4. FAALĠYET TABANLI MALĠYETLENDĠRME
4.2 Faaliyet Tabanlı Maliyet Sistemi
4.2.4 Faaliyet tabanlı maliyet sisteminin tasarlanması
4.2.4.1 Faaliyetlerin belirlenmesi
observar os quatros capítulos, vê-se que os personagens sempre voltam ao seu ponto de partida, ao seu lugar de origem, como se as cenas se desenrolassem em círculos, de forma a situar o leitor onde está o centro do assunto. No texto em estudo, as coisas acontecem em lugares certos e marcados, com suas delimitações, tendo-se a eira, a casa da sogra e o portão.
1.8 DATA
No texto bíblico, a narrativa do Livro de Rute teve inicio no período em que os juízes governavam Israel, um dos períodos mais turbulentos da história, logo após a morte de Josué. Para o redator, Boaz era filho de Raabe, aquela que protegera os espiões enviados por Josué (2,1). Não existe um senso comum sobre a data ou qual juiz governava Israel.
Sobre o Livro de Juízes, as datas são mais precisas. Será analisado o que os estudiosos dizem a respeito do livro de Juízes, para achar alguma pista que ajude na datação do livro de Rute.
No seu livro Judges: A Comentary, Soggin84 faz um estudo profundo sobre o livro de Juízes, e ele coloca a hipótese de que o livro seja uma redação deuteronomística de estórias épicas, que tratam de figuras que são chamadas juízes, as quais não exercem as funções comumente atribuídas a um juiz e os acontecimentos em Rute estão aparentemente entrelaçados ao livro de Juízes (Rt 1,1).
Depois da queda do reino do Norte, foram juntadas todas as histórias de Israel, em suas diferentes fases (722 a.C), perfazendo a primeira edição de Juízes, sendo a obra conhecida como História Deuteronomística (HD).
Soggin comenta que os Juízes fazem parte da obra deuteronomista, mas que ainda existe muito a pesquisar sobre Juízes que indicará possíveis linhas de reflexão sobre o assunto.
Para ele, o livro de Juízes possivelmente tenha sido escrito pelo último redator de Josué, já que seguiu a lógica e a estória contada. Mas, admite que, com
84 ALBERTO Soggin, Judges, p. 208.
essa hipótese, são oferecidas várias maneiras de se aprofundar no estudo sobre a cronologia, data da redação, as tensões e contradições dos textos. A falta desse elemento o distingue dos outros textos semelhantes (6, 33; 3,7-11, 12-30), onde, normalmente, quando o povo era oprimido, clamava a Deus, e Deus erguia um juiz para salvá-lo. O Juiz é o Messias, o resgatador do povo.
Soggin85observa que, no texto de Jz 10,17-11,1, Deus não ergueu e nem chamou um juiz para o povo. A falta desse elemento o distingue dos outros textos semelhantes (6,33; 3,7-11,12,30), onde normalmente quando o povo era oprimido clamava a Deus, e Deus erguia um juiz para salvá-lo.
Nesta perícope (Rt 4,1-12), não há um juiz, mas sim um grupo de anciãos que julgam as causas. Tradicionalmente, os lideres israelitas descritos no livro foram denominados juízes. Infelizmente o termo dá uma impressão errônea da terminologia hebraica e essa terminologia é utilizada também como um sentido de falsa certeza, no que se refere a quais eram as funções desses lideres. Essa questão sobre as funções dos anciãos-juizes foi abordada de maneira mais profunda durante a exegese do texto.
Gottwald86 faz um comentário sobre a Juíza Débora, e do seu relato poético
da batalha (Jz 4), dizendo que é uma obra literária cuidadosamente elaborada, para comunicar uma surpreendente mensagem “feminista”, que tem por objetivo dramatizar a maneira pela qual o Senhor deu a Israel poder sobre os guerreiros cananeus, por meio das mulheres, em vez de os homens87.
Por analogia, alguns historiadores dizem que foi no tempo em que Débora julgava Israel, então, na primeira secção do livro de Juízes, que se encaixaria Rute. Como já visto, determinar a datação de Rute é uma das questões mais difíceis para os estudiosos dessa obra, já que as propostas de datação estendem-se desde a época de Samuel até o Século III a.C., em função de que os historiadores têm em mente três posições:
1a-Rute trata de uma época pré-exílica entre os Séculos X e VIII e essa posição se baseia nas características lingüísticas, na sua prosa clássica e no contexto teológico do livro. Mas, antes do exílio, os escritos falam dos
85 Idem.
86 K Gottwald. Norman Introdução SocioLiterária da Bíblia Hebraica, p. 244.
87 Vale à pena citar que Gottwald estabelece em Rute sua redação no Século XI, entre a transição do
período tribal de Israel, para o sistema monárquico, que fez surgir uma literatura da corte, ao lado das antigas formas orais de vida tribal. p.248
pobres e, não citam órfãos e viúvas. Segundo o Comentário Bíblico Atos, p. 285 é mais provável que os eventos aqui tenham acontecido na segunda metade do Século XII, na época de Jefté e Sansão, que compõem a segunda parte do livro de Juízes, descrevendo um quadro de inquietação civil, desintegração social, violência, imoralidade sexual, agressões e guerras “Naqueles dias não havia reis em Israel” (Jz 21,25). 2a-A narrativa foi escrita no tempo do exílio; esta hipótese se apóia na
abundância dos restos do aramaico e no arcaísmo de fatos históricos (Rt 4,7), nas discrepâncias com as leis deuteronomistas e em sua abertura universalista.
3a-A composição data do pós-exílio. As pesquisas recentes e opiniões dos exegetas pautam por datar o livro entre os Séculos V e VI. Partindo do pressuposto de que se está no pós-exílio, tem-se um povo voltando, inicialmente como narrado nos livros históricos de Esdras e Neemias e em Zacarias, apoiados nas propostas dos restauradores Zorobabel, Esdras e Neemias, propostas estas que não despertaram plenamente no povo, o compromisso de cumprir a sua responsabilidade de restaurar o país com uma visão de unidade nacionalista.
Na análise exegética, optei por trabalhar a datação no pós-exílio, Rute como um dos escritos tardios do Século VI, um tempo de reestruturação social, onde a prática do exercício da lei se desenvolveu por meio dos anciãos no portão, a lei era regulada pelas relações humanas e atingia o social da comunidade, passando a ser de âmbito sócio-antropológico, nada se falando de templo, sacerdote ou de rituais festivos de oferendas, pois não se está no contexto do sagrado mas no espírito “Esperança em Israel” .
Com relação a essa questão de data, cito Thomas Hobbes88, que diz: “o tempo de origem dos livros deveria ser determinado por meio dos próprios livros, independentemente da tradição que eles vivenciem”.
88 Hobbes Thomas, O Leviatã, Desenvolvimento da Teoria 1691. Esta conclusão o levou a negar a
origem mosaica do Pentateuco afirmando que o Pentateuco havia sido editado por Esdras e que a partir de fontes antigas os escritos de Rute teriam sido desenvolvidos neste mesmo clima. O pensamento de Hobbes contribuiu com área cientifica da critica bíblica. www.http://publicacoes- online.blogspot.com/2009/10/leviata-o-hobbes-thomas.
1.9 GÊNERO LITERÁRIO
Os exegetas não vêem Rute como um livro histórico e que pertença ao mesmo gênero literário dos livros de Crônicas, Samuel e Reis. Essa narrativa, segundo Morris, é um dos poucos documentos do mundo antigo descrevendo um processo legal.
O livro está relacionado aos mesmos gêneros literários 89, quanto à estrutura, ao conteúdo e à extensão das obras narrativas dos contos folclóricos, sagas, comédia, idílio ou novela curta; os estudiosos não possuem um comum acordo em relação ao assunto.
Por definição, todo texto que traga em si um foco narrativo com enredo, envolvendo uma ou mais personagens, situado em tempo e lugar e tenha um conflito interno e um desfecho final é classificado como narrativo, podendo ser não-ficcional (pois se baseia na realidade), ou ficcional (aquele que inventa um mundo onde os acontecimentos ocorrem de uma forma coerente em toda a história), e o livro de Rute possui essas definições.
Quanto à temática, às narrativas desse texto, podem ser histórias de suspense, de amor, de ficção. A narrativa literária como esta, costuma se apresentar em forma de prosa; na verdade, o texto narrativo, de uma forma sucinta, é um processo de exteriorização de um acontecimento conhecido de narrativa histórica popular, onde ninguém sabe o fim da lenda e o começo da história; é uma historia primitiva, baseada em estórias que corriam na boca do povo, um misto de elementos verídicos e legendários.
Normam K.Gottwald90, ao se referir sobre o processo da composição literária
dos livros da Bíblia Hebraica, diz que existem de 59 a 200 gêneros literários, e cita Livro de Rute definindo-o como novela91. Para Gottwald, os capítulos do livro de Rute foram elaborados por meio de uma cuidadosa ligação entre si e que possuem uma enorme complexidade. Gottwald diz que a novela do livro de Rute é um dos poucos livros na Bíblia Hebraica que possui uma unidade simples, e foi composto
89 Gêneros literários são geralmente divididos em tês grupos: narrativo épico, lírico e dramático, esta
divisão partiu dos filósofos da Grécia antiga. Essas três classificações básicas englobam outras categorias menores comumente denominadas subgêneros.http://pt.wikipedia.org/wiki/ 2009.
90 Norman, K Gottwald. Introdução Socioliterária A da Bíblia Hebraica, p.102.
91 Novela é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a
por um único autor. Isso significa que um único autor citou, por meio de outras fontes, e pode estar declarado no texto ou ter sido deduzido das provas internas.
Por vezes, uma obra escrita basicamente como uma unidade, pode ter tido uma pré-história oral; o livro de Rute teve forma anterior, possivelmente de saga oral, diz Gottwald, já os demais livros bíblicos, em sua maioria, possuem indícios de serem provenientes de autoria compósita.
A influência da tradição oral, direta ou indiretamente, contribuiu na formação das estruturas literárias; essas formas orais possuíam estruturas características e formas verbais, tratavam uma série habitual de tópicos e eram declamadas em situações específicas da vida. Houve uma repentina explosão de atividades literárias à medida que as antigas formas orais foram reassumidas na escrita. Gottwald92 comenta que a relação da tradição oral e suas formas, com a composição literária da Bíblia Hebraica, é ainda um assunto complicado, e que ainda está para ser explorado pelos críticos bíblicos e literários.
Para Gottwald, o livro é uma boa trama novelesca, ou melhor, uma historieta (pequena novela), sendo este, a historieta, um gênero literário que aparece durante os períodos problemáticos na Bíblia Hebraica, com seus múltiplos episódios da história israelita (Rute, na época de Juízes, Jonas, na época dos assírios e Ester, na época dos persas).
Como se pode observar, o gênero literário em Rute é ainda uma questão aberta entre os estudiosos. Particularmente, os escritos de Rute são narrativos com forma de novela, já que dentro do texto têm-se alguns cortes específicos, que focam com maior intensidade um determinado assunto, em relação a outro, parecendo que o tempo pára nessa questão. Exemplificando, pode-se citar a questão do resgate da terra, como assunto primordial nesta perícope.
1.10 GÊNERO DO AUTOR
A interpretação da palavra Gênero que será usada, é a definida por J. Cheryl Exum:93
92 K. Norman Gottwald, Introdução Socioliterária da Bíblia Hebraica, p.104.
[...] por gênero refiro-me à definição cultural de comportamento considerado apropriado aos sexos numa dada sociedade num momento determinado. Em contraste ao sexo, que é biológico, gênero é culturalmente criado. O termo patriarcal refere-se tanto a uma ideologia como a um sistema social no qual mulheres são subordinadas aos homens, e homens jovens a homens mais velhos.
A palavra gênero indica uma rejeição ao determinismo biológico implícito no uso de termos como “sexo” ou “diferença sexual”. O “gênero” sublinha também o aspecto relacional das definições normativas de feminilidade. As que estão mais preocupadas com o fato de que a produção dos estudos femininos centra-se sobre as mulheres de forma muito estreita e isolada, utilizaram o termo “gênero” para introduzir uma noção relacional no vocabulário analítico.
Segundo essa opinião, as mulheres e os homens eram definidos em termos recíprocos e nenhuma compreensão de qualquer um poderia existir por meio de estudo inteiramente separado. Talvez o importante seja que o “gênero” era um termo proposto por aquelas que defendiam que a pesquisa sobre mulheres transformaria fundamentalmente os paradigmas no seio de cada disciplina.
As historiadoras feministas94 assinalaram muito cedo que o estudo das mulheres acrescentaria não só novo tema, como também iria impor uma reavaliação crítica das premissas e critérios do trabalho científico existente:
Aprendemos que inscrever as mulheres na história implica necessariamente na redefinição e no alargamento das noções tradicionais do que é historicamente importante, para incluir tanto a experiência pessoal e subjetiva, quanto as atividades públicas e políticas.
Esse uso do “gênero” é um aspecto que poderia ser chamado de procura de uma legitimidade acadêmica, pelos estudos feministas nos anos ’80. O gênero se torna, aliás, uma maneira de indicar as “construções sociais”: a criação inteiramente social das ideias sobre os papéis próprios aos homens e às mulheres. É uma maneira de se referir às origens exclusivamente sociais das identidades subjetivas dos homens e das mulheres. O gênero é, segundo essa definição, uma categoria social imposta sobre um corpo sexuado.
A questão do estudo Gênero se justifica nos textos e narrativas da Bíblia Hebraica, onde exista um espaço aberto para as mulheres instigadoras como Raabe (Js 6,22) Débora (Jz 5), Jael (Js 4,17) e muitas outras, que possuem uma
participação coadjuvante, desde o período pré-monárquico.
Phylllis Bird95comenta que o status e a função das mulheres no Israel Antigo,
em geral subordinado aos homens, variavam consideravelmente nos diversos períodos da historia. Não é este o caso do livro de Rute, que age de maneira diferençada das mulheres (Pr 11,16; Rt 3,11) que são referendadas nas outras narrativas; Rute é apresentada na mais alta graciosidade e dignidade.
A maioria dos comentaristas não concorda com essa hipótese de ser uma mulher o escritor. Apóiam a autoria masculina, embora, atualmente, segundo Campbell96, esteja sendo questionada essa hipótese em relação a ser uma mulher, em função do predomínio de muitas protagonistas mulheres no livro, além do ponto de vista histórico, que acabam contribuindo para que seja uma mulher a compositora do livro.
Na opinião de Goitein97, Rute foi escrito por uma mulher idosa e bastante sábia, pois o livro dá mais ênfase a Noemi e seus próprios interesses e termina com as bênçãos sobre Noemi e não sobre Rute e, geralmente, o desfecho das histórias bíblicas é determinante para o propósito de todo o relato.
Neste estudo partir-se-á do pressuposto de que o autor e redator do texto bíblico é homem. Concorda-se que há uma pluralidade de interpretações dos textos bíblicos, por vários historiadores, como referendado ao fazer-se uma leitura feminista.
Então, tem-se a visão de mundo em Rute, expressada pelo olhar masculino; um olhar epistemológico como na maioria dos escritos, quando a perspectiva de um olhar com uma leitura feminina é silenciada, até mesmo excluída.
Uma vez mais se é surpreendido pela redação do texto deste pequeno livreto de Rute, em que as ações do personagem Boaz são a de um verdadeiro cavalheiro; a cortesia masculina é exercida por Boaz, durante todas as suas falas.
95 A. Bird Phyllis, “Images of Women in the Old Testament”, in Atalaya Brenner.
96 E.F. Campbell Ruth, A New Translation witch introduction, Notes and Commentary, p.47.
97 S.D Goitein. Flyumin-migra. Studies in the Bible, p. 49. Este texto foi traduzido para o Português e
1.11 CONSIDERAÇÕES
Será feita uma breve recapitulação do que já foi exposto. É o retorno dos irmãos judeus (Ne 5) que estavam na Babilônia98.
O redator do livro de Rute é do pós-exílio. Então, está-se vivendo e presenciando o momento sociopolítico e econômico narrado no contexto histórico dos livros de Esdras e Neemias, momento da reestruturação da nação de Israel.
Os dois livros históricos, Esdras e Neemias, trabalham assuntos e temas bastante polêmicos, que falam da volta do povo do exílio, e do relacionamento social com o povo da terra, que havia ficado: os remanescentes. Os problemas sociais causados pelas diferenças econômicas e culturais entre os judeus campesinos, que haviam ficado em Jerusalém, e nas cidades das adjacências e se encontravam agora mais pobres e mais miseráveis.
Os Judeus que voltavam da Babilônia traziam objetos valiosos e ouro (Ne 5). As diferenças entre as classes sociais na comunidade ultrapassavam as questões sociais e eram imensas, variando desde a fome, casamentos mistos, falta do culto a Yahweh, a falta do templo, a usura, e a venda dos próprios filhos, a desestruturação de famílias etc.
Assuntos semelhantes aos desta perícope, estão narrados na composição dos escritos de Esdras (Ed 5) e Neemias. E essas riquezas de informações, semelhantes aos do tema de estudo é que serão compartilhados.
Em ambos os acontecimentos, no retorno pós-exílio e em Rute, tem-se um povo economicamente angustiado e, ao mesmo tempo, ameaçado pela fome. Havia um grande risco para ambas as comunidades. Nas duas situações, as mulheres de Esdras Neemias-Rute exerceram papéis de destaque e iniciativas próprias, com presença relevante nas histórias descritas por esses livros.
Esta estrutura sobre a restauração da comunidade pós–exílica se encontra intimamente ligada ao livro de Esdras, onde o povo desesperançado lutava para deitar novamente os alicerces da fé em Deus, mas, o desânimo tomava conta de tudo e o projeto de restauração do templo ficou paralisado por quatorze anos (Ed
98 Com a permissão do rei da Persia Ciro, e sob a liderança de Zorobabel, que era um representante
da casa real davídica na Babilônia, e do sumo sacerdote Josué, uma pequena porção da nação exilada volta para Jerusalém (Ed 5).
4,24) e assim teria permanecido, se a Graça, a Hesed, de Deus não os tivesse alcançado por meio das palavras ditas pelo profeta Ageu (520 a.C.) Era a esperança sendo gerada por meio da palavra profética.
Turnnermann99 diz que o editor do livro de Esdras organizou o material de
uma forma padrão, de modo que obteve uma coerência teológica única. Resumindo, Turnnermann conclui que as atividades de Deus operante e a sua presença não eram achadas pelo povo, pois ela não estava no que se via, no que existia, que era o estado político, que era governo, nem tão pouco no templo, que se encontrava destruído.
Segundo Kaiser100 as circunstâncias da vida forçaram os homens a alargarem seu modo de pensar com relação à promessa interna de Deus. E, com certeza, se recordaram das promessas messiânicas.
Kaiser ainda comenta que o fato de o templo permanecer em “ruínas” (hareb, Ag 1,4), tornou-se isso, um desgosto para Yahweh, que Ele convocou uma “seca” (“horeb”101 Ag 1, 11) sobre a ceifa, a colheita do povo da terra. “Convoquei uma seca sobe a terra e sobre os montes102, sobre o trigo, sobre o mosto, sobre o vosso óleo novo, sobre tudo o que o solo produz, sobre os homens sobre o gado, sobre todo o trabalho de suas mãos”. (Ag 1, 11). As profecias do oráculo Ageu dão informações que ajudam a entender o porquê, que talvez a cidade de Belém estivesse em estado de calamidade e de fome, nos tempos da viagem, fuga de Elimeleque e sua família. Talvez essa descrição do profeta Ageu, conduza ao panorama que as cidades próximas a Jerusalém viviam.
Geograficamente, Belém está situada, em uma região suscetível ao clima, à escassez de fontes de águas, e isso faz com que o povo dependa das chuvas e dos poços, então, a população dependia de cisternas103 para o seu
abastecimento. Parece que a prática de construção de cisternas fazia parte da cultura local e também da dos vizinhos do outro lado do Rio Jordão (Moabe).