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EYLÜL 2001 VE SONRASINDA ABD İLE İLİŞKİLER

B. SAVUNMA POLİTİKASINDA REFORM VE NATO İLE İLİŞKİLER

C. 11 EYLÜL 2001 VE SONRASINDA ABD İLE İLİŞKİLER

MUNICIPAIS DE SAÚDE

Nesta seção, pretendemos compor um perfil dos conselheiros a partir de variáveis: conselheiros residentes no município; grau de escolaridade; média salarial; gênero predominante; e critérios para se tornar conselheiro, com o intuito de analisar seu papel fiscalizador nas decisões das ações e serviços de saúde.

Michels (1982) afirma que a massa urbana da organização decide as demandas mais importantes, sejam estas demandas específicas da cidade ou campo. O gráfico abaixo demonstra que a maioria dos conselheiros reside no município de atuação do Conselho que representa. Entre os municípios, o conselho de Benevides demonstra uma diferença maior entre esses residentes, enquanto que nos demais conselhos pesquisados esta diferença é mínima. Neste sentido, quanto mais próximo do centro, maior o índice de conselheiros residentes no município de atuação.

Podemos dizer também que isto é um indicador da fragilidade organizacional dos municípios afastados do centro, concordando, assim com Michels (1982), que afirma que a massa urbana da organização decide sobre as demandas mais importantes, sejam estas demandas específicas da cidade ou campo, interferindo nas condições locais, nas decisões de ordem tática, tendo os membros que habitam longe dos grandes centros apenas um papel coadjuvante nas decisões.

Desta forma, os dados confirmam uma fragilidade organizacional existente nos municípios afastados do centro, bem como afirma Michels (1982). Como bem afirma o autor, não há como garantir democracia pura. Sendo assim, podemos afirmar que, baseado nos dados levantados, as decisões locais são definidas por um grupo especializado, com autoridade e conhecimento mais elevado, do que os membros que habitam longe dos grandes

centros, que tem papel coadjuvante, pois todos os assuntos de ordem tática exigem um conhecimento especializado.

Gráfico 1 - Residem ou não no município de atuação do CS.

Fonte: Elaboração própria (2011).

Dentre os conselhos da RMB pesquisados destacamos que o grau de escolaridade predominante é o ensino médio.

O gráfico 2 demonstra que no conselho de Belém prevalece o ensino médio completo, posteriormente o ensino superior completo e incompleto entre os conselheiros. No Conselho de Marituba ocorre o inverso, prevalecendo entre os conselheiros o ensino superior incompleto e o ensino médio completo. No Conselho de Benevides há variações, apresentando maior número de conselheiros com ensino superior completo, posteriormente com número abaixo o ensino médio completo e ensino superior.

Michels (1982) afirma que as massas têm uma necessidade intensa de direção, mesmo as massas organizadas, devido às diferenças no grau de cultura e educação entre seus membros. Isto garante mais poder e influência aos dirigentes, sendo estes vistos como indispensáveis, e assim participam comumente de várias organizações e ocupam diversos cargos, sendo o acúmulo de funções uma característica dessas lideranças.

Isso demonstra que ainda há disparidades entre o grau de escolaridade, principalmente se compararmos os segmentos dos usuários, dos profissionais de saúde e o segmento dos gestores.

No segmento dos gestores é onde encontramos o nível mais elevado de escolaridade: o ensino superior completo e a pós-graduação, disparidade identificada entre os segmentos,

principalmente no Conselho de Benevides. Isso comprova o desnível de conhecimento entre os conselheiros, tornando o entendimento de assuntos da política de saúde de forma global mais limitada e complexa aos segmentos dos usuários e dos profissionais de saúde, concentrando maior capacidade técnica e decisória ao segmento dos gestores. Isto é um fator decisivo dentro da função fiscalizadora do Conselho, pois este só terá condições de participar da devida fiscalização da política de saúde municipal, se tiver as informações necessárias para atuar no Conselho.

Gráfico 2 – Grau de escolaridade dos conselheiros.

Fonte: Elaboração própria (2011).

O gráfico 3 demonstra que no Conselho de Belém, mais de 70% dos conselheiros recebem até dois salários mínimos; no conselho de Marituba, 50% dos conselheiros recebem acima de cinco salários mínimos; e no Conselho de Benevides, aproximadamente 30% dos conselheiros recebem acima de cinco salários mínimos.

No entanto, a relação do nível salarial mais alto ainda se concentra no segmento dos gestores e prestadores de serviço, o que demonstra certa dependência dos segmentos dos usuários e profissionais de saúde, visto que estes fazem parte da gestão e dependem financeiramente da mesma.

De acordo com Olson (1999), os indivíduos se unem num grupo ou organização por compartilharem de um interesse comum ou coletivo. No entanto, os interesses puramente individuais não são anulados, mas movidos por um interesse em comum. É preciso superar a ação individual, pois não existe um grupo sem interesses.

Diante da afirmação de Olson (1999), podemos dizer que os dados comprovam que as decisões a serem tomadas pelo Conselho de Saúde estão diretamente relacionadas com sua

condição de dependência financeira, devido os conselheiros estarem vinculados a empregos formais na gestão atual.

Gráfico 3 – Média salarial dos conselheiros.

Fonte: Elaboração própria (2011).

Os dados abaixo demonstram que quase 100% é do gênero masculino no Conselho de Belém, bem como no Conselho de Marituba, com 70% de conselheiros do gênero masculino, enquanto que em Benevides 50% é do gênero masculino e 50% é do gênero feminino. Pode-se afiramar com isso, que o gênero masculino ainda é predominante na maioria dos Conselhos.

Esse dado apresentado levanta indicadores importantes para estudos futuros, sobre a paricipação política da mulher. No gráfico 4 apresentado observamos que ainda há um desequilíbrio da participação da mulher na esfera política na estrutura do Conselho de Belém e de Marituba, contrariamente ao que ocorre no conselho de Benevides, que vem equilibrando os gêneros na sua gestão atual, o que nos questiona se é apenas uma coincidência ou um sinal de maior inserção política da mulher. Este suposto equilíbrio da participação da mulher no Conselho pode ter sido um critério na escolha dos conselheiros.

Em geral os dados confirmam significativa disparidade de gênero dentro do papel político do conselho, que ainda tem na sua representatividade a participação efetiva da figura masculina nas decisões das políticas de saúde da Região Metropolitana de Belém.

Gráfico 4 - Gênero predominante entre os conselheiros.

Fonte: Elaboração própria (2011).

Podemos dizer então que o perfil atual dos conselheiros da RMB é de: uma composição de representantes que são predominantemente residentes do seu município de atuação; o ensino médio é o grau de escolaridade que prevalece entre os conselheiros; em relação ao gênero, o masculino prevalece; a média salarial varia de um município para outro, sendo que no Conselho Belém, a média é de até dois salários mínimos, no Conselho Marituba a média é de até cinco salários mínimos e no Conselho Benevides a média salarial é bastante variada, sendo que menos da metade dos conselheiros recebe até cinco salários mínimos. No entanto, há uma característica em comum observada entre estes Conselhos, pois os maiores salários ainda se concentram no segmento dos gestores e prestadores de serviço.

Considerando a teoria da ação coletiva utilizada neste trabalho, na perspectiva de Olson (1999) e Michels (1982), as possibilidades dos Conselhos Municipais atuarem em prol dos direitos à saúde, como preconiza o SUS, são limitadas, no máximo dois anos de mandato, podendo este ser prorrogado, visto que as diferenças e desníveis de conhecimento e interesses individuais dos conselheiros são superiores aos interesses coletivos.

Desta forma, a função fiscalizadora estudada neste trabalho, mesmo sendo uma ação inerente dos CS é prejudicada ao longo de seu processo de atuação, por envolver interesses difusos, barganhas e negociações que estão além dos interesses coletivos de bem estar do cidadão brasileiro, que tem direito à saúde pública de qualidade.

6.3 O CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DA REGIÃO METROPOLITANA DE

Benzer Belgeler