• Sonuç bulunamadı

4. FAALĠYET TABANLI MALĠYETLENDĠRME

5.2 Üretim Maliyetlerinin Belirlenmesi

5.2.2 Faaliyetlerin tanımlanması

Alguns grupos humanos estão presentes de forma muito contundente na formação da nação Israelita. Isto é o que será visto por meio das análises historiográficas, sociopolíticas, econômicas e religiosas do período.

Os estudos das narrativas patriarcais em sua historicidade e tradição falam que antepassados de Israel vieram originalmente da Alta Mesopotâmia. A cidade de Haram foi o ponto de partida de Abraão (Gn 11,32; 12,5). Nos textos bíblicos (Jz 3,1), esta tradição é confirmada. Haram é o centro das passagens das caravanas araméias à Mesopotâmia, conhecido como a rota das caravanas (Akk. Paddânu) de Aram108; Aram (Acádio harrânu).

A história dos judeus se confunde com a migração de uma tribo suméria que, por volta do século XVIII a. C., abandonou a Caldéia para se estabelecer no país de Canaã. Há três designações diferentes para este mesmo agrupamento humano. Eles são identificados como: arameus, grupos abraâmicos ou patriarcas.

Alguns estudiosos109 preferem identificar os grupos abraâmicos em outro

segmento social, os hapirus110, Donner e outros, preferem identificá-los como

arameus. Apenas três características uniam estes grupos entre si: a) não eram grupos muito antigos; b) viviam disseminados por toda a região de Canaã; c) possuíam um estilo de vida nômade ou seminômade.

Muitos pesquisadores dizem que esses grupos chegaram do deserto sírio- arábico pela transumância111 continuada. Já outros acreditam que eles surgiram a

partir da própria região de Canaã. Alguns mais enfáticos afirmam que Canaã foi invadida por uma onda de arameus migrantes, mas essa possibilidade é remota.

Segundo Donner, “[...] o surgimento dos arameus está relacionado primordialmente com as reestruturações de camadas populacionais e mudanças nos papéis sociais dentro das terras e da cultura [...]” .112

A atividade econômica desses grupos era o pastoreio de gado miúdo e, por

109 R.T.O. Callangham. Aram Naharim, p.96

110 Israel Finkelstein; Neil Asher Silbermann. A Bíblia não tinha razão. p. 37.

111 A transumância consistia na mudança de “acampamentos” de uma região para outra devido às

alterações climáticas de estações, o que criava a constante necessidade de se buscar novos pastos para os rebanhos. Já a transmigração era a mudança de um grupo para outra região devido a outros fatores como, por exemplo, fome, mudanças políticas e etc. Um mesmo grupo transumante poderia ser também transmigrante de acordo com a situação.

isso, viviam nas estepes e não se permitiam sedentarizar113. Entretanto, a

diversidade dos grupos seminômades e nômades era muito abrangente e nem se restringe à pré-história israelita, pois esses grupos continuam existindo até os dias de hoje 114.

Provavelmente os arameus também escolhiam as estepes para fugir do tributarismo cananeu, que era uma imposição das cidades, sobre os habitantes do campo.

As narrativas bíblicas demonstram que esses grupos não viam as cidades com bons olhos, pois elas eram os lugares onde as mulheres corriam perigo (Gn 34,1-4). A lei da hospitalidade, que regia a vida dos habitantes do deserto, não era respeitada, os viajantes eram mal-recebidos (Gn 19,6-8), os moradores não eram confiáveis, havia guerras e sequestros (Gn 14) e as pessoas importantes da cidade tomavam para si os poços cavados pelos beduínos (Gn 26,25).

Por essa razão, muitos pesquisadores consideram os patriarcas de Israel como arameus, e essa memória também se tornou normativa com o fechamento da Torá, pois o credo, recitado no momento de entrega das ofertas de primícias, diz: “[...] meu pai era um arameu errante que desceu ao Egito com um punhado de gente e ali morou como estrangeiro [...]” (Dt 26,5).

Pode-se inferir, portanto, que os grupos arameus115 estiveram presentes em toda a região de Canaã durante o período em que Israel se estabeleceu como nação. Independentemente de isto significar ou não se esse era o grupo humano mais representativo na formação da nação, é inegável sua relevância para a compreensão da história e da sociologia da nação Israelita116.

Entre os grupos abraâmicos, a condição de vida, tanto das mulheres quanto das crianças, era melhor quando comparadas à vida delas nas cidades, onde as crianças poderiam até mesmo ser sacrificadas à divindade. Nesses grupos seminômades, a criança era encarada como uma dádiva da divindade, um sinal de

113 Milton Schwantes, História de Israel vol.1: Local e origens, p. 67, 68 e 85.

114 Herbert Donner, História de Israel... p. 59; Milton Schwantes, Op. Cit., p. 67, 68 e 85. 115 Paul Johnson, História dos Judaítas, p. 25 - 26.

116 Schwantes e Johnson, concordam em identificar Abraão não como parte dos arameus, mas como

hapiru. Abraão seria um "[...] líder de um desses grupos hapiru imigrantes, um chefe substancial, com 318 servos treinados, nascidos em sua casa [...]” 15 (Gn 12,4 e 14,10-17). Quando esses hapirus cresciam e prosperavam, havia conflitos (Gn 13,6-11 e 21,22-31), causavam um desconforto diante dos reis locais, que não desejavam que os hapirus ficassem mais poderosos que eles próprios.p.25 85.

bênção sobre a posteridade 117.

A vida das mulheres também era de fundamental importância nos grupos arameus. Eram notáveis seus papéis na sociedade, tanto afetivos quanto determinadores de um novo rumo para a história. Há que se considerar também que a mulher exercia importante papel na atividade religiosa do clã.

O interessante estudo de Teubal118 enfatiza importantes elementos culturais sobre a atuação religiosa, tanto de Sara, Rebeca e Raquel, quanto da própria Agar, no contexto do Israel patriarcal. A Torá apresenta essas matriarcas como visionárias, ou seja, como mulheres que também recebiam a revelação de Deus.

Tradicionalmente eles acreditavam em um único Deus, aquele que havia se revelado aos seus antepassados. A religião dos hebreus tinha em si a característica salvífica. O sistema de crença circulava em torno da ideia da aliança entre Deus e o patriarca Abraão e suas promessas de que seus descendentes seriam numerosos e herdariam a terra.

O monoteísmo não era específico dos hebreus: com Aton, o Egito já tinha passado pela tentativa do monoteísmo. Os babilônicos também tinham um deus único, que era a Lua, entretanto, a concepção do Deus dos hebreus se distinguiu na medida em que Este interagia precisamente na história para libertar o oprimido e para exaltar os justos.

Embora os antepassados de Israel tenham origem em muitos lugares diferentes, existe uma exortação constante da parte de Deus para que eles não se contaminem com os deuses dos demais povos: “Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosse o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Dt 7,6 (ARA). A exortação era para que não se contaminassem e tampouco se deixassem influenciar pelos falsos deuses. Aliás, Deuteronômio 1; 2; 3, insiste nessa questão da repetição das exortações à obediência.

No primeiro discurso de Moisés, na planície do Jordão, ele fala acerca dos outros povos como, por exemplo, os edomitas, moabitas e amonitas, e fala também dos heteus, dos girgaseus, dos amorreus, dos cananeus, dos fereseus e heveus – as outras sete nações mais numerosas e mais poderosas que eles (Dt 7,1). Esses

117 Herbert Donner, Op. Cit., p. 59.

118 Savina Teubal, Matriarcas e visionárias, p. 259 – 275. Sobre a liderança religiosa feminina de

períodos posteriores em Israel, podem-se encontrar dois capítulos em, Athalya Brenner. A mulher

povos não eram povos sedentários. Segundo a história narrada nos textos da biblioteca de Mari, eram povos seminômades, possivelmente com os mesmos problemas de sedentarizarão de Israel.

Benzer Belgeler