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2. GENEL BİLGİLER

2.2. Ankilozan Spondilit

2.2.10. Ankilozan Spondilitte Tedavi

2.2.10.2. Farmakolojik tedavi

Por ser atividade que a lei confere ao sujeito passivo, no cumprimento de dever instrumental de declarar o valor59 que deverá ser

rigor, não há, realmente, ato algum que possa ser designado, com propriedade, ato discricionário, pois nunca o administrador desfruta de liberdade total. O que há é exercício de juízo discricionário quanto à ocorrência ou não de certas situações que justificam ou não certos comportamentos e opções discricionárias quanto ao comportamento mais indicado para dar cumprimento ao interesse público in

concreto, dentro dos limites em que a lei faculta a emissão deste juízo ou desta opção.”

57Id. Ibid., p. 373, menciona o relacionamento entre órgão e funcionário.

58Não se pode olvidar das causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, art. 151 do CTN. 59Para ser liquidada a prestação do crédito, isto é, para se chegar ao seu quantum, são pressupostos todos os

elementos integrantes da regra-matriz de incidência, desenvolvida por PAULO DE BARROS CARVALHO (Curso de direito tributário... p. 344-345), ainda que não haja exigência legal para que todos sejam postos objetivamente, quando da conformação do crédito tributário pelo sujeito passivo, ou seja,

recolhido aos cofres públicos a título de tributos, o ato instrumental de lançamento ou lançamento por homologação, conforme foi batizado pelo CTN, está sujeito a posterior revisão pelo sujeito ativo.

Dependendo da conduta, comissiva ou omissiva, da autoridade administrativa, a fase de homologação, período de tempo em que o ato instrumental de lançamento está sujeito à revisão, poderá culminar com: a) revisão de ofício do lançamento, nos casos do art. 149 do CTN, que poderá resultar em i) emissão de ato administrativo de homologação expressa60 ou ii) ato administrativo de lançamento e/ou imposição de multas punitivas (exemplo: lançamento suplementar); b) conduta da administração que faça pressupor a homologação, i) conduta omissiva da administração, isto é, dá-se, simplesmente, o silêncio da administração em face do ato instrumental de lançamento61, ii) conduta omissiva em face de pedido do sujeito passivo ou de provocação do sujeito passivo62, dentro dos cinco anos estabelecidos pelo art. 150, § 4º.

venham a ser indicados quando do preenchimento de declarações de ordem tributária referentes a tributos federais, estaduais ou municipais. Ver SANTI, Eurico Marcos Diniz de. Decadência e prescrição no

direito tributário... p. 198.

60Não se estudarão os tipos de homologação expressa que o direito positivo admite pois esse assunto é mais

específico ao tema “lançamento”, sob o ponto de vista documental. Este trabalho focaliza mais a questão da competência para lançar.

61Conforme o § 4º do art. 150 do CTN, se a lei não dispuser de outro modo, esse prazo será de cinco anos a

contar da data da ocorrência do fato gerador.

62Hipótese em que não cabe mais a declaração retificadora ou em que haja necessidade de revisão para

eventual exercício do direito do fisco ou do contribuinte (por exemplo, repetição de indébito, pedido de compensação ou restituição, creditamento de tributos, etc).

Observe-se a dicção do art. 150 e parágrafos do CTN, in

verbis:

"Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.

§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste art. extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento.

§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito.

§ 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação.

§ 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação".

O caput explica como ocorre o lançamento por homologação: opera-se pelo ato de autoridade administrativa que

Essa atividade, evidentemente, não é a atividade do pagamento, que por si só indica apenas que houve ingresso de dinheiro nos cofres públicos. É necessário que, pelas vias próprias, seja identificado a que título esse numerário ingressou no erário, isto é, qual a obrigação que está sendo adimplida. Além disso, o mesmo caput fixa em que situações deve ocorrer esse lançamento: somente quanto a tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. Para a antecipação do pagamento é necessária, no mínimo, a liquidez, isto é, o quantum, que é apurado pelo lançamento fiscal (no caso, será o ato instrumental de lançamento praticado pelo sujeito passivo que liquidará a prestação).

O § 1º do art. 150 esclarece que o pagamento antecipado, empreendido pelo sujeito passivo, é causa de extinção do crédito tributário - CTN, art. 156, primeira parte do inciso (inc.) VII, sob a condição resolutória da homologação, quer dizer, a homologação não é condição da extinção do crédito, mas termo ad quem do direito de revisar o ato instrumental de lançamento pelo fisco, o qual se dá após o fluxo temporal de cinco anos, somado à conduta omissiva do fisco. Pode ocorrer a homologação tácita com qualquer conduta omissiva ou comissiva do fisco que importe em assentimento ao ato instrumental de lançamento.

O § 2º dispõe que não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. Quer dizer, embora o pagamento antecipado seja causa de extinção do crédito, a relação jurídica da obrigação referente à prática do ato instrumental de lançamento somente se dará por satisfeita após a homologação da atividade do sujeito passivo, quer seja expressa, quer seja tácita, quer se dê pela passagem do intervalo de tempo de cinco anos, conforme consignado no § 4º do art. 150 do CTN63.

Assim, não há que se confundir a obrigação principal (crédito tributário, § 1º do art. 113 do CTN) com a obrigação acessória (deveres instrumentais, § 2º do art. 113 do CTN).

O § 3º ressalva que os atos praticados, conforme dispõe o § 2º, serão considerados na apuração de saldo devedor e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. Em outras palavras, caso haja revisão do lançamento, os atos praticados visando à extinção total ou parcial do crédito anteriormente apurado serão considerados apenas para efeito de apuração de saldo devedor, ou seja, não serão considerados para efeito do cumprimento de obrigação acessória.

O § 4º fixa prazo para a revisão do ato instrumental de lançamento (cinco anos a contar da data da ocorrência do fato gerador, salvo

disposição legal em contrário) e atribui os efeitos de homologação expressa ao silêncio da administração no final do tempo determinado. Expirado o prazo sem pronunciamento da Fazenda Pública, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, isto é, não há possibilidade de lançamento de espécie alguma, ou seja, não há qualquer obrigação, no sentido de relação jurídica, que dê suporte a qualquer espécie de crédito, salvo a comprovada ocorrência de dolo, fraude ou simulação.

Efetuado o ato instrumental de lançamento (em que fica apurado o valor do crédito pelo sujeito passivo sem sua modificação pela Administração em razão de eventual revisão do ato instrumental) e tendo em vista a conduta omissiva em relação ao dever de pagar e a expiração do prazo para pagamento, nada mais obsta o encaminhamento do crédito tributário para inscrição em dívida ativa.

Aqui, não há que se falar em prévia notificação para pagamento ou impugnação da multa e dos juros de mora, pois tais valores decorrem de penalidades pecuniárias, cuja hipótese de incidência é impontualidade na entrega da prestação, isto é, são valores acessórios64, cuja existência pressupõe a obrigação principal, que não obstam a sua cobrança, nem suspendem a sua exigibilidade. Ao contrário, somente serão quando o crédito decorrente do tributo também for suspenso.

64Vide art. 167 do CTN, que dispõe sobre a restituição de juros de mora e outras penalidades pecuniárias na

Nada impede que haja a prévia cobrança amigável para posterior encaminhamento à inscrição em dívida ativa e conseqüente execução fiscal presidida pelo Poder Judiciário.

Benzer Belgeler