e parto, assim como os resultados maternos e neonatais. Os resultados evidenciaram os efeitos benéficos desse método não farmacológico para alívio da dor, sendo capaz de reduzir o uso de analgesia, a percepção da dor materna, sem efeitos adversos na duração do trabalho de parto, nos partos cirúrgicos e nos resultados neonatais.

Silva, Oliveira e Nobre (2009) em ensaio clínico experimental, controlado e randomizado sobre o efeito do banho de imersão em água morna na magnitude da dor durante o primeiro período clínico do parto, com 108 nulíparas, também encontraram escores de dor significativamente menores no grupo experimental, quando comparado ao grupo controle. Em estudo semelhante, avaliando o seu efeito no trabalho de parto, os resultados confirmam os achados de Cleutt et al. (2008) ao demonstrarem que, embora tenha diminuído a duração das contrações uterinas, o banho de imersão não alterou a sua frequência e não modificou a duração do trabalho de parto. Consideraram-no, portanto, uma alternativa para o conforto da mulher, por oferecer alívio sem interferir na progressão do parto e nem tampouco nos resultados neonatais (SILVA; OLIVEIRA, 2006). Salientaram, entretanto, a dificuldade para avaliar os índices de infecção puerperal entre as mulheres do estudo, em função da dinâmica dos serviços de saúde do município no qual está instalada a maternidade estudada (SILVA; OLIVEIRA, 2006; SILVA; OLIVEIRA; NOBRE, 2009), o que também foi ressaltado na meta-análise de Cleutt et al. (2008).

Para Odent (2002), a água, tanto na imersão quanto na aspersão, pode ter o poder de produzir um relaxamento mental, favorecendo a dilatação cervical. Entretanto, a imersão em água morna poderá oferecer ainda mais conforto, já que a mulher pode flutuar, não sentindo seu próprio peso durante as contrações uterinas.

Na revisão sistemática de Simkin e O’Hara (2002) incluindo nove estudos, os benefícios encontrados sobre o banho de imersão foram semelhantes aos estudos anteriores, além de não terem sido reveladas diferenças estatisticamente significativas em episódios de infecção materna e neonatal, mesmo para pacientes com ruptura de membranas.

A massagem é um método de estimulação sensorial caracterizado pelo toque sistêmico e pela manipulação dos tecidos, feita através das mãos ou utilizando aparelhos vibratórios. No trabalho de parto, a massagem tem o potencial de promover alívio de dor, além de proporcionar contato físico com a parturiente, potencializando o efeito de relaxamento, diminuindo o estresse emocional e melhorando o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos tecidos (SIMKIN; O’HARA, 2002; CHANG; CHEN; HUANG, 2006).

Comumente, aplica-se a massagem na região lombar durante as contrações uterinas, mas também pode ser aplicada em outras regiões, como panturrilhas e trapézios nos intervalos das contrações, por serem regiões que apresentam grande tensão muscular no trabalho de parto (CHANG; CHEN; HUANG, 2006; GALLO et al., 2011). Embora ainda não existam muitas evidências científicas sobre a efetividade dessa prática, seu uso parece ser inofensivo e pode ser interrompido no momento em que a mulher desejar.

Em estudo clínico randomizado envolvendo 60 primíparas em trabalho de parto, Chang, Chen e Huang (2006) pretendiam avaliar o efeito da massagem durante as contrações uterinas em três fases da dilatação cervical: primeira (3 a 4 cm), segunda (5 a 7 cm) e terceira (8 a 10 cm). Divididas entre grupo experimental e controle, as parturientes do primeiro grupo receberam massagem, enquanto o segundo grupo apenas uma conversa casual durante cada fase da dilatação cervical. Os resultados indicaram que a massagem pode reduzir efetivamente a intensidade da dor nas duas primeiras fases, sem diferenças significativas entre os grupos quando considerada a terceira fase.

Em meta-análise, Smith et al. (2012a) selecionaram cinco estudos realizados até o ano de 2011 que avaliaram a relação da massagem com a dor durante o

trabalho de parto, os quais incluíram 326 mulheres. Os autores, embora admitem a necessidade de novas pesquisas, acreditam que essa técnica possa ter efeito na redução da dor e na melhora da experiência da mulher em trabalho de parto.

Gayeski e Bruggemann (2010), em revisão sistemática, confirmaram a sua eficácia no alívio da dor, além de reduzir a ansiedade e o estresse da mulher em processo de parto.

No Brasil, a massagem lombossacral foi avaliada como estratégia não farmacológica de alívio de dor de forma combinada com exercícios respiratórios e relaxamento muscular aos 6 cm, 8 cm e 9 cm de dilatação do colo uterino, em ensino clínico quantitativo do tipo intervenção terapêutica. A combinação dessas estratégias aplicadas nas três fases resultou em diferença significativa no alívio da dor das parturientes do estudo (DAVIM; TORRES, 2008).

Almeida et al. (2005) também se interessaram em avaliar o efeito das técnicas de respiração e de relaxamento sobre a dor e a ansiedade na parturição. Para isso, coordenaram um estudo randomizado e controlado, incluindo 36 parturientes. As 17 pacientes do grupo controle receberam os cuidados habituais da maternidade, enquanto que as 19 do grupo experimental receberam orientação e estímulo para realizarem técnicas de respiração e relaxamento. Os autores observaram que estas técnicas não reduziram a intensidade da dor, mas promoveram por mais tempo a manutenção de um nível mais baixo de ansiedade durante a parturição.

Em revisão sistemática, incluindo 11 estudos publicados até o ano de 2010, compreendendo 1374 mulheres, Smith et al. (2012b) pretendiam examinar o efeito de técnicas de relaxamento no controle da dor durante o trabalho de parto. Os autores concluíram que o relaxamento pode ter um papel na redução da dor, aumentando a satisfação com o alívio da dor, mas outros estudos são necessários para melhor elucidar os efeitos deste método.

A técnica de respiração no alívio da dor foi avaliada por Bõing, Sperandio e Moraes (2007) em estudo randomizado com 40 primigestas. O grupo experimental, que utilizou padrão respiratório diafragmático realizado de forma lenta e profunda, apresentou redução da intensidade dolorosa e aumento da saturação de oxigênio durante e no intervalo das contrações, quando comparado ao grupo controle.

Benzer Belgeler