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TEMMUZ-EYLÜL 2020 DÖNEMİNE İLİŞKİN BEKLENTİ ve HEDEFLER

A. FAALİYET SONUÇLARI TABLOSU

As empresas do setor de combustíveis sofrem uma carga tributária desde a refinaria até o consumidor final. Conforme apresentado nos quadros demonstrativos anteriores, um estudo com base em informações da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em todo Brasil, da Revista da Fecombustíveis, e da Minaspetro.

Neste estudo de caso os dados serão de uma rede de postos de combustíveis, que aqui não terá seu nome revelado, sendo denominada simplesmente como rede de postos de combustíveis em todo o trabalho. A rede a ser estudada iniciou-se em 1984, com a abertura de seu primeiro Posto de Combustível, e no final de 2012, através da aquisição e abertura de outros, perfazia o total de 24 postos de combustíveis.

O estudo será focalizado nos dados dos custos propriamente pagos pelo revendedor de combustíveis, ou seja, Imposto e Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, pois os outros tributos, conforme verificamos neste setor é pelo sistema de alíquota Concentrada, substituição tributária, (impostos já pagos na refinaria) o qual já está recolhido na origem do produto, e já compõem o seu custo.

Vamos conhecer a D.R.E. - Demonstração do Resultado do Exercício social de cada empresa do grupo do Exercício de 2012, com suas receitas, custos e despesas, e resultado apurado. Na etapa seguinte analisaremos, o relatório comparativo das formas de tributação aceita pela legislação atual e exemplificações, ou seja: Presumido ou Lucro Real Trimestral e Lucro Real Balanço Suspensão. Sendo que a empresa em questão apresentada um fato impeditivo para apuração pelo Simples, pois o faturamento é superior ao limite de R$ 3.600.000,00 na maioria das empresas. Seguindo um mapa comparativo com simulações dessas formas diferente de opções de tributação, no movimento apresentado pela empresa.

Considerando o quadro Comparativo dos Custos das Opções aceita pela Legislação, conforme os dados apresentados, serão desenvolvidos uma orientação da melhor forma que a empresa deveria optar para sua apuração de tributos federais baseados neste exercício de 2012.

As empresas serão denominadas de número 1 a 24, pelo qual as identificaremos sem apresentar seus nomes, e serão apresentados em relatórios contendo resultados da D.R.E. Demonstração do Resultado do Exercício findo no exercício de 2012:

Tabela 5-Demonstração do Resultado do Exercício de 2012 das empresas 1, 2, 3, 4 e 5

Tabela 7-Demonstração do Resultado do Exercício de 2012 das empresas 11, 12, 13, 14 e 15

Tabela 9-Demonstração do Resultado do Exercício de 2012 das empresas 21, 22, 23, 24 e Total Geral

Tabela 10–Resumo das D.R.E. - Demonstração do Resultado do Exercício de 2012 das empresas de 01a 24 e Total Geral em R$ 1.000

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ANÁLISE DOS RESULTADOS

No Gráfico 3 apresentam-se os valores que seriam pagos caso a empresa optasse pelo Lucro Presumido, pois a empresa teria custos tributários de Imposto de Renda e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) em todos os meses, pois a incidência se deve sobre o valor da Receita, sendo calculada uma presunção de Base para o Imposto de Reando de 1,6%, sendo devido o percentual de 15%, mais o adicional de 10% sobre o lucro que exceder ao valor de duzentos e quarenta mil reais por ano ou vinte mil reais por mês proporcionalmente, e uma presunção de base para a Contribuição do Lucro Líquido de 12%, sendo devido o percentual de 9%. Percebe-se que o custo da CSLL é desproporcionalmente muito maior, considerando que a base de 1,6% do Imposto de Renda, passa para uma base de cálculo de 12% para cálculo do Lucro Presumido da CSLL.

Gráfico 3– Custo Tributário de IR/CSLL com opção pelo Lucro Presumido

No Gráfico 4, observamos que com a opção pelo Lucro Real Trimestral em algumas empresas não houve carga tributária de IR e CSLL, pois como é baseado em Lucro Real, a empresa pode ter apresentado prejuízo, sendo assim não há incidência de tributos naquele trimestre, mas sendo devido nos trimestres que apresentaram resultado líquido positivo.

Gráfico 4– Custo Tributário de IR/CSLL com opção pelo Lucro Real Trimestral

No gráfico5 observamos que com a opção pelo Lucro Real com Balanço de Suspensão, é um resultado mais justo, pois considera o resultado geral conforme levantamento do balanço em cada mês do exercício, sendo devido apenas no mês com resultado e compensado dentro do exercício os resultados negativos apresentados. Sendo assim a carga tributária de IR e CSLL, só será devida conforme o resultado geral da empresa no exercício. Neste caso a empresa pode alternar entre Balanço de Suspensão e recolhimentos por estimativa, para posterior compensação quando lhe for mais oportuno.

Gráfico 5– Custo Tributário de IR/CSLL com opção pelo Lucro Real Balanço de Suspensão

No gráfico 6, comparamos o custo das três opções, percebe-se que mesmo sendo Lucro Real, no caso trimestral pode ocorrer de resultar lucro em um determinado trimestre, ser tributado e no outro resultar um prejuízo e ser compensado nos próximos, mas o anterior já foi tributado, de forma que podemos compensar prejuízos em resultados futuros mas não podemos compensar lucro anteriores em prejuízos futuros.

Quadro 9 - Lucro Real Trimestral x Lucro Real Anual (Balanço Suspensão Mensal)

Gráfico 6 - Comparação dos Custos Tributários de IR/CSLL nas três opções

Comparando os três últimos gráficos em um quadro, percebemos que o resultado tributado com base no Lucro Real Balanço de Suspensão daria uma economia na carga tributária da empresa. Estes valores baseados nos D.R.E. apresentados seriam de:

Quadro 10–Apuração do Custo total de IR + CSLL nas três opções.

Percebe-se que se todas as empresas tivessem optado pelo Lucro Real Balanço Suspensão, teria apresentado uma vantagem financeira de R$ 295.951,00, economizando 17,16% dos custos efetuados, porém se a empresa for incorporada em uma única sociedade, a economia para este cenário seria de R$ 1.724.190, pois a empresa não teria o custo tributário de Impostos e Contribuições sobre o Lucro considerando que a empresa não apresentou lucro, e sim um prejuízo no seu resultado geral de R$ 2.722.149,00. Sendo assim seu prejuízo seria reduzido em 63,34%.

Vamos considerar um cenário em que a empresa realmente apresentasse um lucro na proporção de 1,6% sobre o seu faturamento, como prevê a legislação. Percebe-se que o Imposto de Renda da Opção Tributário do Lucro Presumido não difere tanto da carga tributária do lucro real, considerando que a base é de 1,6%, mas a Contribuição Social, apresenta valores desproporcionais à realidade da maioria dos postos de combustíveis.

Quadro 11– Apuração do Custo total de IR + CSLL nas duas opções. Previsão de Cenário caso o Lucro Líquido do Lucro Real

Igualasse ao Lucro Líquido do Lucro Presumido.

Obs. Previsão baseada nos dados reais, para o Lucro presumido, considerando a hipótese dos Resultados atingirem os mesmos percentuais previstos também no Lucro Real.

Gráfico 7 - Comparação dos Custos Tributários de IR/CSLL Previsão de Cenário caso o Lucro Líquido do Lucro Real se

Igualar ao Lucro Líquido do Lucro Presumido.

Os Custos Tributários do Imposto de Renda seria o mesmo, porém a Contribuição social, neste caso, seria apenas 13,34 % do valor devido. Porém neste caso temos receitas com Combustíveis que a base é de 1,6% e receitas com Peças e Lubrificantes que a base é de 8%, e em alguns meses teremos Adicional de Imposto de Reanda de 10% sobre os valores do lucro quando excede a R$ 240.000,00 no exercício. Em outras palavras podemos considerar que o quadro que demonstra com clareza somente as receitas de Combustíveis (Gasolina, álcool, Diesel, etc.) seria a seguinte.

Previsão de Cenário para as empresas do Setor de combustível em geral caso o Lucro Líquido do Lucro Real seja igual ao Lucro Líquido do Lucro Presumido, ou seja uma previsão de 1,06%. Verificamos que o Custo do Imposto de Renda seria o mesmo a ser recolhido caso a empresa não atinja os limites do adicional, mas a Contribuição Social, seria muito maior, pois no Lucro presumido deverá ser pago com a Base de 12%, e no lucro real, usaremos a mesma base de cálculo do Lucro para o Imposto de Renda que é de 1,6%, sendo assim as empresas do setor, pagaria de CSLL, 13,33% do valor devido no Lucro Presumido.

Chegamos à outra conclusão não esperada que foi a incorporação de todas as empresas em uma única, pois o resultado geral apresentou um prejuízo de R$ 2.772.249,00, que em um faturamento de R$ 752.513.095,00 representa 0,3683% valor que já está sendo tomadas algumas atitudes administrativas para reverter, mas significa que a empresa incorporada em uma só, não teria custo tributário de IR e CSLL, no caso de Balanço Suspensão mensal no exercício de 2012.

CONCLUSÃO

Normalmente o leão é o animal associado aos tributos em razão da voracidade pela qual é conhecido. A semelhança com a voracidade fiscal procede, como procuramos demonstrar, tanto na parte histórica, quanto na parte da análise da carga tributária feita neste trabalho. Na verdade, muitos países têm carga tributária alta em relação ao PIB, como por exemplo, Suécia (52%), Alemanha (36%), Canadá e Espanha (35%) e Japão (30%), todos eles países ricos. Ocorre que esses países aumentaram a carga tributária depois que cresceram, contrariamente ao que vem acontecendo no Brasil, que tenta crescer com uma imposição de carga tributária abusiva.

Esta alta carga tributária é um dos principais motivos das falências das pequenas e médias empresas, conforme pesquisas do SEBRAE. A sociedade só percebeu a importância destas empresas, quando passou a representar uma grande parcela na economia dos estados e sua responsabilidade de geração de empregos. Assim o interesse começou a surgir, inclusive pela comunidade política, econômica e acadêmica.

O Planejamento Tributário visa, mediante o conhecimento acurado das operações dos clientes e dentro do ambiente dos dispositivos legais vigentes, a identificar a forma mais econômica de organizar os negócios e configurar as sociedades. Entre as medidas que poderão ser sugeridas, incluem-se as reestruturações societárias e/ou a reorientação de procedimentos operacionais, administrativos, contábeis e tributários.

As normas contábeis apresentam três demonstrativos para serem analisados, D.R.E. (Demonstrativo do Resultado do Exercício), o D.V.A. (Demonstrativo do Valor Adicionado) e o D.F.C. (Demonstrativo do Fluxo de Caixa), porém neste trabalho a análise foi baseada apenas nos D.R.E.s das empresas, pois foi uma opção para podermos comparar com dados que dariam a base tanto para o Lucro Presumido como para o Lucro Real. A nomenclatura do Resultado Operacional e Resultado não operacional, foi mantido, pois os relatórios estavam na sua maioria conforme a Legislação anterior, considerando que estas empresas ainda não estão obrigadas à publicação do balanço, e ainda não se atualizaram para as novas nomenclaturas de Resultados Continuados e Resultados não Continuados.

Por meio deste trabalho apresentamos um estudo de caso de situação que a legislação determina uma alta carga tributária para o setor de postos de abastecimento de combustíveis, comprovando que a opção tributária do Lucro Presumido que muitas vezes é vantajosa para as empresas que no caso poderia usufruir para este segmento é na maioria

das vezes inviável, pois o legislador considera os altos custos do setor para a base do lucro líquido do Imposto de Renda (98,40), mas coloca o setor em paridade com a indústria e o comércio como base para a contribuição social (88%).

O estudo foi efetuado com base em dados do passado, podendo não ser adequado em um cenário diferente ou para outra rede, pois se efetuou uma análise profunda do caso, mas não podemos generalizar todo setor. O trabalho limita-se mais em demonstrar a importância do planejamento tributário para o setor, e a desproporção do percentual da base de cálculo do IR com a base para CSLL, determinados pela legislação atual. Prejudicando um setor que faz parte de uma categoria muito importante da economia, o que nos leva a conclusão da necessidade imediata dos governos apresentarem um plano extrafiscal de incentivo para a categoria, mantendo assim todos os negócios viáveis, com a manutenção dos empregos e da arrecadação dos impostos.

A empresa em estudo teria o custo tributário elevado se optasse pela tributação do Lucro Presumido, já com a opção do Lucro real Balanço Suspensão/Estimado, a empresa paga 13,40% do imposto devido da opção anterior, porém no grupo algumas empresas fazem opção do Lucro Presumido e outras pelo Lucro Real Trimestral. Como a empresa é do mesmo proprietário, o ideal é a incorporação em uma única empresa, o qual apresenta o melhor e mais justo custo tributário, nesta situação como a empresa no seu balanço consolidado apresentou um prejuízo, o seu custo de IR e CSLL no exercício de 2012, seria zero, certo que não é o objetivo de nenhuma empresa ter prejuízos, mas no momento que apresenta, não é correto pagar encargos que não lhe seja devido.

O Planejamento Tributário visa a identificar a forma mais econômica de organizar os negócios e configurar as sociedades. Entre as medidas que poderão ser sugeridas, incluem-se as reestruturações societárias e/ou a reorientação de procedimentos operacionais, administrativos, contábeis e tributários.

Concluímos que devido a alta carga tributária e as dificuldades do setor em estudo, deve-se efetuar um planejamento tributário para as empresas deste segmento, pois o risco de aumentar estes custos por não haver planejamento das informações contábeis e administrativas, pode levar a empresa a pagar tributos demasiadamente onerosos que poderiam ser evitados com base no passado.

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