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Fayans-Seramik Kesme ve Delme Araçları

Belgede Mimaride Seramik (sayfa 9-0)

1. FAYANS-SERAMİK KESME VE DELME

1.1. Fayans-Seramik Kesme ve Delme Araçları

Coloca-se aqui o problema do lugar epistemológico da ciência teológica, aqui compreendido como o modo através do qual a teologia cristã produz e reproduz o conhecimento de Deus. Neste sentido, considere-se a posição fundamental de Latourelle:

A revelação ou a palavra de Deus à humanidade é a primeira realidade cristã: o primeiro fato, o primeiro mistério, a primeira categoria. Toda a economia da salvação, na ordem do conhecimento, repousa sobre esse mistério a automanifestação de Deus numa confidência de amor. A revelação é o mistério primordial, o que nos comunica todos os outros, pois é a manifestação do desígnio salvífico de Deus, premeditado desde toda a eternidade e que se realizou em Jesus Cristo.436

Se a Revelação é o “acontecimento decisivo e primeiro do cristianismo”437, que

condiciona a opção de fé como um ato da vontade humana de aderir, esta não pode ser compreendida como “uma opção às cegas, mas uma opção de homem, de acordo com sua natureza de ser inteligente e livre”438. Logo, a fé enquanto adesão ao acontecimento

perpetrado pela Revelação cristã acontece mediada pela razão humana que é capaz de escolher. Assim, a teologia cristã não tem outro ponto de partida senão a “inteligência da fé”439, enquanto esforço racional para assimilar e compor um patrimônio objetivo da

Revelação que simbolize aquilo a que se adere na fé.

Deste modo, a teologia cristã produz e reproduz conhecimento de Deus, quando lê racionalmente, e critica coerentemente, a história de salvação da humanidade, e neste caminho

436 Cf. LATOURELLE, René. Teologia da Revelação, p. 5. 437 Cf. LATOURELLE, René. Teologia da Revelação, p. 5-6. 438 Cf. LATOURELLE, René. Teologia da Revelação, p. 6.

439 Cf. LATOURELLE, René. Teologia da Revelação, p. 7. Acrescente-se: “[...] é uma busca do espírito, uma prospecção do mistério já aceito na fé” – cf. Id.

econômico, perscruta o mistério revelado, tendo em vista sua comunicabilidade e inteligibilidade.440

Não se pode descurar que este esforço salutar já possui um desenvolvimento histórico, pois como afirmaria Ratzinger: “Foi a filosofia que deu à fé sua primeira visão concreta”441. E

disto, há que se acrescentar em síntese:

A identificação entre cristianismo e filosofia deve-se a um determinado conceito de filosofia que aos poucos passou a ser criticado pelos pensadores cristãos, sendo definitivamente abandonado no século XIII. A diferença entre um e outro, que é obra antes de tudo de Tomás de Aquino, os distingue mais ou menos assim: Filosofia é a razão pura procurando responder às questões últimas da realidade. Conhecimento filosófico é somente o conhecimento que se pode chegar pela razão como tal, sem se recorrer à revelação. Sua certeza provém unicamente do argumento, e suas afirmações valem tanto quanto os argumentos. A teologia, ao invés, é a realização compreensiva da revelação de Deus; é a fé em busca de compreender. Por conseguinte ela própria não encontra seus conteúdos, mas os obtém da revelação, para em seguida compreendê-los em sua ligação e em seu sentido interno. Com uma terminologia que teve início apenas com Tomás de Aquino, passou-se a fazer referência a esses dois terrenos diferentes, filosofia e teologia, como a ordem natural e a ordem sobrenatural. Estas distinções só passaram a ser inteiramente claras na Era Moderna.442

Da exposição de Ratzinger tém-se a clara ideia da distinção que se produziu paulatinamente entre filosofia e teologia, entre conhecimento racional e fé. O problema enunciado no subtítulo, sobre o lugar epistemológico da ciência teológica, se coloca tendo em vista que, embora historicamente tenham sido distintos os ambientes apropriados a cada um dos estudos – filosofia e teologia –, a teologia, enquanto compreensão da fé, não se concretiza senão através do recurso à capacidade racional de elaboração e síntese do ser humano. Tanto

440 Wolterstorff enfatizaria que a adesão a uma religião implica da parte do crente em atos participativos como: o culto, leitura e interpretação de escrituras sagradas, oração, meditação, autodisciplina, submissão às instruções, atos justos e caridade, em suma: mudança e transforma de comportamentos que sinalizam e materializam a adesão à fé. Neste sentido, a religiosidade é indubitavelmente lugar epistemológico, pois promove conhecimento e transforma a visão de mundo, encerrando um comportamento diferenciado – cf. WOLTERSTORFF, Nicholas. Epistemologia da religião. In: GRECO, John; SOSA, Ernest (Org.). Op. cit., p. 469.

441 Cf. RATZINGER, Joseph. Natureza e missão da teologia. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 13. 442 Cf. Ibid., p. 15-16.

que, enquanto ciência positiva e especulativa, a teologia está profundamente enraizada na articulação racional dos conteúdos da fé.

O Papa João Paulo II procurou enunciar esta difícil relação afirmando a busca da verdade e sua adesão, como objetivo conjunto de cada um desses esforços intelectuais. E o fez alertando o que chamou de “tarefas atuais da teologia”, que acabam por elucidar o problema proposto acima:

Enquanto compreensão da Revelação, a teologia, nas sucessivas épocas históricas, sempre sentiu como próprio dever escutar as solicitações das várias culturas, para permeá-las depois, por meio de uma coerente contextualização, com o conteúdo da fé. Também hoje lhe compete uma dupla tarefa. Por um lado, deve cumprir a missão que o Concílio Vaticano II lhe confiou: renovar as suas metodologias, tendo em vista um serviço mais eficaz à evangelização. [...] Mas, por outro lado, a teologia deve manter o olhar fixo sobre a verdade última que lhe foi confiada por meio da Revelação, não se contentando nem se detendo em etapas intermédias. [...] Essa tarefa, que diz respeito em primeiro lugar à teologia, interpela também a filosofia.443

Pelo enfatizado acima pelo Papa João Paulo II, o esforço racional, dito filosófico, tem lugar na teologia, enquanto instrumental, como “o espelho onde se reflete a cultura dos povos”444, que interpela e questiona a teologia na sua busca e adesão à verdade, não apenas

como conjunto ideológico, mas como à pessoa do Verbo Encarnado, Jesus Cristo.445

Neste sentido, especificamente, reside o cerne da problematização deste subtítulo: a adesão à fé cristã conforma um conjunto de atitudes próprias dos cristãos, que identificam e caracterizam a fé, na sua consecução histórica; assim, as imagens da Igreja, enquanto modo de expressão, historicamente constituído, da fé e da relação da humanidade com Cristo, verificam-se como lugar epistemológico da ciência teológica, pois possibilitam conhecimento das consequências históricas do modo com o ser humano experimenta e transmite sua relação com Deus.

443 Cf. Fides et ratio, 92 – grifos nossos. 444 Cf. Fides et ratio, p. 103.

Belgede Mimaride Seramik (sayfa 9-0)

Benzer Belgeler