Performance of Tunnel Form Building Structures
4. Experimental Studies
# =L
(3) Direito ao trabalho em condições de igualdade e dignidade; (4) Direito à saúde plena; (5) Direito à educação com equidade e (6) Direito a uma vida livre de sexismo.
Além disso, o corpo do Plano inclui fundamentos conceituais; diagnóstico sobre a situação das mulheres; objetivos: principal e objetivos; previsão de 120 ações e a indicação das entidades comprometidas com o desenvolvimento de cada um dos direitos (Vide Anexo D)
Dada a relevância do PIOEG como parte da construção da Política Pública das Mulheres em Bogotá, notaMse que é um documento amplo, contendo informações atualizadas sobre as condições de vida das mulheres na cidade, até 2004. Indica também os objetivos e as ações a serem desenvolvidas em seus 12 anos de duração. O PIOEG conta com um sistema de acompanhamento e monitoramento que permitirá avaliar seu desenvolvimento e impacto na vida das mulheres.
ConsiderandoMse a importância do documento, fazMse necessário apresentar seus aspectos mais relevantes. São eles:
-0 & # : Avançar no reconhecimento, na garantia e restauração dos direitos humanos das mulheres; de todas as idades; culturas; orientações sexuais; condições éticoMraciais; situações econômicas vulneráveis; ou mulheres deslocadas pelo conflito armado e mulheres com capacidades motoras, visuais, auditivas, psicológicas ou cognitivas diferenciadas, visando alcançar a igualdade de oportunidades e de equidade de gênero por meio da incorporação de ações afirmativas nas políticas, planos e projetos, no Distrito Capital.
Conforme já dito, os direitos que integram o PIOEG são seis. Um breve resumo de cada um deles e o seu objetivo correspondente estão indicados a seguir:
& & L : A violência contra o gênero feminino constitui uma violação aos direitos humanos e às liberdades fundamentais. Limita total ou parcialmente a mulher no reconhecimento, gozo e exercício desses direitos e liberdades. A violência contra as mulheres representa as
relações baseadas em um exercício de poder desigual entre homens e mulheres. De acordo com o diagnóstico dessa época (2004), 74% das vítimas de violência familiar são mulheres, e o grupo que exige mais atenção é o de mulheres com idade entre 20 e 30 anos, que representam 58% do total. O diagnóstico permite identificar os casos de violência nas regiões administrativas e respectivos bairros. É por meio de denúncias feitas pelas mulheres que se conhece o drama, embora se saiba que a maioria não denuncia por medo ou desconhecimento de seus direitos.
Objetivo geral: Avançar na erradicação da violência de gênero, reconhecendo e garantindo o direito das mulheres de todas as idades, culturas, etnias e condições a uma vida sem violências.
X 4 : DefineMse a
participação e representação das mulheres como um direito, um começo, um meio, um fim e um dever. Direito, pois constitui uma condição para alcançar o exercício pleno de sua cidadania; começo, porque constitui um dos pilares fundamentais da democracia; meio, porque é um caminho específico pelo qual se opta por consolidar a democracia; fim, porque faz parte dos processos que levam à realização humana; e dever, uma vez que se trata de é uma das obrigações da cidadania: participar da vida cívica e política do Estado.
Em relação à participação e representação feminina em espaços de decisão pelo voto popular, como o Conselho de Bogotá e as Juntas Administrativas Locais (JAL), o número de mulheres continua sendo pequeno, quando comparado ao de homens. Nas eleições de 2003 para Conselho Municipal, as solicitações, não chegam a 17%, e o percentual de eleitas foi de 7,14%. Outra área de baixa participação feminina se dá nas prefeituras locais91. Nas listas enviadas pelas JAL, não existiam nomes de mulheres, um requisito da Lei de Cotas (Lei N° 581 de 2000). Em 2004, existiam 14 prefeitos locais e 6 prefeitas. No ano de 2005, o Prefeito Garzón indicou mulheres para todas as
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Enquanto o Prefeito Mayor é eleito por voto popular, os prefeitos e prefeitas locais, em número de 20 (um/a para cada região administrativa) são nomeados/as pelo Prefeito Mayor.
prefeituras locais (20), ação que teve excelente reconhecimento público. A participação política na Colômbia é muito limitada, lembrando que o voto não é obrigatório, conforme foi mencionado na Introdução.
Objetivo geral: Garantir a participação e a representação de interesses, necessidades e direito das mulheres de todas as idades, culturas e etnias e condições para o exercício pleno de sua cidadania e fortalecimento da democracia, no Distrito Capital.
- 4 B # # : Uma das
razões da existência de iniquidades e desigualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho tem sido a distribuição de tarefas e funções caracterizadas pelo gênero, uma constante histórica na organização social. Essa divisão de trabalho, tida como “natural”, é reforçada pelos valores culturais e se traduz em uma hierarquia em termos de valorização social, outorgada aos papéis que homens e mulheres desempenham, assim como às funções que ocupam, sustentando relações desiguais de poder.
Socialmente, o trabalho feminino tem sido considerado invisível, enquanto o trabalho dos homens é reconhecido e valorizado. Atualmente, as mulheres se qualificam mais e ocupam diversos cargos, inclusive alguns de grande responsabilidade. Somado ao trabalho profissional, elas continuam desempenhando o trabalho doméstico, pois tanto social quanto culturalmente, é considerado “natural” à sua condição de mulher. O problema mais grave refereMse à desigualdade salarial. Os homens continuam a receber 30% mais do que o salário das mulheres que ocupam o mesmo cargo e possuem o mesmo nível de escolaridade92. Como se sabe, as mulheres trabalham mais e ganham menos.
Objetivo geral: Promover o exercício pleno dos direitos econômicos de mulheres de todas as idades, etnias, culturas e condições, além do
92 Jornal El Espectador. Y
2 0 # 4 - Z Disponível em:
<www.elespectador.com/impreso/negocios/articuloimpresoM204473MmujeresMgananMmenosMlosM hombres>. Acesso em: 22 maio 2010.
reconhecimento de sua contribuição para a vida econômica da cidade e o livre acesso ao emprego, em condições de igualdade e dignidade.
X G : O Plano Setorial do Distrito reconhece que, para diminuir as desigualdades e injustiças e evitáMlas, é necessário entender a saúde como um bem público, um direito humano essencial para uma vida plena, sendo uma obrigação do Estado e, portanto, a sua garantia constitui uma responsabilidade social. Sob a ótica da equidade em saúde para as mulheres, é essencial considerar a equidade de gênero na situação da saúde, bem como na atenção, gestão e avaliação do trabalho das mulheres em saúde, dentro do Produto Interno Bruto (PIB).93
No levantamento de 2004 verificouMse que não há dados segmentados por sexo, na população atendida pelo regime subsidiário de saúde do SISBEN94. Por esse motivo, não se conhece os motivos e as causas da morte feminina. Não há informações relacionadas às condições de vida das mulheres, à sua jornada de trabalho produtivo e reprodutivo.
Nos estudos e pesquisas Profamília (2000), verificaMse que as mulheres apresentam porcentagens maiores que os homens (63,7%), quando se tratam de doenças do tipo neoplasias ou tumores, doenças hipertensivas e cerebrovasculares, principalmente as mulheres com idades entre 45 e 60 anos ou mais. De acordo com o Profamília e a Secretaria de Saúde, a mortalidade materna em Bogotá está relacionada diretamente às causas obstétricas, atingindo 94,2% das grávidas. A principal causa obstétrica é o transtorno hipertensivo da gravidez e préMeclampsia, seguida de eclampsia, totalizando 40,2%, no ano de 2003 (PIOEG, 2005:49).
93 Esse direito tem como referência a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1978, e a Organização
Panamericana de Saúde (OPM), 2004.
94
Consiste no Sistema de Identificação e Classificação de Potenciais Beneficiados para os programas sociais do Estado. É um instrumento – pesquisa – que serve para identificar e classificar as pessoas pobres de acordo com o seu nível socioeconômico. Dependendo do nível (1= mais baixo e 3 = mais alto) entre os pobres, o Estado disponibiliza subsídios para a saúde, vida e educação. As famílias ganham um carnê que se define o nível em que se encontram: 1, 2 ou 3. Informação do Ministério de Proteção Social.
Em relação à saúde sexual e reprodutiva, as mulheres não têm as instruções necessárias para utilizar determinados métodos ou recorrem a estratégias inadequadas às suas características reprodutivas. Nos serviços de saúde, não há assistência necessária e/ou a usuária não a solicita, principalmente nos centros de atendimento público (PRIETO, 2007).
Objetivo geral: Identificar, restituir e garantir o exercício do direito das mulheres de todas as idades; culturas; orientações sexuais; condições etnicorraciais; situações socioeconômicas vulneráveis ou de deslocamento pelo conflito armado; capacidades motoras; condições visuais, auditivas, psicológicas ou cognitivas diferenciadas para gozar de uma saúde plena; acessar os serviços de saúde que considerem suas necessidades e interesses e participar da elaboração de uma perspectiva de gênero nos Programas de Saúde do Distrito Capital.
X : A igualdade de gênero na educação se
resume em eliminar todo tipo de discriminação nas práticas educacionais baseadas em sexo e nos sistemas de valorização culturais [e] por meio do desenvolvimento das capacidades e potencialidades das mulheres e dos homens em todos os locais de sua existência e convivência95. O Plano Setorial de Educação 2004M2008 inclui em seus objetivos a construção de relações equitativas de gênero e entre os grupos étnicos a fim de reduzir todas as formas de discriminação contra pessoas com necessidades educativas especiais.
O sistema educativo é sexista. As práticas pedagógicas são sexistas e discriminatórias. Vários estudos evidenciam que o currículo explícito aparenta ser “neutro” e despido de qualquer tipo de discriminação ou exclusão, porque o conhecimento é apresentado como universal e comum a todas e todos. No entanto, o currículo considerado “oculto” corresponde a tudo que ocorre nas escolas e está fora da programação formal. É onde se
95
No PIOEG, a base dessa definição é da UNESCO, Dirección Nacional de Equidad para las Mujeres, 1996.
evidenciam outras formas de aprendizagem no que diz respeito ao espaço educativo e a forma como a escola está organizada.
A escola reflete o que é “socialmente estabelecido”: os costumes, as formas de relacionamento e a organização de espaços e horários. Incorpora também os elementos fundamentais da cultura, desenhando o que “deve ser” como é o caso de guias de como comportarMse e agir. Conforme Cláudia Linares, afirma: “a Escola, continua exercendo uma poderosa influência
etnocêntrica, androcêntrica e universalista nos processos de socialização colocando as diferenças em uma posição subordinada, desigual e excluída”. (Entrevista realizada em Bogotá, em 7 de novembro de 2010)
No PIOEG, existem alguns números que indicam paridade nos níveis educativos. No entanto, durante o ano de 2004, somente 44% das mulheres da população jovem – com idades entre 14 e 16 anos – estavam estudando. As mulheres constituem maioria na educação superior: “Em Bogotá, do total de matriculados no ensino superior no ano de 2003, 190.000 eram mulheres e 171.000 homens”96. Os números da educação são positivos para as mulheres, porém não se refletem na renda ou nos cargos de direção. Em relação aos homens, as mulheres estão em desvantagem, no mercado de trabalho.
Objetivo geral: Garantir o exercício dos direitos de meninas, jovens e adultas, negras, afrodescendentes, indígenas, raizales (naturais da Ilha de San Andrés), rom (cigana), de acordo com a sua cultura, orientação sexual e condições biofísicas, socioeconômicas, de deslocamento, de reintegração e de desmobilização, de origem rural ou urbana e que o sistema educativo do Distrito Capital as reconheça e valorize como indivíduos de conhecimento e sabedoria.
& K : A cultura é definida como o conjunto de referenciais distintos, tanto intelectuais, quanto afetivos, que
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caracterizam uma sociedade ou grupo social, relacionandoMse também com o senso artístico e estético [e]. Corresponde às práticas e significados mediante os quais identidades, subjetividades e exercícios de diversas cidadanias são construídos.
O direito das mulheres a uma cultura livre de sexismo significa identificar o sexismo e o androcentrismo nas mentes individuais e coletivas de todos os espaços de construção de conhecimento e sabedoria: nas relações sociais; nas informações; nas mensagens transmitidas diariamente; nas expressões artísticas, musicais, televisivas e em outros aspectos que reforçam o estereótipo e a discriminação de indivíduos e grupos.
Objetivo geral: Reconhecer, restituir e garantir o direito das meninas, jovens e adultas, negras, afrodescendentes, indígenas, raizales (naturais da Ilha de San Andrés), rom (ciganos), segundo a sua cultura, orientação sexual e biopsicofísica, socioeconômica, situação de deslocamento, reinserção e mobilização rural e urbana, a desfrutar de uma cultura livre de sexismo, discriminações e exclusões.
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No âmbito internacional, o PIOEG obteve reconhecimento especial e foi qualificado como “boas práticas de gênero”. Recebeu um prêmio outorgado pelo “Projeto Regional na América Latina Genera”, proposto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) 97. TrataMse de uma importante premiação, pois concorreu com mais de 50 (cinqüenta) projetos da região latinoamericana. O diferencial do PIOEG se evidenciou em sua iniciativa de permitir que vozes de pessoas comumente silenciadas fossem ouvidas e suas propostas escritas. Nas palavras de Martha Sánchez: “O plano está sendo constantemente alimentado e
fortalecido graças à participação dos diferentes setores da comunidade” (entrevista
realizada em Bogotá, em novembro de 2009).
97
Disponível em: <www.bogota.gov.co/portel/libreria/php/x_frame_detalle.php?id=21070>. Acesso em: 2. ago. 2009
O processo de construção do Plano impactou a vida das mulheres e desencadeou outras dinâmicas de organização e participação local. As mulheres reconhecem que a proximidade do processo, em suas comunidades, permitiu que elas expressassem suas necessidades e interesses. Para articular propostas, o Plano também possibilitou o encontro com outras mulheres em diversos cenários. As representantes da Associação de Mulheres e Mães Abrindo Caminho (AMMAC), assim expressam sua experiência:
“Começamos a participar de algumas reuniões onde analisamos nossa vida no bairro, nossas necessidades, os problemas diários e suas possíveis soluções. Nesta época, participamos também de Encontros Cidadãos98 e nos demos conta de que havia muito mais mulheres. Então, pedimos recursos para os projetos locais C dirigidos a nós, mulheres. Esse fator influenciou no Plano de Desenvolvimento Local. Podemos dizer que nossa organização foi visibilizada e conhecida por várias mulheres, além da Administração Local e Distrital.” (Entrevistas realizadas em Bogotá, nos
dias 15, 22 e 29 de abril de 2010)
Além disso, as mulheres mostraram que tanto nas discussões e debates referentes à formulação do PIOEG, quanto em outros eventos, argumentações muito fortes e “calorosas” foram apresentadas em meio ao confronto de idéias. De acordo com as representantes da AMMAC: “Em vários encontros, havia mulheres da igreja, de
partidos tradicionais, mulheres que não queriam falar sobre mulheres e as reacionárias a temas como sexualidade, aborto e identidades sexuais”. Embora elas
considerem que não se trata de temas para realização de acordos coletivos, “se
discute e se reconhece que eles existem e que a sociedade não pode ser indiferente ante a realidade que nós, mulheres, vivemos!”. (Entrevistas realizadas em Bogotá,
nos dias 15, 22 e 29 de abril de 2010)
Indiscutivelmente, nessa primeira fase (2004M2005), destacaMse o trabalho chamado “Mesa de Mulheres Diversas”, considerado um momento de construção de envolvimento, confiança, debates e acordos. Para a equipe do Escritório de Mulher e
98 Os Encontros Cidadãos correspondem aos espaços em que a população das regiões
administrativas se reúne para discutir as prioridades da comunidade e os projetos cuja realização depende de seu encaminhamento para as JAL e Prefeitura Local para a concessão de recursos financeiros.
Gêneros, dirigida por Juanita Barreto, as ações da Mesa se constituíram em uma referência fundamental para se conhecer os níveis de organização e participação das mulheres na cidade. As informações fornecidas pela Mesa de Mulheres Diversas permitiam identificar as integrantes dos vários grupos, as redes, as lideranças e cidadãs que, no dia a dia, lutam pela melhoria da qualidade de vida de suas comunidades.
Durante essa fase, denunciouMse o racismo, o sexismo, a discriminação, a exclusão e a violência. Algumas mulheres enfatizaram sua condição particular de afrodescendentes, imigrantes, desempregadas, com limitações físicas, visuais, entre outras. Para essas mulheres, as questões de gênero se colocavam em segundo plano. Segundo Fuentes (2009:154):
De fato, as mulheres de populações étnicas não assumem uma postura crítica em relação ao sexismo e ao machismo que prevalecem em suas comunidades. A única política que não adotou especificamente a perspectiva de gênero foi a política dirigida à população afrodescendente da cidade, formulada entre 2005 e 2008.
Ao se trabalhar com populações que colocam a defesa de sua identidade étnica, cultural e racial como prioritárias, a discussão das questões das mulheres se torna mais complexa. Nas comunidades, verificaMse o “perigo” presente no pensamento de mulheres brancas, ocidentais e urbanas, quando sentem ameaçadas suas crenças, costumes, valores e a preservação geral da identidade coletiva. A maioria das comunidades indígenas fala do “equilíbrio” entre homens e mulheres com atribuições definidas pela lei “natural”, tendo um homem como portaMvoz. Nas comunidades afrocolombianas, as mulheres evitam denunciar qualquer fato que se refira a um homem da localidade.
De acordo com Fuentes (2009), a luta das mulheres teve como sua primeira reivindicação de igualdade, a sua condição de subordinação e de desigualdade em relação aos homens. Já os grupos étnicos defendiam o direito à diferença e à diversidade, colocandoMse contrários à proposta de homogeneidade cultural que caracteriza os EstadosMNação. As mulheres exigem respeito aos seus direitos
humanos enquanto cidadãs, da mesma forma que os grupos étnicos defendem seus direitos coletivos. Essa situação gera tensões e conflitos em meio aos interesses políticos dentro dos referidos grupos sociais.
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=V 7
' # +! Cartaz de divulgação da Política Pública de Mulher e Gêneros: Plano de Igualdade de
Oportunidades e a Equidade de Gênero, 2005
Em um dos primeiros documentos apresentados à opinião pública, no ano de 2004, um grupo de mulheres, assessoras do Prefeito Maior de Bogotá, enfatiza que este foi um momento histórico, político e social de formulação da Política Pública de Mulher e Gêneros, no Distrito Capital:
A Política Pública de Mulher e Gêneros tem, hoje, lugar na história de Bogotá. Os processos e ações referentes à sua construção oferecem aportes significativos para o avanço em relação à garantia dos direitos humanos e à diminuição das desigualdades injustas e evitáveis; constroem uma cidade comprometida com o Estado Social de Direito, envolvendo mulheres e homens que exercem sua cidadania e reconhecem sua diversidade, exercitando diariamente os princípios de solidariedade, autonomia, diversidade, equidade, participação e integridade99.
Quanto ao momento histórico que representava para as mulheres ter uma política pública de mulher e gêneros, várias questões foram levantadas para ampliar o debate: Por que uma política para mulher e gêneros em Bogotá? O que entendemos por política pública de mulher e gêneros? Para que serve uma política de mulher e gêneros? Qual o caminho proposto para a construção da política da mulher e gêneros? Quem serão as pessoas responsáveis por esse processo?
Cada uma destas questões foi se desdobrando, ao longo do processo e novas inquietações surgiram centradas no exercício da cidadania. A idéia era que as mulheres que habitavam na capital conhecessem as propostas e resolvessem participar desse momento histórico. Foi a primeira vez que Bogotá apostava na construção coletiva de uma política pública para mulheres e reconhecia a diversidade cultural e de gêneros.
Curiosamente, como bem salientou Valcárcel (2008), todo o grupo de mulheres segue sem referência, sem passado, sempre recémMchegadas, sempre no ano zero, e tudo começa com as mesmas dificuldades. Talvez, as mulheres de Bogotá atual desconheçam ou tenham se esquecido de sua história. Ou, talvez, as mulheres que conheçam a realidade, percebam, identifiquem e concluam que, apesar de todas as lutas travadas por vários anos, ainda vivam em condições de desigualdade com os homens e os seus direitos humanos não estejam garantidos.
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ALCALDÍA MAYOR DE BOGOTÁ. Documento de trabajo: , 6 G- * 0 ? =2
[ *S=\ )11MA)11Q % & .. Responsables: Juanita Barreto,
Magdalena Barón, Martha Buriticá, Patricia Prieto y Elizabeth Quiñonez. Presentado el 3 de agosto de 2004.
A história da Colômbia registra vários eventos, que ocorreram no decorrer dos anos – conforme apresentado no Capítulo 1 – selando as inúmeras lutas femininas para alcançar seus direitos. Nesse caso, falar de um momento histórico significa retomar as vozes de mulheres que foram silenciadas, mulheres que se exilaram, mulheres que deram o melhor de si e que a sociedade as esqueceu. Mulheres que cultivaram a esperança para que outras mulheres conseguissem ter direitos em uma sociedade que permanentemente os nega.
As mulheres que viveram os acontecimentos históricos, desde os anos de 1970, identificaram diversos momentos significativos que as cercaram na luta por seus direitos. Passados 40 (quarenta) anos, é mantido o compromisso de continuar trabalhando por uma sociedade mais justa e mais humana.
Juanita Barreto foi a primeira mulher responsável pela coordenação da Política Pública de Mulher e Gênero, em Bogotá (2004M2007). Sobre as razões que a fizeram