2.1. Örgüt
2.2.5. Etkili Okulun Boyutları
2.2.5.1. Etkili Okulda Okul Yöneticisi
Com relação aos dados sobre práticas sexuais, coletados através dos questionários, não foram verificadas diferenças significativas entre o Jardins e Centro no número de parceiros fixos e casuais. Observou-se que 26% tiveram parceiros fixos nos últimos seis meses, 41% parceiros casuais e 33% parceiros fixos e casuais. Com parceiros fixos foram encontradas diferenças significativas apenas na prática de sexo oral. Maior número de homens participantes dos Jardins (82%) fizeram uso inconsistente do preservativo no sexo oral do que no Centro (72%). Maior proporção de homens no Centro (16%) afirmaram que engoliam esperma “sempre” ou “na maioria das vezes” do que no Jardins (10%).
Analisando separadamente as questões sobre uso de preservativo no sexo anal e vaginal, com parceiros fixos (homens e mulheres), na tabela 3 observa-se que 52% dos participantes tiveram algum tipo de prática de risco nos últimos seis meses. Para essa análise não foram consideradas as questões sobre sexo oral, pois o risco é menor e é mais difícil determinar se o tipo de sexo oral realizado realmente ofereceu risco.
Analisando as questões sobre uso de preservativo no sexo anal e sexo vaginal, com parceiros casuais (homens e mulheres), observamos que 43% dos participantes tiveram algum tipo de prática de risco nos últimos seis meses, proporção menor quando comparados aos homens que tiveram práticas de risco com parceiros fixos (52%). Para essa análise, também não foram consideradas as questões sobre sexo oral. Comparando-se os dados por região observamos uma diferença significativa, pois 50% dos homens do Centro e 36% dos Jardins tiveram algum tipo de prática sexual de risco com parceiros casuais.
Pode-se observar, portanto, que o grupo dos homens freqüentadores do Centro relatou proporcionalmente mais práticas desprotegidas que freqüentadores do Jardins entrevistados nesse estudo. Analisando conjuntamente as questões
sobre uso de preservativo no sexo penetrativo com parceiros fixos e casuais, observamos que 50% de nossa amostra declararam algum tipo de prática sexual de risco nos últimos seis meses, sendo maior o número de homens freqüentadores do Centro que declararam práticas de risco (54% Centro X 45% Jardins), conforme a tabela 3.
Tabela 3. Práticas sexuais de risco nos últimos 6 meses, de homens que freqüentavam bares e boates gays de duas regiões da cidade de São Paulo.
Variável Jardins Centro Total (n=224) (n=209) (n=433)
Sexo penetrativo parceiros fixos Sempre usou preservativo
Uso inconsistente 46% 54% 49% 51% 48% 52% Sexo penetrativo parceiros casuais**
Sempre usou preservativo
Uso inconsistente 64% 36% 50% 50% 57% 43% Sexo penetrativo parceiros fixos e casuais**
Sempre usou preservativo
Uso inconsistente 55% 45% 46% 54% 50% 50% ** P < .05, Qui-Quadrado Pearson, grupo do Jardins versus Centro.
Com relação ao sexo anal desprotegido, observou-se que o uso de preservativo era menor nas práticas passivas (49%) do que ativas (60%) com parceiros fixos. Com parceiros casuais observamos o mesmo, sendo que 56% usaram preservativo nas relações anais passivas e 65% nas relações anais ativas.
Além da maior porcentagem de práticas de risco no Centro, observou-se que esses homens do Centro tinham uma menor percepção do risco de contrair o HIV, quando comparados com os homens que freqüentavam o Jardins. A confiança no preservativo como um meio eficaz de prevenção também era menor no Centro e mais homens discordaram da afirmação que “camisinhas são seguras e não estouram com facilidade”.
Tabela 4. Percepção de risco e crença na eficácia do preservativo, de homens que freqüentavam bares e boates gays de duas regiões da cidade de São Paulo.
Afirmações
Jardins Centro Total(n=251) (n=247) (498)
Acho que pessoas como eu pegam o vírus da
aids.**
Concordo totalmente Concordo mais ou menos Discordo mais ou menos Discordo totalmente
50% 46% 48%
21% 11% 16%
18% 26% 22%
11% 17% 14%
Camisinhas são seguras pois não estouram com facilidade.**
Concordo totalmente Concordo mais ou menos Discordo mais ou menos Discordo totalmente
13% 18% 15%
42% 23% 33%
32% 35% 33%
13% 24% 19%
** P < .05, Qui-Quadrado Pearson, grupo do Jardins versus Centro.
Na questão sobre o teste HIV, 71% dos participantes afirmaram que fizeram o teste, sendo 5% declararam-se soropositivos. Não encontramos diferenças significativas entre as respostas obtidas no Centro e no Jardins. Observamos também que o uso inconsistente é maior entre os que não realizaram o teste, na região do Centro, entre os que praticam sexo anal com mulheres e sexo anal passivo com parceiros casuais.
Tabela 5. Teste HIV x Uso de preservativo nos últimos 6 meses, de homens que freqüentavam bares e boates gays de duas regiões da cidade de São Paulo.
Variável Jardins
Fez teste HIV Sim Não
Centro Fez teste HIV Sim Não
Uso de preservativo sexo anal com parceira fixa mulher.
Não teve essa prática Sempre usou Uso inconsistente 69% 73% 12% 05% 19% 22% 71% 58% 18% 07% 11% 35%* Uso de preservativo sexo anal passivo com parceiro
casual
Não teve essa prática Sempre usou Uso inconsistente 16% 24% 60% 60% 24% 16% 18% 26% 66% 38% 16% 36%* P < .05, Qui-Quadrado Pearson, grupo do Jardins versus Centro.
No momento da aplicação dos questionários, apenas 50% dos participantes relataram que estavam carregando preservativo, não havendo diferença entre Centro e Jardins. A questão (aberta) sobre os motivos relatados para não ter um preservativo naquele momento foram categorizadas. A principal categoria de respostas obtida nas perguntas abertas do questionário foi a de que os participantes não pretendiam transar (47%).
“Porque saí sem o instinto de ficar com nenhuma pessoa” (sic, questionário Centro). “Ao sair de casa para diversão, não saio com intuito de transar com ninguém. Se acaso conhecer, nunca transaria com esta pessoa por dois motivos: não transo com desconhecidos, não transaria por estar desprevenido.” (sic, questionário Centro).
“Vim aqui para encontrar os amigos e não pretendo transar.” (sic, questionário Jardins).
“Estou com meu parceiro e não vou transar.” (sic, questionário Jardins).
Alguns participantes afirmaram que não levavam preservativo pois tinham parceiro fixo (20%). Outros afirmaram que esqueceram de trazer (10%) ou que acabou (8%). Alguns afirmaram que iriam transar em casa onde há camisinha (5%) ou que se precisassem, poderiam comprar na farmácia (5%). Apenas 2% afirmou que não tinha preservativo pois não utilizava ou o parceiro deveria usar.
“O parceiro tem que usar camisinha já que ele é ativo.” (sic, questionário Centro).
Encontramos o relato de um homem do Centro que afirmou que não pretendia utilizar o preservativo e que era soropositivo.
“Não levo camisinha comigo pois eu só uso quando o parceiro pede e então ele, já que quer usar, que tenha!” (sic, questionário Centro).