2. KURAMSAL BİLGİLER ve KAYNAK TARAMALARI
2.1. Etlik Piliçlerde Refah Kavramı ile Stres ve Stres Fizyolojisi
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do evento, Antônio se reuniu com os professores e explicou-lhes a forma como foram planejadas e como deveriam ser conduzidas as atividades no ambientes de aprendizagem desenvolvido.
As oficinas foram conduzidas em um laboratório de computadores no ICEx/UFMG, o ProTem, fora do ambiente escolar normal aos alunos de Antônio, Carlos e Mário. Os alunos trabalharam em duplas como foi planejado. Coerente com a percepção de Borba e Penteado (2001), com quem concordamos, de que a aprendizagem se dá na interação entre seres-humanos-com-mídia, incentivamos o trabalho em grupo. Também, acreditamos que tal forma de trabalhar enriquece as tarefas investigativas e de exploração, devido à possibilidade de um movimento de feedback entre os integrantes do grupo, gerando um ambiente que favorece colocar, discutir e refletir sobre suas idéias.
Na condução das oficinas, os professores tiveram o apoio de integrantes do GEPEMNT, que coletaram impressões sobre a dinâmica em que aconteceram as atividades. Em nossas observações, Antônio e Mário conduziram as atividades da forma planejada. Foi observado que Carlos conduziu sua aula de uma forma diferente; Carlos a dividiu sua aula em duas sessões: (1) a primeira em que a ênfase foi a teoria – foi quando Carlos introduziu, explicou e discutiu com seus alunos o conteúdo tratado pela oficina, explicando todos os conceitos que seriam ali trabalhados; e (2) a segunda que consistiu da parte prática, quando seus alunos desenvolveram as atividades programadas no ambiente computacional projetado. Esta última foi conduzida em sua íntegra por um integrante do GEPEMNT, contando com um envolvimento pequeno de Carlos. Não discutimos com ele as razões que o levaram a conduzir as atividades dessa maneira.
Não posso omitir aqui que houve uma expectativa, talvez ingênua de nossa parte, de que todos os professores participariam da oficina assumindo o seu papel de instigador da investigação. Aquele que, segundo Skovsmose (2000) faria o convite “O que acontece se (...)?” (p. 72). Observamos que a ‘explicação teórica’ de Carlos, antes da atividade prática, encurtou o tempo previsto para desenvolvimento das atividades planejadas no computador, uma vez que para seus alunos não era mais necessário explorar, testar os gráficos e levantar conjecturas.
Vários fatos podem ter colaborado para que isto acontecesse. Carlos pode ter aceitado o convite de Antônio para participar de uma oficina em um ‘laboratório de informática’, mas
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não abriu mão de sua forma de dar aulas, independente do ambiente físico diferenciado. Talvez, para ele, a explicação que antecedeu a oficina pudesse ‘garantir’ um bom desempenho de seus alunos nas atividades programadas. De fato, temos testemunhado que muitos educadores acreditam ser a explicação teórica um pré-requisito para o ‘exercício’ que será feito posteriormente no computador.
Sobre a utilização de um software de forma subjetiva, Lins (2002), em sua pesquisa realizada com professores de matemática que utilizavam os programas Cabri-Géomètre e Excel em suas aulas, sugere que uso do software para ensinar matemática não está somente relacionado ao currículo, mas fortemente relacionado com o modo como o professor vê esse software. Assim, não existe ‘o’ programa Excel, mas ‘o Excel do professor X’, que é diferente do ‘Excel do professor Y’. No caso do ambiente de aprendizagem em que Pizza foi incluído, podemos, como Lins, pensar que a forma como o Carlos via o ambiente projetado ‘provavelmente’ não coincidia com o nosso olhar.
Algumas reflexões sobre as atividades práticas e insights para um projeto de extensão e pesquisa
Ao nosso modo de ver, as observações feitas durante as oficinas com professores em formação inicial e formação continuada articuladas aos debates foram fontes extremamente ricas de informações sobre: perfil dos professores-participantes, percepção destes sobre novas tecnologias, suas expectativas e seus receios mediante a possível adoção dessas tecnologias em sua prática docente. Pensamos (integrantes do GEPEMNT) que com esse formato, tais atividades poderiam fornecer diagnósticos para ações educacionais e, finalmente, subsídios para refletirmos e repensarmos o papel que estamos desempenhando (ou podemos desempenhar daqui por diante) na discussão sobre o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e na formação e formação continuada do professor de matemática. Somando às nossas experiências com oficinas, o projetar ambientes computacionais em colaboração com o professor de matemática em serviço, pareceu-nos um plano a ser pensado e investigado, dando origem a um terreno fértil para, quem sabe, conduzir uma investigação a partir de uma intervenção desta formadora e aprendiz-de- pesquisadora junto a grupos de professores de matemática.
Dessa reflexão, uma forma de trabalho com professores de matemática foi se delineando, dando origem ao projeto de extensão universitária “Novas Tecnologias e Educação
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Matemática na Formação Continuada de Professores de Matemática”. Este projeto constituiu-se futuramente como contexto para esta pesquisa.
1.5 Onqo tô...
Neste capítulo, tentei resgatar fatos de minha vida como estudante e profissional que achei importantes para compor minhas escolhas no campo da Educação Matemática e o uso de novas tecnologias. Em meu percurso, reflito sobre a reorganização de minhas concepções, crenças, modos de pensar e, conseqüentemente, dos modos de trabalhar neste campo. Observo que a minha forma de trabalhar tem sido um reflexo de uma constante troca de experiências com as pessoas que constituem o grupo daqueles que ensinam e aprendem matemática e de nossa interação com ferramentas e mídias que temos disponíveis para o exercício de nosso trabalho.
Como integrante do GEPEMNT repensei modos de trabalhar coletivamente e vivenciei momentos de forte trabalho colaborativo. Hoje, já não vejo a utilização do computador como um potencializador da aprendizagem de matemática, percebo-a como uma possível forma de reorganização dos processos de ensino e aprendizagem de matemática. O leitor perceberá que este novo olhar orienta, em grande parte, a minha atuação como pesquisadora e formadora no processo de formação continuada de professores de matemática.
No próximo capítulo, contextualizo esta investigação no campo de pesquisa onde as temáticas ‘Novas Tecnologias na Educação’, ‘Educação Matemática’ e ‘Formação de Professores de Matemática’ se encontram, interagem e, por vezes, se mesclam.
36 Capítulo 2
AS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: UM PANORAMA GERAL